domingo, 31 de janeiro de 2016


Primárias americanas têm início em meio a cenário imprevisível

Estado de Iowa é o primeiro a escolher seus candidatos à presidência 

Nesta segunda-feira (1°) será enfim dada a largada para a corrida presidencial nos EUA, com a primeira primária eleitoral sendo realizada no estado de Iowa, localizado na Região Centro-Oeste do país. Lá o eleitorado começa a definir quem será nomeado candidato a presidente pelo Partido Democrata e quem será o oponente do primeiro pelo Partido Republicano.
O magnata Donald Trump, que desde a oficialização de sua pré-candidatura era visto como grande "azarão" do pleito, segue liderando as pesquisas nacionais de intenção de voto, apesar de não contar nem mesmo com o suporte das principais lideranças conservadoras do Partido Republicano, muito mais afinadas com os discursos dos senadores Ted Cruz (Texas) e Marco Rubio (Florida), que também concorrem à nomeação pelo partido.
A esta altura Trump já deu provas de que deve ser levado a sério. Com seu discurso agressivo e objetivo, fruto de uma campanha de caráter independente, financiada apenas com seus próprios recursos, o ex-apresentador do famoso programa "The Apprentice" conta com uma enorme massa de seguidores pelo país, que vem lotando auditórios e arenas esportivas para vê-lo discursar.
Trump lidera pesquisas apesar de não contar com suporte das lideranças do Partido Republicano
Trump lidera pesquisas apesar de não contar com suporte das lideranças do Partido Republicano
Polêmicos planos de governo idealizados por Trump, como o impedir a entrada de muçulmanos nos EUA por tempo indeterminado e construir um muro na fronteira com o México (que, segundo Trump, seria pago pelo próprio vizinho) para acabar com a entrada ilegal de mexicanos no país, o tornam extremamente impopular entre os imigrantes, principalmente os grupos latinos e muçulmanos. No entanto, a julgar pela força de sua campanha, isso é justamente o que boa parte da população americana quer ouvir.
>> Entenda como funcionam as eleições nos Estados Unidos
Já Ted Cruz, o adversário que oferece a maior ameaça a Trump dentro do partido, é considerado um dos políticos mais conservadores do Congresso Americano. Católico devoto, ele se opõe ferozmente a medidas de aborto, à legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo, e à regulamentação do controle de porte de armas. Cruz era apontado pelas pesquisas como o favorito para as primárias em Iowa, mas Trump equilibrou a disputa nas últimas semanas, garantindo até o apoio de Sarah Palin, ex-governadora do Alasca e ironicamente também introdutora de Cruz na política.
Por fora correm Marco Rubio, e Jeb Bush, ex-governador da Flórida. Este último, filho e irmão de ex-presidentes, é tido como a grande decepção das eleições até aqui, apresentando desempenho inexpressivo nas pesquisas.
Do lado democrata, Hillary Clinton, ex-primeira dama e ex-secretária de Estado, é a grande favorita para a nomeação à candidatura pelo partido. No entanto, o senador Bernie Sanders, de Vermont, surpreende nas pesquisas e ameaça Hillary em alguns estados. Em New Hampshire, por exemplo, onde as primárias ocorrerão no dia 7 de fevereiro, Sanders, autoproclamado um "democrata socialista", ideologicamente mais à esquerda que Hillary ou Obama, lidera.
Primeiro senador socialista a ser eleito no país, em 2006, Sanders ocupava antes o cargo de deputado na Câmara dos Representantes desde 1991, onde foi, por exemplo, umas das principais vozes contra a invasão americana do Iraque. À época, sua adversária Hillary Clinton fora a favor do ataque.
O presidente Barack Obama, por sua vez, evita se posicionar a favor de qualquer candidato do Partido Democrático, apesar de ter feito diversos elogios à Hillary e de ter dito x que Bernie Sanders era um "azarão".

Acordo entre produtores pode estabilizar preços do petróleo


Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e as nações produtoras que não fazem parte do grupo estariam próximos de um acordo para estabilizar os preços do petróleo. O barril da commodity conseguiu chegar a um patamar inferior a US$ 27 neste mês, ameaçando o desempenho econômico de países como a Venezuela e a Rússia, e também projetos e empregos de empresas gigantes do setor.
A possibilidade de um acordo foi anunciada neste sábado (30) por Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, um dos países que mais sofrem com os baixos preços dos barris. "Estamos muito próximos de um acordo", revelou Maduro à imprensa, em Caracas.
"Estamos muito próximos de um acordo", revelou Nicolás Maduro à imprensa
"Estamos muito próximos de um acordo", revelou Nicolás Maduro à imprensa
As declarações coincidem com a visita do ministro venezuelano do Petróleo, Eulogio del Pino, à Rússia, Qatar, Irã e Arábia Saudita, para promover um "preço justo" do petróleo. A Venezuela defende que um projeto justo seria um patamar em torno de US$ 70 o barril.
De acordo com o ministro da Venezuela, "são quatro países" com os quais a Venezuela quis se reunir como parte da proposta formal feita às nações que fazem parte da Opep e com os que não fazem parte para definir "um mecanismo de conciliação, necessário entre todos os produtores". A Venezuela declarou "emergência econômica" com crise no setor de petróleo.

* Da Agência Lusa

Serviço completo em barbearias de BH agora inclui bar, restaurante e salão de jogos


Janaína Oliveira - Hoje em Dia


Carlos Hernique
Serviço completo em barbearias agora inclui bar, restaurante e salão de jogos em BH
O barbeiro Adelson Martins aposta no wi fi e na “gelada” para manter a clientela bem servida

