sábado, 30 de novembro de 2013


Dois mil médicos cubanos seguem para estados onde vão atuar


Eles foram aprovados em cursos de formação realizados no DF, MG e CE.
Maioria vai para Regiões Norte e Nordeste do Brasil, diz governo.

Do G1, em Brasília

Mais de 2 mil médicos cubanos começaram a embarcar neste sábado (30 para os estados onde vão atuar dentro do Programa Mais Médicos, criado para ampliar o atendimento de saúde no interior e nas periferias do país.
Segundo informações do Ministério da Saúde, 2.117 cubanos foram aprovados em cursos realizados em Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Fortaleza (MG). O governo disse que outros 700 médicos ainda passam por avaliação e em breve devem iniciar o atendimento à população.
Conforme o governo, os 2 mil médicos aprovados vão atuar em 1.250 municípios brasileiros, a maioria nas Regiões Norte e Nordeste.
Antes de começar definitivamente o atendimento, eles passarão uma semana nas capitais dos estados onde atuarão para conhecer a estrutura do sistema de saúde, os equipamentos disponíveis e as doenças mais recorrentes da região. A partir do dia 9 de dezembro devem iniciar o atendimento à população.
Os 2 mil cubanos se somam a mais de 3,5 mil médicos brasileiros e estrangeiros que já estão atendendo nas Unidades Básicas de Saúde dentro do Programa Mais Médicos. Ao todo, 5.796 médicos estão em atividade no Mais Médicos.
Reprovados e em recuperação
Dos 2,3 mil cubanos que passaram por avaliação, 19 foram reprovados e 156 ficaram em recuperação e farão mais duas semanas de avaliação. Dos médicos tiveram problemas de saúde durante a formação e voltaram para Cuba. Seis profissionais aguardam a validação de seus documentos, informou o Ministério da Saúde.
Inscrições
Estão abertas as inscrições para a terceira etapa do Mais Médicos. Os interessados - brasileiros e estrangeiros - devem se inscrever no site maismedicos.saude.gov.br.
Os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de custo. Os municípios oferecem alimentação e moradia.

Datafolha: nada mais do que mais uma pesquisa.


Em 30 de novembro de 2009, José Serra (PSDB) tinha 38% e Dilma Rousseff (PT) recebia 17% das intenções de votos. Ciro Gomes, que era o Eduardo Campos (PSB) da vez, alcançava 13% das preferências. Hoje, exatamente quatro anos depois, sai uma pesquisa Datafolha que indica Dilma Rousseff com 47%, Aécio Neves com 19% e Eduardo Campos com 11%.
 
Se na campanha Aécio subir meros 5% e Eduardo Campos outros 5%, já há segundo turno além da margem de erro. Alguém duvida que vão crescer?
 
Para 2014, temos dois candidatos novos, com discurso desconhecido. E temos uma presidente da República desgastada por um mandato decepcionante, sem marca alguma para mostrar ao país, representando um partido corrupto e mensaleiro, cujas principais líderes estão presos. E que são reverenciados pelo resto da quadrilha, que faz caravanas até a cadeia em homenagem, ameçando a democracia e o Estado de Direito, ao insurgir-se contra as decisões do STF. 
BLOG DO CORONEL

JOSÉ GENOINO teve 93% da campanha FINANCIADA por empresários



Pura hipocrisia, um comunista que depende de capitalistas para ser eleito.  
Em outro momento falaremos sobre o comunista José Dirceu, que já tem emprego garantido em um hediondo simbolo do capital, um hotél de luxo. Para isso ganhará, se conseguir o "trabalho", um salário de R$ 20 mil reais. Por enquanto, ja que falamos de hipocrisia, vamos ao caso dos financiamentos de campanha de José Genoino.
Pesquisa realizada pela Revista Sociedade Militar no TSE e no ASCLARAS mostra que o deputado José Genoino, atualmente condenado por corrupção, gastou mais de 2 milhões em sua última campanha, e teve 93 por cento desse dinheiro recebido de pessoas jurídicas. Seus maiores doadores, tirando o PT, é claro, foram as empreiteiras OAS e CAMARGO CORREA.
     O eleitor brasileiro, inclusive os petistas, tem que acordar.
   José Genoino só gastou de seu próprio bolso cerca de 29 mil reais. As gordas doações fizeram com que o mensaleiro pudesse “investir” cerca de 23 reais por voto obtido. Ficam então as perguntas:
- Como se pode esperar que políticos que devem tanto a empresários governem para o povo brasileiro?
- A quem interessaria a manutenção do status político de um homem como José Genoino?
- Se ele luta tanto contra o capitalismo deveria depender de empresários para ser eleito?

Boechat ofende “soldados, cabos, sargentos, tenentes, capitães, majores e coronéis“ e é condenado.


