quarta-feira, 16 de agosto de 2017

UFSB lança Processo Seletivo para Professor Substituto

DATA: 16/08/2017



A UFSB acaba de lançar Processo Seletivo para Professor Substituto para os campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. São oferecidas 09 vagas para as áreas de conhecimento de Inglês, Matemática e Computação, Libras, Língua Portuguesa, Português/Francês, Ciências Sociais e História. A Remuneração pode chegar a R$6.200,00, de acordo com a titulação do candidato.
As inscrições irão do dia 16 ao dia 28 de agosto, e serão realizadas através do Portal do SIGRH. A Taxa de inscrição é de RS 100,00. O candidato poderá solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição, caso cumpra os requisitos do edital.
O Processo Seletivo Simplificado tem data provável para ocorrer no dia 14/09/2017, em etapa única, que terá dois momentos: 1) Prova Didática, de caráter eliminatório e classificatório; 2) Prova de Títulos, de caráter classificatório.
Para mais informações, acesse: http://www.ufsb.edu.br/editais-2017

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Culinária inclusiva: projeto abre as portas para jovem com síndrome de Down atuar como garçom


Os alunos do Culinária Inclusiva demonstram capacidade técnica e habilidade com a bandeja
Os alunos do Culinária Inclusiva demonstram capacidade técnica e habilidade com a bandeja
Para uns, falta destreza na hora de segurar a bandeja cheia de utensílios. Para outros, conhecimento sobre pratos e bebidas. Ser garçom não é para qualquer um. Porém, com um treinamento intensivo, jovens com síndrome de Down derrubam barreiras e dão o primeiro passo em direção ao mercado de trabalho por meio do projeto “Culinária Inclusiva”, em Belo Horizonte.
Iniciada em 8 de julho, a iniciativa busca a inserção de pessoas com deficiência no universo gastronômico. Atualmente, oito alunos com síndrome de Down recebem acompanhamento diário e gratuito com um time de profissionais de todas as áreas.
Os interessados em participar de happy hour com os novos garçons ou em oferecer ajuda ao projeto devem ligar para o número (31) 99189-8544 
Os futuros garçons têm aulas de manejo da bandeja, cerimonial e vinhos, além de acompanhamento com fonoaudiólogo, psicólogo, fisioterapeuta e musicoterapeuta. As atividades trabalham fala, autoestima, autoconfiança, equilíbrio, resistência, desenvolvimento motor, dentre outras questões.
“Queremos dar visibilidade para eles no mercado de trabalho, mostrar que a inclusão é possível nos restaurantes”, afirma a chef de cozinha Débora Cabral, idealizadora do projeto.
Culinária gastronomia inclusiva
“Adoro cozinhar e atender às pessoas. Na minha casa, faço um macarrão ao pesto muito bom. Quero fazer curso de culinária e acho que esse projeto vai ser um sucesso” (Luan Mogis Cândido Silva, de 22 anos)
Destreza
Com tão pouco tempo de treinamento, os meninos já mostram que qualquer dificuldade é vencida com força de vontade. “No início, alguns não decoravam os pratos, não tinham força para carregar as bandejas, por exemplo. Mas eles evoluíram tão rápido e estão com uma capacidade técnica que me surpreendeu”, comemora o instrutor da formação dos garçons, Kleverthon Silva.
Por enquanto, os jovens estão treinando em um happy hour, realizado nas sextas-feiras no Alto Barroca, Oeste da capital. Mas a prova de fogo será na feira Morar Mais por Menos, com coquetel de estreia no próximo dia 22. “Quando fui convidada para trabalhar na ala gastronômica, nesta edição, logo pensei em fazer de forma inclusiva, levando os meninos comigo”, diz Débora.
Projeto culinária gastronomia inclusiva
“Estou gostando muito de participar do projeto. É meu sonho (ser garçom). Quero trabalhar com isso” (Raphael Pereira Lima, de 24 anos)
Expansão
A chef de cozinha revela que pretende ampliar o projeto ofertando aulas de culinária. Para isso, ela tenta patrocínios que permitam aumentar o número de beneficiários da iniciativa.
Raphael Pereira Lima, de 24 anos, comemora. Desde criança, o jovem almeja trabalhar em um restaurante. “Esse projeto trouxe a esperança de que ele pode conquistar esse sonho e está no caminho certo”, conta a mãe do rapaz, Marilene Aparecida Pereira Lima.
Inclusiva gastronomia
“Estou me divertindo muito. Encontrei o que quero fazer. Quero muito trabalhar como garçonete” (Thamiris do Nascimento, de 19 anos)
O que ela constatou na prática, a medicina assina embaixo. “As pessoas com síndrome de Down têm duas características em comum, que são a hipotonia (fraqueza muscular) e a deficiência intelectual. Mas elas podem fazer absolutamente tudo desde que tenham o estímulo adequado no momento certo”, explica a médica Janaína Miranda Rocha, referência no assunto.
Ela acredita que projetos como esse servem de estímulo para os jovens e tornam mais próxima a inclusão deles no mercado de trabalho.

