domingo, 24 de setembro de 2017


Jaques Wagner quer se livrar de Sergio Moro

POLÍTICA LIVRE
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O ex-governador Jaques Wagner
De acordo com o site da revista Época, a defesa do ex-governador Jaques Wagner (PT) pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), o “arquivamento imediato” das investigações relativas ao crime de organização criminosa. Ainda segundo a revista, Wagner argumenta de que só existe contra ele uma citação na delação premiada do dono da UTC Ricardo Pessôa, na qual o empresário fala que fez apenas doações legais sem relação com ilícitos. A Procuradoria-Geral da República, quando apresentou a denúncia do chamado quadrilhão do PT, pediu que as apurações sobre Wagner fossem enviadas ao juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara em Curitiba – o ex-governador não consta entre os denunciados ao STF. Na petição, os advogados Bruno Espiñeira Lemos e Victor Minervino Quintiere afirmam também que o inquérito em relação a Wagner não pode ser enviado a Curitiba, porque ele agora possui foro privilegiado, por ter sido nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia em janeiro. Por isso, eles pedem que, caso seja negado o arquivamento, os autos sejam remetidos ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Horário de verão pode ser extinto este ano; governo quer ouvir sociedade

POLITICA LIVRE
A adoção do horário de verão para gerar economia de energia no Brasil não se justifica mais. A avaliação é do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino. O horário de verão está previsto para começar no dia 15 de outubro e terminar em 17 de fevereiro do próximo ano. O governo analisa a manutenção ou encerramento do horário de verão.”A avaliação é que, sob a perspectiva do setor elétrico, o horário de verão não se justifica”, disse Rufino.Estudos sobre a viabilidade da manutenção do horário de verão, que abrange nove estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal (Brasília), estão sendo conduzidos no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne diversos órgãos governamentais ligados ao setor elétrico.As pesquisas apontam para o fato de que a adoção da hora adiantada não resulta mais em economia de energia, uma vez que a temperatura é quem determina o maior consumo de energia e não a incidência da luz durante o dia. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), atualmente os picos de consumo ocorrem no horário entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.
Agência Brasil

Coreia do Norte diz que sistema nuclear só será usado como “última opção”

POLÍTICA LIVRE
A Coreia do Norte afirmou hoje (23) na Organização das Nações Unidas (ONU) que está entrando na fase “final” do estabelecimento de um sistema nuclear que tem fins de defesa e só será utilizado como “última opção”.”Estamos prestes a completar a nossa capacidade nuclear”, afirmou na Assembleia Geral da ONU o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho.Ele informou que recentemente o seu país testou com sucesso uma bomba de hidrogênio que poderia ser montada em um míssil intercontinental, “como parte dos esforços para chegar ao objetivo de completar uma força nuclear”. Ri Yong não mencionou em que data o teste foi feito, mas poderia ser o realizado em 3 de setembro e considerado por especialistas como a bomba mais poderosa desde que o país deu início aos ensaios nucleares, em 2006.O ministro disse que, para o seu país, este esquema procura ser um “elemento dissuasório” para evitar que os Estados Unidos possam realizar “uma invasão militar”. “O nosso objetivo é estabelecer um equilíbrio de poder com os Estados Unidos”, insistiu.Em um discurso de cerca de meia hora, ele qualificou como “injustas” as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU pelos testes balísticos e nucleares da Coreia do Norte e disse que “é absurdo pensar” que com estas sanções seu país mudará de rumo sobre o tema.

Macron corre risco de derrota em eleição para o Senado da França

POLÍTICA LIVRE
O pouco convencional partido político do presidente da França, Emmanuel Macron, batalha para tentar garantir a metade das vagas no Senado na eleição neste domingo. É provável, porém, que os resultados sejam um reflexo do crescente desencanto com o governo do líder.O partido centrista do presidente, o Em Marcha!, criado no ano passado, ganhou uma enorme maioria na Câmara dos Deputados nas eleições de junho, mas é improvável que consiga o mesmo no Senado. O partido de Macron poderia buscar alianças no Senado com outros centristas e moderados entre o Republicanos e os socialistas, para aprovar reformas econômicas pró-negócios.Os senadores não são eleitos em voto direto, mas sim por cerca de 75 mil funcionários eleitos, prefeitos, legisladores, vereadores e deputados estaduais, que votam em prefeituras de todo o país. Espera-se que os resultados preliminares saiam na noite deste domingo (hora local).Cerca de 2 mil candidatos competem por um dos 171 lugares do Senado. É a primeira vez que o partido de Macron participa de eleições no Senado desde que ele foi criado para movimentar a política francesa e atrair eleitores cansados das siglas tradicionais. O partido espera ganhar 50 vagas. Pesquisas mostram favoritismo para o Republicanos.A eleição ocorre num momento em que a popularidade de Macron se enfraquece, em apenas quatro meses de sua presidência.

Possibilidade de Dallagnol na política movimenta partidos no Paraná

POLÍTICA LIVRE
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A possibilidade cada vez menos improvável de que o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, abrace a carreira política, faz o cenário eleitoral do Paraná entrar em ebulição. O Podemos, do senador Álvaro Dias, e a Rede, de Marina Silva, têm, sutilmente, disputado o passe de uma das estrelas da operação. O negociador da Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, também teria sido sondado pelos mesmos partidos. Ironicamente, o PT local torce para que eles se decidam pela nova carreira.Os primeiros sinais vieram do próprio Dallagnol. Em suas palestras, o procurador tem citado a necessidade da renovação política. Claro que o discurso tem levado à inevitável pergunta: “O senhor é candidato?” Durante o 8º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, em Campos do Jordão, no interior paulista, Dallagnol chegou a declarar que quatro partidos o haviam procurado – ele, no entanto, não revela os nomes das legendas. No mesmo evento, não descartou “servir em diferentes posições públicas ou privadas”.Dallagnol voltou a tocar no assunto em entrevista ao jornalista Ricardo Boechat, na Band News FM, quando disse que não pretende ser candidato agora, mas não descartou essa hipótese no futuro.As pesquisas, entretanto, não esperam o futuro chegar. O instituto Paraná Pesquisas perguntou ao eleitor do Estado em quem ele votaria para o Senado em 2018. Dallagnol apareceu com 29,6% – atrás de Roberto Requião (PMDB), com 31,4%, na frente do tucano Beto Richa (22,2%) e muito à frente de nomes tradicionais da política paranaense, como o ex-prefeito de Curitiba pelo PDT Gustavo Fruet e a senadora petista Gleisi Hoffmann. Como Requião deve disputar o governo, o procurador teria chances no Senado.A pesquisa teria aumentado a pressão dos partidos sobre Dallagnol. Segundo pessoas próximas ao núcleo duro da Lava Jato, mesmo entre os procuradores existe um desejo de que algum integrante da força-tarefa se viabilize politicamente.É aí que surge o nome de Carlos Fernando dos Santos Lima. Tão conhecido quanto Dallagnol, Santos Lima teria a seu favor o fato de ser mais velho (53 anos) e com “menos a perder” do que Dallagnol (37 anos). Santos Lima estaria sendo cotado para deputado federal.Assim que seu nome passou a ser cogitado, Santos Lima se apressou em desmentir, no Facebook, a hipótese: “Antes de mais nada, não serei candidato a nenhum cargo político nas próximas eleições e muito menos fui procurado ou conversei com qualquer partido”.No Paraná, pessoas ligadas ao universo político dizem que ele pode ser convencido do contrário. O próximo levantamento do Paraná Pesquisas sobre as intenções de voto no Estado testará o nome do procurador.O Estado procurou os membros do Ministério Público Federal. A resposta veio pela assessoria: “Nenhum procurador da força-tarefa em Curitiba é pré-candidato a nenhum cargo eletivo. Isso é boataria”.

Em data-limite para reforma política, Congresso prioriza fundo

POLÍTICA LIVRE
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Sem conseguir implementar mudanças efetivas para as eleições de 2018, o Congresso Nacional vai concentrar esforços nas próximas duas semanas para aprovar a criação de um fundo público para o financiamento de campanha. Hoje, a preocupação de deputados federais e senadores é uma só: como levantar recursos para abastecer as campanhas no próximo ano, uma vez que em 2015 o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu as doações de empresas. Tanto o Senado quanto a Câmara estão debruçados sobre essa questão.Diante da dificuldade dos deputados de avançarem com as propostas da reforma política no plenário, os senadores começaram na semana passada a articular um “plano B”. O Congresso tem pressa porque, para valer em 2018, as novas regras eleitorais precisam ser aprovadas até 7 de outubro – um ano antes das eleições.A iniciativa no Senado tem sido patrocinada pelo líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele foi um dos primeiros a defender a criação de um fundo público que, nas suas contas, poderia chegar a pelo menos R$ 3,6 bilhões.Os passos dos senadores estão sendo combinados com o relator da reforma política na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP). Por causa do prazo exíguo, a proposta que avançar primeiro em uma das Casas deve ser apreciada em seguida pela outra.Apesar de terem o mesmo objetivo, deputados e senadores ainda não chegaram a um acordo em relação a dois pontos importantes: a origem do dinheiro para abastecer o fundo e, principalmente, qual vai ser o tamanho desse montante.Pelo texto costurado por Jucá, que partiu de um projeto apresentado pelo líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), além dos recursos de emendas de bancadas, o fundo seria abastecido com valores da compensação fiscal cedidos às emissoras de rádio e TV que transmitem os programas político-partidários. Os programas deixariam de existir e o dinheiro seria destinado para as campanhas.