Ele mandou: "jogar um tijolo ou fazer pipi sobre as viaturas... esses idiotas que estão causando... são uns idiotas completos..."   
boechat idiotas policiais processado condenado    Boechat chega a mandar que as pessoas ofendam os militares. Que ninguém interprete mal as coisas, a profissão militar é realmente exercida por pessoas que se submetem à hierarquia e disciplina. Mas que isso não seja confundido, nem por militares nem por civis. Assim como qualquer cidadão, os militares podem, e vão recorrer a justiça para reparação de qualquer dano causado pela língua de cidadãos que exagerem em seus comentários. Algumas pessoas acreditam que por que um militar é soldado, cabo ou sargento qualquer um tem precedência hierárquica sobre este. Militares são submissos às autoridades enquanto instituídas oficialmente, em momentos determinados, e dentro das prescrições previstas em regulamentos, e nada mais do que isso.
Boechat confundiu as coisas, esperamos que isso não ocorra novamente. E aconselhamos a todos que se sentirem ultrajados por qualquer um, seja repórter, político ou mesmo outro militar, que não deixe passar em branco, denuncie essa pessoa judicialmente.
Boechat foi processado por um soldado, mas corre o risco de sofrer mais acusações, já que se dirigiu a um grupo bem grande.
Veja a decisão.
 “Alegou o autor que é Policial Militar e que ficou ofendido com as declarações do requerido no momento em que este, em uma programação jornalística, ofendeu toda a hierarquia da Polícia Militar de São Paulo ao chamar todos de idiotas. Pleiteia indenização por danos morais. Na contestação a parte requerida afirmou que seu profissional fez  apenas uma manifestação genérica, em razão do que não teve o condão de ofender o autor.
Quando um jornalista chama toda a cadeia de hierarquia da Policia Militar de “idiota”, acaba por ofender todos os integrantes da mesma. Claro, um Policial Militar, que tem orgulho de sua carreira, ao ouvir estas palavras, certamente ficou magoado, principalmente porque acaba por perder respeito perante as pessoas próximas e na comunidade em que vive. Respeito este essencial ao próprio exercício da função. Imagine-se o contrário. Um Policial Militar, ao se valer de um programa de televisão, chamasse todos os Apresentadores de telejornal de “idiotas”. O requerido certamente e com razão se ofenderia por estar incluído neste todo.
Assim, presente está o dano moral em virtude de as declarações do requerido ter ofendido o autor. A questão da ofensa direta ou indireta, contudo, serve para quantificar o valor, pois, quando a injúria é feita de maneira direta, por certo o dano é maior . O valor de R$ 5.000,00 parece ser mais prudente do que o pleiteado, já que de certa maneira repara o dano sofrido pelo requerente, sem acarretar enriquecimento indevido, e de certa forma coíbe novas práticas abusivas da parte requerida. Desse modo, deve ser o acolhido.

JULGO PROCEDENTE a ação para condenar os requeridos RADIO E TELEVISÃO BANDEIRANTES LTDA E RICARDO EUGÊNIO BOECHAT, de forma solidária, em danos morais no valor de R$ 5.000,00 (Cinco mil reais).”

Dia dos descontos: Black Friday decepciona os brasileiros

CORREIO    BRAZILIENSE

Preços maquiados, descontos reais em poucos itens, lentidão em alguns sites, dificuldades para finalizar as compras e para fazer contato com as empresas participantes. Apesar da evolução promovida por algumas empresas em relação à informação prestada ao consumidor, esse foi o retrato do Black Friday brasileiro que mais uma vez foi alvo de críticas e reclamações. Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que o preço de alguns produtos, principalmente os eletrônicos, não se alterou e outros apresentaram apenas pequeno abatimento no valor. O resultado foram carrinhos de compras esvaziados na conclusão da transação.

De 25 produtos pesquisados, 12 apresentaram algum tipo de desconto, cinco tiveram alta e oito ficaram inalterados (veja quadro). O maior desconto foi registrado no iPad de tela de retina vendido na Americanas.com, que caiu de R$ 1.949 para R$ 1.499, desconto de 23,09%. Em segundo lugar apareceu o microondas 30 litros da Brastemp, que caiu 20,41%. Em 4 de novembro, o produto era o mais barato das três lojas pesquisadas e caiu de R$ 589,43 para R$ 469,17. A maior alta foi de um fogão 5 bocas Brastemp vendido na Americanas.com, que custava R$ 1.709,10 em 4 de novembro e subiu para R$ 1.899 ontem, alta de 11,11%. Numa jogada para ludibriar o consumidor o site subiu o preço cheio para R$ 2.049 e simulou um desconto de R$ 150.

De acordo com levantamento da Sieve, empresa especializada em inteligência de precificação no comércio eletrônico, que comparou a média histórica de preços nos últimos 90 dias com preços praticado pelas lojas à 1h da manhã de ontem, o desconto médio no preço de produtos e serviços foi de 20%. O levantamento considera somente os itens publicados pelas lojas no site www.blackfriday.com.br, organizado pelo Busca Descontos. Segundo o estudo, as categorias que tiveram os maiores baixas foram papelaria, com média de 31%, moda e acessórios, com 30%, e casa e decoração, com 28%.

A variação de preços e dificuldade para identificar a aplicação dos descontos resultou em milhares reclamações. Até às 18h de ontem, no espaço cedido pelo site Reclame Aqui para o usuário que quisesse denunciar ou reclamar das ofertas do Black Friday, já estavam estampadas mais de 2,2 mil reclamações. Extra.com.br, Ponto Frio e Submarino lideraram o ranking das reclamações durante todo o dia de ofertas. Entre os relatos, valores diferentes na finalização da compra, produtos indisponíveis, maquiagem de preço, falta de suporte e informação ao cliente, lentidão e outros.