5 alimentos que ajudam a evitar o intestino preguiçoso


Mamão é o alimento mais conhecido para tratar o problema do intestino preso
Mamão é o alimento mais conhecido para tratar o problema do intestino preso
Abdômen inchado e dolorido, alterações no humor e visitas ao banheiro que se tornam um verdadeiro desafio. Quem sofre de prisão de ventre conhece bem esses sintomas, e todos os transtornos que causam no dia-a-dia.
Apesar de parecer um problema simples e corriqueiro, a constipação intestinal deve ser levada a sério pois, quando o corpo não consegue eliminar regularmente as fezes, toxinas se acumulam no organismo, causando vários prejuízos à saúde.
Mudanças simples podem ajudar a contornar e até mesmo prevenir a doença, principalmente quando o causador do intestino preguiçoso é a má qualidade da dieta.
Alguns alimentos funcionam como aliados na hora de combater a prisão de ventre e são essenciais para deixar tudo novamente no ritmo. São eles:
Ameixa: rica em fibras solúveis – presentes principalmente em sua polpa, e insolúveis, concentradas na casca do alimento, melhora o trânsito das fezes por aumentar a absorção de água durante a formação do bolo fecal. As fibras insolúveis ajudam a equilibrar a flora e melhorar o contingente de bactérias benéficas do trato gastrointestinal. Contudo, sua capacidade laxativa é, sem dúvidas, a característica mais vantajosa: a fruta é rica em sorbitol, uma substância que não só aumenta a absorção de água durante a digestão como também ajuda a “amolecer” as fezes, facilitando a evacuação. Qualquer tipo de ameixa possui essas características, contudo, do ponto de vista nutricional, a ameixa preta é a mais recomendada , pois tem maior concentração de compostos fenólicos – antioxidantes capazes de beneficiar o organismo em diversos aspectos. Independente da escolha, o mais importante é consumir a fruta na forma integral, com polpa e casca; se optar por um suco, evitar coar, para que absorção das fibras seja mais eficaz.
Alho: esse alimento tão comum é rico em inulina, uma fibra que serve de alimento para as bactérias amigas do intestino, ajudando a aumentar seu número. Além disso, acelera o trânsito das fezes, pois seu processo de fermentação no trato gastrointestinal estimula a absorção de água e o aumento do bolo fecal. Para quem não gosta muito de alho, há outras alternativas, como a cebola, o alho-poró, o alcachofra, a chicória e até mesmo a banana. Outra opção de consumo é inulina na forma de fibras dietéticas sintéticas, que podem ser adicionadas nos alimentos sem influenciar na cor ou sabor dos pratos.
Mamão: outro alimento famoso quando o assunto é hábito intestinal, o mamão, especialmente o papaia, é rico tanto em fibras solúveis, que ajudam a irrigar o bolo fecal, quanto em fibras insolúveis que, por sua vez, ajudam a dar volume às fezes. Contudo, o grande diferencial dessa fruta é sua concentração de papaína, uma enzima digestiva que auxilia na diminuição do esvaziamento gástrico, ou seja, ajuda a acelerar o processo digestivo e, por consequência, a evacuação. A enzima está presente principalmente na casca, que também deve ser consumida, e pode ser encontrada tanto na fruta verde quanto madura. Aliás, não é exclusividade do papaia, o mamão formosa também é fonte de papaína.
Farelo de aveia: riquíssimo em fibras solúveis, o farelo de aveia é a parte mais externa do tradicional cereal, mais especificamente a casca da aveia antes do refinamento. Por essa característica resistente, estimula não só o crescimento das bactérias boas do intestino, como melhora a consistência das fezes e sua mobilidade no intestino. Uma das maiores vantagens do cereal, além do seu alto valor nutritivo, é sua versatilidade. O melhor do farelo de aveia é que ele pode ser usado em inúmeras receitas: adicionado em sucos e vitaminas ou simplesmente polvilhado em sopas, frutas e legumes. Embora seja extremamente benéfico, ajudando inclusive no controle do colesterol, existem algumas pessoas que não gostam da textura da aveia. Nesse caso, é possível optar por outros cereais integrais como o farelo de trigo, a granola, a aveia em flocos e, até mesmo, o arroz integral.
Água é fundamental: o segredo de um cardápio capaz de prevenir ou, até mesmo, tratar a constipação é o equilíbrio entre a boa hidratação e consumo de fibras. Para assegurar que essas aliadas vão cumprir adequadamente seu papel de condutor das fezes, é fundamental que a ingestão de água esteja de acordo, senão, corre-se o risco de agravar os sintomas da prisão de ventre. Embora a quantidade recomendada pelo Ministério da Saúde seja de pelo menos dois litros de água todos os dias, essa taxa pode variar de acordo com peso, idade, sexo, nível de atividade, entre outros fatores. Para saber tanto a quantidade adequada de fibras para sua alimentação, bem como a hidratação ideal para que seu intestino funcione como um relógio, não deixe de consultar seu médico/nutricionista.
Fonte: Gabriela Domingues, nutricionista da Nova Nutrii

Liderado por Nova Serrana, polo calçadista mineiro é destaque na geração de empregos


Indústria calçadista enfrenta crise econômica e continua gerando postos de trabalho
Indústria calçadista enfrenta crise econômica e continua gerando postos de trabalho
A indústria calçadista de Minas Gerais, liderada por Nova Serrana, na região Oeste do Estado, vem se destacando na criação de empregos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Nos seis primeiros meses de 2017 foram registradas 7.881 admissões e 5.538 demissões. O saldo é de 2.343 novos postos de trabalho, número que representa crescimento de 18% em relação a todo o ano de 2016, período encerrado com 1.981 admissões.
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As contratações de Nova Serrana correspondem a 71% do total de Minas Gerais de janeiro a junho deste ano, no que se refere ao setor calçadista. No Estado foram 3.283 novos postos de trabalho.
Cenário
No Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova), o bom momento, que tem entre os propulsores as parcerias do governo do Estado e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG), é motivo para comemoração.
Os novos empregos da indústria de calçados de Nova Serrana representam 18% das contratações realizadas no país, ficando atrás apenas de Franca, em São Paulo
O presidente do sindicato, Pedro Gomes da Silva, avalia os números do Caged como muito positivos. “Nova Serrana tem demonstrado capacidade de enfrentar crises. No nosso polo regional são 1.200 fabricantes de 12 municípios, sendo 830 indústrias somente na cidade. Aqui não se vê demissão em massa como ocorreu em outros lugares”, diz Silva.
Os demais municípios que compõem o polo são: Araújos, Bom Despacho, Conceição do Pará, Divinópolis, Igaratinga, Leandro Ferreira, Onça do Pitangui, Pará de Minas, Perdigão, Pitangui e São Gonçalo do Pará. São cerca de 20 mil pessoas empregadas.

Fomento
Por meio da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), o governo mantém parceria com a Prefeitura de Nova Serrana na gestão do escritório do Sistema Nacional de Emprego (Sine) para intermediação de mão de obra.
Nessa estrutura, o trabalhador à procura de emprego e o empresário que busca candidatos às vagas oferecidas são atendidos de forma gratuita.
Além desse tradicional intercâmbio, a Sedese implantou, desde o ano passado, o projeto Busca Ativa, que melhora a captação de vagas nas empresas.
As unidades do Sine utilizam o levantamento mensal de dados do Caged e, junto à Secretaria da Fazenda, levantam-se os contribuintes de ICMS no Estado com potencial de contratação. A partir do cruzamento de dados, produzem-se boletins com a situação local.
Outra fonte de fomento do governo do Estado é a linha de crédito de capital de giro oferecida pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). O financiamento é destinado a micro e pequenas empresas, com taxas mais acessíveis, a partir de 1,71% ao mês, e prazo de até 48 meses para quitação.
Essa é uma modalidade disponibilizada que se encaixa para atender a maioria das 1.200 indústrias que compõem o Polo Calçadista de Nova Serrana e região.
Design e tecnologia são desafios enfrentados pela indústria
Além do esforço para produzir mais e melhor com consultoria e assessoria do Sebrae-MG, o presidente do Sindinova, Pedro Silva, aplaude a medida do governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda, que em 2015 inseriu o setor no Regime Especial de Tributação (RET), reduzindo a alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 3% para 2%.
Recentemente, a SEF prorrogou o benefício até o ano de 2018. “Isso tem sido extremamente importante porque foi possível aumentar os investimentos na melhoria da qualidade do nosso produto, mesmo com dificuldades que ainda enfrentamos”, afirma o presidente do Sindinova.
Silva afirma considerar fundamental a implantação do Centro Especializado em Design para que a indústria local esteja em sintonia com o mundo da moda internacional e mantenha o crescimento.
“Precisamos de design e tecnologia para sermos mais competitivos, seja trazendo profissionais de outras regiões do Brasil ou de países como Itália. Para isso buscamos parcerias para que o setor se consolide com a geração de mais empregos e renda”, conclui.
Feira
Para movimentar o mercado e atrair lojistas interessados de todas as regiões brasileiras, o Sindinova promove a 20ª Feira de Calçados de Nova Serrana, até amanhã, 10h às 19h, no Centro de Convenções, na Avenida José Correia de Lacerda – Nova Serrana.