Meirelles sonha em demitir Rabello de Castro e Temer sonha em demitir Meirelles


Charge do Frank (A Notícia)
Vicente Nunes
Correio Braziliense
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está incansável no trabalho de substituir Paulo Rabello de Castro na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os dois não se bicam. Alguns investidores presentes no seminário do qual Michel Temer e Meirelles participaram, na quarta-feira, 20, em Nova York, ficaram, por sinal, muito mal impressionados com Rabello de Castro, que desfilou como candidato à Presidência da República.
Os investidores que compareceram, na quarta-feira, 20, à palestra de Michel Temer em um luxuoso hotel de Nova York notaram o enorme cansaço do presidente. Transmitia toda a preocupação com mais uma denúncia contra ele, que será avaliada pela Câmara dos Deputados.
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Defesa pede que Cunha fique preso em Brasília, mas Moro nega


Os advogados do ex-presidente da Câmara já tinham solicitado a permanência definitiva dele no Complexo Penitenciário da Papuda, em agosto

BAHIA.BA
O juiz federal Sérgio Moro negou novamente o pedido da defesa do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que ele ficasse preso em Brasília  até as alegações finais do processo.
O peemedebista foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão por propinas de U$S 1,5 milhão na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.
Os advogados do ex-presidente da Câmara já tinham solicitado a permanência definitiva dele no Complexo Penitenciário da Papuda, em agosto.

Por que devemos calar o aiatolá?


MÍDIA SEM MÁSCARA

O sábio liberal Karl Popper (1902-1994) – austríaco que testemunhou de perto os males do totalitarismo – deixou aos defensores da liberdade uma lição valiosíssima, que ficou conhecida como “Paradoxo da Tolerância”.
Popper ensinou que se formos de uma tolerância desmedida para com
todos, paradoxalmente, estaremos sabotando nossos próprios esforços em manter o Ocidente livre e tolerante.
Porque a tolerância ilimitada permitirá (e, na verdade, incentivará) o florescimento descontrolado dos intolerantes. E os intolerantes, por sua vez, erradicarão os tolerantes e, com eles, a própria tolerância.
“Devemos, portanto, em nome da tolerância, reivindicar o direito de não tolerar os intolerantes”, advogou Popper. O alerta foi dado em 1945, ano da publicação da sua obra magistral: “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”.
Hoje a Europa é a realização da profecia de Popper: ameaçada p
elos bárbaros intramuros do fascismo islâmico que se aproveitaram das portas abertas e da permissão para manter a Sharia em seus guetos intocáveis.
Por que devemos calar o aitolá
São Paulo recebeu ontem o Aiatolá Mohsen Araki, que tem fortes e conhecidas ligações com o Hezbollah, organização terrorista que prega a destruição do Estado de Israel.
O Aiatolá é um antissemita sujo que tenta camuflar seu antissemitismo com um discurso falso de luta pelos direitos dos palestinos. Ele não se importa com os palestinos! Ele os usa para pregar o ódio contra os judeus e Israel.
Além disso, de acordo com o jornalista Claudio Tognolli, Mohsen Araki está ligado a atentados contra alvos judaicos no início dos anos 90, na Argentina:
Araki está conectado, segundo a PF, aos atentados na Argentina contra a embaixada de Israel – ocorrido em 1992 e que deixou 29 mortos – e a associação judia AMIA – de 1994, com 85 mortos – que continuam sem esclarecimento.
Os dois ataques ocorridos em Buenos Aires contra a comunidade judia, a maior da América Latina, e registrados durante o mandato do presidente Carlos Menem (1989-1999), ressurgiram na mídia com o assassinato do promotor encarregado, Alberto Nisman.
Esse rato sujo do antissemitismo entrou em nosso País sem nenhuma restrição e agora está aqui em São Paulo, à convite do Centro Islâmico no Brasil, para irradiar seu discurso de ódio sem nenhum receio.
Pois o Aiatolá deve ser IMPEDIDO de falar. Se não pelos meios legais, que parecem ter falhado, por meio de atos de desobediência civil daqueles que sabem os riscos que estamos correndo ao abrir tal precedente.
Como bem escreveu Claudia Wild, “a visita da pústula em questão será monitorada pela Polícia Federal a pedido do Ministério da Justiça, depois dos mais variados protestos”.
E mais:
“Entretanto, esta figura nefasta não deveria ser aceita nem para colocar os pés no país. Se observarem o disposto na lei de Segurança Nacional, esta seria a atitude do governo; impedir sua entrada no território nacional.”
O velho Popper sempre esteve certo. Agora o Brasil será cada vez mais submetido ao teste no qual a Europa tragicamente fracassou, resultando em ondas de mortes e terror.
Os intolerantes não podem ser tolerados ou bem vindos!

Thiago Cortês é jornalista.

Diálogo Pequim-Vaticano prepara uma “Igreja Católica falsa”, denuncia cardeal


MÍDIA SEM MÁSCARA
9ª Assembleia dos Representantes Católicos,
ficção criada pelo governo comunista não reconhecida por Roma.
Uma “Igreja Católica fake (falsa)” vinha sendo preparada pelo regime comunista chinês, que tentava obter para isso uma chancela do Vaticano.
Por sua vez, o Cardeal Joseph Zen, Arcebispo emérito de Hong Kong, denunciou o andamento do acordo entre a Santa Sé.
Segundo ele, o governo ateu forneceria o embasamento de uma igreja falsamente católica.
O cardeal (foto) exprimiu sua posição em entrevista para a revista Polonia Christiana.
Ele comparou a situação atual da Igreja Católica na China continental com a época da brutal repressão física comunista nas décadas de 1950 e 1960. E sublinhou que hoje a situação é ainda pior, informou “Life Site News”.
Por que é pior? – perguntou a revista polonesa.
“Porque a Igreja foi debilitada. Eu lamento ter de dizer que o governo não mudou, mas a Santa Sé está adotando a estratégia errada.
“Ela está ansiosa demais para dialogar, mas um diálogo em que eles mandam todos a não fazer barulho, a se acomodarem, a se comprometerem a obedecer ao governo.
“Então, as coisas estão indo cada vez mais para baixo”.
Essa situação intolerável é resultado da orientação do Papa Francisco e suas experiências com o comunismo na América Latina.
“Na aparência, o acordo parece ser garantido pela palavra do Papa.
“Mas toda a iniciativa é uma fraude. Na Santa Sé estão concedendo um poder decisivo ao governo […] “como é que se pode conceder a um governo ateu a iniciativa de escolher os bispos? É incrível. Incrível” – sublinhou.

“No papel”, o governo aprovaria uma eleição cozinhada no seio da conferencia episcopal, após o que a decisão seria encaminhada ao Papa, que teria a última palavra, explicou.
Mas acontece que “a eleição e a Conferência Episcopal” são falcatruas e o Papa nunca mais poderia propor um candidato a bispo.
Na China não há eleição livre e a Conferência Episcopal é uma criação do regime comunista, que não tem nada a ver com a Igreja.
Na China “tudo é decidido antes de qualquer votação. Eu realmente não posso acreditar que a Santa Sé não saiba que não existe a ‘Conferência Episcopal’.
“É só uma fachada. Ela nunca discute nada. Só se reúne quando é convocada pelo governo. Então, o governo passa as instruções e ela obedece. É tudo uma fraude” – completou.
O cardeal relembrou que o Papa Bento XVI já havia afirmado que não há Conferencia Episcopal na China.
“Nessa ‘Conferência’ há bispos ilegítimos, enquanto que os bispos legítimos estão na clandestinidade e não nessa ficção”, sublinhou.
O prelado desfez a dificuldade proveniente do fato de que na história houve circunstâncias em que alguns reis ou imperadores designaram bispos, dizendo:
“Mas, pelo menos nesses casos, eram reis ou imperadores cristãos. Estes são ateus comunistas que querem destruir a Igreja e, enquanto não podem destruí-la, pretendem debilitá-la”, conclui.