Para evitar fraudes no período no qual os consumidores receberam o 13º salário e são alvos das promoções que continuam sendo oferecidas durante o fim de semana por algumas redes, o recomendado é pesquisar. A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, em parceria com o Procon-RJ, verificou fraudes tanto na internet quanto em lojas físicas. O mais recorrente é o aumento do preço de produtos excluídos da promoção. Em alguns casos também é válido inflar os valores para simular descontos. “É óbvio que as empresas têm liberdade de determinar seus preços, mas não podem induzir o consumidor a erro, como acreditar que recebeu descontos quando na verdade foi só uma jogada para aumento de vendas. Essa conduta é contrária aos princípios estabelecidos no Código de Defesa do Consumidor, como a boa-fé e transparência”, afirma a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci.

Embora o evento tenha trazido problemas para parte dos consumidores, a estimativa é de que as vendas nas primeiras 12 horas do Black Friday tenham movimentado R$ 174 milhões, conforme divulgado pelo Busca Descontos, site organizador do evento. Segundo estimativa da ClearSale, líder brasileira em soluções para autenticação de vendas no e-commerce, os consumidores brasileiros realizaram no mesmo período 410 mil pedidos de compras pela internet, com ticket médio de R$ 425. Entre as categorias mais procuradas da meia noite às 12h de ontem, estavam telefonia, eletrodomésticos, eletrônicos, informática e games, respectivamente.


De tudo um pouco

Pneus, roupas, utensílios domésticos, livros, cerveja (muita cerveja) e principalmente eletrodomésticos e eletrônicos. Em Belo Horizonte, consumidores de todos os perfis lotaram lojas de departamento e as principais redes varejistas em busca de produtos desejados por longo tempo – ou mesmo aqueles sonhados nos últimos segundos. Nas lojas abarrotadas e com publicidade agressiva, poucos foram os que gastaram tempo na comparação de preços, confiando quase cegamente nos descontos anunciados.

De olho na promoção, a aposentada Delícia Herculana da Silva não poupou esforços para levar para casa duas panelas que fritam sem óleo e um televisor de 32 polegadas. Sem pesquisar, ela viu o anúncio que informava os antigos preços e não titubeou em pagar R$ 1.760. “Consegui R$ 500 de desconto”, calculou, com base no panfleto.

Mais cauteloso, Rogério Valle foi ao supermercado em busca de cerveja. Cada latão saía por R$ 1,60 na compra de dois fardos. Mas o produto não durou muito e ele aproveitou para procurar outros itens para casa. Exemplar, o administrador Leandro Moutim saiu de casa com a lista de produtos desejados em mãos. Na ponta da língua, ele sabia o valor da cadeira para escritório, monitor cardíaco e da piscina de plástico para os filhos. Antes de ir ao shopping, em uma pesquisa na internet, ele comparou os preços. Mas, mesmo assim, com preços atraentes, aproveitou para comprar refrigerante, sucos e outros produtos de dia a dia.

No ambiente on-line a agitação não foi diferente. O Walmart.com que espera movimentar R$ 100 milhões nesta edição do Black Friday, montou operação de guerra para atender os milhares de pedidos da madrugada. Dezenas de colaboradores viraram a noite nos setores de tecnologia e logística na sede em Barueri (SP) para dar conta da demanda e comemoraram o fato de o site permanecer em funcionamento durante todo o período sem o registro de problemas para o consumidor. “Passamos de 387 funcionários para os atuais 864 profissionais, sendo 200 da tecnologia, como forma de oferecer uma melhor experiência ao consumidor”, revelou o presidente do Walmart.com no Brasil, Flávio Dias. A expectativa é de que seja assim durante todo o fim de semana, quando novas ofertas entram no site.

Fiat já produz a série de despedida do Mille

Fiat já produz a série de despedida do Mille

De acordo com site especializado em segredos automotivos, montadora já iniciou a fabricação da última edição do compacto

Autor: da Carsale / UOL, com informações do Autos Segredos/Foto: Divulgação
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De acordo com informações obtidas pelo site especializado em segredos automotivos Autos Segredos, a Fiat já iniciou a produção da série especial de despedida do Mille. A publicação teve acesso ao catálogo de peças da montadora, que mostra os componentes destinados ao modelo. Batizada de Grazie Mille, a configuração, que ainda não teve imagens divulgadas, será apresentada pela Fiat nos próximos dias.

Segundo o Autos Segredos, o compacto sairá de fábrica com faixas decorativas, rodas de liga leve de 13 polegadas com pintura exclusiva, faróis com máscara negra, bancos com novos revestimentos e com o nome da edição especial bordado nos encostos, teto com revestimento preto, painel com conta-giros e plaqueta com numeração de série. Os preços da versão derradeira do Mille deverão ser divulgados apenas na ocasião do lançamento.

A Fiat deixará de produzir o veterano modelo, quase 30 anos após o seu lançamento no Brasil, por conta da inviabilidade de equipá-lo com airbags frontais e freios com ABS (sistema antitravamento), itens obrigatórios por lei em todos os automóveis novos vendidos no Brasil a partir de 2014.

Atualmente, o Mille é vendido nas versões Fire Economy (a partir de R$ 22.540) e Way Economy (R$ 23.050), equipadas com o motor de 1.0 litro de oito válvulas flex, que desenvolve 65/66 cv de potência (gasolina/etanol).