Produtos de marca própria crescem 13% no varejo e faturamento do setor triplica


SUPERMERCADO - Produtos de marca própria têm caído no gosto do consumidor, que amplia cada dia mais as compras
SUPERMERCADO - Produtos de marca própria têm caído no gosto do consumidor, que amplia cada dia mais as compras

Os chamados produtos marca própria têm crescido como opção entre os consumidores brasileiros, de acordo com o Estudo Nielsen sobre Marcas Próprias no Brasil. Em 2016, eles tiveram uma expansão de 13,4%, na comparação com 2015.
Segundo especialistas, a principal motivação é a crise econômica que o país atravessa. O estudo aponta que o preço desses produtos são, em média, 13% mais baixos. Para se ter uma ideia, o faturamento do setor saltou de R$ 1,3 bilhão, em 2003, para R$ 4,3 bilhões, em 2015.
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Em Belo Horizonte, as grandes redes varejistas aderiram à ideia e tem até farmácia que oferece marca própria.
“No mundo todo, as evidências são de que as crises aumentam a procura por produtos de marca própria. Globalmente, esse segmento teve uma alta na casa dos dois dígitos”, explica a presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), Neide Montesano.


De acordo com a presidente da Abmapro, a percepção de qualidade
do consumidor aumentou 70% desde o começo da década passada

O professor de gestão de marcas do Ibmec, Victor Barcala, diz que o valor mais em conta é conseguido principalmente pela falta da necessidade de investimento em publicidade, além da vantagem de o produtor deter também o ponto de venda. Barcala afirma ainda que o consumidor, normalmente, resiste ao máximo para abandonar as marcas tradicionais. Mas, após a migração, se a experiência for positiva, o cliente voltará a levar para casa esse tipo de produto.
“A troca por marca própria é forçada pela crise, mas, quando ela passa, se o cliente teve uma experiência satisfatória, ele vai continuar consumindo esse tipo de produto”, diz. O gerente de Marcas Exclusivas do Extra, Rafael Barardi, também ressalta a fidelização como um ganho ao oferecer produtos marca própria.
“As marcas exclusivas são ferramentas de diferenciação e fidelização. Pesquisas mostram que os consumidores apostam nas marcas exclusivas quando estas fazem parte de uma rede de supermercados no qual eles confiam e, por se tratar de marcas que só são encontradas em determinada loja, são mais fiéis às redes que as oferecem. Isso gera credibilidade e diferenciação”, afirma.
 
Empresa procura aliar preço baixo à saúde e sustentabilidade

Os produtos marca própria não devem limitar o seu diferencial apenas ao preço menor. A nova geração está evoluindo para além do apelo econômico, colocando o foco em valores como saúde, sustentabilidade e bem-estar. “Essa nova geração, os millennials, não está preocupada com grife. Eles querem saber o que a marca entrega, e se tem qualidade”, explica a presidente da Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), Neide Montesano.
De acordo com estudo divulgado pela Nielsen, o crescimento das marcas próprias com foco premium tem expansão 3,4 vezes mais do que as outras. Na rede de hipermercados Extra, por exemplo, o portfólio já inclui produtos como vinhos e itens de decoração.
O professor de gestão de marcas do Ibmec, Victor Barcala, também vê os produtos marca própria premium como uma tentativa dos atacadistas de aumentar a rentabilidade, após conquistarem sucesso de marcas mais baratas.
Relação
Ao contrário do que se pressupõe, a relação entre vendedores e fabricantes é positiva, principalmente em tempos de crise.
“As marcas próprias são fabricadas pelos fornecedores parceiros que também estão com seus produtos nas gôndolas dos supermercados. São empresas que têm vantagem em fabricar as marcas porque, muitas vezes, estão aproveitando parte de seu parque industrial que estava ocioso”, explica o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Antônio Claret.
Para Neide, da Abmapro, é uma questão simples a opção da indústria por fabricar produtos desse segmento. “Se eu não fizer, meu concorrente vai fazer”, diz.
Futuro
Além de ser uma oportunidade de aumentar o faturamento, trabalhar com itens de marca própria pode ser essencial para a sobrevivência do varejista e distribuidores.
A presidente da Abmapro acredita que está em curso uma mudança de paradigma e que, no máximo em cinco anos, a relação com o consumidor deverá mudar. “Os grande fabricantes estão se relacionando diretamente com os seus clientes. Temos que ficar atentos”, sentencia Neide Montesano. (F.B.)