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Os intérpretes do Brasil?


por Aninha Franco/ CORREIO
“Quem foi que inventou o Brasil?” Perguntou Lamartine Babo na marchinha História do Brasil, respondendo no próximo verso: “Foi seu Cabral, no dia vinte e um de abril, dois meses depois do carnaval”.  Parece que esse Brasil que o Cabral navegante “inventou”, em 21 de abril, acabou. E que todos os outros Brasis, o do caluniado Makunaíma, o de Peri e o de Ceci, e o de cada um de nós, todos acabaram. Recentemente, o historiador Marco Villa pediu outros intérpretes para esclarecer o Brasil contemporâneo, porque Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Câmara Cascudo, Euclides da Cunha já não dão conta. E mesmo Chico Buarque, filho de Sérgio Buarque, que explicou ao Brasil um Brasil dos Anos 1970 e, nos 2000, lamentou o fim de sua gentileza, também já não explica mais nada, apenas que a gentileza brasileira acabou.
Neste Brasil deselegante, o homônimo do Cabral navegante foi condenado a 45 anos de prisão em regime fechado por corrupção. As penas de outros processos do ex-governador do RJ podem chegar a 500 anos – quase a idade do país -, penas que Cabral não conseguirá cumprir porque é mortal, mas que merece pelo que cometeu contra o Estado, vítima de Garotinho, preso, vítima de Rosinha Garotinho, vítima de Benedita da Silva, vítima de Pezão, eleitos e não vigiados por um sistema político sinistro. A cúmplice e esposa de Sérgio Cabral foi condenada a 18 anos em regime fechado, como ele. As regalias universitárias dos dois terminam com a condenação. Condenados, eles conviverão com criminosos sem diplomas, possivelmente menos perigosos que eles. Esperemos que eles não os pervertam.
Sérgio Cabral, que saqueou o Estado do Rio como se não houvesse amanhã, era, conforme discurso do ex-presidente Lula, em 2007, um dos três meninos de ouro da política brasileira, ao lado do governador eleito na Bahia, Jaques Wagner, e do governador eleito em Pernambuco, Eduardo Campos. De lá pra cá, a política brasileira, a nova e a velha, correm juntas da Polícia Federal e da Lava Jato, fugindo à responsabilidade pela deterioração física e mental do Brasil não-interpretável.
Mas as pesquisas sugerem que, em 2018, estaremos diante de Lula e Bolsonaro para conduzir o Brasil até 2022, como fomos submetidos a Lula e Collor em 1989. Em 1989, fomos coagidos a usar nossa obrigação de eleger o presidente da república, alguns pela primeira vez, diante das opções de Lula e Collor em segundo turno. Collor venceu, caiu em seguida e a história nos presenteou com um político honesto do PMDB, Itamar Franco, que estabilizou a moeda e quando passou a faixa presidencial a FHC, entregou-lhe um relatório detalhado sobre a corrupção no governo federal, resultado de 10 meses de trabalho da Comissão Especial de Investigação, a CEI, explicando a atuação da corrupção nos ministérios e empresas estatais, consumindo 40% de tudo que o Estado administrava, numa sangria de trilhões de reais que corroía a democracia do país.
FHC extinguiu a CEI 15 dias depois de tornar-se presidente, o que eu jamais entendi, porque a extinção explica muito do que está acontecendo agora. Começo a entender a extinção inexplicável assistindo FHC defender Lula, seguidamente, em casos indefensáveis.

Terra não para de tremer e México registra mais um terremoto

Neste domingo, sismo teve magnitude de 5,7 graus


Pela terceira vez em cinco dias, o México registrou um forte terremoto neste domingo (24). Segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o sismo atingiu 5,7 graus na escala Richter e teve o epicentro em Paradéon, no estado de Chiapaspor.
Ontem, um tremor de 6,1 graus atingiu a área central do país, no estado de Oaxaca, e no último dia 19, um terremoto de 7,1 graus também foi sentido na mesma região.
Neste último, apesar das equipes de buscas ainda tentaram achar sobreviventes, o que seria um milagre, já há 310 mortes confirmadas. São 172 vítimas fatais na Cidade do México, 73 no estado de Morelos, 45 no estado de Puebla, 13 no Estado do México, seis em Guerrero e uma em Oaxaca.
Além disso, no dia 8 de setembro, um sismo de 8,2 graus devastou Oaxaca e algumas áreas próximas e causou a morte de outras 98 pessoas.
Quando uma região é atingida por um forte terremoto é normal que ocorram as chamadas "réplicas", que normalmente são de baixa intensidade, mas que podem ser quase tão fortes quanto o tremor inicial.

Redução da maioridade penal ignora estatísticas e falhas na educação, dizem especialistas


Ao mesmo tempo em que Rio vive dias de violência, pauta volta a ser debatida no Senado

Jornal do BrasilRebeca Letieri

A redução da maioridade penal voltou à discussão no Senado. Em meio à crise de segurança pública no país, e principalmente com os holofotes voltados para o Rio de Janeiro - onde a Rocinha vive dias de terror com confronto entre traficantes e a polícia -, a pauta ganha força entre parlamentares e ignora as estatísticas. Para especialistas no assunto, acreditar na redução como uma solução para a criminalidade não só retira os direitos da criança e do adolescente, como ignora o verdadeiro problema que deveria estar em pauta: a falta de investimento em educação.
“Uma pergunta que eu sempre faço para as pessoas que defendem essa medida é: por que não colocar toda essa energia política que colocam pela causa da redução em favor do ensino público integral? Se a criança e o jovem estivessem estudando e bem alimentandos ao longo do dia, dificilmente estariam na rua assaltando as pessoas”, questionou o coordenador do movimento ‘Niterói Contra a Redução’, e advogado Marcos Kalil Filho.
A matéria que está na pauta para ser votada é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2012, que prevê a redução da maioridade penal para os jovens de 18 para 16 anos. Os senadores adiaram a votação que estava prevista para esta quarta-feira (20) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. A pauta da comissão, da qual constavam mais de 40 itens, deve ser votada na próxima semana. Se o texto for aprovado na CCJ, ele seguirá direto para o plenário do Senado, onde deverá passar por duas votações. São necessárias a aprovação de 49 dos 81 deputados.
Diante da polêmico do assunto, senadores argumentaram que não teriam tempo suficiente essa semana para fazer o contraponto ao texto do relator, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), favorável à mudança.
O tema havia sido uma das principais bandeiras do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso pela Operação Lava Jato. Depois dos desgastes sofridos pelos parlamentares ligados a Cunha, a pauta havia sido esquecida no Congresso desde meados de 2015.
Para Marcos Kalil, a proposta volta à pauta do Congresso com base no que ele chamou de “populismo penal”.
“A população brasileira, da elite às estratificações mais baixas, veem na redução da maioridade penal uma saída concreta para a percepção crescente da violência urbana. Logo, para os políticos, o tema é um chamariz. Chama a atenção do eleitorado, garantindo holofotes e, quem sabe, alguns votos. Estamos praticamente em ano eleitoral”, completou.
Jovens protestam contra a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal, em passeata no centro do Rio de Janeiro em 2015
Jovens protestam contra a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal, em passeata no centro do Rio de Janeiro em 2015
Críticas
As críticas de parlamentares e movimentos sociais diversos que atuam na área de Direitos Humanos são extensas e o debate está longe de ser novo ou simples. O Ministério dos Direitos Humanos (MDH) divulgou nota na última quarta-feira (20) em que manifesta "profunda preocupação" quanto à PEC. O órgão diz que o texto é inconstitucional, ignora o "colapso" do sistema prisional brasileiro e viola direito dos adolescentes.
Ressalta também que a Constituição de 1988 prioriza a criança e o adolescente e estabelece o "dever do Estado, da família e da sociedade em assegurar-lhes direitos básicos, colocando-os a salvo de toda forma de violência, crueldade e opressão." "Além de violar cláusula pétrea constitucional, a proposta afronta parâmetros protetivos internacionais, que o Estado brasileiro se comprometeu a cumprir, como a Convenção sobre os Direitos da Criança", completou.
A proposta original de redução da maioridade penal, que já era criticada por estes movimentos, estabelecia a redução para os crimes hediondos, tortura, terrorismo, tráfico de drogas e casos repetidos de roubo qualificado e agressão física. O autor é o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), atual ministro de Relações Exteriores.
Marcos explica que a PEC 33/2012 não é o mesmo projeto que foi aprovado na Câmara no passado. Ela permite que o juiz desconsidere a inimputabilidade de um jovem entre 16 e 18 anos para puni-lo conforme um adulto, se assim julgar necessário.
“Ainda assim, se insere no campo da redução da maioridade penal, pois abre um perigoso precedente de ameaça aos direitos da criança e do adolescente”, disse o advogado, acrescentando: “Difícil pensar que, na prática, com uma Justiça classista e racista, a maioria dos casos de adolescentes infratores que se encaixarem em um perfil racial e sócio-econômico específico não será tratada pelos juízes como imputável. Além disso, com a espetacularização da justiça, casos de grande repercussão ensejarão pressão pública extra sobre os ombros dos magistrados para que eles punam esse ou aquele réu”.
Além do ministério, diversas entidades como ONU, Fórum Brasileiro de Segurança Pública, OAB, Associação dos Magistrados Brasileiros, CNBB e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, criticam a proposta.
Estatísticas
Apontada como solução para os altos índices de criminalidade, a medida pode ser contestada pelas próprias estatísticas sobre a violência no país. Ao contrário do que se diz, estudos apontam que o jovem, pobre e negro da periferia é a maior vítima da criminalidade.
Entre 2010 e 2012, os atos infracionais cometidos por jovens contra a pessoa diminuíram. O homicídio, por exemplo, passou de 14,9% do total dos tipos de conduta para 9% e o estupro chegou a 1,4%. Dos 21 milhões de meninos e meninas entre 12 e 18 anos, apenas 90 mil incorreram em atos infracionais até 2011.
“Não há base estatística para a redução da maioridade penal. Os números de delitos cometidos por jovens é muito baixo. O que há é uma lente de aumento que a mídia põe sobre esses casos”, explicou Marcos.
Além disso, o Brasil tem a 3ª maior população carcerária do mundo com mais de 715.00 presos. Entre 1992 e 2013, o país teve o maior aumento desse contingente no mundo. No sistema prisional para maiores de 18 anos, o indivíduo volta a cometer um crime em 80% das vezes.
“Privar uma pessoa de liberdade não promove a sua socialização com quem está fora dela. Seja em uma prisão luxuosa, seja nos depósitos de corpos brasileiros. O agravante daqui é que as péssimas condições de vida das prisões são crimes de Estado contra o indivíduo. Além disso, muitos entram sem nenhuma ligação com organizações criminosas e saem ligados a elas”, completou o advogado.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) também se manifestou contra a proposta que voltou à pauta nessa semana. “Reduzir a maioridade penal não resolverá o problema de segurança e dos altos índices de violência. No Brasil, os adolescentes são hoje mais vítimas do que autores de atos de violência”, disse a agência da ONU em nota. “O país precisa se comprometer com a garantia de oportunidades para que suas crianças e seus adolescentes se desenvolvam plenamente, sem nenhum tipo de violência”.
Manifestantes discutem mitos e verdades da maioridade penal em 2015
Manifestantes discutem mitos e verdades da maioridade penal em 2015
Medidas socioeducativas
Mesmo sendo exceção, a pergunta que paira sobre a maioria da população é com relação a punição para esses jovens, que se não vão para as prisões, vão para onde? Os dados indicam que, entre 1996 e 2012, houve um aumento de 294% no número de adolescentes encarcerados, alcançando quase 21 mil jovens reclusos.
“O senso comum acredita que o adolescente não é responsabilizado. Todos são responsabilizados a partir dos 12 anos. As pessoas desconhecem o fato de que o adolescente tem a medida socioeducativa como uma possibilidade dele refletir sobre o ato praticado. As instituições são as responsáveis por aplicar essas medidas. Em vez disso, atacam em outra vertente que é aumentar o tempo de internação ou reduzir a maioridade penal como se isso fosse resolver o problema da segurança”, explicou Sidney Teles, ex diretor-geral do Degase, o Departamento Geral de Ações Socioeducativas, órgão vinculado a Secretaria de Estado de Educação.
O jovem entre 12 e 17 anos que sai do sistema socioeducativo, para onde ele é encaminhado hoje, volta a cometer crimes apenas 16% das vezes. Entre 2010 e 2012, houve um aumento de 33% na aplicação de medidas socioeducativas, alcançando quase 90 mil adolescentes. “A percepção da população a partir da publicidade que se dá a casos com menores infratores é maior do que a repercussão de um ato praticado por um adulto. E aí volta essa pauta de reduzir como solução, para um problema que, na verdade, envolve outras questões como a falta de educação, saúde e cultura”, disse.
Sidney citou a caso recente na Rocinha que deixou quase 2,5 mil alunos da rede municipal de ensino sem aula na última sexta-feira (22) por causa de conflitos entre policiais e criminosos. E lembrou do caso no Jacarezinho mês passado: ao todo, nove escolas, quatro creches e dois Espaços de Desenvolvimento Infantil da região precisaram ser fechadas, totalizando 15 unidades escolares. Com isso, cerca de 6.200 alunos da região permaneceram sem aulas.
“Mas isso não tem o impacto que deveria ter numa sociedade evoluída”, acrescentou.
E finaliza: “Desde a sua promulgação, o estatuto é tratado como uma lei avançada para o nosso país. Eu diria que o país é que é atrasado para tratar dos direitos da criança e do adolescente. Se pensarmos no Rio, que condição [educação, cultura e saúde] nós estamos oferecendo a essas crianças para que nós tenhamos esse pensamento de reduzir a maioridade? Em vez de construir mais escolas, construímos mais prisões. Nós estamos retrocedendo. E os mais penalizados com isso são as crianças e adolescentes que vivem em situação de maior vulnerabilidade social”.

