sexta-feira, 31 de janeiro de 2014


Brasil da Dilma: Bolsa Família sobe, Bolsa de Valores despenca 7,5%, no pior janeiro desde 1995.



Com a maior queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para meses de janeiro em quase duas décadas, desde 1995, os fundos de investimentos em ações foram as piores aplicações financeiras deste início de ano. Os fundos Ibovespa Ativo - que buscam superar o comportamento do Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro - tiveram perdas de 6,44% em janeiro até o último dia 28, segundo dados da Associação Brasileira dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Os fundos Ações Livre - categoria que não segue um benchmark específico - tiveram perdas de 5,87% no mesmo período.
 
Segundo Fábio Gallo Garcia, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, as perdas estão ligadas ao mau comportamento das principais ações da Bolsa, como siderúrgicas, petroleiras, bancos. Ele explica que indicadores ruins sobre o ritmo de crescimento da economia da China e o corte de estímulos do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para US$ 65 bilhões mensais explicam uma parcelas dos prejuízos.
 
- Foi um janeiro com cara de 2013. E o cenário externo negativo se somou ao cenário macroeconômico brasileiro, que não tem sido bom: crescimento baixo, inflação alta. Não há notícias boas para as ações subirem. E, assim, estamos vendo o Ibovespa patinar nos 50 mil pontos sem força para se recuperar - disse Garcia.
O Ibovespa fechou janeiro em queda de 7,51%, superado apenas por janeiro de 1995 (-10,76%) no Plano Real. Foi um dos piores resultados entre os 94 principais índices de ações do mundo, superado apenas por emergentes como Rússia (9,82%), Turquia (8,77%), Colômbia (8,57%), e Chile (7,73%). A Bolsa de Tóquio também perdeu mais no mês, 8,75%, mas subira 56,72% no ano passado.
 
- Outros emergentes também caíram bastante. Mas chama atenção que janeiro é o mês que os grandes fundos de investimento refazem as alocações de suas carteiras para o ano. Parece que não fomos favorecidos desta vez, como alguns outros emergentes - explica José Costa Gonçalves, diretor da Máxima Corretora.
 
Os trabalhadores que destinaram recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ações da Petrobras e Vale não escaparam das perdas. Esses fundos encolheram 12,36% e 11,17%, respectivamente, segundo as estatísticas da Anbima. Os papéis da Petrobras estão nas mínimas desde 2008, com preocupações sobre o impacto do aumento do dólar na defasagem de preços da gasolina e diesel. Já a Vale sofre com os dados negativos da China, seu maior cliente.
 
Os investidores de fundos cambiais - que aplicam em diferentes moedas, principalmente o dólar americano - tiveram a melhor aplicação financeira do mês. Esses fundos renderam 2,73% até o último dia 28, segundo dados da Anbima. No mês, o dólar comercial subiu 2,30%, de volta ao patamar de R$ 2,40. Mas especialistas em finanças não costumam recomendar fundos cambiais aos clientes, por causa da instabilidade da moeda.
 
Já as aplicações de renda fixa tiveram resultado misto. Os fundos DI (pós-fixados) deram um ganho de 0,74%, acompanhando o aumento da taxa básica de juros, a Selic, que foi elevada para 10,50% neste mês pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Os fundos de renda fixa (prefixado), no entanto, rendem menos ao longo do ciclo de alta dos juros e neste mês não foi diferente: ganho de 0,59%, rendimento inferior ao da caderneta de poupança (0,61%).
 
Os fundos de investimento renda fixa índices - que rendem juros prefixados e mais um índice de inflação, geralmente o IPCA - voltaram a repetir o mau desempenho do ano passado e fecharam janeiro em queda de 0,97%. ( O Globo)

Guerra psicológica, fraude real



O Brasil é mulher de malandro. Mas nem o malandro encolheria a pensão em dois terços
GUILHERME FIUZA
29/01/2014-
A virada do ano mostrou que é uma injustiça manter os mensaleiros presos. Ao apagar de 2013 e ao raiar de 2014, o Brasil mostrou que aprova a picaretagem como forma de governo. Não é justo, portanto, em se legitimando os picaretas de hoje, manter os picaretas de ontem encarcerados, sendo todos correligionários. Basta de desigualdade. Liberdade para todos.
A picaretagem inaugural do governo popular em 2014 teve como porta-voz o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Como se sabe, o PT se especializou na arte de mentir para a coletividade – e depois descobriu que não precisava de especialização nenhuma, porque o Brasil engole qualquer mentira tosca. Por isso é que Lula diz que o mensalão era caixa dois de campanha e não se desmoraliza perante a opinião pública. Está provado que o mensalão foi roubo de dinheiro público cometido pelo PT, e está provado que mentir no Brasil não tem o menor problema. Com essa jurisprudência, o ministro da Fazenda não tem por que não se espalhar.
Guido Mantega anunciou, triunfante, que o governo cumpriu a meta de superavit primário em 2013. O ministro disse que o resultado oficial sairia no fim de janeiro, mas ele decidira antecipar a divulgação para “acalmar os nervosinhos”. Assim é o PT hoje: como as mentiras colam facilmente, elas passaram a vir acompanhadas de zombaria. O governo cumpriu a meta de superavit depois de reduzi-la em R$ 35 bilhões – de R$ 108 bilhões para R$ 73 bilhões. Se fizesse isso com pensão alimentar, o ministro estaria preso.
Como já foi dito neste espaço, o Brasil é mulher de malandro. É lesado pelo bando e continua votando nele. Devendo-se ressalvar que mesmo uma mulher de malandro não aceitaria este trato: o malandro paga só dois terços da pensão porque ele mesmo resolveu encolhê-la em um terço. É o tipo da malandragem que só cola no matrimônio petista com o eleitorado masoquista.
O superavit para acalmar os nervosinhos tem outros truques espertos. Mais alguns bilhões de reais em despesas de 2013 serão contabilizados pelo governo popular depois da virada do ano. Malandragem de playground. Fora a contabilidade criativa no Tesouro Nacional – hoje devidamente aparelhado pelos companheiros –, expediente picareta já notado e repudiado mundo afora, mas tolerado Brasil adentro. É com esse arsenal de trampolinagens que os companheiros desviam o dinheiro público para a propaganda política e a rede de facilitações populistas. Por que só os mensaleiros têm de pagar?
O anúncio esperto do ministro da Fazenda foi feito poucos dias depois de um pronunciamento da presidente da República em cadeia nacional – o pronunciamento “de fim de ano” de Dilma Rousseff. Como um país que se diz diferente da Venezuela chavista tolera um “pronunciamento de fim de ano” da presidente em rede obrigatória de rádio e TV? Onde está o senso crítico e a vergonha na cara dos brasileiros para repudiar essa praga do comício oficial em tudo quanto é data comemorativa? Onde estão os manifestantes nervosinhos, a oposição, a OAB, as ONGs da cidadania e todas essas vozes estridentes que vivem panfletando bondades cívicas por aí?
Pois bem: no comício oficial e obrigatório de Réveillon, Dilma Rousseff denunciou – eles continuam denunciando – a existência de uma “guerra psicológica” para afugentar investimentos e desestabilizar a economia nacional. É muita modéstia do PT achar que alguém pode desestabilizar a economia melhor do que eles.
Que repelente contra investidores poderia ser mais eficiente do que um governo que mente a céu aberto sobre suas contas? Que fabrica superavit e esconde dívida? Que atropela a meta de inflação e tenta mascará-la amarrando preços de tarifas, que ninguém sabe quando e como serão liberados? Que faz declarações ideológicas sobre a política monetária e cambial do Banco Central, ora baixando os juros no grito, ora jogando impostos na lua para tentar conter a fuga de dólares? Qualquer guerra psicológica dos inimigos da pátria seria brincadeira de criança perto da lambança real dos amigos da onça.
Não é justo que a turma do valerioduto assista a essa orgia de trás das grades. Pelo grau de tolerância do Brasil 2014, Dirceu, Delúbio, João Paulo Cunha (o Mandela brasileiro) e companhia são uns injustiçados.