As tesouras, navalhas, toalhas quentes e as loções pós-barba continuam ali, mas o ambiente.... quanta diferença! Embora permaneça a tradição, as barbearias de hoje são também bar, restaurante, hamburgueria, tabacaria, salão de jogos e muito mais. Em Belo Horizonte e região, empresários gastam os tubos para abrir casas com ar retrô, mas ao mesmo tempo repletas de modernidade. A ideia é apostar em um conceito diferente e proporcionar ao cliente uma nova experiência, que vai além do novo visual.
Com investimento de R$ 500 mil e um estilo pra lá de vintage, a Big John Barber Shop abriu as portas no último dia 12. Localizada na alameda Oscar Niemeyer, no bairro Vila da Serra, o estabelecimento oferece serviços de barbearia e os mais diversos tipos de tratamentos para as madeixas masculinas, como luzes, hidratação, camuflagem e selagem dos fios.
A partir de fevereiro, entram também podologia, massagem corporal, depilação e até tatuagens. Tudo isso regado a uma taça de vinho de primeira qualidade, um copo de uísque ou uma cerveja – são mais de 30 rótulos, entre belgas, italianas e holandesas. Para quem aprecia, tem até charutos. Na jukebox, só jazz e blues.
“Geralmente, o homem vê a ida ao cabeleireiro como uma obrigação. Ele olha no espelho e sente que está na hora de cortar o cabelo ou fazer a barba. Mas não enxerga isso como uma atividade prazerosa. Então a nossa intenção foi justamente transformar a necessidade em desejo”, diz o empresário e fundador da casa, João Marcelo Diniz.
Serviço completo em barbearias de BH agora inclui bar, restaurante e salão de jogos
João Marcelo Diniz, da Big John Barber: “Nossa intenção foi transformar a necessidade em desejo”
A Big Jonh Barber Shop é fruto de anos de pesquisa de mercado. Diniz morou mais de três anos em São Paulo, onde costumava frequentar uma barbearia fashion após o expediente, para cuidar da imagem e tomar uma cervejinha para relaxar.
“Quando voltei para Belo Horizonte, em maio do ano passado, me deu a vontade de fazer algo parecido por aqui”, conta.
Determinado, ele fez novamente as malas e embarcou rumo a Irlanda. Ficou por lá três meses, tempo suficiente para aprender tudo sobre o ramo em um dos melhores cursos de barbeiro do mundo. Não faltaram lições sobre gestão, normas sanitárias e visagismo, conjunto de técnicas usadas para valorizar beleza e harmonia de um rosto. O treinamento especial foi passado aos três funcionários que hoje integram a equipe. O corte custa R$ 65 e a barba, R$ 40.
“Nas últimas duas semanas, já recebemos um movimento equivalente ao esperado para o mês inteiro. E dificilmente alguém senta na cadeira do barbeiro sem consumir uma cerveja ou drink”, comemora.

Para se diferenciar, espaços apostam em barber girl e serviço de alfaiataria
Inspirado na lendária máfia italiana, o Il Capo Club fez a estreia no mercado em dezembro do ano passado, após investimento de R$ 500 mil. Situado em Lourdes, a casa une gastronomia, música, jogos como pôquer e fliperama, e uma barbearia à moda antiga, com cadeiras que remetem à década de 1940.
Serviço completo em barbearias de BH agora inclui bar, restaurante e salão de jogos
Gabriel Maciel, do Il Capo Club, O Chefe, inspirado na máfia italiana: sinuca, pôquer e fliperama em uma barbearia à moda antiga
“Meu estabelecimento é até menor do que os dos concorrentes, mas ninguém oferece esse mix de serviços em um só lugar”, diz o sócio Gabriel Maciel. A equipe de 14 funcionários se reveza em dois turnos – a casa fica aberta de 9 horas até meia-noite. Entre eles, está Débora Baker, que o empresário apresenta como uma das melhores barber girl do país.
“O pessoal vem na hora do almoço e só vai embora à noite”, diz. No cardápio, além dos cuidados com a beleza, a casa oferece carta de vinhos, massas, risotos, hambúrgueres especiais e cervejas artesanais.
Com inauguração marcada para depois do carnaval, a Razor Bros Barbershop promete oferecer à clientela um misto de barbearia e alfaiataria. “Fechamos uma parceria com a Bárbara Santiago, a única alfaiate mulher do Brasil”, propaga um dos sócios, o empresário Paulo Henrique Santos. Também cerca de R$ 500 mil foram investidos no espaço de 220 metros quadrados, na Savassi.
No ramo desde 1983, o barbeiro Adelson Martins resolveu mudar de endereço e, há dois anos, abriu na rua Ceará (Santa Efigênia) um salão só para marmanjos. “Percebi que os homens se sentem mais à vontade num local só deles do que em salão misto”. Para não ficar atrás da concorrência, ele instalou um freezer com long necks e oferece wi-fi gratuito e revistas. O corte sai por R$ 40.

Correios abrem edital para oferecer serviço de telefonia celular


A estatal escolherá uma operadora de celular como seu representante, que oferecerá o serviço com chip da marca Correios
Agência Brasil
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smartphone
(Foto: Agência Brasil)
Os Correios abriram concorrência para empresas interessadas no projeto de exploração do serviço de telefonia móvel por meio de rede virtual. A estatal escolherá uma operadora de celular como seu representante. A empresa selecionada oferecerá o serviço com chip da marca Correios.
Após a abertura das propostas, que devem ser apresentadas até o dia 17 de março, todas as empresas poderão fazer novos lances. Os Correios avaliarão as propostas considerando o somatório do maior valor de remuneração dos chips pré-pagos e do maior percentual de comissão pela venda de recargas realizadas. O valor mínimo previsto para a operação pretendida é de R$ 282 milhões, para um período de cinco anos.
Nessa operação, os Correios usarão a infraestrutura de telecomunicações da operadora selecionada. Para concorrer, a operadora deve estar presente em pelo menos 50% dos municípios brasileiros.

Saiba quais os cuidados para evitar infecção urinária e outros transtornos durante o Carnaval


Não precisa abrir mão da cerveja, mas não esqueça de beber água; segurar a urina pode favorecer diversas doenças
Carmen Vasconcelos (carmen.vasconcelos@redebahia.com.br)
Dificuldade de ir ao banheiro quando se tem vontade; banheiros sujos, contaminados e disputados; pouca ingestão de água; consumo abusivo de bebida alcoólica, que leva a desidratação; vida sexual muito ativa. A situação parece familiar? De fato, o Carnaval se constitui como um cenário ideal para o desenvolvimento das infecções urinárias. 
Para evitar que os dias de folia se transformem em transtorno no decorrer do reinado de Momo ou na Quarta de Cinzas, vale atentar para cuidados muito simples, que não custam caro e só pedem um pouco mais de atenção.
De acordo com o urologista Luís Otávio Amaral, do Hapvida, para combater o impacto da folia na saúde urinária, a saída é aumentar o consumo de água durante os dias da folia e não prender a urina. 
“Os foliões, especialmente as mulheres, tendem a adotar o comportamento muito longe do ideal nesses dias: bebem pouca água e seguram a urina até não suportar mais”, diz o médico, esclarecendo que o xixi muito tempo na bexiga tende a ficar muito concentrado, favorecendo o desenvolvimento de bactérias causadoras das infecções urinárias.
(Gráfico: CORREIO)
“A água, os chás caseiros, a água de coco e os sucos naturais lavam  a bexiga, impedindo que as bactérias permaneçam no organismo, daí a importância de não descuidar da hidratação”, esclarece o urologista, destacando que as bebidas alcoólicas, os refrigerantes e as bebidas industrializadas, além de não cumprirem o mesmo papel de hidratação, ainda provocam outros problemas na saúde, sendo preferível evitá-las. 
MulheresDiretor médico do Centro de Pesquisa e Assistência em Reprodução Humana(Ceparh), o ginecologista Jorge Valente destaca que a infecção urinária é mais comum nas mulheres pela própria fisiologia feminina, onde a uretra é mais curta, facilitando a ação das bactérias na bexiga. “Os homens, ao contrário, possuem uma uretra mais longa e, antes mesmo dessas bactérias avançarem no corpo, as defesas já trabalham para expulsá-las”, explica o especialista. 
O urologista Luís Otávio lembra, no entanto, que a cultura de segurar a urina e se desidratar traz ainda um outro problema grave para homens e mulheres: as pedras nos rins. “Os cálculos ou pedras renais causam muitas dores e, nos casos mais severos, se faz necessária intervenção cirúrgica para extração dessas pedras, que não passam de cristalizações das impurezas filtradas pelos rins”, pontua, lembrando que as pedras também podem ser evitadas com o aumento da ingesta de água. 
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Como nesse período não dá muito para escolher banheiros limpos e sem contaminação, a orientação dos médicos reside em usar os protetores de assento, comercializados nas farmácias, os cones para facilitar urinar sem encostar nos vasos. Outra dica é usar os lenços umedecidos para garantir uma limpeza eficiente da região, uma vez que água e sabão não são comuns nos banheiros dos trajetos. “Esses  lenços e os protetores são comercializados em versão de bolso, fato que facilita o transporte para os dias da folia”, diz Valente. 
O ginecologista ressalta ainda que a infecção urinária não é contagiosa e que, aliada a pouca ingesta de água, a contaminação que ocorre com bactérias presentes nas fezes é muito comum. “Ao fazer a higiene, muitas mulheres usam o papel higiênico partindo do ânus em direção à vagina e isso ajuda a trazer as bactérias intestinais para a entrada da vagina, quando o certo é fazer a limpeza no sentido contrário”, ensina o médico.
Sexo Partindo desse princípio, o urologista Luís Otávio Amaral esclarece que não são os parceiros que transmitem a infecção urinária durante o ato.
 “A área genital é naturalmente contaminada, durante o sexo, as bactérias migram, daí a importância de realizar a higiene logo após o ato e não esperar dormir e acordar para tomar um banho”, explica. 
No caso dos homens, o especialista faz questão de destacar a importância de lavar bem o pênis, especialmente a pele que cobre a glande(cabeça). Os médicos são unânimes em afirmar que, embora raro, existem casos de pessoas que terminam se contaminando com o uso dos banheiros químicos, no entanto, eles defendem que, ao sinal do qualquer incômodo, um profissional da área deve ser consultado para realizar o tratamento necessário. 