Merkel celebra a vitória de seu partido nas eleições da Alemanha

Chanceler alertou, no entanto, para a força do AFD

A chanceler alemã, Angela Merkel, celebrou neste domingo (24) a vitória de seu partido CDU/CSU nas eleições do país. Ela deve assumir seu quarto mandato consecutivo à frente da Alemanha nos próximos dias.
"Nós esperávamos um melhor resultado, mas não vamos esquecer que temos desafios nesse novo período legislativa. Conseguimos ganhar, e eu tenho a função de construir o governo e liderar esse governo. É uma responsabilidade estar há 12 anos no governo ", disse agradecendo a todos que "confiaram" na sigla.
>> Angela Merkel, a líder 'normal' do 'mundo livre'
Muito aplaudida por seus correligionários, Merkel lembrou da "entrada do AFD no Bundestag e temos que fazer uma análise séria sobre isso e entender quais são as razões para a eleição desse partido".
"Temos que ser um país com justiça social e queremos construir um país e uma Europa mais forte. Precisamos lidar com as imigrações e como gerir isso também sob o foco da segurança. Temos muitas responsabilidades", destacou.
"Temos que fazer uma análise séria sobre isso e entender quais são as razões para a eleição desse partido [AFD]", disse Merkel em discurso neste domingo na Alemanha
"Temos que fazer uma análise séria sobre isso e entender quais são as razões para a eleição desse partido [AFD]", disse Merkel em discurso neste domingo na Alemanha
Urnas
Foram abertas às 8h (3h no horário de Brasília) as urnas das eleições na Alemanha neste domingo (24). A votação, que segue até às 18h (13 no horário de Brasília), segue sem incidentes. Os mais de 61,5 milhões de alemães foram às urnas para eleger os representantes do Bundestag, o Parlamento do país, que nomeará o novo chanceler nos próximos 30 dias.
O partido da chanceler alemã Angela Merkel, a União Democrata-Cristã (CDU), em coalizão com o União Social-Cristã (CSU), conquistou 32,5% dos votos, segundo pesquisa de boca de urna. O Partido Social-Democrata (SPD), do líder Martin Schulz, deve conquistar 20% dos votos. Como terceira força, aparecem os representantes da sigla de extrema-direita e ultranacionalista do Alternativa para a Alemanha (AFD) com 13,5%. Já o Partido Liberal Democrático (FDP) tem 10,5% dos votos, os Verdes tem 9,5% e o A Esquerda teve 9%.
O temor de Schulz, assim como o de Merkel e da comunidade internacional, é um grande avanço do Alternativa para a Alemanha (AFD). Se os resultados se confirmarem, essa será a primeira vez desde 1945 - após a queda do nazismo - que ao menos um deputado de extrema-direita volta ao Parlamento do país. "Estamos no Bundestag e mudaremos o país", comemorou o candidato principal da lista do AFD, Alexander Gauland.
Ainda se os números foram confirmados, apesar de uma leve tendência de aumento, a CDU de Merkel teria uma grande derrota na comparação com àquela de 2013, quando obteve 41,5% dos votos.

Intervenção Militar pode estar iminente! Entenda:

REVOLTA BRASIL
Na última sexta, o general Mourão, num encontro de maçons, criticou a Constituição e admite a hipótese de uma “intervenção militar” para resolver os problemas do país.
Envergando sua farda, o oficial pisoteou o Regulamento Disciplinar do Exército, que proíbe militares da ativa de opinar sobre assuntos políticos. Também afrontou a autoridade do comandante Eduardo Villas Boas, que é conhecido por pregar o respeito às leis e à ordem democrática.
Na sexta, o general Mourão chamou de “excelente” uma pergunta que propôs o fechamento do Congresso. “Ou as instituições solucionam o problema político pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, declarou.
Fonte: Folha de S.Paulo e Estadão.

Temer já deu início à “compra” de deputados para rejeitar a denúncia na Câmara


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Charge do Jota A (Portal O Dia/PI)
Deu em O Globo
Com a autorização do Congresso para o governo fazer um rombo maior nas contas públicas, o governo liberará R$ 1,016 bilhão em emendas parlamentares. A liberação do dinheiro foi anunciada após o envio à Câmara da denúncia contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução à Justiça. A maior parte desse dinheiro será destinada às emendas individuais.
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, argumentou que a equipe econômica não teria opção de não fazer a liberação, porque é uma norma da Constituição Federal.
“RECURSOS” – Dyogo Oliveira ressaltou que as emendas parlamentares são recursos. Lembrou que esse dinheiro é um fonte importante para obras de infraestrutura em cidades pequenas.
“Eu acho importante esse recurso ser destinado para o interior. Talvez pela minha origem” — falou o ministro que nasceu em Araguaína, no Tocantins.
Questionado sobre a proposta dos congressistas de usarem parte das emendas parlamentares para financiarem as eleições do ano que vem, ele disse que o Planejamento não foi instado a se manifestar. Dyogo disse que considera a proposta uma solução neutra do ponto de vista estritamente fiscal.
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“Chorar a vitória de Trump é ignorância histórica”, diz o analista político Tariq Ali