Os Soldados e os Filhos do Brasil




Gen Bda Paulo Chagas
Caros amigos
Para os brasileiros que não pactuam com a esquerda radical, gramscista, oportunista ou caviar, e não aceitam passivamente a transformação do Brasil em uma decadente república socialista bolivariana, o primeiro e mais decisivo passo em direção à reversão deste quadro é o fortalecimento dos laços de confiança e de cumplicidade que historicamente os unem às Forças Armadas, particularmente ao Exército Brasileiro. É acreditar na história e na formação liberal, democrática e patriótica dos militares.
Não há como, nem por que, duvidar dessas premissas.
Hostilizar ou tentar dividir o Exército, duvidando ou pondo em dúvida a competência, a coragem ou o comprometimento dos seus chefes, é conduta destrutiva, é falta de objetividade, é trabalhar pelo adversário e desconsideração com a história, porquanto não há  registro de revolução, movimento ou revolta de cunho político, ideológico, separatista ou messiânico que tenha sido capaz de vencê-lo ou de lograr êxito sem estar aliado a ele.
Em 35, os comunistas acreditaram que, de dentro, o dividiriam e o dominariam. Fracassaram e seus crimes de traição e covardia mais provaram a necessidade da união, da vigilância, do fortalecimento da hierarquia e da disciplina e do acompanhamento da ordem interna.
Jango, em 64, acreditou na eficácia de um "dispositivo militar" e na desmoralização dos princípios da hierarquia e da disciplina, tendo como objetivo a divisão e o enfraquecimento das Forças. Fracassou, abandonou o cargo e foi deposto.
Na quadra seguinte da história, a esquerda radical, frustrada pelo contra golpe, imaginou que poderia derrotar os soldados com ações terroristas praticadas por quadros treinados em Cuba, na China, na Argélia ou na Albânia. Fracassou vergonhosamente.
Esta é uma incursão histórica que não carece de maior aprofundamento para que se chegue à conclusão de que o papel a ser desempenhado pelos brasileiros que querem ver a Pátria definitivamente livre desta ameaça, passa ao largo da hostilidade aos seus maiores e melhores aliados e deve focar-se, principalmente, na abertura dos olhos dos iludidos, nas denúncias dos malfeitos e atos de corrupção ativa e passiva, na contraposição às inverdades que visam a enfraquecer a confiança da Nação em seus soldados, nas demonstrações e manifestações veementes, ordeiras e incontestáveis, de repúdio ao caminho que nos está sendo imposto pelo Foro de São Paulo.
Somente ações e atitudes construtivas poderão contribuir para a formação  da massa de esclarecidos e indignados que, mais uma vez,  dará legitimidade e poder a uma eventual intervenção militar, caso esta se torne necessária para fazer valer a vontade nacional, a lei, a ordem e o respeito aos pressupostos básicos da nacionalidade, claramente explicitados na Constituição Federal.
Quaisquer atitudes ou movimentos que tenham por objetivo fazer acreditar em uma "revolução" feita à revelia dos soldados,  sem a liderança ou o respaldo do poder militar, não passa de bravata, de fanfarronice fadada ao fracasso e ao enfraquecimento dos princípios liberais e democráticos que nos motivam a fazer oposição a um governo corrupto que diariamente nos rouba e que conspira sem pudor contra a nossa liberdade de ter, pensar, agir, produzir, falar e decidir como homens e mulheres verdadeiramente dignos de serem chamados de "Filhos do Brasil"!

2ª Bienal do Livro ocorre no DF em abril e relembra golpe militar


Ariano Suassuna e o uruguaio Eduardo Galeano serão homenageados.
Servidores e estudantes receberão 'cartão de crédito literário'.

Do G1 DF

Vista geral da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Jamila Tavares / G1)Vista geral da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, realizada em 2012 na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (Foto: Jamila Tavares / G1)
O governo do Distrito Federal anunciou a realização da II Bienal Brasil do Livro e da Leitura entre os dias 12 e 21 de abril deste ano nesta quinta-feira (30). O evento será realizado na Esplanada dos Ministérios. A primeira edição do evento foi em 2012.
O evento literário irá contar com a presença de renomados autores nacionais e internacionais e promoverá seminários, debates, palestras, lançamentos de livros e eventos culturais. A programação, que ainda está em fase de conclusão, vai relembrar os 50 anos do golpe militar no Brasil.
A secretaria de Educação anunciou que, assim como na primeira edição, vai oferecer um cartão de crédito literário para alunos, professores e servidores da rede pública do DF. Na primeira edição, o valor do cartão foi de R$ 40 para alunos e R$ 80 para professores e servidores. A pasta vai disponibilizar R$ 4 milhões para a iniciativa.
O autor pernambucano Ariano Suassuna será o homenageado nacional durante a Bienal. O escritor urugaio Eduardo Galeano, autor das obras "As veias abertas da América Latina" e "Memória do Fogo", será o homenageado internacional.
Estão confirmados no evento escritores como a norte-americana Naomi Wolf, o chinês Murong Xuecon e o cubano Leonardo Padura, entre outros. Entre os brasileiros confirmados estão Cristovam Buarque, Ziraldo, Ruy Castro e Carlos Heitor Cony.

Pais lutam para manter tratamento de menina com corpo coberto de pelos


Para acompanhar filha, pai se ausenta do trabalho e tem dias descontados.
Família do TO pede ajuda para conseguir transporte aéreo para Goiânia.

Fernanda Borges Do G1 GO

Quarta sessão removeu pelos de parte do tórax e do braço direito (Foto: Fernanda Borges/G1)Quarta sessão removeu pelos de parte do tórax e do braço direito (Foto: Fernanda Borges/G1)
A menina Kemilly Vitória Pereira de Souza, de 2 anos e 9 meses, que tem o corpo coberto de pelos, passou pela quarta sessão de laserterapia na quinta-feira (30) no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. A criança já está com o rosto, os braços e a parte frontal do tórax sem as pelugens. Os pais comemoram os resultados, no entanto, enfrentam dificuldades para continuar o tratamento. “Os dias que preciso acompanhá-la estão sendo descontados do meu salário. Está difícil”, contou o pai, o eletricista Antônio de Souza, 34 anos.
A família mora em Augustinópolis, no Tocantins, e a renda familiar mensal é de R$ 1 mil. O eletricista diz que a empresa concordou em não demití-lo por causa dos dias em que fica ausente, mas que eles não serão pagos. “Só neste mês já perdi mais de R$ 300 no pagamento. E a situação vai se complicar mais, pois o tratamento dela é quinzenal. Não sei como vamos conseguir manter essa situação. O problema é que não temos condições de largar tudo lá e mudar de vez para Goiânia”, afirmou o eletricista.