Ameaçados de morte, magistrados mineiros têm escolta policial 24 horas por dia


A juíza Marixa foi forçada a mudar a rotina por conta de ameaças recebidas em 2011; ela era acompanhada por seguranças o tempo inteiro
A juíza Marixa foi forçada a mudar a rotina por conta de ameaças recebidas em 2011; ela era acompanhada por seguranças o tempo inteiro
A rua passa a ser vista pela janela. Exercícios físicos, visita a parentes e até refeiçõe[s se tornam atividades acompanhadas por policiais armados. A rotina, semelhante a de um bandido atrás das grades, é vivida, na verdade, por magistrados ameaçados de morte. Nos últimos 12 meses, 13 juízes mineiros precisaram de escolta 24 horas por dia e, mesmo agindo conforme a lei, se tornaram prisioneiros nas próprias residências.
Não bastasse a proteção em tempo integral, mais de uma dezena de magistrados são monitorados, atualmente, pela assessoria militar do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e podem necessitar da escolta a qualquer momento.
“Fiquei isolada, presa, desprovida de intimidade. Parei de frequentar ambientes que não eram forenses. Mas não me arrependi da escolha da minha profissão. Encarei como um desafio” (juíza Marixa Rodrigues)
O cenário de medo e a condição de confinamento de juízes brasileiros são retratados no filme Foro Íntimo, lançado recentemente no Festival Internacional de Boston (EUA). O longa-metragem foi gravado no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. Nele, um magistrado mineiro chegou a viver “preso” para fugir de criminosos que o ameaçavam. A história, porém, se repete em vários lugares de Minas e do país.
Rotina sufocada
Conhecida por ter presidido o júri dos acusados da morte de Eliza Samudio, entre eles o goleiro Bruno Fernandes, a juíza Marixa Rodrigues foi escoltada durante um ano e meio por conta de ameaças recebidas. A magistrada evitar dizer se as intimidações têm relação com o caso. “Eles foram presos em 2010 e comecei a ser escoltada em 2011. Eu me sentia totalmente sufocada porque ficava com policiais o tempo todo”.
Marixa deixou de fazer tudo o que gostava, como caminhada e ir a shows, restaurantes, academia e salão de beleza. A vida dela era ir de casa para o trabalho, e vice-versa. Até o sítio da família, onde costumava ir, ficou abandonado. “Era uma neura tão grande dos seguranças que parei de ir. Segundo eles, no local eu estava mais vulnerável”, relembra.
Na porta da casa da juíza, uma viatura em tempo integral. Quando Marixa estava no tribunal, lá também se encontravam os policiais. Em dias de alerta, Marixa levava o filho para a escola com dois agentes no mesmo carro, seguido por uma viatura. A operação assustava os pais dos outros alunos. “Passei a evitar levá-lo na escola. Os homens armados chamavam a atenção”, conta.
Variável
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2016, apontavam 131 magistrados em situação de risco no Brasil. Na época, eram três em Minas. Mas os números mudam rapidamente, frisa o chefe da assessoria militar do TJMG, coronel Fabiano Villas Bôas. Atualmente, segundo ele, dois juízes estão sendo escoltados no Estado.
“Nem toda avaliação de risco gera uma escolta, que é o último mecanismo e vem depois de medidas de segurança como acompanhamento a distância e levantamento da área de inteligência. Hoje, temos mais de dez juízes sendo monitorados em Minas”, diz Villas Bôas.
Cautela
Para quem escolheu seguir a magistratura, a ordem é a precaução. Cartilha da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), lançada em abril, alerta para a vigilância constante no local de trabalho, em casa, no carro e telefone.
“É uma profissão de risco, que demanda cuidados em todos os momentos”, reforça o autor da publicação, o secretário-adjunto de Segurança da entidade, desembargador Wanderley Paiva.
Vida sem sossego ao combater o crime organizado
Em duas décadas atuando como juiz, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro já recebeu inúmeras ameaças. O que não sabia era que a rotina dele e da família seria totalmente alterada após desengavetar o processo da suposta atuação de uma máfia de transplantes de órgãos em Poços de Caldas, no Sul de Minas.
Profissionais influentes da cidade estavam na mira da Justiça. Havia indícios da retirada de órgãos de pacientes mortos sem autorização prévia. Os crimes chocaram a população.
Ao retomar o caso, Castro começou a sofrer intimidações e viveu escoltado de 2011 a 2015. “Quem trabalha em algum momento para combater o crime organizado, como eu fiz, nunca mais tem sossego. Não dá para desligar nunca. Eles fazem questão de se mostrar presentes para que eu nunca mais me esqueça que estão por perto”, relata.
Abandono
O juiz não fala mais sobre o processo, que já está encerrado. Mas se lembra bem como a rotina da família mudou. Policiais armados acompanhavam Castro o tempo todo. Ele parou de sair e abandonou as atividades que mais gostava, como jogar futebol e visitar amigos e familiares.
Família
Além de dois filhos menores, a família tinha um bebê na época. “A escolta era só para mim. Quando eu saía para trabalhar, minha esposa e meus filhos ficavam sob risco em casa”, conta.
“Recebemos ameaças todos os dias. Umas mais graves, outras menos. Mas o objetivo delas é sempre o mesmo: que você deixe o processo em que está trabalhando. Tomo cuidados, mas sigo meu trabalho de forma tranquila” (juiz Narciso Alvarenga)
Bandidos deixavam bilhetes debaixo da porta da residência e até abordavam a mulher do juiz, batendo no vidro do carro dela. “Passavam recados. Até em uma viagem ao exterior tivemos situações de alerta”. Com tanta pressão, ele desenvolveu estresse pós-traumático e foi obrigado a buscar tratamento. “Ninguém sai da mesma forma quando passa por isso”.
Intimidações afetam magistrados de todas as comarcas
Ameaças a juízes são situações comuns em todas as comarcas do Estado. Além dos casos mais graves acompanhados pelo TJM[/TEXTO]G, outros inúmeros magistrados sofrem, diariamente, pressões psicológicas feitas por condenados e familiares dos presos. Avaliadas como ônus da escolha da profissão, essas histórias, muitas vezes, não são denunciadas e passam alheias às estatísticas.
“O enfrentamento a nós magistrados tem sido maior por causa do crescimento das organizações criminosas”, afirma o juiz da Vara de Execuções Criminais de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Wagner Cavalieri, que também é integrante do Conselho Deliberativo da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis).
Segundo ele, a sensação de insegurança afeta praticamente toda a categoria. Porém, tende a ser maior em profissionais que atuam nas comarcas próximas às grandes unidades prisionais ou nas fronteiras do Estado, consideradas áreas mais perigosas. Os juízes criminais são os mais visados, principalmente os que julgam processos relativos ao tráfico de drogas.
De todas as formas
Cavalieri, por exemplo, foi vítima de pelo menos dez ameaças mais graves nos 20 anos em que atua. “No telefone pessoal, em audiência. Inclusive, o serviço de inteligência do TJ já detectou insinuações e planos de atentado contra a minha vida”, lembra. No ano passado, ele chegou a ser escoltado durante 40 dias.
Mas a mudança de rotina não é o maior incômodo, afirma o magistrado. Segundo Cavalieri, a falta de compreensão da população é um grande problema. “Esperamos que o Estado nos dê suporte quando passamos por esse tipo de situação. Afinal, estamos nela por causa da sociedade. Mas nem todo mundo entende a necessidade de certos cuidados com juízes em nome da nossa segurança”, desabafa.
“Já tive que mudar rotinas, horários, ser escoltado. Mas quando escolhi minha profissão sabia dos riscos. Quando me deparo com essa situação, espero sempre que o Estado me dê um amparo. E sigo” (juiz Wagner Cavalieri)
Cavalieri relembra as críticas feitas por alguns vizinhos quando solicitou a transferência do ponto de ônibus em frente à casa dele. Para o juiz, o espaço permitia a alguém acompanhar a rotina do magistrado. “Por isso pedi que mudassem o ponto, o que foi visto como mera implicância minha”.

Como foi a Assunção de Nossa Senhora. Uma piedosa reconstituição.



  
 Plinio Corrêa de Oliveira (*)
 

Assunção de Nossa Senhora.
Beato Angelico (1395 – 1455), Google Cultural Institute

A festa da Assunção de Nossa Senhora foi constituída em dogma pelo papa Pio XII em 1 de novembro de 1950. A festa é comemorada no dia 15 de agosto também sob os títulos de Nossa Senhora da Glória ou de Nossa Senhora da Guia.

Esse dogma era ardentemente desejado pelas almas católicas do mundo inteiro, porque coloca Nossa Senhora completamente fora de paralelo com qualquer outra mera criatura.

Justifica-se assim o culto de hiperdulia que a Igreja lhe tributa. [“hiperdulia”: culto especial reservado à Virgem Maria, superior à “dulia”que se dedica aos santos e aos anjos].

Nossa Senhora passou por uma morte suavíssima que é qualificada com uma propriedade de linguagem muito bonita, como a “dormição de Nossa Senhora”.

“Dormiçao” indica que Ela teve uma morte tão suave, tão próxima da ressurreição que, apesar de ser uma verdadeira morte, entretanto mais parecia a um simples sono. 

Nossa Senhora depois foi chamada à vida por Deus, ressuscitou como Nosso Senhor Jesus Cristo.

Subiu depois aos céus, na presença de todos os apóstolos ali reunidos, e de uma quantidade muito grande de fiéis.

Essa Assunção representa uma verdadeira glorificação aos olhos de toda a humanidade até o fim do mundo. É o proêmio da glorificação que Ela deveria receber no Céu. 

É interessante fazermos uma recomposição de lugar para imaginarmos como a Assunção se passou. A respeito do fato não existem descrições e podemos imaginá-lo como nossa piedade gostaria.

Em baixo, os Apóstolos todos ajoelhados, rezando num ambiente com algo de inefavelmente nobre, sublime, recolhido, interior. 

Podemos imaginar todos os Apóstolos com expressões de personagens de Fra Angélico. 

Dormição de Nossa Senhora, Fra Angélico (1395 – 1455)

O céu enchendo-se gradualmente de anjos, à imagem dos anjos de Fra Angélico também, tomando os coloridos os mais diversos, com matizações e irradiações magnificas, um espetáculo absolutamente incomparável. 

Se Nossa Senhora pôde dar ao céu um colorido tão diverso e produzir fenômenos tão excepcionais em Fátima, por que o mesmo não se teria dado por ocasião de Sua Assunção ao Céu? 