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Ali elimina mitos sobre racismo, fascismo e socialismo
Fernanda Mena
Folha
Ao expressar abertamente preconceitos de raça, origem e religião, o presidente Donald Trump pode até constranger as elites progressistas do país, mas está apenas verbalizando uma ideologia que existe desde a fundação dos Estados Unidos. Para o ensaísta paquistanês Tariq Ali, Trump é produto, e não artífice das manifestações de racistas brancos, cuja principal expressão está na Ku Klux Klan, a maior organização da história norte-americana. “Trump não ameaça o establishment, apenas o incomoda quando iguala grupos fascistas e de ultradireita com suas vítimas. Então, já estão se acostumando a ele.”
O escritor é um dos editores da revista “New Left Review” e acaba de lançar livro “Dilemmas of Lenin: Terrorism, War, Empire, Love, Revolution” (dilemas de Lênin: terrorismo, guerra, império, amor, revolução).
Ele vem ao Brasil participar do seminário “1917: O Ano que Abalou o Mundo”, sobre o centenário da Revolução Russa, que acontece de 26 a 29 em São Paulo, e diz que vivemos numa época em que as revoluções não são populares, assim como o marxismo e a utopia socialista.
Se o projeto socialista fracassou, qual o legado da Revolução Russa?
É o de uma revolução que não se concretizou, não se cumpriu. Devemos estudá-la como fazemos com a Revolução Francesa. E há muito o que aprender com ela, como fez a social democracia. Mas vivemos numa época em que revoluções não são populares e nada no marxismo e no socialismo é considerado bom. O colapso da União Soviética nos anos 80 foi uma derrota estratégica gigantesca para a esquerda, e reverberou no mundo intelectual.
Então marxismo e o socialismo estão em baixa?
O triunfo do capitalismo e o consequente processo de globalização abalaram o mundo. E a desigualdade resultante disso se tornou um problema. Como o mundo é volátil, as ideias do socialismo retornam aqui e ali, como na campanha de Bernie Sanders [no Partido Democrata] para a presidência dos Estados Unidos. Ter um senador norte-americano declarando ser socialista foi uma surpresa.
Por outro lado, novas expressões de cunho fascista têm surgido na Europa e EUA.
Não vejo um ressurgimento do fascismo, como vimos na Itália e na Alemanha. Existem lideranças de extrema direita e pequenos grupos fascistas ligados a elas, mas dizer que [Donald] Trump é fascista é ridículo. Isso implicaria em ele ter alguma inteligência teórica. Você pode discordar do fascismo, mas seus ideólogos não eram estúpidos. A política dos últimos 30 anos é a da centro-esquerda e centro-direita, que chamo de centro-extremo. O que sai disso é chamado de anarquista ou fascista, o que é estúpido.
Como classificar atos de grupos racistas brancos nos EUA?
Trump tem apelo especial para estratos conservadores, mas ele não é diferente de Ronald Reagan, dos Bush ou de Richard Nixon -cujas gravações do caso Watergate tornaram evidente seu racismo e antissemitismo. Só que Trump diz isso em público, o que contraria muita gente, porque as pessoas acreditam nos EUA, adotado como modelo para muitos países do mundo. Mas, na verdade, os EUA têm sido isso há muito tempo. O racismo organizado não foi criado por Trump, e existe nos EUA desde sua fundação.
O sr. fala da Ku Klux Klan?
Sim. A Ku Klux Klan, que massacrava e assassinava negros, foi a maior organização política na história dos EUA e teve quatro milhões de membros, contingente que nenhum partido jamais atingiu. Portanto, é sinal de ignorância histórica celebrar ou chorar a vitória de Trump. Os europeus também não deveriam se surpreender com sua vitória. Tivemos [o primeiro-ministro italiano Silvio] Berlusconi. Tivemos no governo da Finlândia um partido que se dizia “pós-fascista”, e isso não foi um problema: suas lideranças foram recebidas e saudadas em todo canto. Por quê? Porque ele apoiava o sistema neoliberal.
O respeito ao mercado seria uma salvaguarda para discursos políticos controversos?
Isso está no centro de tudo: se você apoia as prioridades sistêmicas do capitalismo, está tudo bem, mesmo que você seja um fascista. Se quebrar isso, a coisa muda. Se Trump ameaçasse Wall Street, estaria fora no minuto seguinte. Mas ele só está incomodando o establishment ao igualar grupos fascistas e de ultradireita com suas vítimas, como em Charllotesville [quando o confronto entre grupos racistas e os que protestavam contra eles culminou em morte]. Como ele não o ameaça, estão se acostumando a ele. Não se vê [Barack] Obama ou [Hillary] Clinton se organizando contra isso. Os democratas não estão se responsabilizando por nada.
Esta lógica se aplica ao Brasil?
O período do PT esteve longe de ser perfeito. Muitos erros foram cometidos. Lula e Dilma nunca pensaram em desmantelar a ordem neoliberal e suas prioridades. Lula fez o Bolsa Família, que, apesar de correto, era como dar esmola a mendigos. Não implicava em nenhuma mudança estrutural e, pior, se tornou um substituto para essas mudanças. Ainda assim, acho terrível o que foi feito com Dilma por meios constitucionais. Não é segredo que seu substituto é corrupto, mas parece que tudo bem. O “Wall Street Jornal”, o “Financial Times” e parte da imprensa brasileira argumentam que todos são corruptos. Há um elemento de verdade nisso, mas não é coisa boa.
Como vê os novos nacionalismos na Europa?
Como o próprio “brexit” [saída britânica da União Europeia] mostrou, há a visão de que a União Europeia é a engrenagem do capitalismo neoliberal na Europa, cria desemprego, austeridade etc. E traz mão de obra barata para países com histórico de movimentos sindicalistas fortes, o que criou muita raiva. O “brexit” foi um grito de raiva contra o sistema neoliberal. Sabemos que crise econômica não leva as pessoas para a esquerda, mas para a direita. Elas procuram bodes expiatórios dentro de suas próprias comunidades.
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Meirelles diz que recebeu apoio de investidores dos EUA para sua candidatura


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Ninguém sabe se Meirelles é brasileiro ou americano
Henrique Gomes Batista
O Globo
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que recebeu apoio a uma provável candidatura ao Palácio do Planalto em 2018 de investidores estrangeiros com os quais se reuniu nesta sexta-feira em Nova York. Ele disse que isso sempre ocorre por onde passa, não apenas no exterior, mas também no Brasil. Ele, no entanto, voltou a informar que só decidirá isso no ano que vem. O prazo para desincompatibilização do cargo é 31 de março de 2018.
“Isso (manifestação de apoio por sua candidatura) existe sempre, não só aqui como em outros locais por onde vou, no Brasil, sempre existe alguém manifestando apoio” — disse o ministro.
PRIORIDADE — “Estou totalmente concentrado no meu trabalho, e isso que é importante no momento, que o Brasil volte a crescer, a criar emprego. No momento não estou pensando em outras questões, inclusive porque tem que se atender a prioridade que é a minha função fundamental que é a de ministro da Fazenda”, acrescentou.
Na semana passada, os deputados do PSD, partido ao qual ele é filiado, defenderam seu nome como candidato à Presidência. E, apesar de dizer que se sentiu honrado, Meirelles disse que não pensa nisso no momento.
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Quem disse que a esperança deve acabar?


Imagem relacionadaSandra Starling
O Tempo
“Há dias em que a gente se sente como quem partiu ou morreu”, cantava Chico Buarque nos idos de setembro de 1967. Já se vão 50 anos desde que ele retratava a angústia em que vivíamos e tão bem expressava o travamento das liberdades e das possibilidades emancipatórias. No ano seguinte, o mundo passaria pelas maiores agitações desde o fim da Segunda Guerra. Em Praga, Paris, Berlim, Chicago e Rio de Janeiro, era “proibido proibir”.
Senti-me, na semana que passou, arrebatada por esse sentimento de impotência de quem “já partiu ou morreu”, que torna cada vez mais distante de nós o “espírito da utopia” de que falava o filósofo alemão Ernst Bloch, um dos ícones daquele ano “que não acabou”, como diz Zuenir Ventura. E me pergunto: o que nos aguarda no próximo ano?
TUDO NO AR – O último petardo norte-coreano a sobrevoar a ilha japonesa de Hokaido indica que podemos estar no limiar de uma catástrofe nuclear de dimensões indizíveis. O inexplicável silêncio da ministra das Relações Exteriores birmanesa, Aung San Suu Kyi, notável militante dos direitos humanos e, por isso, laureada com o prêmio Nobel da Paz de 1991, hoje omissa frente à limpeza étnica dos rohingyas, promovida pelas Forças Armadas de seu país, nos leva a não acreditar que pessoas de bem possam se tornar bons governantes.
Na Itália, o Ministério Público (que, um dia, promoveu a operação Mãos Limpas) propõe criminalizar ativistas que, à revelia das autoridades, buscam socorrer refugiados africanos nas costas da Líbia.
O furacão Irma passa pelo Caribe e pela Flórida, deixando um rastro de destruição, e estúpidos ainda desdenham de pesquisadores que nos advertem sobre os desastres climáticos provocados pelo aquecimento global. O desemprego estrutural e a precarização do trabalho campeiam mundo afora, no mesmo ritmo de suas óbvias e inevitáveis consequências: violência social, terrorismo e fascismo. É incrível que palavras como “racismo”, “estupro” e “escravidão” ainda estejam em nossas agendas.
SEM COMENTÁRIOS – Quanto ao Brasil, dá até preguiça comentar. O máximo de nossa revolta parece ser gritar “Fora Temer” em meio à algaravia do Rock in Rio… Acompanho as manifestações de intolerância em torno da exposição promovida pelo Santander em Porto Alegre e me recordo de que, há 80 anos, Hitler visitava, em Munique, a Exposição de Arte Degenerada, organizada pelo presidente da Câmara de Artes Plásticas do Reich, na qual eram exibidas obras que não eram “sadias” e que iam de encontro aos “nobres” valores do povo alemão.
Mas, apesar de tudo, leio algo que ainda alimenta em mim o “princípio esperança” de Ernst Bloch. Em meio ao espírito de reconciliação promovido pelo papa Francisco em sua recente viagem à Colômbia, um filho de Pablo Escobar e outro, de uma das vítimas do mais temível narcotraficante de que se tem notícia, se abraçam e se irmanam em nome do perdão, da paz e da concórdia.
E me lembro, então, do saudoso Adoniran Barbosa: “Se assoprarem, debaixo desta cinza tem muita lenha pra queimar”…
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Cheiros que atraem os clientes e consolidam a identidade das marcas