Campanha de prevenção às DSTs e Aids é lançada na capital baiana


De 2009 a 2015, o número de pessoas em tratamento no SUS aumentou 97%, passando de 231 mil para 455 mil pessoas
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Foto: Arquivo EBC
O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, lançou em Salvador a campanha de prevenção às DST e Aids para o Carnaval 2016. Durante a solenidade, o representante do Ministério da Saúde ressaltou que o Brasil registrou, em 2015, recorde no número de pessoas em tratamento de HIV e Aids: 81 mil  começaram a se tratar no ano passado, um aumento de 13% em relação a 2014, quando 72 mil pessoas aderiram aos medicamentos.
De 2009 a 2015, o número de pessoas em tratamento no SUS aumentou 97%, passando de 231 mil para 455 mil pessoas. Isso significa que, em seis anos, o país praticamente dobrou o número de pacientes que fazem uso de antirretrovirais. Outro avanço importante é que 91% dos brasileiros adultos vivendo com HIV e Aids, em tratamento há pelo menos 6 meses, já apresentam carga viral indetectável.

Saiba como proteger sua casa durante o Carnaval


Antes de viajar é preciso avisar no condomínio e se for ficar na cidade é essencial ter cuidado; confira dicas

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Com a chegada do Carnaval, aumenta a empolgação de curtir a festa, mas é preciso cuidar também da segurança do imóvel tanto para quem vai ficar em Salvador quanto para quem vai viajar.
Medidas básicas de segurança podem evitar dor de cabeça no retorno do período carnavalesco (Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO)
O gerente-geral de condomínios da Apsa, Jean Carvalho, aponta alguns cuidados que o proprietário deve ter para manter o lar seguro e evitar possíveis dores de cabeça. “Tem que checar portas e janelas para garantir que estão bem fechadas, fechar a saída de gás de fogões e aquecedores e olhar todas as torneiras e chuveiros para que não fiquem vazando”, lembra e aconselha que melhor é até fechar os registros.
“Alguns cuidados parecem óbvios, mas como são muitas áreas da casa, às vezes, as pessoas esquecem de olhar todos os locais”, complementa.
Segundo Jean, também é importante desligar aparelhos eletrônicos como televisores, ventiladores e outros que possam ficar fora da tomada. No caso de apartamentos que possuam peixes ou passarinhos, por exemplo, é necessário pedir a um conhecido para fazer visitas ao apartamento e checar se está tudo certo. Nesse caso é preciso orientar os porteiros sobre quem tem autorização para entrar no apartamento durante período da viagem.
Desligar a campainha e o telefone evita que percebam que não há pessoas em casa. Já a crença de que deixar a luz acesa para pensar que há gente é pouco eficiente. “Ninguém deixa a luz acesa durante o dia. O ideal é instalar uma luz de vigia, que acende apenas quando está escuro”, opina o representante da Apsa.
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Edval Filho, tenente coronel da Polícia Militar e professor do curso de pós-graduação em Segurança em Grandes Eventos do Centro Universitário Estácio da Bahia, explica que antes de viajar é preciso avisar no condomínio. “Informar ao síndico e a um vizinho que estará fora e solicitar que fiquem atentos a qualquer movimentação suspeita. Deixar uma luz acesa, preferencialmente, a dos fundos da casa é bom. Se for apartamento, a do sanitário deve ficar ligada”, diz Edval.
Para quem vai ficar em Salvador, Edval, que também é professor titular da Academia de Polícia Militar e especialista em Segurança Pública, diz que é preciso cuidado. “Se não for para a folia, prefira diversão em shoppings e restaurantes, em ambientes fechados. É recomendável passear apenas em locais com policiamento reforçado: Pelourinho, Parque da Cidade, Lagoa do Abaeté e Parque de Pituaçu”.
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O retorno ao lar também deve ser levado em consideração. “Quem volta de viagem está cansado. É sempre bom encontrar uma casa limpa e arejada, pronta para nos receber. Por isso, tente refrescar o ambiente, deixando os basculantes, que são inofensivos, abertos”, finaliza Carvalho.

Lobista preso cita "ligação" com Lula como facilitadora de negócio


A mensagem não é datada, mas, segundo a investigação, coincide com a vinda do executivo ao Brasil, o que ocorreu em 2008, no segundo mandato de Lula

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Uma carta apreendida pela Polícia Federal na Operação Zelotes indica que o lobista Mauro Marcondes Machado, preso em Brasília, usava de sua suposta proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vender seus serviços a potenciais clientes.
Em texto enviado ao ex-presidente da Scania para a América Latina Sven Harald Antonsson, Marcondes se colocou à disposição da companhia para ajudá-la em função de sua “ligação com o presidente da República, vários ministros de Estado e instituições ligadas à indústria”.
A mensagem não é datada, mas, segundo a investigação, coincide com a vinda do executivo ao Brasil, o que ocorreu em 2008, no segundo mandato de Lula. Marcondes está preso desde outubro do ano passado e responde a ação penal por participação em esquema de lobby e corrupção para viabilizar a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso, de medidas provisórias de interesse do setor automotivo. Ele atuava como lobista de montadoras em diversas frentes, fazendo chegar pedidos a Lula e ministérios.
A Zelotes apura se pagamentos de R$ 2,5 milhões feitos pelo lobista a um dos filhos do ex-presidente, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, têm relação não só com a edição de medidas provisórias, mas com a aquisição dos jatos suecos, da Saab, para a Defesa brasileira.