Ela se coloca em pé enquanto o respeito e recolhimento de todos aqueles que estão lá vão crescendo.

A semelhança física dEla com Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Filho, vai se acentuando cada vez mais. 

A glória de Nosso Senhor transfigurado se vai comunicando a Ela. 

Ela cada vez mais rainha, cada vez mais majestosa, cada vez mais mãe. 

Todo seu íntimo se manifestando de modo supremo nessa hora de despedida.

Alguns anjos, talvez, os mais esplêndidos do Céu, se aproximam e fazem Nossa Senhora subir.

Com o auxílio deles, Ela vai subindo e, aos poucos, o céu vai se transformando.
Assunção de Nossa Senhora.
Johannes, Wielki, Master of the Olkusz Poliptych, (1466-1497)

Na terra, aquela maravilha vai mudando, e volta ao aspecto primitivo.

Os homens voltam para casa com a sensação que tiveram na Ascensão de Nosso Senhor.

Ao mesmo tempo estão maravilhados, com uma saudade sem nome, desolados por algum lado, mas levando na retina algo que nunca tinham visto, nem podiam ter imaginado a respeito de Nossa Senhora.

Imediatamente, o triunfo de Nossa Senhora começa no Céu. 

A Igreja gloriosa inteira vai recebê-La. Nosso Senhor Jesus Cristo A acolhe, todos os coros de anjos estão ai, São José está perto. Depois é coroada pela Santíssima Trindade. 

É impossível pensar nesse triunfo terreno, sem pensar no triunfo celeste que veio logo depois. 

É a glorificação de Nossa Senhora aos olhos de toda a Igreja triunfante e aos olhos de toda a Igreja militante. 

Com certeza, nesse dia também a Igreja padecente no Purgatório recebeu uma efusão de graças extraordinárias.

Não é temerário pensar que quase todas as almas que estavam purgando suas penas foram libertadas por Nossa Senhora nesse dia. De maneira que também ali houve uma alegria enorme. 

Assim é que podemos imaginar como foi a gloriosa Assunção de nossa Rainha.

Algo disso se repetirá quando vier o Reino de Maria prometido em Fátima, quando virmos o mundo todo transformado e a glória de Nossa Senhora brilhar sobre a terra, porque Seu reinado começou de modo efetivo, e dias maravilhosos de graças, como nunca houve antes, começam a se anunciar também. 

Antes de contemplarmos a glória de Nossa Senhora no Céu, nós havemos de contempla-la na terra certamente, com algo que poderá nos dar alguma semelhança desse triunfo sem nome que deve ter sido a Assunção de Maria.

Quando pensamos nos triunfos que os homens preparam para seus grandes batalhadores, por exemplo, as tropas francesas desfilando sob o Arco do Triunfo, depois da Guerra de 14-18, ou mais pocamente nos triunfos que os romanos preparavam para seus generais vencedores, devemos compreender que Nosso Senhor Jesus Cristo que é infinitamente mais generoso, deve ter premiado Nossa Senhora, no triunfo dEla aos olhos dos homens de um modo também incomensuravelmente maior.

Portanto, tudo quanto existe de mais glorioso e triunfal na Criação, terá certamente brilhado na hora da Assunção de Nossa Senhora.

Meditando nisso, aproximamo-nos nessa festa pensando na virtude que devemos pedir a Nossa Senhora. 

Cada um deve pedir a virtude que mais carece. 

Mas, não haveria demasia em pedirmos a Ela uma virtude: que é o senso da glória dEla. Quer dizer, compreender bem tudo quanto representa Sua gloria na ordem da Criação. 

Como essa glória é a mais alta expressão criada da glória de Deus.

Nós devemos ser sedentos de defender pela virtude de combatividade levada ao seu último extremo a glória de Nossa Senhora na terra. 

Fazer de nós verdadeiros cavaleiros cruzados de Nossa Senhora, lutando por Sua glória na terra. 

Essa me parece a virtude mais adequada nessa festa de glória, que é a Assunção de Nossa Senhora. 


 
(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de palestra pronunciada em 14.8.65, sem revisão do autor).

     
 
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

TRT CONDENA FARMÁCIA POR LIMITAR IDA AO BANHEIRO


PIMENTA NA MUQUECA
Rede de Farmácias Santana é condenada por limitar ida ao banheiro || Imagem Google
Farmácias Santana é condenada por limitar ida ao banheiro || Imagem Google
O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) acatou a tese do MPT de que a empresa feria a legislação trabalhista ao oferecer sanitários sem papel higiênico, sem sabão e sujos, além de limitar os horários de ida ao banheiro. A Santana S/A Drogaria Farmácias terá que pagar indenização por dano moral coletivo de R$30 mil, além de ficar sujeita a multa de R$500 caso descumpra as obrigações previstas na decisão. Esses valores irão para o Fundo de Promoção do Trabalho Decente. A empresa ainda pode recorrer da decisão.
O procurador do trabalho Pedro Lino de Carvalho Júnior entrou com a ação na justiça em julho de 2015, após o MPT receber denúncias de uma funcionária, que relatou ser comum o controle do papel higiênico, a falta de sabão e os banheiros sujos. No inquérito, o MPT apurou que a limpeza do banheiro feminino era feita por um funcionário de sexo masculino, que continuava ali ao mesmo tempo em que elas utilizavam o espaço e que o mesmo ainda controlava o tempo de uso.
Também ficou provado, segundo o MPT, que os funcionários precisavam informar a um superior que iriam ao banheiro, que havia reclamação caso utilizassem o sanitário por mais de duas vezes num turno e que a troca do absorvente tinha que ser feita em um banheiro separado.
Entre as obrigações a que a Farmácia Santana terá que cumprir estão a de não voltar a limitar o uso do banheiro para os empregados, permitindo que eles façam uso sempre que necessário, além de ter que divulgar a decisão em local visível para os funcionários.
A sentença foi dada pela 4ª Turma de desembargadores do TRT5, após o recurso apresentado pelo MPT contra a decisão de primeira instância, que havia julgado improcedente a ação. O acórdão foi publicado em julho desse ano, e a empresa já foi notificada.

CGU APONTA QUE 56,4% DOS IMÓVEIS DO MINHA CASA MINHA VIDA TÊM DEFEITO


Condomínios do Minha Casa Minha Vida apresentam problemas || Foto Waldir Gomes
Condomínios do Minha Casa Minha Vida apresentam problemas || Foto Waldir Gomes
Mais da metade das moradias construídas com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida, faixas 2 e 3, apresentam defeitos de construção, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o órgão, 56,4% apresentaram defeitos como infiltrações, falta de prumo e de esquadro, trincas e vazamentos. Já quanto à área externa, defeitos mais comuns foram alagamento, iluminação deficiente e falta de pavimentação.
O relatório foi elaborado por meio de análise amostral em 77 empreendimentos do programa em 12 estados, dentre eles a Bahia. Segundo a CGU, os trabalhos de campo foram feitos em 2015, sendo analisados 2.166 contratos e 1.472 unidades habitacionais. O resultado somente agora foi divulgado, dois anos depois.
CAIXA ECONÔMICA
Agente financeiro do programa, a Caixa Econômica também é cobrada pelas falhas no programa. O relatório aponta necessidade de “melhoria quanto à aprovação dos projetos na Caixa, no que se refere à melhor evidenciação da análise dos projetos e das planilhas orçamentárias; a frequência de problemas construtivos nas unidades habitacionais e nos empreendimentos; e fragilidades na aplicação de critérios de hierarquização e de transparência na seleção de beneficiários, por parte das prefeituras”.
A Caixa também é responsabilizada pelo “baixo índice de realização do trabalho social e alto nível de satisfação dos beneficiários com as unidades habitacionais e com os empreendimentos”.
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Superintendente de Inteligência da SSP-BA está na lista de alvos da PF