Saiba qual é a cadeirinha certa para o seu filho


Entenda as diferenças dos tipos de cadeirinhas infantis e veja como garantir a segurança dos pequenos dentro do carro

Autor: Giovanna Consentini/Foto: Divulgação / UOL.COM
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Desde que a lei brasileira tornou obrigatório o uso de sistemas de retenção infantil (cadeirinhas) para o transporte de crianças em automóveis, o assunto sempre volta à pauta nacional. Essa semana, por exemplo, a Proteste Associação de Consumidores divulgou o resultado dos testes de impacto cadeirinhas infantis encontradas no mercado nacional. E as notas obtidas não foram as melhores.

Mas não precisa entrar em desespero e declarar guerra às cadeirinhas. Segundo dados são do Sistema de Informação de Mortalidade do Ministério da Saúde, a Lei da Cadeirinha reduziu em 23% mortes de crianças só em 2012.

Para quem ainda tem alguma dúvida, vale lembrar que não utilizá-la pode gerar uma multa de R$ 191,54, sete pontos na carteira de motorista e retenção do veículo, além de colocar em risco a segurança de uma criança. Por isso, o Carsale preparou algumas dicas sobre o uso correto das cadeirinhas. Confira!

Tipos

Os modelos de cadeirinhas infantis variam de acordo com a idade, peso e altura da criança. Existem três tipos referentes a cada fase de crescimento da criança, são eles:


Bebê-Conforto - Esse tipo de cadeirinha é adaptada para bebês de até um ano. O peso máximo que a maioria das marcas suporta é 10 quilos e ela deve ser posicionada no meio do banco traseiro, de costas para o painel.

Cadeirinha - A partir de 1 ano de idade a criança deve utillizar esse tipo de poltrona. Ela deve continuar em uso até os 4 anos ou por crianças de até 18 kg. Ao contrário do modelo anterior, a cadeirinha deve ser posicionada de frente para o painel, no meio do banco e com o cinto de segurança do veículo acionado.

Assento elevatório (booster) - São modelos para crianças em torno de 4 a 7 anos e meio, com peso entre 22 a 36 kg e altura inferior 1,45 m. Essa poltrona pode ou não ter encosto e a criança usa o cinto de segurança do próprio veículo. Segundo a legislação brasileira, a partir dos sete anos e meio o uso dos assentos passa a ser opcional. Mas as crianças devem continuar viajando no banco traseiro até os 10 anos.

Instalação

Depois de escolhido o modelo certo, é hora da instalação. Por isso, é importante consultar manual antes de instalar o produto. A cadeirinha deve ficar completamente imóvel e o melhor lugar para a instalação da cadeirinha é assento do meio no banco de trás pois ele diminui o risco de um impacto no caso de acidentes.

Além disso, é ideal realizar revisões periódicas para saber se o equipamento não afrouxou ou se desconectou do banco do veículo.

Ranking

Dos 11 modelos de cadeirinhas avaliados com padrões internacionais do Global NCAP, nenhum conseguiu obter a nota máxima de cinco estrelas nos testes. Dentre os modelos para crianças até 13 kg avaliados, receberam 4 estrelas os seguintes: Bebe Confort StreetFix, Chicco Keyfit e Maxi Cosi Citi SPS. Entre as cadeirinhas para crianças de 9 a 36 kg avaliadas nos testes, o modeloInfanti Star foi o mais bem sucedido. Já o pior desempenho entre as cadeirinhas foi o da marcaCosco, modelo Commuter XP, que ganhou apenas uma estrela em um ranking com cinco estrelas.

