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PASSAGEM AÉREA

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Riquezas do artesanato compõem a história dos 293 anos de Cuiabá


Primeira matéria mostra riquezas do artesanato da capital mato-grossense.
Confecção da viola de cocho, símbolo da capital, é passada por gerações.

Do G1 MT
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 A cultura, tradição e história de Cuiabá são retratadas em uma série da TV Centro América: Minha Cuiabá. As reportagens especiais comemoram os 293 anos de fundação da capital mato-grossense. A primeira matéria mostra as riquezas do artesanato de Cuiabá, ensinado de geração em geração.
Um dos pontos de cultura mais tradicionais, a Casa do Artesão, abriga peças cerâmica, telas e outros artesanatos que lembram Cuiabá. O prédio, com mais de 100 anos, é um dos locais que Roberto Boaventura, professor universitário, visita antes de viajar para fora de Mato Grosso.
“Os meus amigos e as pessoas mais queridas geralmente recebem de mim em aniversários e em datas marcantes nossa representação simbólica que é essa produção maravilhosa do artesanato local”, disse.
O local abriga enfeites e peças decorativas, utensílios para casa, peças de animais e de pessoas simples da região, além de imagem de santos. O escultor Marcelo Bispo, nasceu em São Paulo e foi criado em Cuiabá. Ele aprendeu a arte em madeira com o pai.
"Cuiabá tem bastante religiosidade, então as pessoas pedem encomenda. Comecei a trabalhar nessa linha de arte sacra. É tudo feito manualmente com canivete”, explicou.
Tradição
Já o artesão Domingos da Silva, tem uma paixão pelo instrumento regional, a 'cara' de Cuiabá: a viola de cocho. O paulista mora há 30 anos na capital e se encantou pelo instrumento, tanto que aprendeu sozinho a produzir em madeira miniaturas da viola de cocho. Ele também faz barquinhos e outros símbolos da cultura cuiabana. “O turista valoriza muito isso e quando vem, quer levar algo de lembrança”, pontuou.
Filho de um cururueiro mestre na fabricação da viola de cocho, Alcides Ribeiro aprendeu a confeccionar o instrumento com a família. “Desde o começo até o fim, a viola de cocho dá trabalho. O momento que você tá trabalhando na tora da madeira, você tem que plainar, escavar a parte interna e colocar pra secar. É um processo demorado”, comentou.
Alcides também aprendeu a fazer o mocho, um instrumento feito com madeira e couro de boi, que acompanha as festas de cururu e siriri.
Outro ponto que respira a tradição do artesanato, é na comunidade São Gonçalo Beira Rio, no bairro Coxipó, que possui uma associação de artesãos. Alice de Almeida, de 65 anos, começou a trabalhar com o barro quando era menina. “Nós saíamos de canoa até o Porto e vendíamos os potes e cerâmicas para os compradores de lá”, recordou.
No início a produção era de vasos e travessas usados para utensílios de casa. Atualmente, as prateiras guardam peças como galinhas da Angola, bonecas,santos de barro e personagens da cultura cuiabana. 

Primeira matéria mostra riquezas do artesanato da capital mato-grossense.
Confecção da viola de cocho, símbolo da capital, é passada por gerações.

Do G1 MT

 A cultura, tradição e história de Cuiabá são retratadas em uma série da TV Centro América: Minha Cuiabá. As reportagens especiais comemoram os 293 anos de fundação da capital mato-grossense. A primeira matéria mostra as riquezas do artesanato de Cuiabá, ensinado de geração em geração.
Um dos pontos de cultura mais tradicionais, a Casa do Artesão, abriga peças cerâmica, telas e outros artesanatos que lembram Cuiabá. O prédio, com mais de 100 anos, é um dos locais que Roberto Boaventura, professor universitário, visita antes de viajar para fora de Mato Grosso.
“Os meus amigos e as pessoas mais queridas geralmente recebem de mim em aniversários e em datas marcantes nossa representação simbólica que é essa produção maravilhosa do artesanato local”, disse.
O local abriga enfeites e peças decorativas, utensílios para casa, peças de animais e de pessoas simples da região, além de imagem de santos. O escultor Marcelo Bispo, nasceu em São Paulo e foi criado em Cuiabá. Ele aprendeu a arte em madeira com o pai.
"Cuiabá tem bastante religiosidade, então as pessoas pedem encomenda. Comecei a trabalhar nessa linha de arte sacra. É tudo feito manualmente com canivete”, explicou.
Tradição
Já o artesão Domingos da Silva, tem uma paixão pelo instrumento regional, a 'cara' de Cuiabá: a viola de cocho. O paulista mora há 30 anos na capital e se encantou pelo instrumento, tanto que aprendeu sozinho a produzir em madeira miniaturas da viola de cocho. Ele também faz barquinhos e outros símbolos da cultura cuiabana. “O turista valoriza muito isso e quando vem, quer levar algo de lembrança”, pontuou.
Filho de um cururueiro mestre na fabricação da viola de cocho, Alcides Ribeiro aprendeu a confeccionar o instrumento com a família. “Desde o começo até o fim, a viola de cocho dá trabalho. O momento que você tá trabalhando na tora da madeira, você tem que plainar, escavar a parte interna e colocar pra secar. É um processo demorado”, comentou.
Alcides também aprendeu a fazer o mocho, um instrumento feito com madeira e couro de boi, que acompanha as festas de cururu e siriri.
Outro ponto que respira a tradição do artesanato, é na comunidade São Gonçalo Beira Rio, no bairro Coxipó, que possui uma associação de artesãos. Alice de Almeida, de 65 anos, começou a trabalhar com o barro quando era menina. “Nós saíamos de canoa até o Porto e vendíamos os potes e cerâmicas para os compradores de lá”, recordou.
No início a produção era de vasos e travessas usados para utensílios de casa. Atualmente, as prateiras guardam peças como galinhas da Angola, bonecas,santos de barro e personagens da cultura cuiabana. 

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