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domingo, 10 de junho de 2012

Franquia de reforço escolar aposta no estudo individualizado


Rede tem 25 mil franquias no mundo; no Brasil são mais de 1,5 mil.
Investimento é a partir de R$ 15 mil.

Do PEGN TV
Com baixo investimento, um modelo de franquia de ensino e reforço escolar aposta em método de estudo individualizado. As unidades estão espalhadas por todo o Brasil.
O curso é oferecido por uma rede de microfranquias. Os alunos fazem aulas de matemática, português, inglês e japonês. O diferencial é o método de ensino.
A sala de aula é diferente. Não tem lousa, nem professor explicando com todo mundo de cabeça baixa o tempo todo. O segredo está em um armário. É como se a escola inteira estivesse dentro do móvel, com centenas de fichas de exercícios. Todo dia, o aluno pega uma e faz. Os exercícios são bolados de tal forma que, quando ele no último exercício, já está pronto para entrar numa universidade.

Quem faz o curso, diz que as dificuldades desapareceram. “Eu tinha dificuldade de matemática. E aí uma amiga minha do colégio indicou o método e eu comecei a estudar. A dificuldade desapareceu”, revela Giovanna.
“Agora com o curso de matemática eu tiro nove, nove e meio. E nas outras matérias como desenvolve foco, atenção, eu tenho mais vontade de estudar e aí desenvolve e aí melhora bastante”, opina Murilo.
O método foi criado em 1956, no Japão, pelo professor de matemática Toru Kumon. E tudo começou porque o filho dele não ia bem na escola. É o que conta o atual presidente da rede de franquia.

“Um dia, o filho tirou uma nota ruim na escola e o pai resolveu criar um método de ensino para ele estudar sozinho. Ele estudou aquele material por 30 minutos todos os dias e enquanto os outros alunos estudavam a sexta série ele já sabia o conteúdo do ensino médio”, diz Naoya Kitagawa.

Aos poucos, o método ganhou fama e se espalhou pelo mundo. Hoje, tem mais de 4 milhões de alunos. Agora, a rede se destaca no prêmio “As melhores franquias do Brasil”, na categoria microfranquia, organizado pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, da Editora Globo.

“A empresa investe em capacitação para que esses franqueados alcancem resultados cada vez melhores”, diz o presidente da franquia.

Para montar uma microfranquia de ensino, o investimento é a partir de R$ 15 mil. Inclui a taxa de franquia, montagem das salas e capital de giro. O faturamento mensal médio é de R$ 13,4 mil, com 100 alunos. O franqueador cobra 40% de royalties sobre o faturamento bruto, mas fornece todo o material didático. “O custo fixo principal seria o aluguel do imóvel e a equipe de auxiliares que vai trabalhar com ela. Mas relativamente, as despesas, os custos são bem baixos”, diz Julia Shiroiwa, gerente de recrutamento.
Uma exigência da rede é que o próprio franqueado atue como professor. Para isso, ele tem de fazer o curso completo.

Thereza Vasconi matriculou a filha no curso e se encantou. Em 2007, ela montou uma franquia. Começou com 30 alunos, hoje tem 320. “A gente consegue fazer uma proposta dentro deste próprio layout, dentro desse espaço, de aumentar, por exemplo, até uns 500 alunos, ainda com tranquilidade. E é isso exatamente que eu vou fazer: uns cem alunos por ano, até chegar nessa meta”, diz.

A operação é simples e facilita o crescimento da unidade. Uma só professora cuida de 40 alunos por vez. Quando alguém tem dúvida, chama, e ela orienta. “O aluno sempre vai tentar observar o exercício feito e ele consegue tentar fazer. Eu só vou verificar se ele conseguiu, não explico (...). Se ele não conseguiu, a gente tenta voltar num exercício que ele já fez para que dê a orientação para que ele faça o exercício. (...) Nunca dá a resposta. É assim que ele consegue aprender”, explica Thereza.

Os cursos têm algumas regras. No de português, por exemplo, o aluno tem de ler pelo menos cinco livros por estágio. Já os cursos de japonês e inglês contam com ajuda de CD. Nas aulas de matemática, um tabuleiro com imãs estimula a garotada a se familiarizar com os números. É uma espécie de jogo. Os alunos têm de colocar os números nas casas correspondentes. O desafio é fazer mais rápido.

Hoje, a rede de ensino tem 25 mil franquias no mundo: só no Brasil tem mais de 1.500. A cada ano são abertas 70 novas unidades.

“Temos uma missão a cumprir, que é capacitar essas crianças de hoje, e que serão os adultos do futuro, e dessa forma contribuir para um futuro melhor do país. Em termos numéricos, pensamos em um futuro próximo, chegar a 200 mil, t300 mil alunos no Brasil”, relata Kitagawa.

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