Presos por corrupção são apenas 0,1% no Brasil


Condenados no mensalão se somam aos 722 detidos por corrupção no país, num universo de 548 mil presos. Número contrasta com os 38 mil acusados de furto que dividem cela com presos violentos. Para juristas, Brasil prende muito e mal
CNJ
Metade dos presos é acusada de crimes contra o patrimônio; só 0,5% responde por crimes contra a administração pública
Os condenados por corrupção no julgamento do mensalão, como o ex-ministro José Dirceu, o empresário Marcos Valério Fernandes e os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), vão reforçar uma estatística reveladora do sistema penitenciário brasileiro. Das 548 mil pessoas que superlotam as unidades prisionais do país, somente 722 estão lá acusadas de terem praticado corrupção. Isso equivale a 0,1% do total de presos no Brasil, entre aqueles que já cumprem algum tipo de pena ou aguardam o julgamento na prisão.
Ou seja, 99,9% da população carcerária respondem por outros tipos de crime, segundo o último relatório do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, divulgado em dezembro de 2012. Levantamento do Congresso em Foco nos relatórios estaduais do Depen mostra outra curiosidade: em seis estados simplesmente não havia nenhum preso por corrupção no final do ano passado: Acre, Alagoas, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Por outro lado, na mesma época, 38 mil pessoas (7%) acusadas de praticar furto, que é a subtração de coisa alheia sem uso de violência ou ameaça, dividiam a cela com criminosos violentos, como estupradores e assassinos. Na avaliação de juristas ouvidos pelo site, os dados oficiais indicam que o Brasil encarcera muito, mas prende mal. Encarcera pessoas acusadas de crime de menor potencial ofensivo e deixa de fora denunciados por crimes violentos e de roubar o dinheiro público.
A pesquisa anual do Depen, que deve ser atualizada em janeiro, escancara como o Estado brasileiro ainda tem dificuldade para punir os crimes contra a administração pública, dos quais a corrupção e o desvio de dinheiro público fazem parte. Os crimes contra a administração são responsáveis por levar à prisão apenas 2.703 pessoas – o equivalente a 0,5% de todos os presos do país. Ainda assim, houve um crescimento de 133% nas prisões por essa categoria de crime nos últimos quatro anos.
Distrito Federal
Em dezembro do ano passado, apenas seis pessoas estavam presas no Distrito Federal por corrupção passiva (funcionário público que recebe propina) ou peculato (desvio ou apropriação de recurso público por servidor em razão do cargo que ocupa), outra modalidade de crime contra a administração pública. Mais seis eram acusadas de corrupção ativa, ou seja, de ter tentado corromper um agente do Estado. Esse número mais que dobrou nos últimos dias, com a prisão dos condenados no processo do mensalão.
Entre os 25 réus considerados culpados pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento, 19 foram condenados por corrupção (oito por corrupção ativa e 11 por passiva). Nove deles estão presos em Brasília: José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcellos, Romeu Queiroz e Jacinto Lamas.
Também foi condenado pelo crime o ex-diretor do Banco Central Henrique Pizzolatto, atualmente foragido da Justiça. A ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello e o ex-executivo da instituição José Roberto Salgado também estão detidos. Mas cumprem pena por outros crimes (lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha). Veja as penas dos condenados no mensalão
Contra o patrimônio
Eles, porém, são exceção. Quase metade dos presos brasileiros (49%) é acusada de ter cometido crimes contra o patrimônio, como furto, roubo, extorsão, estelionato, latrocínio e apropriação indébita. Outros 24% estão presos por tráfico de drogas, e 12% são acusados de crimes contra a pessoa, como homicídio e sequestro. “Continuamos prendendo muita gente errada. Apenas o criminoso violento tem de estar lá. O sistema penitenciário só ensina a pessoa a ser violenta”, critica o ex-juiz e ex-promotor Luiz Flávio Gomes, professor de Direito Penal e Processo Penal. “Muita gente não precisava estar na cadeia, mas está. Vai explodir o sistema carcerário brasileiro”, acrescenta.
Para o coordenador da Comissão Pastoral Carcerária, padre Valdir João Silveira, a prisão de políticos abre caminho para que o país conheça a realidade trágica do sistema carcerário. “Conhecer os porões dos cárceres é novidade para a sociedade mais alta, mais rica, mas não para os pobres”, diz o coordenador da entidade ligada à Igreja Católica.
Luiz Flávio Gomes diz que o baixo índice de prisões por corrupção no Brasil é histórico. “Esse crime sempre teve privilégio porque envolve pessoas com status, não envolve o pobre. Nunca foi diferente”, afirma o especialista. Ainda assim, o número de presos por corrupção pode ser considerado “o maior da história” do país, avalia. “Nunca foi mais do que isso.”
Condenado a empobrecer
Como solução, o ex-magistrado defende uma posição polêmica: em vez de irem para a cadeia, os condenados por corrupção no Brasil deveriam ser condenados à miséria, na opinião dele. “A corrupção não é um crime violento e nunca deveria dar cadeia. Nunca. Deveria existir uma pena de empobrecimento, deixar o corrupto pobre. Hoje, o corrupto é preso e continua rico”, critica. “Corrupção não provoca temor. Gera indignação. A sociedade não tem medo do corrupto”, reforça.
Coordenador do Movimento Paraná Sem Corrupção, o promotor Eduardo Cambi defende que os crimes contra a administração pública sejam tratados como hediondos, ou seja, passíveis da punição mais rigorosa possível. Segundo ele, a falta de punição para os casos de corrupção e desvio de dinheiro público servem de estímulo para novas fraudes ao erário, retirando recursos de áreas essenciais, como saúde e educação.
“O Brasil não é o país da impunidade. Mas aqui não se pune com regime fechado os crimes mais graves. Se não mudarmos esse perfil, os sistemas judiciário e policial brasileiro vão trabalhar para fazer controle social do pobre”, afirma.
Sistema seletivo
Integrante da Associação Juízes para a Democracia (AJD), Luís Carlos Valois também entende que a punição é seletiva no Brasil. “O sistema prisional está abarrotado de gente pobre. Todos os traficantes presos são pobres. São bodes expiatórios para a população achar que o sistema prisional resolve. Eles estão misturados com homicidas. É um absurdo”, critica o juiz, titular da Vara de Execuções Penais em Manaus e defensor da descriminalização das drogas.
Para ele, o país precisa discutir um novo modelo de punir seus cidadãos. Mas não pode depositar as esperanças de resolver problemas sociais no Direito penal. “Daqui não vai sair solução alguma de problema social. Direito penal é consequência de uma falta de estrutura. Só ameniza uma situação negativa. É como tomar remédio pra dor de cabeça, é só analgésico”, compara Valois. O magistrado defende a maior aplicação de penas alternativas para desafogar o sistema penitenciário e favorecer a reinserção de pessoas acusadas de crime na sociedade.
“A prisão é a pior das soluções. É deletéria, destrói o cara, que sai de lá pior. Hoje é utópico falar em fim da prisão, que faz parte do sentimento popular. Mas o sistema penitenciário não serve para nada, nem aqui nem em lugar algum do mundo. Ninguém vai aprender em viver em sociedade preso. Ninguém vai aprender jogar futebol treinando em elevador”, avalia Valois.