Kemilly foi diagnosticada com uma doença genética e hereditária chamada hipertricose lanuginosa, também conhecida como "síndrome do lobisomem", que a faz ter uma quantidade de pelos no corpo acima do considerado normal.
Após dois anos buscando tratamento, os pais conseguiram a laserterapia no Hospital Materno Infantil, em Goiânia. “Agradecemos muito por tudo o que está sendo feito por ela, a ajuda que recebemos de muita gente, mas ainda precisamos de um suporte maior da Secretaria Municipal de Saúde do Tocantins, que não está nos ajudando como deveria”, lamentou a mãe da criança, a dona de casa Patrícia Batista Pereira, 22 anos.
Outra dificuldade enfrentada pela família é o deslocamento até a capital. Eles precisam ir de Augustinópolis até a cidade de Imperatriz (TO), de onde embarcam rumo a Goiânia. O problema é que o trajeto é feito de ônibus e a viagem leva mais de 25 horas. “Desta vez, viemos de avião, mas as passagens foram pagas por um voluntário. Mesmo assim, chegamos a Brasília às 20h de terça-feira e só embarcamos no voo para Goiânia às 13h de quarta. Por sorte, outra pessoa pagou a dormida em um hotel, ou então, teríamos que ficar no aeroporto”, conta Antônio.
Os pais dizem que já solicitaram três vezes ao governo do Tocantins o pagamento do transporte aéreo, mas que todos foram negados. “Eles alegam que o médico não preencheu o laudo direito e nos mandam pedir de novo. Essa será a terceira vez que apresentaremos a justificativa. Pode parecer capricho, mas se conseguirmos viajar em menos tempo, de avião, isso vai refletir no salário do meu marido, já que ele ficará menos dias afastado do trabalho. Sem contar no alívio que será para a Kemilly”, ressaltou Patrícia.
Pai diz que Kemilly demosntra estar feliz com o resultado do tratamento (Foto: Fernanda Borges/G1)Pai diz que Kemilly demosntra estar feliz com a
nova aparência (Foto: Fernanda Borges/G1)
No último dia 16, a Secretaria de Saúde do Tocantins (Sesau) informou ao G1 que entraria em contato com o médico responsável pelo tratamento, Zacharias Calil, para orientá-lo sobre o procedimento de solicitação do transporte aéreo. Porém, segundo ele, isso não aconteceu. "Eu já cansei de enviar laudos e eles não aceitam. A viagem de avião é necessária para o bem-estar da criança, pois as aplicações de laser deixam a pele sensível e a menina não pode ficar exposta ao sol. Sendo assim, quanto mais rápido ela estiver em casa, melhor”, destacou o médico.

Procurada novamente pelo G1, a Sesau informou que vai aguardar a nova justificativa clínica para a troca do meio de transporte para deslocamento da paciente. "Sendo aceita, será feita a troca de terrestre para transporte aéreo, mas inicialmente a equipe considera que a viagem não acarreta qualquer complicação para a saúde da menina e, por isso, é necessário que o médico seja mais específico no pedido."

A pasta ressaltou que  "todo esse rigor tem fundamento na previsão da Portaria/SAS/Nº 055/99, a qual impõe que a autorização de transporte aéreo para pacientes e acompanhantes será precedida de rigorosa análise dos gestores do Sistema Único de Saúde”.
A mãe de Kemilly também afirma que a ajuda de custo prometida para Tratamento Fora de Domicílio (TFD) nunca foi paga. “Até hoje não recebemos nenhum centavo desse benefício. Todos nos dizem que temos direito a essa ajuda, mas até agora nada. Sinceramente, não sei mais a quem recorrer.”

Sobre o pagamento dos valores para o Tratamento Fora de Domicílio, a Secretaria de Saúde do Tocantins informou que o processo para a liberação do recurso para a família está em andamento.
Kemilly Vitória nasceu com o corpo coberto de pelos e pais buscam tratamento (Foto: Fernanda Borges/G1)Pais levaram quase três anos para conseguir
ajuda para a filha (Foto: Fernanda Borges/G1)
Tratamento
A quarta sessão de laserterapia removeu os pelos de parte do tórax e do braço esquerdo. O procedimento durou cerca de 45 minutos. No entanto, a menina levou mais uma hora para sair do centro cirúrgico. “Como a área foi grande e fizemos alguns retoques nas demais que já haviam sido depiladas, a anestesia inalatória foi um pouco mais forte. Aí ela demorou mais para acordar, mas tudo ocorreu como planejado”, explicou Calil.
O médico diz que a criança está reagindo bem ao tratamento e, até que o laser seja aplicado em todo o corpo, as sessões devem continuar a ser feitas de 15 em 15 dias. “Esse é nosso objetivo. Aí, quando todo esse pelo inicial tiver sido removido, ampliaremos as sessões para períodos mensais, quando será feita a manutenção”, estimou.
Após a última sessão, quando foram retirados os pelos do tórax e do braço direito, a pele da menina descascou um pouco. Para Calil, essa reação já era esperada. “O laser faz uma espécie de queimadura leve na pele e é normal que aconteçam algumas pequenas lesões. Mas é tudo superficial e estamos tomando todos os cuidados para evitar que ela fique com manchas.”
Antônio afirma que a filha estranhou quando viu que estava com um dos braços sem pelos. “Ela apontava e dizia que foram os médicos que fizeram isso com ela. Mas em todos os sentidos demonstrava estar feliz, pois percebe que está ficando igual as outras crianças”, destacou o pai.
A próxima sessão de laserterapia está marcada para o próximo dia 20 de fevereiro.

Em nove dias, Delúbio arrecada R$ 1 milhão para pagar multa do mensalão



O Globo - 31/01/2014
 
Em nove dias, a campanha para arrecadar recursos para pagar a multa aplicada a Delúbio Soares no julgamento do mensalão conseguiu arrecadar mais que o dobro do que tem de ser pago. Nesta quinta-feira, o site da campanha divulgou que foram doados R$ 1,013 milhão, para pagar a multa de R$ 466.888,90 que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o ex-tesoureiro do PT pague até amanhã. De acordo com o site, o valor restante - cerca de R$ 546 mil - será repassado para arcar com a multa do deputado João Paulo Cunha e do ex-ministro José Dirceu.
Mais da metade do total de doações entrou na conta entre ontem e hoje. Na noite de quarta-feira, o site apontava que havia arrecadado R$ 415.390,86. Em texto publicado hoje na página, os autores da campanha agradecem as doações.
“Ao expressarmos imensa gratidão aos milhares de doadores, muitos inclusive sem filiação partidária e movidos apenas pela indignação e o sentimento de solidariedade, convocamos para as novas jornadas em favor de José Dirceu e João Paulo Cunha. E o valor excedente de nossa campanha, descontados os tributos, será doado a esses companheiros, visando o pagamento de suas injustas e exorbitantes multas”, afirmam.
Eles destacam que o trabalho de mobilização feito nas redes sociais, entre os militantes petistas e de partidos de esquerda, movimentos sindicais e entre amigos resultou no sucesso da campanha.
Dirceu foi condenado a pagar uma multa de R$ 676 mil (em valores da época) pelo crime de corrupção ativa. Já João Paulo Cunha foi multado em R$ 370 mil (também em valores da época) por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Ele ainda tem um recurso a ser analisado e que pode levar à absolvição pelo crime de lavagem. Nesse caso, a multa seria reduzida para R$ 250 mil. Os valores ainda precisam ser corrigidos, tarefa que cabe ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
A família do ex-deputado José Genoino afirmou ontem que doaria R$ 30 mil para a campanha do o ex-tesoureiro do PT. A família de Genoíno conseguiu, em dez dias, R$ 761.962,60. São R$ 94.448,68 a mais do que o valor necessário para arcar com a multa definida pelo STF.