Políticos estarão no foco da Lava Jato em 2016


O caso que deve inaugurar essa nova fase é o do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

por
Estadão Conteúdo
Publicada em tribuna da bahia
Foto: Divulgação
Com duas frentes principais de investigação, a Lava Jato vai avançar este ano nos inquéritos e processos envolvendo políticos. Até o momento, quase dois anos depois de deflagrada, a operação se caracteriza por um ritmo mais acelerado na 1.ª instância, comandada pelo juiz Sérgio Moro.
A expectativa, porém, é de que em 2016 as apurações atinjam uma nova etapa no Supremo Tribunal Federal. Após o recebimento de ao menos 38 inquéritos desde março de 2015, o tribunal vai fazer a análise das primeiras denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República como desdobramento das apurações.
O caso que deve inaugurar essa nova fase é o do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os ministros devem se debruçar sobre as seis acusações formais envolvendo sete parlamentares. Na Corte, a perspectiva é de que, ainda no primeiro semestre, o plenário do Tribunal julgue a denúncia contra Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A elaboração do voto sobre a acusação de Cunha já está avançada no gabinete do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Corte.
Os ministros decidem, neste primeiro momento, se aceitam ou não a denúncia. Se aceitarem, é aberta uma ação penal contra o parlamentar, que passa a ser réu. No caso contrário, a investigação é arquivada. Ministros do Supremo acreditam que Zavascki leve simultaneamente ao plenário o julgamento sobre o recebimento da denúncia e o pedido de afastamento do peemedebista do cargo de deputado, apresentado pela Procuradoria-Geral da República dias antes do início do recesso.

Assim caminha a humanidade... E o Brasil?



            Todo fim de ano, óbvio, não faltam encontros de parentes e amigos. Comemorações, divertimentos, comes e bebes, quando fazemos um balanço do ano que se finda e tentamos apostar na incógnita do próximo! É a conversa de sempre...
            No fim do ano de 2015, a rotina anual nos levou a mais um encontro com grandes amigos. No início, evitamos política e economia. Mas por ser assunto tão palpitante, lá pras tantas, depois de “tantas”, veio à tona com força total! - Deixa isso pra lá, diziam uns. - Essa "merda" vai nos enfurecer, diziam outros. Todavia, quem tem compromisso com o Brasil, não resiste à tentação de comentar sobre as mazelas que vêm assolando o nosso país!
Em síntese, observamos que a humanidade caminha como sempre caminhou! Guerras, conflitos, terrorismo, fome, miséria, crises econômicas, religião... Embora os países governados por políticos experientes, competentes, comprometidos, nações, como a Alemanha, Inglaterra, Canadá, Austrália, Coréia do Sul, Japão, Noruega, dentre outros - liderados pelos Estados Unidos, com sistemas democráticos consolidados, que tem o capital como forma de gerar riqueza, emprego, com política econômica bem definida, sólida, que, sem hipocrisia, almejam  realmente o bem da população e do país - sabem muito bem onde estão e aonde desejam chegar.
Há países em desenvolvimento como Chile, Colômbia, México, Índia - não cito a China por não ser um país democrático - que procuram se alinhar a esta corrente e caminham a passos largos, embalados em um crescimento sustentável e seguro.
            Na América Latina, "perfeitos-idiotas-latino-americanos" ainda elegem e reelegem "imperfeitos-populistas-comunistas-corruptos, principalmente incompetentes, esquerdistas fracassados e defensores da "revolução bolivariana", tendo como prioridade enganar, extorquir, roubar a nação e manter-se no poder! O povo, ou "povão" - o analfabeto, ignorante, inábil, mais os pseudointelectuais, artistas, frustrados, invejosos, vagabundos... -, que tanto eles dizem defender, só servem apenas e tão somente para colocá-los e recolocá-los no poder. O resto é balela, pois o povão continua sem cultura, educação, família,  saúde, à espera de uma esmola mensal para a cachaça e o feijão com arroz e carne seca!
            Infelizmente, o Brasil dos não brasileiros faz parte desta infeliz parte! Mas a arraia-miúda lembra que "a esperança é a última que morre"; e o Brasil já venceu outras batalhas muito mais complicadas,  nós venceremos novamente!
 Aqui na América Latina, a Argentina venceu o medo, o novo presidente, Mauricio Macri, será o FHC deles! A Venezuela enfrenta a ditadura populista, os parlamentares recém-eleitos da Assembleia Nacional, tem maioria oposicionista depois de 17 anos de chavismo.
            Não é possível que diante de tantas "desgraças"  no nosso Brasil, não daremos uma vacina definitiva contra esses falsos, maus, corruptos e incompetentes políticos do governo PTista, que acabaram com o Brasil em todos os sentidos, tentaram destruir a sociedade, viciaram e contaminaram as pessoas, pintaram o diabo, em apenas 13 anos de poder!
            Enquanto isso, o governo da Bahia caminha sem saber qual o melhor caminho a seguir - apesar de estar fazendo um governo razoável - o do partido dele ou do outro.
            Em compensação, Salvador, a Capital da Alegria, caminha a passos largos há três anos, cada dia mais iluminada, a cidade enche os soteropolitanos de muito orgulho, prazer e alegria. Comprometimento, experiência, competência e ética, sempre fez e sempre fará a grande diferença.

Sérgio Belleza é administrador, empresário, consultor e autor dos livros, Caminhado com Walkyria e Ascensão e Queda de um Império Econômico.

Governo decreta emergência em mais 3 cidades de RR; 'seca e queimada'


São João da Baliza, Caroebe e Iracema ficam no Sul de Roraima.
Decreto foi assinado na 5ª (28); outras 10 cidades já estão em emergência.

Do G1 RR
Rio Branco (Foto: Inaê Brandão/G1 RR)Rio Branco, o principal de Roraima, atingiu o nível
mais baixo dos últimos vinte anos
(Foto: Inaê Brandão/G1 RR)
Os efeitos da mais intensa seca dos últimos vinte anos em Roraima fez o governo decretar situação de emergência em mais três cidades do Sul do estado. Agora, 13 dos 15 municípios de Roraima estão em emergência. O decreto que coloca São João da Baliza, Caroebe e Iracema em emergência foi assinado na quinta (28), mas só foi informado neste sábado (30) pelo governo.
Entre os motivos que levaram à medida estão a falta de chuvas e as intensas queimadas que ocorrem na região. Animais silvestres também são vítimas da estiagem.
"A Defesa Civil do estado continua atuando no combate aos focos de incêndio, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, monitorando as regiões mais afetadas pela seca e levando atendimento emergencial à população atingida pela estiagem e pelas queimadas", informou o governo sobre o decreto.
Campanha
O governo mantem ainda uma campanha de arrecadação de alimentos e água potável para suprir os 13 municípios afetados pela seca. Os pontos de arrecadão são a Rede Cidadania Atenção Especial, na Av. São Sebastião, 1.195, bairro Santa Tereza, Rodoviária Internacional de Boa Vista e demais secretarias de Estado.