Thiago Conceição*
A TARDE
Empresas apostam em aromas característicos que têm relação com seus produtos e até fabricam fragrâncias exclusivas - Foto: Reprodução
Empresas apostam em aromas característicos que têm relação com seus produtos e até fabricam fragrâncias exclusivas
Reprodução
Desde 2008, quando junto com dois amigos montou um negócio para a comercialização de camisas, Eduardo Bahiana passou a colocar fragrâncias nas peças da Soul Dila. Na época, o marketing olfativo foi a principal estratégia de atração de clientes para a venda de produtos, todos organizados no interior de um carro que circulava por bairros de Salvador.
“No começo, mesmo sem a loja física, a gente colocava nas camisas uma fragrância doada pela mãe de um dos sócios. Por isso, quando o carro em que estavam as peças passava pelas ruas da cidade, as pessoas sentiam o cheiro dos produtos da marca Soul Dila”, explica Eduardo.
Hoje, dentro das quatro lojas físicas da empresa, a fragrância que paira entre as peças de vestuário foi desenvolvida de forma exclusiva para o negócio. Como forma de fortalecer a identidade da marca, além dos pontos de comércio, o cheiro é fixado nos produtos que são adquiridos pela loja virtual e enviados para a residência dos consumidores.
“O produto que é entregue na casa do cliente fica dentro de uma caixa bem perfumada. O objetivo é fazer com que a pessoa lembre da marca sempre que for abrir o guarda-roupa, já que a fragrância presa nas peças vai se espalhar pelos cômodos da residência”, diz o empresário.
A partir dos feedbacks de clientes da loja virtual, feitos em sua maioria pelo site e redes sociais da Soul Dila, Eduardo monitora a intensidade da fragrância que é usada nas camisas e embalagens de entrega dos produtos.
Segundo o empreendedor, essa é a forma de evitar o desconforto ou reações alérgicas em consumidores que tenham determinada sensibilidade ao cheiro forte dos materiais vendidos pela empresa.
Apesar de a fragrância exclusiva ser a estratégia de marketing mais indicada por consultores especializados na área, nem todos os empreendedores têm condições de custear os gastos da formulação de um cheiro próprio para o ambiente de venda e produtos. Como solução, a compra de aromas fabricados e padronizados para determinado tipo de negócio é a  alternativa.

Tipos de cheiro
Aromático - Com ingredientes como  alecrim e menta, transmite suavidade e frescor.
Cítrico - Tem como principal característica o frescor. Possui toques de laranja e limão.
Floral - Composto por ingredientes como rosa, jasmim e lírio.
Marinho - Remete à refrescância da água.
Frutado - Tem como característica as frutas doces, transmite alegria.
Gourmand - É feito com ingredientes encontrados na culinária.
Amadeirado - Invoca um caráter de sofisticação. Possui um aroma mais seco e menos adocicado.
Oriental - Marcado por madeiras e especiarias do Oriente.
“Dentro do objetivo de criar uma relação do cliente com a marca, existem cheiros propícios para cada tipo de empresa. Por exemplo, o aroma do âmbar é característico de lojas de vestuário. Nesse caso, o marketing olfativo vai funcionar como um acréscimo ao plano de vendas”, explica Priscyla Calda, especialista em gestão de negócios e diretora da empresa Êxito Marketing.
No Stiep, a loja de roupas Cabine de Luxo foi aromatizada com fragrâncias compradas de fábricas especializadas em produzir cheiros para diferentes ambientes de negócios da cidade.
“Eu passava pelas lojas de shoppings de Salvador e ficava encantada com os cheiros. Por esse motivo, assim que montei a loja Cabine de Luxo, resolvi adquirir fragrâncias que estavam disponíveis no mercado. No meu caso, foi a opção mais econômica”, conta Iris Boulhosa, dona da Cabine de Luxo.
Mercado de fragrâncias
De olho nas oportunidades geradas pelo marketing olfativo, a empresa baiana Aromarketing passou a produzir linhas de fragrâncias para marcas nacionais e internacionais. Segundo Nayana Pedreira, diretora administrativa da empresa, cada vez mais empreendedores da cidade buscam desenvolver cheiros específicos para os negócios.
“Encontramos uma oportunidade de atuação no ramo de aromatização de ambientes. Dentro da área, atendemos clientes que procuram colocar cheiros em produtos ou espaços de comércio. Por ser um segmento novo, o marketing olfativo se tornou o “plus” das empresas”, diz Nayana.
A diretora explica que é importante que o empreendedor possa acompanhar de forma ativa o processo de confecção do aroma que vai ser utilizado na marca. Além disso, vale ficar atento aos comentários feitos por novos e tradicionais clientes do estabelecimento.
*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

Marketing olfativo é tema de palestra

A empresária Márcia Miranda, franqueada da empresa de aromatizantes Avatim, vai ministrar uma palestra gratuita com o tema Marketing olfativo. Planejada para ocorrer na próxima quinta-feira, dia 28 de setembro, no Shopping Barra, a palestra vai ser realizada na abertura do evento Ornare Trend Week (OTW), promovido pela Avatim e outras 19 empresas, às 19 horas.

Segundo Márcia, o conteúdo da palestra foi pensado para a realidade dos empresários da cidade. Por ser uma prática de negócio nova, ela acredita que muitos empreendedores têm dúvidas sobre o efeito do marketing olfativo para a marca da empresa e as vendas.

“Muitos empresários não entendem como o marketing sensorial e olfativo pode contribuir de forma efetiva para o aumento das vendas. Através de determinado cheiro, no produto e ambiente do negócio, o cliente se sente convidado a permanecer no local. Na maioria dos casos, essa atitude faz com que ele consuma mais”, explica Márcia.

Nas palestras, a empresária costuma falar sobre as experiências pessoais com o marketing olfativo, todas ligadas com algum tipo de lembrança causada por fragrâncias fixadas em estabelecimentos comerciais da cidade.

Cheiro de infância

“Para se ter uma ideia de como um cheiro estimula os sentidos humanos, sempre que passo por lojas que têm o cheiro de baunilha, tenho a recordação das comidas feitas pela minha avó. É como um dispositivo do corpo que é acionado automaticamente”, comenta a empresária.

A maioria dos clientes da empresa de Márcia faz parte do setor de hotelaria da cidade. Segundo a empresária, diante do desejo dos donos de criar uma familiaridade dos clientes com o lugar, os hotéis adquirem e fixam uma grande quantidade de fragrâncias. Apesar da demanda, ela considera que existe um predomínio da falta de informação sobre o produto comprado.

“Tem cliente que fala que vai comprar ‘um cheirinho’ para colocar no negócio. No entanto, não têm a noção de que essa fragrância é elaborada para gerar sensações. Em alguns casos, empreendedores chegam a colocar até água e álcool no produto, ação que descaracteriza e tira a função da essência”, conta Márcia.