Incra tenta retomar cerca de 600 lotes irregulares em Mato Grosso do Sul


Em 2013, órgão federal conseguiu 73 mandados de reintegração de posse.
Operação Tellus constatou que áreas da reforma agrária eram negociadas.

Nadyenka Castro Do G1 MS

Área de lazer construída em um dos lotes irregulares (Foto: Antônio Augusto Barros / arquivo pessoal)Área de lazer construída em um dos lotes irregulares (Foto: Antônio Augusto Barros/Arquivo Pessoal)
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tenta retomar a posse de cerca de 600 lotes irregulares em Mato Grosso do Sul. A maioria pertence ao município de Itaquiraí, a 402 quilômetros de Campo Grande, onde, segundo o procurador regional da autarquia, Antônio Augusto Barros, já foram recuperadas 70 áreas, todas já com novos donos. "Nós reparamos a injustiça social", avalia.
Em Mato Grosso do Sul, de acordo com o Incra, há 178 assentamentos, com 30 mil famílias. A lista única de pessoas em busca de um pedaço de chão conta com 20 mil nomes.
As irregularidades foram constatadas pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) durante investigações realizadas em 2008. Pelas escutas telefônicas, relatos de testemunhas e visitas aos terrenos, foram verificados indícios de irregularidades na distribuição de lotes de quatro assentamentos, em Itaquiraí, com esquema ilícito de documentação e envolvimento de 12 servidores do Incra, segundo Barros.
De acordo com o MPF, não houve sorteio entre os inscritos para conseguir um terreno, que seria o procedimento legal, e sim contemplação dirigida. "Ocorreu favorecimento a movimentos sociais, vereadores, vendedores de terrenos", afirma o procurador regional do Incra.
Uma das vistorias do MPF verificou que, dos 1.236 lotes dos quatro assentamentos resultados da desapropriação dos 16.926 hectares da fazenda Santo Antônio, 497 eram ocupados por pessoas que não constavam na relação do Incra.
Diante disso, o MPF acionou a Justiça Federal, que mandou o Incra tomar posse dos lotes. O instituto então impetrou ação de reintegração, sendo que 70 foram concedidas e as pessoas que estavam nestes locais foram despejadas entre agosto e novembro de 2013.
Conforme Barros, um sorteio entre pessoas que estavam em acampamentos há oito anos foi realizado e muitas passaram a ter um pedaço de terra.
Também foram verificadas irregularidades, fora da operação Tellus, em outros assentamentos, que resultaram em cerca de 100 pedidos à Justiça de reintegração de posse. Muitos destes estão no assentamento Itamarati, em Ponta Porã, onde apenas três solicitações foram concedidas.
Em novembro de 2013, a Justiça Federal, em Naviraí, entendeu que mais 42 lotes em Itaquiraí pertencem ao Incra, que ainda não impetrou pedido de reintegração de posse. De acordo com Barros, a intenção é pedir o despejo das pessoas que moram nestes locais e também solicitar indenização.
"O Incra deve entrar com ações indenizatórias por danos morais contra, principalmente, comerciantes e vereadores. Ainda estamos fazendo levantamento", afirma o procurador regional da autarquia no estado.

Prejuízo financeiro
Conforme informado pelo MPF, o prejuízo com as irregularidades na reforma agrária somam, em cinco anos, quase R$ 200 milhões. De 2005 a 2010, foram liberados R$ 198.129.576,87 em créditos para assentados em Mato Grosso do Sul. O dinheiro obtido, conforme o MPF, ilicitamente era “lavado” na compra de imóveis, carros e outros bens.
"Duzentos milhões de reais é o que estima o MPF. O Incra ainda não tem estimativa. O que vai estimar é o resultado do processo administrativo que os funcionários respondem", fala Barros.
Barbáries
Entre as situações de irregularidades verificadas nos quatro assentamentos de Itaquiraí (Santo Antônio, Lua Branca, Tamakawi e Santa Rosa), destacam-se três. Uma delas, segundo o Incra e o MPF, uma das áreas foi concedida e registrada em nome de uma criança de 10 anos, filha de donos de duas empresas no estado. O casal foi denunciado pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica.
Outra situação é apontada pelo Incra. De acordo com Barros, um homem apontado como o cabeça do esquema de compra e regularização de documentos tinha em uma das áreas dele, aponta como irregular, um espaço de lazer. "Aos fundos da piscina tem área com churrasqueira de primeiro mundo. Ele não morava lá", diz o procurador do Incra.
O homem, segundo Barros, foi despejado do local e chegou a ficar pelo menos 30 dias preso. Ele teria mais lotes irregulares na região.
O procurador do Incra aponta ainda um lote onde era cultivada soja "de uma ponta a outra" do terreno. No local, além do grão, havia um barraco onde vivia um senhor, lembra Barros, que contou que a área pertencia ao patrão dele, que era sojicultor no Paraguai. "E ele [o senhor] dormia em um barraco de lona, com cama de papelão, em condições totalmente insalubres".
Os 12 servidores do Incra continuam trabalhando, mas respondendo a processo disciplinar. A apuração da conduta deles é feita em Brasília, informou Barros. Ele lembra que o Incra reforçou a fiscalização nos assentamentos contra situações irregulares e pode preparar mais ações de reintegração de posse.

Mutirão de combate à Hanseníase fará exame em hospitais de Teresina


Ação contará com exames clínicos para detectar possíveis casos da doença.
Em 2013 foram registrados em Teresina 378 novos casos de hanseníase.

Do G1 PI

Para comemorar o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, será feito nesse sábado (1º) um mutirão para diagnosticar casos da doença e ocorrerá durante todo o dia em nove unidades de saúde da capital.
         
Segundo o coordenador do programa de Hanseníase da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Kelsen Eulálio, no mutirão será feito exames clínicos para detectar possíveis casos de hanseníase, além de um trabalho de educação e conscientização sobre os cuidados de prevenção.