Após temporal, shopping de Porto Alegre não abrirá neste sábado


Um dos principais shoppings de Porto Alegre teve o telhado destruído.
Vendaval desta sexta (29) derrubou mais de mil árvores na cidade.

Do G1 RS
Telhado do shopping Praia de Belas desabou deixando feridos  (Foto: Jefferson Botega / Agência RBS)Telhado do shopping Praia de Belas desabou deixando feridos (Foto: Jefferson Botega / Agência RBS)
Em comunicado nas redes sociais, o shopping Praia de Belas, um dos principais de Porto Alegre, informou que não será possível abrir neste sábado (30) devido aos estragos causados pelo forte vendaval da noite desta sexta-feira (29).
FOTOS: Confira as imagens do vendaval que devastou Porto Alegre
Telhado de shopping caiu e parte da estrutura interditou Avenida Praia de Belas em Porto Alegre (Foto: Jefferson Botega / Agência RBS)Telhado de shopping caiu e parte da estrutura caiu sobre à avenida (Foto: Jefferson Botega / Agência RBS)
O estabelecimento teve o telhado e as portas de entrada destruídos pela força do vento. Alguns funcionários se feriram, mas já se recuperam em casa. A gerência do empreendimento informa que as atividades devem voltar ao normal neste domingo (31).

Temporal atinge casas e derruba árvores no Oeste catarinense


Vento forte e granizo afetou residências em Chapecó na noite de sexta-feira.
Em Xaxim e Caxambu do Sul também foram registrados problemas.

Do G1 SC
Propriedade rural em Chapecó registrou prejuízos após vento forte  (Foto: Eveline Poncio/RBS TV)Propriedade rural em Chapecó registrou prejuízos após vento forte (Foto: Eveline Poncio/RBS TV)
Um temporal causou transtornos aos moradores do Oeste catarinense na noite de sexta-feira (29). O vento forte destelhou casas e derrubou casas e o granizo também atingiu algumas residências.

A chuva acompanhada de vento forte foi por volta das 22h. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Chapecó, 15 residências foram parcialmente destelhadas em Chapecó e Caxambu do Sul. Os bombeiros não souberam especificar quantas casas e cada município. As áreas rurais foram as mais atingidas.
Em uma propriedade, o telhado do local onde ficavam 60 vacas foi todo arrancado pelo vento. "Foram poucos minutos de ventania. O prejuízo é de R$ 30 mil", diz o proprietário, Luciano Sarvacinski.
Em Chapecó, além do vento, granizo também atingiu algumas casas em pontos isolados da cidade. O vento também derrubou seis árvores e obstruiu ruas. Lonas foram distribuídas aos moradores.

Já em Xaxim, o vento destelhou parcialmente sete casas nos bairros Santa Terezinha e Primavera e lonas também foram entregues aos atingidos.

Arqueólogos resgatam ossos de indígenas em cemitério antigo no TO


Ossos estavam dentro de urnas funerárias, em Combinado.
Artefatos foram localizados por operários durante escavações de obra.

Jesana de JesusDo G1 TO
Arqueólogos encontraram duas urnas funerárias de 1,5 metros cada (Foto: Divulgação/Iphan)Arqueólogos encontraram duas urnas funerárias de 1,5 metros cada (Foto: Divulgação/Iphan)
Duas urnas funerárias foram resgatadas em um cemitério antigo em Combinado, extremo sul do Tocantins. Os artefatos têm 1,5 metro e guardavam ossos de povos indígenas, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Tocantins. Elas foram encontradas por trabalhadores durante escavações para a obra de um lava jato na cidade, em dezembro do ano passado.
O trabalho de resgate foi feito pelos arqueólogos do Iphan, Ariana Silva Braga e Rômulo Macedo Barreto, entre os dias 25 e 27 deste mês. Rômulo disse ao G1 que dentro das urnas foram encontrados ossos fragmentados, provavelmente de indígenas adultos.

"Nós encontramos ossos fragmentados, pedaços de pedra polida e vasilhames cerâmicos usados nos rituais [pós-morte]. Os ossos desmancharam. Pelo tamanho, podemos dizer que eram indígenas adultos, mas não é possível saber a idade deles sem fazer uma análise detalhada."
O arqueólogo também disse que foram encontrados cacos de outras urnas que foram destruídas no decorrer dos anos, tanto pelas atividades agrícolas, quanto pelos trabalhos de escavação feitos para a contrução do lava a jato.
Urnas encontradas em Combinado são de povos indígenas antigos (Foto: Divulgação/Iphan)Urnas encontradas em Combinado são de povos
indígenas antigos (Foto: Divulgação/Iphan)
As urnas encontradas estavam sendo sustentadas pela terra e também se fragmentaram durante o resgate. "Nós agora vamos remontar as urnas e enviá-las para uma instituição no estado".
Durante o trabalho, Rômulo contou que moradores os procuraram para relatar a existência de outras urnas espalhadas por outras regiões da cidade. O arqueólogo informou que deve planejar vistorias para confirmar as informações.
Obras liberadas
As urnas foram encontradas por trabalhadores em dezembro do ano passado. No momento, eles estavam fazendo escavações para a obra de um lava jato. Após a descoberta, um morador avisou a superintendência do Iphan no Tocantins.
O Iphan fez uma vistoria e cadastrou o local como sítio arqueológico. Depois, determinou a paralisação da obra até que as urnas fossem retiradas. Nesta sexta-feira (29), o órgão informou que a obra para a construção do estabelecimento foi liberada.
Foram encontrados ossos fragmentados dentro das urnas funerárias (Foto: Divulgação/Iphan)Foram encontrados ossos fragmentados dentro das urnas funerárias (Foto: Divulgação/Iphan)
 

Mais de 740 mil camisinhas serão distribuídas no Carnaval do Tocantins


Ano passado, 103 casos novos de Aids foram detectados no estado.
Municípios vão realizar testes rápidos para detecção do vírus.