Como a investigação corre sigilosamente, o motivo do cerco a Rogério Magno de Almeida Medeiros ainda é desconhecido, segundo a coluna Satélite, do Correio

BAHIA.BA
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O superintendente de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Rogério Magno de Almeida Medeiros, está na lista de alvos da Operação Vortigern, deflagrada mês passado pela Polícia Federal por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo divulgado nesta quarta-feira (15) pela coluna Satélite, do jornal Correio, em 7 de julho, agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Medeiros, em Alphaville, na capital baiana, como parte de um inquérito sigiloso aberto no STJ para apurar vazamentos de informações no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O mandado foi expedido pelo ministro Og Fernandes, responsável pela Vortigern no STJ. Como a investigação corre sigilosamente, o motivo do cerco a Medeiros ainda é desconhecido.

Esperteza dos beneficiados põe em xeque a delação premiada


O novo caso envolvendo Joesley Batista, que omitiu crimes junto ao BNDES, põe em xeque, pelos próprios beneficiados, a delação premiada. Editorial do Estadão:


Que o empresário Joesley Batista fez um negócio da China ao delatar o presidente Michel Temer em troca de total imunidade para os muitos crimes de corrupção envolvendo políticos, empresários e funcionários que confessou ter cometido, todos já sabiam. Agora, porém, surgem suspeitas de que Joesley e os executivos de sua empresa, a JBS, fizeram a bombástica delação também com o objetivo de ficarem livres de punição por supostas fraudes cometidas nos investimentos bilionários que o conglomerado recebeu do BNDES. Essa mutreta, se comprovada, reforça a sensação de que o instrumento da delação premiada, aplicado apressadamente por setores do Ministério Público, não tem servido apenas para esclarecer crimes e desmontar quadrilhas, mas também para livrar criminosos da prisão, enquanto dá a falsa impressão de que a corrupção está sendo combatida.

O novo caso envolvendo Joesley Batista foi revelado pelo procurador Ivan Marx, do Ministério Público Federal em Brasília. Responsável pela Operação Bullish, que investiga fraudes na concessão de aportes do BNDES, Marx disse que foram detectados problemas em contratos com a JBS que resultaram em perdas de mais de R$ 1 bilhão.

A JBS, como se sabe, foi uma das empresas mais beneficiadas pela política de incentivos aos “campeões nacionais” levada a cabo nos governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff. Entre 2005 e 2014, recebeu nada menos que R$ 10,63 bilhões do BNDES, transformando-se, da noite para o dia, na maior empresa do mundo no segmento de carne processada.

Em sua delação, os executivos da JBS informaram que em 2005 a empresa pagou propina para o então presidente do BNDES, Guido Mantega, para que este atuasse em favor da companhia. Afirmam, porém, que não houve fraude na análise técnica para concessão dos recursos, ou seja, embora Joesley tenha dito que os aportes do BNDES não sairiam sem a propina paga a Mantega, os delatores afirmaram desconhecer qualquer irregularidade.

O procurador Ivan Marx, no entanto, diz que as investigações apontam crime de gestão temerária nos processos favoráveis à JBS. “O BNDES não fez isso sozinho. Foi sempre por demanda deles (JBS)”, declarou Marx, acrescentando o que, a esta altura, começa a ficar óbvio: “Os executivos (da JBS) vão lá, fazem uma delação, conseguem imunidade e agora não querem responder à investigação”. O procurador informou que vai apresentar denúncia contra os executivos da JBS independentemente do acordo que a Procuradoria-Geral da República fez com Joesley Batista e seus acólitos.

Essa situação evidencia que as delações premiadas se transformaram em um bom negócio. Em vez de se prestarem a orientar investigações, as colaborações têm servido para livrar criminosos e até ocultar crimes, como no caso da JBS, desde que se entregue o que certos procuradores desejam – nomes graúdos da política. Parece estar em curso uma espécie de certame entre delatores em potencial, cuja colaboração só será considerada válida se dela constarem os nomes do presidente da República ou, na pior das hipóteses, de algum de seus ministros mais importantes.

É evidente que esse procedimento deslegitima o instrumento das delações premiadas, monopolizadas pelo Ministério Público como se fossem parte da acusação, e não da investigação. Essa distorção explica o entrevero ora em curso entre o Ministério Público e a Polícia Federal no que diz respeito às delações.

A Procuradoria-Geral da República entrou com ação no Supremo Tribunal Federal para questionar os artigos 2.º e 6.º da Lei 12.850/2013, que atribuem a delegados de polícia o poder de realizar acordos de delação. Para o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato, a prerrogativa de fazer acordos de delação é do Ministério Público, pois “só o Ministério Público pode acusar”. Já o diretor da Polícia Federal, Leandro Daiello, lembrando o óbvio, disse que a colaboração premiada é apenas “um instrumento de investigação”. Ou seja, não se pode tratar a delação como base da acusação, pois isso não apenas distorce a natureza desse instrumento, como confere ao delator uma importância desmesurada, e que acaba justificando prêmios igualmente desmedidos.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Governo espera desbloquear até R$ 10 bilhões com revisão da meta

Postado em 16/08/2017 7:43  DIGA BAHIA!
Dinheiro O aumento da meta de déficit fiscal permitirá ao governo liberar até R$ 10 bilhões do orçamento que estava contigenciado assim que o Congresso aprovar a medida, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Segundo ele, o dinheiro atendera a órgãos públicos em dificuldade.
Atualmente, o governo tem R$ 44,9 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) bloqueadas. De acordo com Oliveira, existem cerca de R$ 20 bilhões de receitas previstas que podem não se realizar este ano, dos quais de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões seriam liberados logo após a aprovação da nova meta fiscal, e o restante será avaliado a cada dois meses.
Por causa do contingenciamento necessário para cumprir a então meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões, diversos órgãos federais passam por dificuldades. As emissões de passaportes pela Polícia Federal ficaram suspensas por quase um mês, por exemplo. Já a Polícia Rodoviária Federal reduziu o patrulhamento e diversas universidades federais anunciaram que só têm orçamento para se manterem até o fim de setembro.
Segundo Oliveira, o aumento da meta de déficit primário de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões neste ano ajuda a aliviar a situação desses órgãos. No fim de julho, o governo tinha remanejado R$ 2,2 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para outros órgãos e áreas considerados essenciais – como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o sistema de controle do espaço aéreo e o combate ao trabalho escravo.
Agência Brasil