VW Golf é eleito "Carro do Ano" no Japão


É o primeiro carro importado a receber o prêmio
Por QUATRO RODAS
A sétima geração do Volkswagen Golf abocanhou mais um prêmio internacional. Dessa vez, o hatch alemão foi eleito “Carro do Ano” no Japão, tornando-se, assim, o primeiro modelo importado a faturar tal honraria no país asiático.

“Este é um prêmio muito especial para nós em vários aspectos. E conseguimos ter o ‘Carro do Ano’ justamente quando completamos 60 anos de importações da marca para o país”, disse Shigeru Shoji, presidente da Volkswagen Japão.

Sessenta juízes participaram da eleição. O Golf teve 504 pontos, ficando à frente do novo Honda Fit (Jazz), que conseguiu 373 pontos, e do Volvo V40, o qual obteve 167 pontos.

Quanto às subcategorias, o Mitsubishi Outlander PHEV ganhou o prêmio “Inovação”, enquanto o Mazda6 (Atenza) faturou o prêmio “Emocional”. Por fim, o “Mobilidade curta” ficou com o Suzuki Spacia-Mazda Flair.

Instaladas dentro da penitenciária de Joinville, linhas de produção beneficiam empresas, detentos e o Estado


Presos vestem uniformes, operam em turnos, cumprem metas e respeitam a hierarquia

DIARIO CATARINENSE
Instaladas dentro da penitenciária de Joinville, linhas de produção beneficiam empresas, detentos e o Estado Maiara Bersch/Agencia RBS
Foto: Maiara Bersch / Agencia RBS
Mais do que detentos, as celas da Penitenciária Industrial de Joinville guardam sonhos. Mãos que antes portavam armas agora carregam ferramentas de trabalho, e o crime dá lugar ao desejo de recomeçar. Para a maioria dos pouco mais de 500 internos que ocupam o espaço, exercer alguma função nas linhas de montagem mantidas por indústrias no local representa não apenas a chance de aprender um novo ofício, mas também uma oportunidade de ajudar a família e de vislumbrar um futuro mais digno quando a pena for cumprida.

O trabalho dentro da penitenciária é bom para todos os envolvidos. Os presos não ficam ociosos, podem diminuir a sua permanência no local – cada três dias trabalhados abate um da pena – e ainda têm condições de formar uma poupança que os ajude – ou mesmo parentes – a seguir a vida do outro lado dos altos muros do complexo. As empresas parceiras conseguem reduzir custos com pessoal sem abrir mão da qualidade dos produtos e não sofrem tanto com o desgaste causado pelos altos índices de rotatividade normalmente verificados nas indústrias da região. E o poder público, além de conseguir a liberação de vagas, cumpre seu papel ao promover a ressocialização dos apenados.

A estrutura do ambiente de trabalho mantida dentro da penitenciária lembra a de uma indústria normal. Os funcionários vestem uniformes, operam em turnos, cumprem metas e respeitam a hierarquia de seus superiores. A cordialidade entre os envolvidos é mútua, apesar das desavenças naturais entre alguns detentos.

Desde que o programa começou, em 2006, as empresas conveniadas já pagaram R$ 9,1 milhões em salários aos apenados. Deste valor, 75%, ou o equivalente a R$ 6,8 milhões, ficaram com os presos. É um dinheiro que ajuda a movimentar a economia de comunidades de baixa renda, de onde grande parte dos que ali estão vieram.

Toyota quer trazer GT 86 ao Brasil por R$ 140 mil, mas isso pode demorar


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O Toyota GT 86 não tem o design nem a potência de seu motor 2.0 Boxer como maiores destaques, mas atrai quem busca diversão em um esportivo relativamente barato e com tração traseira. Isto, claro, em mercados onde ele já é vendido. Não é o caso do Brasil, onde o GT 86 até está nos planos para ser importado, mas ainda depende da boa vontade da engenharia da marca.trd_toyota_gt_86_11
O problema nem é a adaptação do modelo às nossas vias, mas sim do motor 2.0 Boxer – que gera 200 cv – à nossa gasolina com um quarto de álcool. Este motor é bastante sucetível a alterações no combustível, e sua adaptação ao nosso mercado levaria de seis meses a até dois anos.
A intenção da Toyota seria trazê-lo do Japão custando menos de R$ 140 mil, para fazer frente ao Peugeot RCZ, mas isso poderia acontecer apenas em 2016…
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Fonte | UOL
Autor: Henrique Rodriguez

Imprudência de motociclistas contribui para aumento de acidentes em Salvador


60 motociclistas morreram em acidentes no ano passado 

Do R7com Record Bahia
Em 10 anos, a frota de veículos sobre duas rodas cresceu 300%Reprodução Record Bahia
A imprudência de alguns motociclistas no trânsito tem contribuído para o aumento dos acidentes na capital baiana. De acordo com levantamento realizado pela Transalvador (Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador), 60 motociclistas morreram em acidentes no ano passado. No primeiro semestre de 2013, a imprudência vitimou 10 pessoas. Os homens são as principais vítimas dos acidentes.