“O diagnóstico precoce da hanseníase e o seu tratamento adequado evitam que a doença evolua, por isso pedimos à população que esteja atenta e se dirija à unidade de saúde mais próxima caso perceba em sua pele manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, com alteração de sensibilidade”, alertou o coordenador.
Na Zona Norte, o mutirão acontece nos Hospitais Mariano Castelo Branco, localizado no Residencial Francisca Trindade, além da Unidade Básica de Saúde Adelino Matos, no bairro Matadouro. Já os habitantes das Zonas Leste e Sudeste podem procurar o pronto socorro dos Hospitais do Dirceu e Satélite, além da Unidade Básica de Saúde Dr. Félix Francisco Pereira Batista. A população da Zona Sul pode procurar atendimento no Centro de Saúde do bairro Saci, no Monte Castelo (Lar de Betânia) e na Vila Irmã Dulce.
Casos
Somente no ano passado foram diagnosticados em Teresina 378 novos casos de hanseníase. Desses, 53% são da forma mais avançada da doença. De cada 100 mil habitantes, 42,5 casos são detectados. A hanseníase tem cura. O tratamento é gratuito e está disponível na rede pública de saúde na atenção básica durante todo o ano, bem como os exames de detecção da doença.

Faltam médicos legistas no IML e até carro para transporte de corpos no PI


Associação denuncia falta de condições de trabalho na perícia criminal.
Não há laboratórios de análise e exames só são feitos em outros estados.

Do G1 PI

Reinaugurado há pouco mais de um ano, o Instituto Médico Legal de Teresina (IML) ainda é alvo de reclamações. A demora no atendimento na sede do órgão lidera a lista de reivindicações da população. Para a Associação de Peritos Criminais do Piauí, a falta de servidores prejudica o trabalho.
O auxiliar de serviços gerais Leomar Patrícia conta que já precisou por duas vezes dos serviços do IML e enfrentou uma grande demora no atendimento. “A gente vê uma estrutura muito grande de prédio, mas o serviço humano é uma negação. Não queira passar o que eu já  passei por duas vezes no IML de Teresina, pela demora, pela desumanidade dos funcionários que não tem nenhum compromisso e responsabilidade com as pessoas que lá estão”, reclamou.
De acordo com o presidente da Associação de Peritos Criminais do Piauí, Antônio Nunes, faltam legistas e até veículos para transporte dos corpos no estado. “Temos a maior concentração de perítos médico-legais na capital e já temos em alguns locais no interior. Precisamos de muito mais ainda. Nós temos em Parnaíba um posto do IML, mais dois legistas  em Picos, temos mais um em Bom Jesus. No Sul do estado é onde tem maior carência", denunciou Antônio.
Ainda segundo o presidente, não há laboratórios de análise mais complexas de vítimas. “Se houver necessidade de exames mais complexos, temos que colher o material ou transportar o corpo para outro estado, isso acarreta no atraso do inquérito policial”, revelou.
A produção do programa Bom Dia Piauí tentou entrar em contato com o Secretário de Segurança, Robert Rios, e com o Delegado Geral da Polícia Civil, James Guerras, para comentar as denúncias mostradas na reportagem, mas até esta sexta-feira (31) não conseguiu resposta.

'Sobrevivi', disse Isis Valverde em hospital após acidente, conta assessor


Atriz dormia em banco traseiro quando carro capotou no Itanhangá.
Segundo empresário, ela está bem e deve ter alta neste sábado (1º).

Do G1 Rio
Pessoas cobre o carro da atriz Isis Valverde, de 26 anos, que envolveu-se em um acidente na madrugada desta sexta- feira (31) e foi internada no hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. (Foto: Xande Nolasco/Estadão Conteúdo)Atriz Isis Valverde, de 26 anos, se envolveu em um acidente na madrugada desta sexta- feira (31) (Foto: Xande Nolasco/Estadão Conteúdo)


A atriz Isis Valverde, de 26 anos, que sofreu uma fratura na coluna após um acidente de carro na madrugada desta sexta-feira (31) disse no quarto do hospital, segundo o empresário Márcio Damasceno, “sobrevivi”. A informação foi passada ao produtor da TV Globo Lucas Von Seehausen.
Ísis Valverde como Antônia, em cena da minissérie 'Amores Roubados' (Foto: Estevam Avellar/Globo)Isis Valverde está hospitalizada no Barra D'Or (Foto:
Estevam Avellar/Globo)
Isis, que viveu a personagem Antônia na minissérie "Amores Roubados", foi hospitalizada no Barra D’Or, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo o empresário, ela teve fratura na primeira vértebra da coluna cervical, está usando um colete para proteção e deve ter alta hospitalar neste sábado (1º). Damasceno disse ainda que o veículo já foi rebocado para a casa da atriz.
Damasceno contou que Isis voltava de uma festa com a prima, Maiara, que estaria dirigindo, e um amigo, o produtor de festas Gabriel Maciel. Na altura do Itanhangá, de acordo com o empresário, o carro bateu em um barranco e capotou. Isis, que estaria dormindo no banco traseiro, foi a única que se feriu com mais gravidade.

População protesta após professor chamar cidade do RN de 'cabaré'


Professor do IFRN publicou opinião sobre Pau dos Ferros nas redes sociais.
Estudantes pedem punição ao professor e instituição diz que vai apurar.

Fernanda Zauli Do G1 RN

Professor postou ofensas à Pau dos Ferros nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)Professor postou ofensas a Pau dos Ferros nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)
A postagem do professor de informática Dhiego Fernandes nas redes sociais chamando o município de Pau dos Ferros de “cabaré” gerou um protesto dos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN) nesta quinta-feira (30). De acordo com a direção do IFRN de Pau dos Ferros, onde o professor trabalha, os estudantes cobram uma punição a Dhiego Fernandes.
Nesta quarta-feira (29), o professor postou uma foto da cidade e escreveu "Infelizmente sou obrigado a vim nesse cabare chamado pau dos ferros. Deixo para os nativos da regiao ficarem tomando banho de lama e levar sol quente na cabeca..."(sic). Alguns internautas questionaram a postura do professor também nas redes sociais e ele rebateu com outra postagem.

"Foda-se aqui eu posto o q eu quero. Aqui tem mil e motivos para achar essa cidade uma merda. Ja estou de passagem e vou embora dessa cidade no maximo em abril. Vcs merecem viver em uma cidade podre e tomar banho de lama por votarem nesse pessoal do democratas. Eee ooooo vida de gadooooo" (sic).
Após a grande repercussão das postagens nas redes sociais, o professor publicou um pedido de desculpas na internet onde disse que aquela era sua opinião pessoal sobre a cidade e que não teve a intenção de ofender a população de Pau dos Ferros.
O assunto foi parar na seara administrativa do IFRN e nesta quinta a instituição soltou nota afirmando que “as opiniões atribuídas ao referido docente não exprimem de maneira alguma o posicionamento da instituição a respeito do município e da população de Pau dos Ferros”. A nota diz ainda que "as manifestações veiculadas nas redes sociais manifestam opinião de ordem pessoal, em espaço pessoal, não institucional, criado de forma privada, sobre o qual este IFRN não pode exercer qualquer tipo de censura ou ingerência".
A direção do IFRN se comprometeu a apurar o fato e tomar as providências cabíveis. Ao G1, a direção informou que vai nomear uma comissão interna para apurar os fatos.
Estudantes protestaram pedindo punição ao professor (Foto: Neto Alves/Arquivo Pessoal)Estudantes protestaram pedindo punição ao professor (Foto: Neto Alves/Arquivo Pessoal)

COMO EXPLICAR?