Do G1 TO
Governo distribui 741.853 preservativos masculinos e femininos no Tocantins (Foto: Divulgação/Sesau)Governo distribui 741.853 preservativos masculinos e femininos no Tocantins (Foto: Divulgação/Sesau)
Um total de 741.853 preservativos masculinos e femininos serão distribuídos durante o Carnaval no Tocantins. Além disso, outras 398 mil unidades de gel lubrificante serão disponibilizadas nos municípios. O objetivo do Governo do Estado é ampliar o acesso aos preservativos pela população.
A Gerência Estadual das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/Aids)  informou que em 2015 foram notificados 103 novos casos de Aids em maiores de 13 anos. Em 2014 foram 163 casos novos. Em 2013, 233 e em 2012, foram 164 notificações.
Já em relação às infecções pelos vírus HIV, 236 casos novos foram registrados no ano passado em maiores de 13 anos no Tocantins. Em 2014, quando as notificações para infecções por HIV se tornaram obrigatórias, 247 novos casos foram registrados em todo o estado. A pessoa contagiada pelo vírus pode não ter a doença AIDS.
No Carnaval deste ano, a campanha de prevenção e de promoção pelo autocuidado usa o tema “Não deboche da Aids. Previna-se!”. Para incentivar o diagnóstico precoce, haverá pontos de realização de testes rápidos.
Os Serviços de Assistência Especializada (SAE) também vão realizar atendimento oferecendo testes rápidos em Palmas (Núcleo de Assistência Henfil), Araguaína (Hospital de Doenças Transmissíveis), Gurupi (Policlínica Drº Luiz Santos Filho), Paraíso do Tocantins (Policlínica João Coelho de Azevedo) e em Porto Nacional (Centro de Especialidades Médicas Drº Gismar Gomes).

Jovem descobre número de suspeito e recupera celular furtado há 5 meses


Através de aplicativo, vítima viu que chip havia sido trocado, em Guajará.
Ao adicionar número no WhatsApp, jovem entregou foto do suspeito à PC.

Júnior FreitasDo G1 RO
Rosane diz que celular furtado custou R$ 1,6 mil (Foto: Arquivo Pessoal)Rosane diz que celular furtado custou R$ 1,6 mil e tinha o usado apena um mês (Foto: Arquivo Pessoal)
Uma estudante de Guajará-Mirim (RO) conseguiu recuperar o celular furtado há quase cinco meses, através de um aplicativo antifurto. De acordo com Rosane Cabral Pereira, de 19 anos, o aparelho foi furtado na casa de uma amiga em setembro. Após o crime, ela registrou Boletim de Ocorrência relatando o crime, mas a polícia não conseguiu localizar o celular. Nesta semana, após entrar no e-mail e ver uma mensagem do aplicativo, Rosane descobriu que o chip do aparelho havia sido trocado por outro. Ao ver o número atual, a jovem adicionou o telefone no WhatsApp, salvou a foto do suspeito e o denunciou à Polícia Civil.
Em entrevista ao G1, Rosane contou que abriu o e-mail pessoal para tentar fazer o rastreamento e localizar o celular, meses depois do furto. Ao ler as mensagens da empresa, descobriu que alguém havia trocado o chip e estaria usando outro número. Depois de descobrir o número de série do atual chip, ligou para a operadora e recebeu a confirmação do novo número.
"Salvei o número dele e descobri que estava usando WhatsApp. Eu não salvei a foto e fui na delegacia registrar um boletim. O aplicativo funcionou perfeitamente e, se não fosse isso, não ia conseguir recuperar o que já era meu. Ainda estou terminando de pagar o aparelho celular, que custou R$ 1,6 mil. Na época do furto não tinha nem um mês de uso", revelou Rosane.
Segundo informações do boletim de ocorrência, uma equipe do Serviço de Investigações e Captura (Sevic) da Polícia Civil conseguiu identificar o rapaz que estaria usando o aparelho furtado, através da foto fornecida pela vítima.
Ao abrir email, jovem descobriu que chip havia sido trocado (Foto: Júnior Freitas/ G1)Ao abrir email, jovem descobriu que chip havia sido trocado (Foto: Júnior Freitas/ G1)
Com a identificação, os agentes foram até o endereço do suspeito, no Bairro Serraria em Guajará-Mirim. Ao ser questionado sobre a procedência do celular, o jovem de 19 anos  disse aos policiais que encontrou o aparelho jogado no cruzamento das Avenidas Campo Sales e Antônio Correia da Costa, há cerca de oito dias.
Após ser comunicado que o objeto havia sido furtado, o rapaz se dispôs a auxiliar a polícia nas investigações. Ele foi conduzido à delegacia de Polícia Civil, prestou depoimento e acabou liberado logo depois. O celular foi devolvido para a Rosane.

Fidel Castro e Mujica falam sobre zika durante encontro em Havana


Ex-presidentes de Cuba e Uruguai se encontraram em Havana.
Fidel se disse preocupado com a a proliferação do vírus no mundo.

Da France Presse
O líder cubano Fidel Castro compartilhou com o ex-presidente uruguaio, José Mujica, sua preocupação sobre o vírus zika, que se espalha pela América, durante um encontro celebrado em Havana (Foto: cubadebate.cu / AFP)O líder cubano Fidel Castro compartilhou com o ex-presidente uruguaio, José Mujica, sua preocupação sobre o vírus zika, que se espalha pela América, durante um encontro celebrado em Havana (Foto: cubadebate.cu / AFP)
O líder cubano Fidel Castro compartilhou com o ex-presidente uruguaio, José Mujica, sua preocupação sobre o vírus zika, que se espalha pela América, durante um encontro celebrado em Havana, revelaram neste sábado (30) veículos oficiais da ilha.
Castro, de 89 anos, e Mujica, de 80, falaram sobre a nova ameaça epidemiológica durante a visita iniciada pelo ex-presidente uruguaio esta seman
 
Os sites Cubadebate e Rádio Havana informaram sobre o encontro sem informar o dia e publicaram uma foto em que os dois ex-guerrilheiros e ex-dirigentes aparecem sentados conversando.
Segundo estas versões, Fidel expressou a Mujica "sua preocupação pela proliferação do vírus zika no mundo".
O surto do vírus - que é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue e da chicungunya - poderia causar entre três e quatro milhões de doentes no continente americano, advertiu nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde.
Vinte e três países da América confirmaram casos e existe um alarme especial pela possível relação do vírus com casos de microcefalia em fetos.
Nem Cuba nem o Uruguai confirmaram pacientes com a doença.
Os líderes octogenários já tinham se encontrado em Havana em julho de 2013 e em janeiro de 2014.
Antes da publicação deste sábado, a imagem mais recente de Fidel Castro remontava a setembro de 2015, quando se reuniu com o papa Francisco durante sua visita a Cuba.

Na Argentina, milhares de demissões acendem debate sobre funcionalismo


Mais de 18,6 mil foram demitidos, segundo central de trabalhadores.
Presidente diz que Kirchners colocaram Estado 'a serviço da militância'.