Setor de sorvete aposta em novos sabores e dias mais quentes


Lara Pinheiro*
A TARDE
Rossetto acreditou na cremosidade da gelateria italiana e abriu a Crema - Foto: Xando Pereira | Ag. A TARDE
Rossetto acreditou na cremosidade da gelateria italiana e abriu a Crema
Xando Pereira | Ag. A TARDE
Com a mudança de estação e a chegada dos meses mais quentes, nada como um sorvete. Para aquecer o setor, empresários apostam em inovações para aumentar o consumo da guloseima, em queda desde 2014, com sabores exóticos e novidades no cardápio.
Em 2016, o consumo brasileiro de sorvete atingiu um bilhão de litros, menos do que o 1,3 bilhão de três anos atrás. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes – que, em 2003, instituiu 23 de setembro como o Dia Nacional do Sorvete.
Para marcar a data, o Sindicato da Indústria Alimentar de Congelados, Sorvetes, Sucos Concentrados e Liofilizados do Estado da Bahia (Sindsucos-BA) organizou ontem uma oficina no Senai Dendezeiros sobre o processo de fabricação do produto.
Segundo Igor Freire, diretor do Sindsucos, a queda no consumo deve-se à crise. “O poder de compra reduziu-se. Além disso, o sorvete ainda não é visto pelo consumidor como o alimento que realmente é”, explica.
Tradição e inovação
Na sorveteria que tem em Itapuã, a Arita Sorvetes, Freire escolheu inserir o açaí no cardápio como forma de recuperar o negócio. “É um gelado comestível que veio para ficar. Colocamos açaí com granola e picolé de açaí para contornar a baixa, e agregou às vendas”, afirma. A expectativa dele é que o consumo volte a crescer com a vinda dos meses mais quentes.
Desde 1930 em Salvador, A Cubana também tem sofrido com a crise. “Houve, sim, uma queda, porque o sorvete não é de primeira necessidade”, afirma Marcos Bouzas, sócio da sorveteria.
Ao mesmo tempo em que reconhece que o setor passa por momentos difíceis, Bouzas acredita que há uma tendência do consumidor em procurar produtos que, ainda que mais caros, tenham qualidade melhor – como é o caso de
A Cubana, que investe em sorvetes artesanais.
“É uma proposta completamente diferente, você ir a uma loja e sentar, no ar-condicionado, do que ir no supermercado e comprar”, diz.
Na sorveteria, que conta com cerca de 40 sabores, as opções vão desde o tradicional coco, campeão de vendas, até alternativas mais exóticas, como iogurte com amarena (cereja italiana), uísque e queijo com doce de leite.
Para comemorar o Dia do Sorvete, todo ano, A Cubana reverte todas as vendas do Cubanito (bolinho da Cubana e uma bola de sorvete) para as Obras Sociais Irmã Dulce.
Já a histórica Sorveteria da Ribeira apostou, ontem, em aulas de zumba para atrair o público. Também atingida pela crise, a loja espera aumentar as vendas com o fim do inverno. “A ideia de que o sorvete não é saudável passou, até porque o nosso produto é artesanal e os sabores mais procurados são os de frutas”, afirma Solange Santana, gerente-geral da sorveteria.
No cardápio, são mais de 60 opções de sorvete – desde coco e tapioca (os mais populares) até frutas exóticas, como biribiri e sapoti.
Indo contra a tradição, o empresário André Rossetto apostou na cremosidade  para fundar, em 2015, a gelateria italiana Crema, na Pituba.  “O gelato é um produto diferente, desde a concepção até o armazenamento, com um resultado final mais refinado”, explica Rossetto.
A temperatura de armazenagem, menos fria (cerca de 10 graus negativos), contribui para que o gelato seja consumido durante o ano todo, e  evita pedras de gelo comuns em sorvetes tradicionais. São 24 sabores no cardápio,  que mudam de acordo com a safra de cada fruta e incluem opções pouco usuais para o clima tropical, como a framboesa.
Apesar da crise, Rossetto afirma que o negócio cresce e é otimista  quanto ao mercado pouco explorado de gelatos em Salvador. “É claro que todo mundo sofre, mas, mesmo assim, é preciso manter os pequenos prazeres, como tomar um gelato”, opina.
*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

Número de mortos no terremoto de terça-feira no México sobe para 318


O México foi atingido ontem (23) por outro terremoto, uma réplica do sismo registrado na terça-feira, de 6,1 graus na escala Richter

Tribuna da Bahia, Salvador
24/09/2017 13:34 | Atualizado há 1 hora e 20 minutos
   
Foto: Isabel Reviejo/EPA/Agência Lusa

O número de mortos no forte terremoto que atingiu o México na última terça-feira (19) subiu para 318, sendo 180 deles na Cidade do México, informou neste domingo o coordenador nacional de Proteção Civil, Luis Felipe Puente. As informações são da Agência EFE.
Em uma atualização do balanço de vítimas do tremor de magnitude 7,1 graus na escala Richter, Puente informou que outras 73 pessoas morreram em Morelos, 45 em Puebla, 13 no Estado do México, seis em Guerrero e uma em Oaxaca.
O México foi atingido ontem (23) por outro terremoto, uma réplica do sismo registrado na terça-feira, de 6,1 graus na escala Richter. O novo tremor causou pânico na capital do país e fez com que duas pessoas morressem infartadas por causa do susto.
Além disso, outras duas pessoas morreram no município de Assunción Ixtaltepec, em Oaxaca. No mesmo estado, na cidade de Juchitán, uma ponte e várias outras construções danificadas pelo primeiro terremoto desabaram após o segundo tremor.
De acordo com Puente, das 180 vítimas registradas na Cidade do México, 119 são mulheres e 61 homens. Do total, há 28 menores de idade entre os mortos. Uma pessoa ainda não foi identificada.
Além disso, as equipes de resgate conseguiram retirar com vida dos escombros 69 pessoas. Segundo o balanço divulgado por Puente, 37 delas estão hospitalizadas, 14 em estado grave.

Briga por incentivo ameaça regime automotivo


Ministérios da Fazenda e do Planejamento resistem à renúncia fiscal de R$ 1,5 bi para montadoras

Tribuna da Bahia, Salvador
24/09/2017 13:09 | Atualizado há 1 hora e 43 minutos
   
Foto: Marcos de Paula/Estadão

Um impasse entre a equipe econômica e o Ministério da Indústria (Mdic) travou as discussões sobre o novo regime automotivo e ameaça atrasar o lançamento do Rota 2030, como foi batizado o programa que substituirá o Inovar-Auto. As novas regras precisam estar prontas até 3 de outubro ou não haverá tempo hábil para que a nova política entre em vigor no dia 1.º de janeiro.
Segundo integrantes do governo e executivos de montadoras, há dois problemas na mesa. O primeiro é de ordem orçamentária. Em razão do aperto fiscal, os Ministérios da Fazenda e do Planejamento resistem em manter a renúncia fiscal de R$ 1,5 bilhão ao ano concedida no Inovar-Auto. Os técnicos do Mdic, responsáveis por desenhar as bases da nova política, desejam manter a desoneração sob o argumento de que é preciso instrumentos adicionais para acelerar investimentos em pesquisa e desenvolvimento. As montadoras também defendem o incentivo alegando que ele é dado pela maioria dos países. “Sem investimentos em P&D e em engenharia locais a indústria não vai se inserir globalmente”, diz um dirigente do setor.
O governo deseja que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) seja definido pela combinação entre as cilindradas e a eficiência energética do automóvel. Mas há embate sobre quais serão as alíquotas do imposto. A equipe econômica deseja um arranjo que não prejudique a arrecadação. Os técnicos do Mdic ainda tentam chegar a esse modelo, que no jargão do mercado é chamado de “fiscalmente neutro”.
O segundo problema é de ordem legal. Integrantes da equipe econômica dizem que há pontos no programa que podem levar a novas complicações na Organização Mundial do Comércio (OMC). O órgão condenou programas que compõem a política industrial do Brasil nos últimos anos, dentre eles o Inovar-Auto.
No desenho atual do Rota 2030, em vez de onerar em 30 pontos porcentuais o IPI para montadoras que não seguem as exigências, como a de produzir localmente, o acréscimo será de 10 pontos tanto para montadoras como para importadoras.
A disputa está na lista de requisitos para conceder a redução dos 10 pontos de IPI. O Mdic deseja incluir metas de eficiência energética, segurança veicular, além de exigências de investimento mínimo em pesquisa e desenvolvimento e engenharia e capacitação de fornecedores. Como não produzem, aos importadores caberia injetar recursos em um fundo para investimentos gerais.
Integrantes da equipe econômica e do Itamaraty alertam que as metas de investimento podem ser vistas como discriminação ao produto estrangeiro, o que é vetado pela OMC. Há tantos pontos de conflito que até integrantes da Anfavea (a associação das montadoras) já contam com atraso no lançamento do programa.
O ministro Marcos Pereira, do Mdic, solicitou ao Planalto que interviesse nas discussões. Na quinta-feira, houve reunião entre os secretários executivos da Fazenda e do Mdic e o secretário da Receita Federal. Segundo interlocutores, o impasse se manteve em diversos pontos. As discussões seguirão nesta semana e os ministros das pastas devem ser chamados.

Prato 'engana' o tempo: alimentos ajudam a amenizar efeitos 'colaterais' da meia-idade