Sargento da Aeronáutica se hospeda em hotéis de Luxo e dá festas com picanha e salmão à vontade, tudo isso regado com uísque dos melhores. Qual a fórmula mágica para isso? Estelionato.

Sargento da Aeronáutica se hospeda em hotéis de Luxo e dá festas com picanha e salmão à vontade, tudo isso regado com uísque dos melhores. Qual a fórmula mágica para isso? Estelionato.
Paulo César de Mendonça Júnior, 32 anos, se apresentava como empresário e “desaparecia” após consumir pequenas fortunas onde se hospedava. Após aplicar golpes em cinco hotéis de luxo no Rio de Janeiro, Roraima e Amazonas, o sargento da Aeronáutica foi preso por policiais militares da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). O golpe consistia em apresentar um nome falso nos hotéis, consumir produtos do estabelecimento e fugir sem pagar.
A prisão do suspeito ocorreu, por volta das 23h desta segunda-feira (27), em um hotel da Avenida Mário Ypiranga Monteiro, Adrianópolis, zona centro-sul.
A delegada titular do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Hosana Gomes, informou que o suspeito havia feito o check-in no hotel no último dia 25 e deixaria o local no próximo dia 2.
 
Ele se apresentou como empresário, mostrou documentos e repassou um cheque no valor de R$ 2 mil. Ao constatar com o banco que o cliente não existia, o gerente chamou a polícia e descobrimos que ele tinha aplicado esse mesmo golpe em outros hotéis do Brasil”, disse a delegada.
Segundo Gomes, os funcionários do hotel acharam estranho a constante movimentação no quarto dele. “Ele sempre pedia picanha, salmão, uísque, ou seja, as melhores comidas e bebidas. No primeiro dia, ele gastou R$ 4 mil no estabelecimento”, contou a delegada.
No notebook do suspeito, que foi apreendido, a polícia encontrou fotos de festas em quarto de hotéis. Paulo Junior não quis prestar esclarecimentos. A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que o suspeito tem processo em outros Estados por estelionato e responde, na Aeronáutica, por dois golpes contra funcionários e estava afastado do trabalho. Com o militar foram encontradas duas carteiras de habilitação falsificadas.
Paulo foi encaminhado pela PM ao 12º DIP, onde foi autuado por estelionato e falsificação de documento. Nesta terça-feira (28), ele foi encaminhado para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus.
Informações de http://acritica.uol.com.br/

PORTA AVIÕES São Paulo. – ACIDENTE. Celulares proibidos e denúncias de familiares

Três tripulantes queimados e vazamento em porta-aviões da Marinha - Militares admitem que navio derramou óleo na Baía e marinheiros denunciam risco iminente.
     Jornais cariocas publicaram hoje (31/01/2014): Marinheiros a bordo, desde terça-feira, do porta-aviões São Paulo, em exercício em plena Baía de Guanabara, denunciam uma situação de perigo. Os tripulantes revelaram que o navio está despejando óleo no mar devido a um vazamento. Além disso, problemas na caldeira causaram queimaduras em três militares. Eles também alertam que existe risco de explosão e incêndio. Cerca de mil militares, entre soldados, cabos, sargentos e oficiais, estão embarcados sob o comando do contra-almirante José Renato de Oliveira. Segundo os marinheiros, o oficial se recusa a encerrar o exercício apesar do perigo oferecido à tripulação. Após o contato da reportagem com a Marinha ontem, o comando teria proibido o uso do celular pessoal, segundo denúncias.
    A previsão inicial era de que o exercício terminasse na sexta-feira, mas o comando teria avisado à tripulação ontem de que não há mais previsão de término, o que preocupa os parentes dos tripulantes.“Estamos muito apreensivos com toda essa situação”, contou um familiar que não quis se identificar.
    O porta-aviões é a única embarcação do seu tipo no Hemisfério Sul e um dos 20 do seu modelo em atividade no mundo. A atividade desempenhada é tão específica, que só nove países operam navios semelhantes. Mas o equipamento no Brasil sofre com a infraestrutura. Foi comprado já usado da França em 2000. 
    Procurada, a Marinha admitiu que ocorreu um “pequeno derramamento de óleo a partir de uma tubulação” e que foram colocadas barreiras de contenção, em torno do navio. O plano de emergência foi acionado para o recolhimento do resíduo despejado. Sobre os militares feridos na caldeira, eles já foram medicados e liberados, diz a Marinha.
Quatro mortes, incêndios e cinco anos parado.
    Desde que foi comprado em 2000, o porta- aviões já teve quatro marinheiros mortos e 13 feridos em, pelo menos, seis grandes incêndios. Em 2005, o navio chegou a parar por cinco anos, mas voltou a operar. Em 2012, na tragédia mais recente, o marinheiro Carlos Alexandre dos Santos Oliveira, de 19 anos, morreu durante um incêndio na antessala do alojamento em que se encontravam os militares. Além dele, ficaram gravemente feridos José de Oliveira Lima Neto e Jean Carlos Fujii de Azevedo. 
    Naquela ocasião, tripulantes também denunciaram para a coluna ‘Força Militar’ que os problemas iniciaram logo que a embarcação deixou o cais, mas o comando decidiu seguir viagem. Há dois anos também ocorreram focos de incêndio na caldeira, e também foram registrados problemas na chaminé e nas máquinas. 
   A estimativa é de o navio tenha custado U$ 12 milhões, mas o problema é que só para a modernização ainda foram gastos outros US$ 90 milhões, nos últimos dez anos. Apesar dos evidentes problemas de manutenção, militares avaliam que se o navio for aposentado, o Brasil não terá mais uma esquadra — pois é necessário um porta-aviões para tal. Dessa forma, vários almirantes de esquadra teriam que ir para a reserva.
   Nota do site Sociedade Militar: Acabamos de passar por lá e vimos que o navio já está atracado no cais do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Tortura no curso de formação. Inquérito policial atesta.


   Delegado afirma que ação de oficiais foi maldade gratuita e desnecessária contra soldados em formação. Os militares foram obrigados a sentar no asfalto quente enquanto o oficial permanecia dentro de uma viatura com ar condicionado ligado. O capitão mandou passar um copo de refrigerante gelado pelas mão dos soldados sem que ninguém pudesse beber. Alunos relataram que foram obrigados a beber água usada pelos cavalos da unidade militar.
Após o “treinamento” foram constatados ferimentos e desidratação m 32 praças.
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O relatório do inquérito da 33ª DP (Realengo) que investiga a morte do recruta Paulo Aparecido Santos de Lima após uma sessão de treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) da Polícia Militar, em novembro do ano passado, aponta para a prática de tortura por parte dos quatro oficiais que instruíam a turma. Após o treino, 33 alunos tiveram queimaduras ou desidratação. No documento da Polícia Civil, que chegou sexta-feira ao Ministério Público, o delegado Carlos Augusto Nogueira relata que “os atos dos oficiais denotam uma maldade gratuita e desnecessária”.
Nas 125 folhas do inquérito, 20 alunos da turma de Paulo Aparecido relataram exercícios puxados, abusos e até pegadinhas por parte do capitão Leal e dos tenentes Sérgio, Silveira e Castelo. Um recruta contou que, “enquanto os alunos queimavam as nádegas no chão quente, o capitão Leal encheu um copo de refrigerante e fez passar na mão de todos, sem que pudessem beber”. O aluno afirma que, nesse momento, o capitão estava numa viatura com o ar condicionado ligado. A sensação térmica chegou a 50 graus em Sulacap, bairro da Zona Oeste do Rio onde fica o Cfap, naquele dia.
Outros três recrutas relataram que foram obrigados a beber água na cisterna utilizada pelos cavalos da unidade. Um deles afirma ter sido diagnosticado com infecção intestinal dias depois. Todos os vinte alunos ouvidos argumentaram que não se manifestaram quanto às lesões por medo de serem desligados do curso.
O capitão Renato Martins alegou, em depoimento, que só pediu para a turma sentar “cinco minutos no sol quente”, pois estava preocupado com a saúde dos alunos. Ele afirmou que “pediu à turma que sentasse para esclarecer que, se alguém estivesse com problema de saúde, seria necessário que se acusasse”.