Inibidor do vírus Zika deve levar 10 anos para ser produzido em larga escala

Postado em 16/08/2017 7:37 DIGA BAHIA
zika Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco descobriram substância que pode bloquear o vírus Zika. Mas ainda serão necessários anos de estudo antes que a 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) vire um medicamento a ser produzido em larga escala.
Pela descoberta,  a substância “imita” uma parte do vírus, que é inserida no genoma do zika e para a reprodução. O sucesso obtido pelos pesquisadores foi de mais de 99%.
O estudo foi publicado na última sexta-feira (11) na revista International Jornal of Antimicrobial Agents, mas a instituição divulgou somente nessa terça-feira (15) a descoberta.
A substância, sintética, é do grupo das Tiopurinas, origem de medicamentos contra o câncer. Esse tipo específico, no entanto, nunca foi utilizado. Os pesquisadores da Fiocruz trabalhavam com a 6MMPr em um outro estudo, para combater um vírus de cachorro, a Cinomose canina. “Nós identificamos que ela tem atividade contra a Cinomose. E por ser um vírus de RNA, assim como o Zika vírus, nós formulamos a hipótese que também funcionaria contra o zika”, conta o coordenador da pesquisa, Lindomar Pena.
Para levar o estudo à frente, a equipe utilizou material e recursos humanos de outras pesquisas financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), já que, segundo Pena, no período de um ano não surgiu nenhum edital para financiamento de investigações de substâncias contra o zika.
Os testes foram feitos em células epiteliais e neurais de macacos e de humanos. A cada mil vírus, 996 deles foram eliminados com a 6MMPr, o que dá mais de 99%. “É algo impressionante. Em laboratório, a gente faz de tudo para ‘provar’ que a substância não funciona, os testes são muito rigorosos”, diz.
Foi descoberto também que quanto mais alta a dose, maior é a eficácia, e quanto mais cedo a substância começa a atuar, maior é o sucesso.
Para combater o zika, ela imita parte da estrutura do vírus para “enganá-lo”. Segundo o coordenador da pesquisa, quando o vírus está replicando seu genoma, ele precisa de pequenos blocos estruturais. Ele deu o exemplo de uma parede formada por tijolos. Seria como se a 6MMPr imitasse um dos tijolos, para que quando o zika “construísse” a parede, parasse de se replicar.
Além disso, a substância se mostrou segura para uso em células neurais. “Vai ter poucos efeitos colaterais no sistema nervoso, porque se ela fosse mais tóxica seria um alerta negativo. Ela mostra justamente o contrário, tem poucos efeitos tóxicos, comparados com células epiteliais. Em células epiteliais é menos grave”, afirmou Pena.
Caminho longo
Apesar da conquista, ainda há muitas etapas – e anos – até que a substância possa ser produzida em larga em escala como um medicamento. De acordo com Lindomar Pena, o tempo médio até que isso ocorra é de 10 anos. “Mas, por causa da importância e da gravidade do zika, pode ser que esse período possa ser reduzido pela metade”, estima.
O próximo passo é o teste em camundongos. São necessárias ainda outras duas espécies de animais até chegar ao teste em humanos. Para saber se é possível utilizar um possível medicamento em grávidas para que o bebê fique protegido, ainda será necessário fazer o teste em fêmeas prenhas. “Se for prejudicial, podemos melhorar a substância, fazendo modificações químicas. Já temos parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco para isso”.
Agência Brasil

Deputados aprovam MP que permite mudanças na certidão de nascimento

Postado em 16/08/2017 8:26 DIGA BAHIA!
CERTIDÃO DE NASCIMENTO A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15) a Medida Provisória (MP) que determina que a certidão de nascimento poderá indicar como naturalidade do filho o município de residência da mãe na data de nascimento, caso seja localizado no Brasil. Atualmente a lei prevê apenas o registro de onde aconteceu o parto como naturalidade da criança.
O texto visa facilitar o registro nos municípios em que não existem maternidades. Atualmente, as mães são obrigadas a se deslocarem para terem seus filhos em outras cidades e, assim, as crianças acabam sendo registradas em um local sem vínculos com a família à qual pertencem. A MP 776/17 muda a Lei de Registros Públicos 6.015/73.
O texto aprovado exclui a permissão para que o declarante do registro de nascimento optasse pela naturalidade do município de residência nos casos de adoção. Com a conclusão das análises na Câmara, será enviado ao Senado o projeto de lei de conversão da senadora Regina Souza (PT-PI), que muda a Lei de Registros Públicos (6.015/73).

Carro de blogueira é incendiado na madrugada desta quarta-feira (16) em Cruz das Almas


Fotos: Juninho Rodrigues.
Dois veículos foram atingidos por um incêndio misterioso na madrugada desta quarta feira(16), segundo informações de Juninho Rodrigues do portal Cruzalmense. Um dos veículos pertencente a Karina Brito do site "Na Mídia". O outro carro que teve o fundo atingido pelo fogo foi o de seu pai.
Ainda segundo o Portal Cruzalmense, a maior preocupação da blogueira era tirar o seu filho que estava dormindo em um quarto próximo ao veículo, um Uno vermelho que foi totalmente destruído, houve ainda uma explosão. A Polícia investiga o caso. 

Bahia registra 532 interrupções de energia provocadas por pipas


Em Salvador e região metropolitana, a Coelba disse ter registrado este ano, de janeiro a julho, 121 desligamentos

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Foto: Reprodução/Fotos Públicas
Foto: Reprodução/Fotos Públicas

A Bahia contabilizou 532 desligamentos da rede elétrica provocados por pipas, entre os meses de janeiro a julho de 2017. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Companhia de Eletricidade do Estado (Coelba), em todo o ano passado, foram registradas 1.204 interrupções pelo mesmo motivo.
Em Salvador e região metropolitana, a empresa disse ter registrado este ano, de janeiro a julho, 121 desligamentos provocados por pipas. Os bairros de Plataforma, da Paz, Boca do Rio, Periperi, Lobato e Itapuã são os que têm maior índice de ocorrências do tipo.

Sem acordo, Câmara deve votar em plenário reforma política nesta quarta


Para que as novas regras funcionem nas eleições de 2018, precisam estar aprovadas em dois turnos na Câmara e no Senado até o fim de setembro

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Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Apesar da resistência de parte dos parlamentares, a Câmara dos Deputados deve começar a votar, nesta quarta-feira (16), em plenário a reforma política.
De acordo com o jornal Valor Econômico, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), já anunciou aos líderes que quer votar nesta quarta as mudanças eleitorais, que incluem a adoção do “distritão” e a criação de um fundo público para o financiamento de campanhas.
Para viabilizar a votação da emenda de forma sumária, os líderes irão trabalhar para aprovar um requerimento que encurta os prazos regimentais.
Para que as novas regras funcionem nas eleições de 2018, precisam estar aprovadas em dois turnos na Câmara e no Senado até o fim de setembro, um ano antes do pleito.

Lula defende Maduro após Trump ameaçar intervir na Venezuela


Ex-presidente disse que o americano precisa aprender que não se resolve conflitos políticos com armas

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Foto: J.F.Diorio/Estadão Conteúdo/AE/
Foto: Reprodução/ J.F.Diorio/ Estadão Conteúdo/ AE

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, na noite desta terça-feira (15), o governo do chefe da Venezuela, Nicolás Maduro, após o americano Donald Trump ameaçar intervir no país latino-americano.
“A gente não pode permitir que qualquer que seja o erro que o Maduro tenha cometido ou que venha a cometer permita que um presidente americano diga que vai utilizar a força para poder derruba-lo”, condenou o petista, durante lançamento do lançamento do Instituto Futuro.
Lula disse ainda que Trump precisa aprender que não se resolve conflitos políticos com armas. “Mas com diálogo, conversa, acordos. E se ele não sabe fazer nós aqui na América Latina podemos ensinar”, acrescentou

Delatores da Odebrecht vão para regime semiaberto


Márcio Farias e Rogério Araújo começam a gozar dos benefícios da progressão de pena

BAHIA.BA
Foto: Divulgação Odebrecht
Foto: Divulgação Odebrecht

Delatores da Odebrecht Márcio Farias e Rogério Araújo começam a gozar dos benefícios da progressão de pena, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.
Condenados a 19 anos e quatro meses de prisão, eles foram presos na 14ª fase da Operação Lava Jato e depois colocados em prisão domiciliar. Com a mudança de regime, vão poder sair durante o dia, voltando para casa às 22h.
Os dois executivos, que foram condenados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, vão continuar com tornozeleiras.