Não é muito difícil encontrar motociclistas arriscando a vida pelas ruas de Salvador. No Largo do Tamarineiro, um homem sobe na calçada e passa pelo meio de uma praça. Outro motociclista se arrisca ao conduzir duas pessoas em uma moto no bairro do IAPI. Um dos passageiros é uma criança, que estava sem capacete.

Em 10 anos, a frota de veículos sobre duas rodas cresceu 300%.

BNDES se internacionaliza e ultrapassa Banco Mundial


BNDESEx-ministro do Desenvolvimento Miguel Jorge e Luciano Coutinho no descerramento da faixa na inauguração do escritório do BNDES em Montevidéu. Foto: Divulgação BNDES
A partir de 2003, com a mudança de seu estatuto social, o BNDES passou a apoiar investimentos diretos a empresas brasileiras no exterior. Mas foi só em 2005 – quando se aprovaram as normas de financiamento direto internacional – que o banco se tornou um agente importante no processo de internacionalização de empresas. A seguir foram abertos os primeiros escritórios fora do país.
Em agosto de 2009 surgiu o primeiro, em Montevidéu, no Uruguai, com o objetivo de "identificar, estruturar e facilitar negócios de interesse do Brasil na América do Sul, em especial nos países do Mercosul". O segundo escritório internacional foi instalado três meses depois em Londres, como uma empresa subsidiária, com autonomia para realizar operações financeiras. O banco ainda se prepara para abrir um terceiro escritório em Joanesburgo, na África do Sul, com o objetivo de prospectar oportunidades de negócios para empresas brasileiras naquele continente.
O apoio do BNDES a exportações e linhas de internacionalização de empresas se dá por diversos produtos e programas. Os produtos são: o BNDES Exim (Pré e Pós-Embarque), o BNDES Finem (com as linhas de apoio à internacionalização de empresas e de aquisição de bens de capital) e o BNDES Automático. Cada uma dessas formas de apoio tem mecanismos e objetivos específicos, mas as linhas de financiamento podem ser combinadas entre si a critério do banco.
De acordo com um levantamento feito pelo instituto Ibase, na área internacional de exportação – na qual o banco financia o envio de bens já existentes ou de serviços de uma empresa brasileira a outro país (Exim Pós-Embarque) – cerca de 87% dos investimentos, nos últimos dez anos, foram para infraestrutura na América Latina e para compra de bens de capital. Em 2012, o banco totalizou US$ 2,17 bilhões em desembolsos nessa pós-embarque. O contrato se dá diretamente com a empresa brasileira, ou com a empresa importadora de outro país – mas com a mediação da companhia brasileira.
Segundo o estudo do Ibase, de 1998 a 2012 o banco apoiou 48 projetos de infraestrutura na América Latina – todos vinculados a empresas brasileiras. A grande líder no ranking é a Construtora Norberto Odebrecht S.A, com mais da metade do filão. Ela teve nada menos de 26 projetos financiados pelo banco.
Houve, segundo o estudo, um crescimento de 1185%, em dez anos, no financiamento feito pelo BNDES a empreiteiras brasileiras em outros países. O crescimento é mais que duas vezes maior do que o aumento de desembolsos totais do banco nos últimos 10 anos, que foi de 500%.
O estudo do Ibase aponta que, quando a formação de grandes empresas nacionais se tornou um dos objetivos do BNDES, a expansão da infraestrutura se tornou também um ponto essencial. "Por isso, as grandes construtoras aparecem como um dos grandes parceiros do BNDES, principalmente quando se considera as ramificações dessas empresas, atuando em diversas áreas, como mineração, produtos e insumos básicos ligados a cadeia produtiva da construção civil", diz o levantamento ainda inédito, que será publicado em dezembro.
Relação estado-empresa
"A relação entre Estado e empresa é muito próxima, muito íntima. No Brasil, a ideia é que as empresas são motoras do desenvolvimento nacional, sejam elas públicas ou privadas", diz Ana Garcia, doutora em Relações Internacionais pela PUC-Rio, pesquisadora do BRIC Policy Center e colaboradora do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS). "A ideia é de que as empresas representam o Brasil no exterior".
Para ela, "o crédito é provido para ganhar espaço de influência e poder de barganha frente a terceiros. Não frente à Bolívia, frente ao Peru ou frente ao Equador, é para ganhar poder de barganha na ONU, frente ao G20".
Para receber um financiamento do BNDES, o caminho começa com o envio do pedido formal da empresa, acompanhado da documentação exigida de acordo com a modalidade de financiamento. Informalmente, o caminho pode ser outro, através de acordos bilaterais, como ocorreu com os projetos da construção da famigerada rodovia Villa Tunari – San Ignacio de Moxos, na Bolívia, que foi suspensa por marchas de comunidades indígenas que abalaram o governo de Evo Morales, o projeto rodoviário Hacia El Norte, também na Bolívia, e o Projeto da Ferrovia do Carare, na Colômbia.
Nesses acordos, o BNDES foi nomeado financiador, sob condição de que o governo vizinho contratasse empresas brasileiras.
A Odebrecht desenvolve diversos projetos em Angola, como produção de bioenergia. Foto: Divulgação Odebrecht
Sigilo bancário
Nenhum contrato feito pelo BNDES no exterior é tornado público. O banco alega que cláusulas de confidencialidade entre os governos não permite divulgar contratos ou informações detalhadas sobre as negociações.