 
Para secretário de Segurança do Rio de Janeiro, morte de recruta foi homicídio.
   O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, qualificou como homicídio a morte do recruta Paulo Aparecido depois de um treinamento classificado por ele “descabido e irresponsável”. A declaração foi feita durante a cerimônia de formatura de 139 soldados da unidade, dias depois da morte.
- Nesse episódio, sem dúvida nenhuma, houve excesso por parte dos instrutores. Eles vão ter que responder por esses homicídios - disse Beltrame, em declaração à revista época.
O Comandante da PM pediu fim da investigação. O coronel Luís Castro, comandante-geral da PM, pediu, num ofício enviado à chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, a “suspensão temporária” do inquérito sobre a morte do recruta. No texto, o oficial argumentou que o ocorrido era de “indubitável caráter penal militar”.

A moral petista.



Alexandre Padilha afirma que o convênio com a ONG do seu paí foi formalizado de acordo com edital público. Que a ONG do seu pai já teve convênios com outros ministros da Saúde, inclusive José Serra. Que está havendo exploração política do caso e que só por isso ele mandou cancelar o contrato. É a moral petista. O edital era público, mas público não era que a ONG pertencia ao pai do ministro Padilha. A ONG pode, sim, ter tido outros convênios com a Saúde. O problema é que, agora, o filho do dono da ONG, o petista Padilha, é o ministro da Saúde, que é quem aprova ou não o negócio. O problema é que o dinheiro, apesar da ONG ser nacional, será aplicado apenas em São Paulo. Se Alexandre Padilha tivesse um pingo de vergonha na cara, não teria assinado nenhum convênio para aplicação de dinheiro público no estado de São Paulo, após ser lançado candidato por Lula. É bom que a Imprensa faça este levantamento: quanto Padilha autorizou para São Paulo para uso em 2014, em relação a anos passados? Não é à toa que muitos petistas estão na cadeia. Petista não têm cura, não é Padilha? 
BLOG DO CORONEL

Grupo pede saída de padre durante manifestação na Bahia


Protesto ocorreu no município de Lençóis, na última terça-feira (28).
Retirada de garimpeiros da organização de festa religiosa causou protesto.

Do G1 Bahia, com informações da TV Bahia

Um grupo de moradores ligado à Sociedade União dos Mineiros, no município de Lençóis (a 425 km de Salvador),  realizou um protesto na terça-feira (28) pedindo a saída do padre responsável pela Igreja Nosso Senhor do Passos.
Em entrevista à TV Bahia, uma moradora do município que participou da manifestação, Rilza Ribeiro, disse que o pároco local realizou mudanças na tradicional festa do padroeiro da cidade que não agradaram a população.
A modificação mais polêmica, segundo a moradora, foi a proibição da participação dos garimpeiros na organização da festa, o que ocorria há 87 anos. Ainda segundo a moradora, há três anos o mesmo padre proibiu que o cortejo das baianas fizesse a tradiconal lavagem da igreja.
Entrevistado pela TV Bahia, o padre Gercival Vieira disse que respeita as tradições culturais e religiosas do município e atribui o protesto a uma questão política e partidária. Segundo o padre, todas as mudanças na festa foram decididas com a Diocese de Irecê, que é responsável pela paróquia de Lençóis. O padre ainda diz que o protesto não representa  a maioria da população.
Sobre a proibição da lavagem dentro da igreja, o padre explicou que muitas pessoas entravam no local com bebidas e acabavam confundindo as homenagens religiosas com o lado profano.
Os festejos ao Nosso Senhor dos Passos começaram no dia 23 de janeiro e chegam ao fim no próximo domingo (2).