Muita gente se desespera com a chegada da meia-idade, que começa no primeiro “enta” e só termina por volta dos 55 anos. Pudera. É nessa fase que grande parte das principais mudanças metabólicas acontece, trazendo rugas, flacidez, conflitos com a balança e alterações no humor, só para ficar em alguns exemplos. Mas nada que um bom prato de comida não resolva, ou pelo menos ajude. Acredite!
A partir dos 40 anos, uma porção de nutrientes que passaram batido até então tornam-se indispensáveis no cardápio de quem quer resgatar não só a beleza e o bem-estar, mas, principalmente, manter a saúde em dia. Caso do cálcio, essencial para os ossos. Ao lado dos músculos, que perdem tônus com os anos, eles são fundamentais para garantir autonomia por toda a vida, reforça a nutricionista Aline Cristina Pinheiro Amorim de Melo, professora nas Faculdades Kennedy e Promove, em BH.
Na lista do que riscar do menu, está a comida industrializada, cheia de conservantes, entre eles o sódio – vilão da pressão alta. O mesmo vale para os suplementos alimentares, que devem ser incluídos na dieta somente se houver recomendação médica.
“A suplementação deve ser bem orientada e acompanhada, pois os nutrientes dos alimentos in natura, quando consumidos de maneira adequada, conseguem suprir bem as necessidades diárias de cada pessoa”, reforça Aline.
Em paz com a balança
Médica clínica e nutróloga, Paula Whyte lembra também da desaceleração do metabolismo, típica da meia-idade. “Sempre friso a importância de um aporte proteico adequado, sobretudo nos dias de hoje, quando a quantidade de carboidratos nas refeições aumentou bastante”, diz. 
Segundo ela, equilibrar a ingestão de gordura, proteína e açúcares, mantendo a diversidade no prato, e substituir farinhas brancas pelas integrais faz toda a diferença para entrar em harmonia com a balança e evitar o ganho de peso.
O motivo é que com a queda hormonal, que afeta principalmente as mulheres, e a redução progressiva da massa muscular, o corpo diminui a taxa metabólica basal, ou seja, a quantidade de calorias necessárias para manter-se em funcionamento. Resultado: queima-se menos gordura e, portanto, se houver descuido, ganha-se mais peso.
Outro nutriente essencial no prato de quem chegou à casa dos 40 são os antioxidantes, que combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células. Sem contraindicação, podem ser consumidos à vontade. Anote aí: chá verde, frutas, azeite de oliva, linhaça e ômega 3.
“Não existe quantidade certa nem padrão. Dietas devem ser individualizadas, conforme a faixa etária, o peso e o nível de atividade física praticada” - Aline Cristina Pinheiro Amorim de Melo, nutricionista, professora de bioquímica e bioquímica de alimentos no curso de nutrição das Faculdades Kennedy e Promove, em belo horizonte
Antioxidantes ajudam a adiar a chegada das rugas
Na pele, as marcas da meia-idade ficam ainda mais aparentes. Com a perda de colágeno, proteína que confere elasticidade e viço à derme e que se degrada progressivamente a partir dos 30 anos, os tecidos tendem a ficar menos densos e firmes e as rugas, mais aparentes. A boa notícia é que não é preciso entrar na fila da cirurgia plástica para reparar os danos. Além de atitudes simples no dia a dia, a alimentação adequada faz toda a diferença para uma aparência mais jovem. 
Dermatologista em Belo Horizonte e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Bruno Vargas explica que perdemos 1% da proteína por ano, sendo a velocidade potencializada na terceira idade – a partir dos 65 anos. 
Além do velho conhecido filtro solar, maior fator isolado para retardar o processo de envelhecimento, alimentação rica em antioxidantes (veja onde encontrá-los na ilustração no fim da matéria) também contribui, já que os nutrientes inibem a produção de radicais livres, explica o especialista. 
Proteínas e aminoácidos
Na lista da dermatologista Michele Haikal, especialista em medicina antienvelhecimento e ciências nutricionais associadas ao exercício físico, entram também shakes de proteína e aminoácidos como o BCAA, que dão uma mãozinha no quesito pele mais bonita.
Ela lembra, porém, que o colágeno só é produzido no organismo se estiver realmente “sobrando”. Ou seja, neste caso, menos não é mais! Importante lembrar, ainda, que para fazer o efeito desejado, é preciso que ele seja ingerido junto com alguma fonte de vitamina C.
“A suplementação de hormônios também é importante. A mucuna e a maca peruana, por exemplo, ajudam a equilibrar os níveis de testosterona”, recomenda Michele, mencionando o hormônio masculino, que estimula a produção de óleo, “lubrificante” da pele.
“O homem também passa por uma redução hormonal – de testosterona, no caso. Está ligada à libido, mas também à sensação de cansaço, à irritabilidade e à depressão” - Paula Whyte, clínica médica e nutróloga

Dieta para 40 anos
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Designers mineiros se inspiram na 'indefinição' e apostam em espaços unissex


Foi-se o tempo em que para decorar uma casa era preciso delimitar bem os ambientes, definindo a quem se destinaria cada um deles. Inspirados nas discussões sobre gênero, que vêm revelando a realidade vigente, arquitetos e designers têm priorizado espaços unissex. Prova disso é que a edição deste ano da CasaCor Minas foi a primeira da história da mostra sem um quarto com temática feminina.
Na avaliação da engenheira civil e designer de interiores Rosane Guedes, que atua em Belo Horizonte e nos Estados Unidos, a situação reflete uma tendência presente, agora, na decoração. Para ela, o respeito à diversidade deve vir em primeiro lugar. “Não queremos obrigar ninguém a ter um posicionamento parecido com o nosso, seja ele qual for. Mas respeitar e acolher a todos, sem nenhuma distinção”, afirma.
Decoração sem gênero unissex
SUÍTE DO CASAL - “Pretinho básico” da decoração, o cinza, carro-chefe do projeto da designer de interiores Rosane Guedes, casa bem com qualquer cor e não define gênero; nos móveis, escolha por formas e volumes (na estante em cubos), que dão toque contemporâneo e identidade
Na mostra da capital mineira, Rosane assina a suíte e o closet, ambientes mais emblemáticos ao representarem a temática da falta de gênero definido. O espaço privilegia o descanso do casal, apostando em iluminação e tonalidades suaves, como o concreto, e em um visual moderno que explora volumes e formas.
A cor eleita foi o cinza, que, na decoração, equivale ao pretinho básico da moda, harmonizando bem com qualquer tom da paleta de cores. O objetivo, conforme a designer, foi criar um ambiente neutro, mas ao mesmo tempo moderno e cheio de personalidade.
“Se ideia for realmente não se prender a um gênero específico, sugiro evitar cores que já estejam muito demarcadas como sendo de homens ou mulheres. Na minha opinião, a paleta de cores é o item principal de um projeto que se baseie nessa temática”, ensina.
Para meninos e meninas
Mesma premissa foi adotada pelo arquiteto Marco Reis, que assina o quarto do bebê da mostra de decoração, designer e paisagismo. O espaço de 29 m² ganhou ares mais modernos ao deixar de lado tons cotidianamente usados para meninos e meninas e investir na madeira clara e em diferentes nuances do verde, cor pouco utilizada em quartos de criança.
Decoração sem gênero unissex
QUARTO DO BEBÊ - Ambiente neutro prioriza marcenaria clara com variações de verde; opção do arquiteto Marco Reis deixa de lado cores tradicionalmente associadas a meninos e meninas, como azul e rosa
A ideia, explica o arquiteto, foi desconstruir o inconsciente coletivo, que é, quase sempre, levado para as cores azul e rosa. “Apostei numa cor neutra, que servisse para ambos os sexos e desse mais liberdade para a criança, uma opção mais contemporânea, quem tem tudo a ver com o momento pelo qual passamos. Acho bobagem ficar preso a cores e definir, por exemplo, que quem usa azul é menino e rosa, menina. A mensagem agora é outra”, afirma.
Um dos mais populares da mostra, o ambiente tem base neutra em madeira clara e pinceladas em tons de verde, que vão do água, passando pelo turquesa, até chegar ao petróleo. Os móveis, por sua vez, com influência no estilo montessoriano, são baseados no universo lúdico infantil.
Outra proposta do arquiteto foi criar um ambiente que pudesse ser utilizado por bebês e crianças. Para isso, Marco Reis lançou mão de um berço e usou também uma cama baixa com dossel.
A CasaCor Minas 2017 foi prorrogada e vai até este domingo, 24 de setembro; a mostra, que inclui arquitetura, design de interiores e paisagismo, foi montada em um casarão histórico, na rua Sapucaí, 383, no bairro Floresta, em Belo Horizonte
Decoração sem gênero unissex
ART! GARAGEM - Locale tradicionalmente ligado à figura masculina, a garagem, sem graça, ganhou “cara” decorada pelas mãos de Nara Cunha, que usou cores claras, iluminação indireta e peças de artistas renomados para criar harmonia e transformá-la em espaço para ser (bem) usufruído por qualquer pessoa, de qualquer gênero
Além disso:
Rosa x azul
Até o século 19, tintura de tecido era algo caro. Por causa disso, muitos pais não se preocupavam com a questão quando pensavam nas roupas dos filhos. A definição das cores “certas” para meninos e meninas surgiu no século seguinte, quando, em 1918, um catálogo de uma loja dos Estados Unidos dizia que o rosa, mais forte, era adequado aos garotos, e o azul, delicado, às meninas. Foi entre 1920 e 1950, no entanto, que para agitar as vendas as lojas passaram a sugerir o oposto. A jogada de marketing acabou virando lei para muita gente.

Rosas e repolhos azuis
Reza a lenda que a ligação do rosa com a feminilidade teria surgido, também no século 19, mas de uma história nascida na Europa. Naquela época, dizia-se que meninas nascem de rosas e meninos de repolhos azuis. A história não “viralizou” mundo afora. Prova é que durante um bom tempo, na França, as meninas se vestiam de azul, devido a uma tradição católica que associava a cor à pureza da Virgem Maria.

Boneca x carrinho
Uma pesquisa feita em 2010 pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, com bebês de 1 ano mostrou que quase a mesma quantidade de meninos e meninas indicava preferência por bonecas. Somente a partir dos 2 anos, os garotos passavam a escolher os carrinhos. A conclusão do estudo foi a de que o gosto por brinquedos é adquirido socialmente, e não algo inato.
A paleta de cores é o item principal de um projeto que busque fugir das convenções impostas a mulheres e homens, diz a engenheira civil e
designer de interiores Rosane Guedes, que atua em Belo Horizonte e nos Estados Unidos
Decoração sem gênero unissex
ESPAÇO GAMES - Ambiente que pode passar a impressão de ser feito só para meninos, sala de jogos, na CasaCor Minas 2017, ganhou “roupagem” unissex ao referenciar o famoso Minecraft, jogo em que se constrói utilizando blocos; no espaço, pensado para crianças de 5 a 12 anos, prevalecem conforto e móveis reguláveis