Marina FrancoDo G1, em São Paulo
Manifestantes protestam em frente ao Ministério da Trabalho em Buenos Aires contra revisão dos contratos de funcionários públicos (Foto: AFP PHOTO/EITAN ABRAMOVICH)Manifestantes protestam em frente ao Ministério da Trabalho em Buenos Aires contra revisão dos contratos de funcionários públicos (Foto: Eitan Abramovich/AFP)
Quase 20 dias depois de Mauricio Macri assumir a Presidência da Argentina, em dezembro, seu governo publicou um decreto em que pediu a “revisão” dos contratos e dos processos de concurso e seleção de funcionários públicos da administração nacional. A medida gerou protestos de milhares de funcionários e suscitou um debate sobre o suposto inchaço e a eficiência da máquina pública argentina.
Desde a publicação do polêmico decreto, mais de 18,6 mil funcionários públicos foram demitidos ou receberam anúncio de demissão ou de não renovação do contrato. Eles atuavam tanto na administração nacional, como ministérios, e no Senado, como nos municípios e províncias, segundo um relatório do Observatório do Direito Social (ODS), que é ligado à Central de Trabalhadores da Argentina e se opõe aos cortes.
O número do ODS corresponde a 0,47% do total de funcionários, e o levantamento ainda indica que seriam pelo menos 5 mil demitidos na esfera federal, incluindo o legislativo. O governo, no entanto, não divulga o número oficial de demissões.
Encontramos um Estado colocado ao serviço da militância política"
Mauricio Macri, presidente da Argentina
O país tem 3,9 milhões de funcionários em todas as esferas da administração pública, além de universidades, estatais e outros organismos. A estimativa é do Centro de Implementação de Políticas Públicas para a Igualdade e Crescimento (Cippec), que analisa as políticas com base no anuário de estatísticas do governo de 2014.
Questionado sobre as demissões em massa, Macri afirmou em sua primeira coletiva de imprensa deste ano que, nos governos de Néstor e Cristina Kirchner, a administração pública foi colocada “ao serviço da militância política”. O novo presidente citou ainda o problema de funcionários fantasmas, que na Argentina são chamados de "nhoques" – não exercem seu cargo, mas comparecem no dia em que os salários são pagos, todo dia 29, quando tradicionalmente é servido o típico prato italiano.
Crescimento de Macri é resultado de crise política e econômica da Argentina, segundo analistas (Foto: Reuters/Enrique Marcarian)Mauricio Macri, presidente da Argentina (Foto: Reuters/Enrique Marcarian)
“O que vimos nesses dias foi um enorme esvaziamento do Estado. Um Estado presente e inteligente é um Estado que se baseia na carreira pública, em que cada empregado entrou por concurso, tem capacidade, segue se formando, segue melhorando, para que cada vez possa oferecer uma melhor resposta à cidadania. Isso é o contrário do que encontramos aqui, um Estado colocado ao serviço da militância política”, afirmou o presidente.
“Quero que cada argentino esteja orgulhoso de seu trabalho. Que não haja mais argentinos que assinam um recibo salarial por um trabalho que não realizam. Este país pode dar oportunidade de trabalho a todos para que possamos crescer. E que cada um dos argentinos que hoje encontramos escondido ou que não vem e que ganha salário tem que entender que ele vai ter um lugar e que precisamos dele”, disse.
Trata-se de um mecanismo de demissões generalizadas, que não têm a ver com uma suposta violação do trabalhador em questão"
Luis Campos, coordenador do
Observatório do Direito Social
Um estudo feito pela consultoria KPMG indica que os funcionários "nhoques" seriam entre 5% e 7% dos trabalhadores públicos do país.
Críticas ao governo
Para o coordenador do Observatório do Direito Social, no entanto, as demissões em massa são feitas de maneira indiscriminada. “A nova gestão busca instalar a ideia de que uma grande quantidade desses trabalhadores pertencia a forças políticas ou não realizavam nenhuma tarefa. Essas afirmações são injustificadas”, diz Luis Campos ao G1.
Ele diz que ninguém pode ser discriminado por ideologia ou atividades políticas e afirma que, entre os demitidos, havia gente que trabalhava corretamente. "Trata-se de um mecanismo de demissões generalizadas, que não têm a ver com uma suposta violação do trabalhador em questão”, diz o coordenador do ODS.
Segundo Campos, a medida tem muitos objetivos, e um deles seria intimidar reivindicações por aumento de salários dos funcionários. “Trata-se de enviar um sinal ao conjunto de trabalhadores e empregadores. Para os trabalhadores, o governo busca instalar medo para que limitem suas reivindicações salariais já que, segundo disse o próprio ministro da Fazenda, demandas salariais excessivas poderiam pôr em risco os postos de trabalho.”
BRASIL X ARGENTINA
País Habitantes Servidores públicos % de servidores no total de empregados
Brasil 200 milhões 11,5 milhões 12%
Argentina 41 milhões 3,9 milhões 18%
Inchaço da máquina pública
Segundo um levantamento do jornal “La Nación” a partir de dados do Ministério de Economia, entre 2003, quando Néstor Kirchner assumiu o poder, e 2015, último ano de mandato de Cristina, foram contratados 163 mil funcionários somente na presidência, nos ministérios e em empresas e órgãos estatais vinculados ao governo central – portanto, sem incluir os contratados pelo Legislativo ou por governos provinciais e municipais. O crescimento representa 63%.
E o aumento no emprego público na Argentina não se deu da mesma maneira em todos os níveis da administração, segundo explica ao G1 Gonzalo Dieguez, diretor do programa de gestão pública do Cippec.
“O grosso do emprego público se encontra nos governos subnacionais e municipais. A principal explicação para o crescimento não está no governo nacional, mas sim nas províncias”, afirma.
Cordão policial protege prefeitura de La Plata, na Argentina, diante de pneus que pegam fogo durante protesto contra revisão de cargos públicos (Foto: AFP PHOTO/TELAM-CARLOS CERMELE)Cordão policial protege prefeitura de La Plata, na Argentina, diante de pneus que pegam fogo durante protesto contra revisão de cargos públicos (Foto: Telam- Carlos Cermele/AFP)
Segundo Dieguez, o papel do Estado cresceu nos últimos 12 anos, e as províncias executam muitas das políticas públicas associadas a educação, saúde e segurança.
Em comparação a outros países da América Latina, o peso do emprego público na Argentina supera os dos países vizinhos e perde apenas para a Venezuela, de acordo com outro estudo do Cippec.
Há um cenário de relativa informalidade laboral dentro do próprio Estado. É um paradoxo, porque o Estado tem contratados que não têm estabilidade, o que a Constituição prevê claramente "
Gonzalo Dieguez, do Cippec
Irregularidades
Grande parte dos funcionários públicos na Argentina são selecionados por meio de concursos e têm direito a estabilidade. Mas há também aqueles que têm contratos de prestação de serviço por tempo determinado. Segundo o Cippec, cerca de 30% dos servidores argentinos têm esse tipo de contrato.
“Os níveis de precarização contratual no setor público são alarmantes”, diz Luis Campos, do ODS. “Contratos temporários que se renovam por anos, tarefas próprias do setor público que são terceirizadas através de falsas cooperativas de trabalho, locações de serviço para encobrir relações laborais, uso de universidades nacionais como agências virtuais de colocação de trabalhadores. São algumas das práticas que dão conta de situações irregulares”, afirma.