De acordo com reportagem de Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, em junho de 2012, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, determinou que os contratos com Cuba e Angola fossem secretos. O ato foi assinado um mês depois de a Lei de Acesso à Informação ter entrado em vigor, e os documentos só poderão ser conhecidos a partir de 2027.
Em agosto desse ano, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado federal, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, afirmou que "os contratos são sujeitos a cláusulas do país de destino. Estão sujeitos a um tratado ou a uma disposição soberana do país beneficiado por uma exportação".
O BNDES disponibiliza em sua página dados referentes apenas à modalidade Exim Pós-Embarque, em que financia bens e serviços para exportação para diversos países na região amazônica, como o Peru, o Equador, Colômbia e Venezuela. Os valores individualizados não são fornecidos em razão do sigilo que cerca o BNDES graças ao art. 6º, I, do decreto 7.724/2012, promulgado pela presidenta Dilma Rousseff no ano passado. Também não são divulgados critérios, valores acordados, nem datas e quantias dos desembolsos realizados.
Além disso, no seu site, o banco avisa: do total de 3.273 contratações, foram excluídas 172 contratações originadas em 72 operações, das quais 4 são referentes a exportações brasileiras de bens e serviços para construção de obras de infraestrutura (tudo sob alegação de sigilo).
Para a pesquisadora Ana Garcia, essa política enfraquece o debate democrático da atuação do banco. "Qual o grau de conscientização do povo brasileiro sobre essa atuação internacional do banco? Não se discute precisamente os danos sociais, ambientais e trabalhistas nos outros territórios. A disponibilização de dados é mínima", afirma a especialista.
"Não basta confiar só na opinião do governo local", diz Caio Borges, pesquisador da ONG Conectas, que promove os direitos humanos, sobre o caso de investimentos internacionais. "O BNDES alega que é uma questão de soberania, que eles não podem interferir no julgamento dos órgãos locais que dizem que a obra está legal e com todas as licenças válidas. Mas não se pode confiar nesse tipo de julgamento dos governos locais porque as instituições de vários países são frágeis, os países têm a legislação atrasada e sérios problemas de proteção de direitos humanos. Não faz sentido que o governo use essa justificativa da soberania para não agir e permitir que o financiamento do governo brasileiro, com uma empresa brasileira, gere violações de direitos humanos em território estrangeiro", critica. Angola, um dos países mais corruptos do mundo, segundo a organização Transparência Internacional (ficou na 157ª colocação num ranking de 174 países – o Brasil está em 69º), foi o principal destino internacional das verbas públicas brasileiras em 2012: foram US$ 654 milhões na modalidade pós-embarque.
Para Ana Garcia, a postura de um banco de desenvolvimento deve ir além de incluir cláusulas genéricas de garantias ambientais, por exemplo. "É preciso questionar os projetos. Pra quê e a quem servem", disse. "O banco faz um estudo de viabilidade [do projeto] completamente econômico, no viés mais puro da economia liberal. Que conceito de desenvolvimento o banco tem?". Garcia é taxativa: "Nem pra dentro, nem pra fora do Brasil, o banco parece se preocupar com o sentido mais amplo de desenvolvimento, da vida e da forma de reprodução da vida dessas populações".
BNDES X BANCO MUNDIAL
Com a política de expansão do BNDES, o nosso banco de desenvolvimento desembolsou quase o dobro do Banco Mundial. O total desembolsado pelo BNDES em 2012 foi R$ 156 bilhões – o equivalente a US$ 68 bilhões. Em comparação, o Banco Mundial desembolsou US$ 35,3 bilhões no ano fiscal 2012, entre junho de 2011 e junho de 2012.
A diferença é que, por pressão da sociedade durante décadas, o Banco Mundial tem se tornado mais rigoroso nos critérios e exigências para investimentos, segundo especialistas.
"As políticas socioambientais do Banco Mundial estão hoje num nível que se considera avançado porque começaram a ser construídas desde a década de 1980 e já passaram por várias revisões", diz Caio Borges, da ONG Conectas. Ele aponta a pressão social e falhas na estrutura política dos países que recebem os empréstimos como motivos para essas mudanças.
O Banco Mundial possui um Grupo de Avaliação Independente, o IEG, na sigla em inglês, que nesse ano iniciou um processo de revisão de suas políticas de salvaguardas, com consultas à sociedade civil, governos e empresas. Todas as políticas operacionais vigentes são disponibilizadas para conhecimento do público. Inclusive aquelas que regem a atuação dos profissionais do banco durante a análise de um financiamento.
Ainda assim, mesmo o Banco Mundial – que está bem à frente do nosso BNDES – deveria ser mais rigoroso, dizem organizações como o Bank Information Center (BIC), com sede em Washington. Como parte do processo de consulta pública, o BIC elaborou, ao lado de organizações como Human Rights Watch e Global Witness, um extenso relatório pedindo, além das salvaguardas relacionadas a direitos humanos e meio ambiente, critérios em relação a direitos de povos indígenas, reassentamento, igualdade de gênero e direitos das mulheres e crianças. Para a pesquisadora Ana Garcia, ainda falta muito para o Banco Mundial ser um exemplo: "Ele condiciona esses empréstimos a uma melhoria do ambiente para acumulação capitalista nesses Estados, e não necessariamente em prol dos direitos humanos ou das populações".  
ARAGUAIA   40 GRAUS