Servidores prometem greve contra governo Temer se congelar salário


Presidente tem intenção também de limitar os vencimentos dos novos funcionários a R$ 5 mil

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Foto: Lula Marques/PT
Foto: Lula Marques/PT

Os servidores públicos federais prometem greve contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB), no final de agosto, se for confirmada a intenção de congelar o reajuste salarial de algumas categorias do funcionalismo e de limitar o salário inicial de novos servidores a R$ 5 mil.
“Vamos fazer atos públicos para mostrar que, se o governo insistir, vamos endurecer nas nossas ações”, alertou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Carlos Silva, em entrevista à Folha de São Paulo.
O dia nacional de protestos será realizado entre 29 e 31 de agosto, mas caberão às bases definir a data das paralisações nas suas regiões.

A Lava-Jato na mira dos conspiradores de toga


O juiz Sérgio Moro luta contra a manobra em curso no STF que tenta ressuscitar, nas palavras de Augusto Nunes, "o Brasil da bandidagem impune":


No seminário sobre Justiça Brasileira promovido pela Jovem Pan na manhã desta terça-feira, o juiz Sergio Moro revelou-se especialmente preocupado com a manobra ensaiada nas catacumbas do Supremo Tribunal Federal. Inquietos com a dramática redução da distância que separa da cadeia um cardume de corruptos graúdos fisgados no pântano do Petrolão, alguns ministros flertam com a ideia de exigir que o cumprimento da pena comece só depois de confirmada a sentença em terceira instância.

Faz pouco mais de um ano que o STF, seguindo o entendimento de Teori Zavascki, decidiu que bastava o aval da segunda instância. “É o grande legado do ministro Teori”, lembrou Moro em sua palestra. O que teria induzido integrantes do time da toga a planejar a esperteza qualificada de “desastrosa” pelo juiz federal de Curitiba? A resposta está em outra frase do palestrante: “Nós retornaríamos no tempo”.

É exatamente isso o que pretendem Gilmar Mendes e seus seguidores: o imediato regresso ao Brasil anterior à Lava Jato. Naquele tempo, todos eram iguais perante a lei, mas havia os mais iguais que os outros. Esses nunca souberam como é a vida na cadeia.
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Fundamentos? Somos fruto de uma ordem espontânea.


Retomando algumas ideias do grande Hayek (um desconhecido nas universidades), Luiz Felipe Pondé afirma - com razão - que não há como dar conta de uma história tão vasta quanto a humana. O comércio é uma boa pista para tentar traçar essa ordem espontânea:


Dito de forma direta: não temos a mínima ideia de como a ordem social se dá. Uma das maiores falácias do nosso debate é a tentativa de dar uma fundamentação à ordem social que seja "clara e evidente". Quantas horas perdidas dos alunos fazendo com que eles acreditem em ideias cozidas nos gabinetes dos intelectuais, fruto de teorias tão "metafísicas" (ou mais, até) do que a do pecado original.

Alguns dizem que foi a corrupção de uma natureza humana que vivia em eterno equilíbrio no campo. Outros dizem que foi uma guerra geral de todos contra todos. Outros ainda que são os afetos que fundamentam a sociedade. Tampouco foi uma luta de classes, nem os desígnios de um Deus misericordioso (todas hipóteses metafísicas, igualmente).

Pode-se dizer o que quiser: a verdade é que numa sociedade distante dos bandos paleolíticos (nos quais a solidariedade interna ao bando parecia ser o modo de vida na época) como a nossa, gigantesca e permeada por "parcerias sem empatias pessoais", complexa e caótica, nada se sabe sobre um "fundamento" a ser descoberto que iluminaria o modo de criar uma "engenharia social ou política" capaz de mudar tudo. Não temos aparelho cognitivo que dê conta de uma tão vasta "narrativa".

Ninguém sabe como se organiza a sociedade de modo profundo. Nosso modo de viver evoluiu de forma espontânea até chegarmos a essa "ordem expandida" que é a sociedade histórica humana. Por espontânea aqui não quero dizer que não existiram modos de constrangimento, violência, parcerias não conscientes, medos, crenças espirituais e avanços técnicos racionais. Quero dizer que a soma total desses tópicos não produz um mapa suficiente para entendermos o que se passou ou o que se passa na humanidade. Não há uma chave mestra que abra essa caixa de Pandora.

É aqui que se encontra a pedra de toque daqueles que, como eu, entendem a noção de mercado como essencial para nos ajudar a entender essa ordem espontânea, justamente porque ela é dispersa, concreta, ambivalente, imprecisa, sem ter sido criada de modo "racional" por ninguém especificamente, mas empiricamente compreensível na prática cotidiana de todos nós, mesmo daqueles que mentem sobre isso.

O comércio parece ser uma rota rica para entendermos o modo das pessoas de se relacionarem de forma espontânea e generalizada. O mercado é um conceito moral, além de político ou econômico. Cheio de sombras, fantasmas e riscos –só mal informados acham o mercado um papai bondoso–, ninguém "criou o mercado", como pensa a nossa vã filosofia. Ele brotou do comportamento caótico humano, buscando estabelecer relações de sobrevivência, e, portanto, morais.

O erro crasso da ignorância sobre esse assunto é facilmente detectável: quem pensa que o mercado é um conceito prioritariamente econômico erra. O mercado é, antes de tudo, uma realidade moral: o modo com que os seres humanos, sem saber precisamente como, chegaram a viver e colaborar de forma não consciente, mas razoavelmente eficaz.

O mercado é, também, uma estrutura de coleta e disponibilização de informação. As mídias sociais representam essa realidade no plano imediato da acessibilidade da informação, por isso estão nos ensinando mais sobre nós do que anos de especulação das ciências humanas engajadas.

Uma das marcas essenciais desse mercado é o modo como a informação dispersa se organiza para produzir riqueza, regras, instituições. Gera com isso, também, sofrimentos de todos os tipos, devido a ambivalências dos atores envolvidos. Num certo sentido, somos incapazes de saber exatamente como tudo isso funciona porque não temos recursos cognitivos ou epistêmicos (isto é, recursos imediatos ou organizados de conhecimento) para mapear esse gigantesco processo que nos une e, ao mesmo tempo, nos afasta, mas que garante o funcionamento de um nível de riqueza e liberdade individual jamais visto no mundo.

Para saber mais sobre isso, leia "Os Erros Fatais do Socialismo" (Faro Editorial, 2017) de F.A. Hayek (1899-1992). Segundo Roger Scruton, um dos maiores pensadores da nossa época. (FSP).
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