A solução da mobilidade trafega por muitos caminhos



Em dezembro passado, a seis meses da abertura da Copa do Mundo 2014, mais de 75% das obras de mobilidade previstas para apoiar a realização do campeonato mundial estavam atrasadas ou tinham a entrega descartada para a época da competição, sem contar que muitas delas ficaram bem mais caras do que as previsões do governo. Os projetos de mobilidade, com a maior parte dos financiamentos bancados pelos governos federal, estaduais e municipais e anunciados como grande marco do campeonato, essenciais para que os torcedores cheguem e saiam com facilidade aos estádios, somavam 74 ações. Dezoito não serão mais entregues e outras 38 tiveram os prazos prorrogados para o próximo mês de maio. Serão entregues em condições?
Apesar de muitas dessas obras contarem com rascunhos antigos de projetos que nunca puderam sair das gavetas pela nossa crônica falta de dinheiro para investir em infraestrutura e ausência de vontade política, quem entende do negócio considerava que em sete anos – o tempo ente a escolha do País para a Copa e a realização do evento – não seria possível sair da intenção para a inauguração com o simples voluntarismo governamental. As justificativas – ou as desculpas – foram as de sempre, como se todas elas não devessem estar contidas, avaliadas e contempladas nos prazos de projetos competentes: imprevistos, burocracia, chuvas, problemas judiciais em desapropriações e na obtenção de licenças de todas as naturezas, entre outros. E entre esses, com certeza, falta de detalhados projetos executivos e de gerência pública adequada. O Ministério do Esporte, em dezembro, contabilizava apenas 45 projetos de mobilidade em andamento ou concluídos.
É bom explicar com honestidade aos cidadãos que a frota de carros cresceu 105% entre 2002 e 2012. E que não haverá solução de transporte com o número de veículos que circulam em São Paulo, no Rio ou em Recife, por exemplo. E que o passageiro de um carro em movimento ocupa 40 vezes mais espaço do que outro que anda de ônibus. Eu chamo isso de má distribuição de qualidade de vida.
Mais da metade das casas brasileiras têm pelo menos um veículo particular para os deslocamentos de seus moradores, um indicativo de que a população – incluída a de menor renda – está matando o desejo de ter um automóvel e que os domicílios de baixa renda terão cada vez mais acesso ao carro próprio, considerando as fortes políticas governamentais de incentivo à compra.
O movimento das ruas, no ano passado, produziu uma resposta de afogadilho inédita que ainda não se sabe se vai vingar. Nunca se anunciou tanto investimento em transporte público. O governo federal, por exemplo, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) partiu de um gasto efetivo de R$ 2 bilhões, em 2012, para uma previsão de investimentos de R$ 50 bilhões nos próximos quatro anos. E o governo paulista deve investir R$ 45 bilhões no período 2012-2015.
É pouco. O BRT (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus segregado em corredores onde os passageiros pagam a passagem na plataforma, é moda entre técnicos e políticos porque apresenta uma boa relação custo-benefício: transporta 30 mil passageiros por hora em cada sentido ao custo de construção e implantação de R$ 40 milhões por quilômetro linear. O metrô paulistano transporta mais do que o dobro de passageiros (80 mil), mas o quilômetro custa em média R$ 400 milhões, por causa dos preços dos terrenos para desapropriações em São Paulo. Os especialistas calculam que a capital paulista precisaria expandir de cerca de 70 km para 200 km sua malha metroviária. Uma fatura de R$ 50 bilhões.
O dinheiro é um problema, em termos, especialmente porque País não se propõe a programar, por exemplo, Parcerias Público Privadas (PPPs) e fica a “inventar” sistemas de concessões esquisitos. A solução da mobilidade trafega por muitos caminhos. Os atuais projetos de trânsito têm uma concepção antiga e ultrapassada, ignoram o funcionamento e o desenvolvimento das cidades que não foram e nem são planejadas, o que resulta em obras que esgotam rapidamente seus objetivos.
Parte significativa dos hardwares urbanos existentes não é operada de forma inteligente. E os softwares já tão conhecidos nos celulares dos brasileiros, estão longe das administrações da vida urbana: informatização e automatização do trânsito para aproveitar os sistemas viários ociosos; redesenho pelo poder público dos trajetos de ônibus para facilitar fluxos diretos entre distritos e regiões populosas das cidades e das regiões metropolitanas; uso de GPS nos coletivos.
Observações prosaicas, que nem sempre ocorrem aos homens públicos, podem sim colaborar muito com a mobilidade dos cidadãos. Em São Paulo, um terço do total diário de percursos é feito a pé pelas pessoas. Melhorar calçadas com acessibilidade, semáforos, faixas e cruzamentos melhora bem a vida dos cidadãos. Como ajuda criar políticas alternativas ao uso do automóvel, combinadas com os apelos à vida saudável, para os ciclistas. Bem construídas e seguras, as ciclovias, seus pontos de partida e chegada podem substituir uma parte dos percursos a pé e alimentar a rede convencional de transportes, como acontece em muitas regiões industriais do País.
Por muito tempo, as cidades brasileiras não foram operadas nem reguladas pelos seus cidadãos e pelo poder público. De forma que um novo planejamento precisará surgir do novo exercício democrático para ordenar não só a mobilidade – consequência do direito constitucional de ir e vir – mas principalmente a ocupação geoeconômica e social caótica das cidades que promove periferias desprovidas de serviços públicos e empregos e privilegia o desperdício de energia, espaço e ocupação em núcleos isolados, nas alas “nobres”.
29/01/2014
Arnaldo Jardim é deputado federal pelo PPS-SP
Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Infraestrutura Nacional.
arnaldojardim@arnaldojardim.com.br
www.arnaldojardim.com.br
Facebook: Deputado Arnaldo Jardim

Twitter: @arnaldojardim

O “tudo de nada” dos rolezinhos


 
 
Leo Daniele
 
 
     
      Eles existem, e daí? Falta inspiração, falta rumo. Nota-se que estes jovens “cheios de nada, vazios de tudo” — como dizia Plinio Corrêa de Oliveira — estão abarrotados de Igualitarismo.
      Vê-se que a finalidade primária das esquerdas com os rolezinhos seria criar um episódio de luta de classes, em que proletários “que nada têm” se revoltariam diante do “luxo espantoso” dos shoppings. “Abaixo a opressão”! “Abaixo a injustiça”! Mas logo ficou claro que os proletários não estavam aparecendo, e sim os verdadeiros frequentadores de tais locais, muitas vezes da classe média baixa.
      Partiram então para uma variante, que era fazer uma farra, criar um tumulto. Outra maneira de implantar o igualitarismo, pois como diz o ditado popular, “quem não tem cão, caça com gato”: além da luta de classes há nos rolezinhos uma finalidade paralela: criar o caos, e acostumar as populações com ele.
      Como afirma Plinio Corrêa de Oliveira na obra Revolução e Contra-Revolução,  é indispensável “pôr um pouco de clareza e de ordem num horizonte em cujos quadrantes o que cresce principalmente é o caos.  Qual o rumo espontâneo do caos senão uma indecifrável acentuação de si próprio?”(1)
      Está dando certo? Não parece, pois a impopularidade dos rolezinhos existe largamente inclusive no proletariado.
      Eles são pacíficos, ou assim se apresentam. É claro, entretanto, que sob esta capa pacifista há de tudo: roubos, insultos, drogas, vandalismo, uma imoralidade desbragada… Apesar de não serem violentos,  não são inócuos, e se transformaram em um problema de segurança para os shoppingse seus frequentadores, além de constituírem um prejuízo certo para os donos das lojas, e também para os consumidores.
      A vitalidade que ostentam em boa parte vem de fora, uma espécie de empréstimo em que o que mais dá, mais lucra. Refiro-me ao Quarto Poder, aos midiagogos, ou simplesmente a certa mídia. Eles ganham com os rolezinhos.
      O caos, muitas vezes, é a primeira etapa das revoluções. “Eles entram pacificamente nos locais, mas, depois, costumam promover correria assustando lojistas e frequentadores. Os adolescentes se reúnem em grupos de cerca de 20. Passam correndo por corredores entoando batidas de funk. Os que vêm atrás se integram aos demais, numa formação conhecida como ‘bonde’.”(2) Organizados, não? E depois procuram fazer crer que se trata de manifestações inteiramente espontâneas!
     A própria esquerda reconhece que está decadente, e um sintoma dessa decadência é a própria existência dos rolezinhos: deviam ser de um igualitarismo mais explícito. Não conseguem nada de melhor, para não perder de todo a batalha da popularidade.  Recentemente tentaram os black corps; fracasso. Abandonaram então a violência e criaram os rolezinhos, sem cor, sem cheiro e sem sabor, mas deu na mesma. Nem de longe atenderam ao que desejavam seus inspiradores, pois segundo uma pesquisa, nada menos que 82% da população é contra rolezinhos.(3)
      Até agora, foi um fracasso análogo ao dos sem-terra: 30 anos de malogro completados recentemente. Mas estejamos vigilantes: de tanto tentar, de repente acertam uma. Sobretudo se tiverem uma ajudazinha do clero esquerdista.
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Notas:
1. Revolução e Contra-Revolução, Parte III, p. 159, Artpress, S. Paulo, edição comemorativa dos 50 anos da publicação.
2. Ana Krepp, “Folha de S. Paulo”. 15-1-14.
3. Revela pesquisa Datafolha.  “Folha de S. Paulo”, 23-1-14.
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(*) Leo Daniele é colaborador da Agência Boa Imprensa (ABIM)

O MAIOR E MELHOR SÃO JOÃO DO BRASIL