Outras questões importantes, segundo Campos, são a existência de salários muito baixos, que em alguns casos são menores do que o mínimo, e a falta de negociações coletivas das condições de trabalho.
“Isso é um cenário de relativa informalidade laboral dentro do próprio Estado. E é um paradoxo, porque o Estado tem contratados que não têm estabilidade laboral, o que a Constituição argentina prevê muito claramente”, diz Gonzalo, do Cippec. Segundo ele, o aumento dos funcionários com condições de informalidade cresceu 224% entre 2003 e 2015.
Para o especialista, portanto, discutir apenas se há muitos ou poucos funcionários públicos na Argentina não resolve a questão. “A discussão não passa por quanto há de emprego público, mas com qual qualidade”, afirma. “O foco de atenção tem que ser em dois planos: primeiro, como se selecionam os empregados públicos. E, segundo, como se avalia o trabalho e o desempenho deles”, diz.

Impostos pagos por brasileiros chegam a R$ 200 bilhões este ano


No ano passado, o valor foi registrado um dia mais tarde.
2015 fechou com recorde de mais de R$ 2 trilhões.

Do G1, em São Paulo
O valor pago pelos brasileiros neste ano em impostos alcançou R$ 200 bilhões por volta das 7h40 deste domingo (31), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). No ano passado, o mesmo valor foi alcançado um dia mais tarde.
 

A marca de R$ 200 bilhões equivale ao montante pago em impostos, taxas e contribuições no país desde o primeiro dia do ano. O dinheiro é destinado à União, aos estados e aos municípios.
"Nota-se um crescimento nominal em relação à arrecadação do ano passado, embora tenha havido queda em termos reais. Por conta disso, é ainda mais importante que o governo controle seus gastos e defina prioridades em suas despesas, assim como faz o trabalhador, cujo rendimento médio também caiu", destaca Alencar Burti, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo).
Recorde em 2015
No dia 30 de dezembro, foi alcançada pela primeira vez em um ano a marca inédita de R$ 2 trilhões que foram pagos pelos brasileiros em impostos.
O Impostômetro completou uma década no ano passado. O painel eletrônico que calcula a arrecadação em tempo real está instalado na sede da associação, na Rua Boa Vista, região central da capital paulista. Outros municípios instalaram seus próprios painéis, como Florianópolis, Guarulhos, Manaus, Rio de Janeiro e Brasília.
O objetivo da ferramenta é conscientizar o cidadão sobre a alta carga tributária e incentivá-lo a cobrar os governos por serviços públicos de qualidade.
Pelo portal www.impostometro.com.br, é possível descobrir o que dá para os governos fazerem com todo o dinheiro arrecadado. Por exemplo, quantas cestas básicas é possível fornecer, quantos postos de saúde podem ser construídos. No portal também é possível levantar os valores que as populações de cada estado e município brasileiro pagaram em tributos.

O segredo que faz da Alemanha a economia mais sólida do mundo


Sistema que congrega capitalismo, altos salários e grande participação das forças de trabalho nos processos de decisão levou país a sair fortalecido de várias crises.

Marcelo JustoDa BBC
Particularidades da indústria alemã ajudam a explicar sucesso de sua economia (Foto: Kai Pfaffenbach/ Reuters)Particularidades da indústria alemã ajudam a explicar sucesso de sua economia (Foto: Kai Pfaffenbach/ Reuters)
Milagre do pós-guerra, a "economia social de mercado" alemã parece ser inabalável: superou as explosões nos preços do petróleo nos anos 1970 e 1980, o impacto da reunificação nos 1990, a recessão mundial de 2008-2009 e está passando firme pela atual crise que atinge a zona do euro.
Hoje, o país é um dos três maiores exportadores globais, tem o crescimento per capita mais alto do mundo desenvolvido e um índice de desemprego de 6,9%, bem inferior à média da eurozona, de 11,7%.
Segundo o professor Reint Gropp, presidente do Instituto Hall para a Investigação Econômica (IWH), da Alemanha, o modelo germânico se diferencia de forma muito clara do anglo-saxão dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Mas o que faz dele algo tão particular? Quais são os segredos de seu êxito?
"É um sistema baseado na cooperação e no consenso mais do que na competência, e que cobre toda a teia socioeconômica, desde o setor financeiro ao industrial e ao Estado", explicou Gropp à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC.
Cooperação e capitalismo
A chamada "economia social de mercado" teve sua origem na Alemanha Ocidental do pós-guerra, que estava sob o governo democrata-cristão do chanceler Konrad Adenauer, e se manteve, desde então, como uma espécie de política de Estado.
Sebastian Dullien, economista do Conselho Europeu de Relações Exteriores, concorda que o consenso e cooperação estão presentes em todos as camadas da economia.
"No centro estão os sindicatos e os patrões, que coordenam salário e produtividade com o objetivo obter um aumento real dos rendimentos dos funcionários, além de manter os postos de trabalho. A integração é tal que, por lei, os sindicatos estão representados no conselho de administração, participam das decisões estratégicas nas empresas", afirmou.
No sistema financeiro, as cooperativas e os poderosos bancos públicos se encarregam de fazer com que o crédito alcance a todos, não importa o tamanho da empresa ou o quão distante ela fica de um centro econômico.
Essa filosofia permite superar uma das limitações do sistema anglo-saxão, no qual as pequenas e médias empresas, diferentemente das multinacionais, não têm acesso ao mercado de capitais e muitas vezes enfrentam dificuldades para se financiar.
 

"Os bancos públicos têm regras claras. Por exemplo: para favorecer o desenvolvimento local, podem emprestar para empresas de sua área, mas não para as de outras regiões. O governo tem representantes nestes bancos, e eles são fundamentais na tomada de decisões. Um princípio que rege sua política de crédito é a manutenção do emprego", afirma Gropp.
'Mittelstand'
Esse modelo está enraizado na história germânica.
A unificação nacional de 1871, sob Bismark, reuniu 27 territórios governados em sua maioria pela realeza e que haviam crescido rapidamente e de forma autônoma durante a Revolução Industrial.
Dessa semente histórica surgem as Mittelstand (pequenas e médias empresas), que, segundo os especialistas, formam 95% da economia alemã.
Diferentemente do modelo anglo-saxão, centrado na maximização da rentabilidade para os acionistas (objetivo de curto prazo), as Mittelstand são estruturas familiares com planos a longo prazo, forte investimento na capacitação do pessoal, alto sentimento de responsabilidade social e forte regionalismo.
"A Alemanha é especialmente forte em empresas que têm umas 100 ou 200 pessoas. Com uma característica adicional: apesar de seu tamanho, muitas dessas firmas competem no mercado internacional e são exportadoras", explica Dullien.
Exportações
Como consequência, a Alemanha tem figurado entre os três principais exportadores mundiais nas últimas décadas, uma prova da eficácia desse sistema para competir mundialmente com produtos tecnologicamente complexos, feitos por uma força de trabalho altamente qualificada e bem paga.
Enquanto o comércio mundial dominado por multinacionais que representam cerca de 60% de toda a movimentação global, na Alemanha as Mittelstand são responsáveis por 68% das exportações.
O setor automotivo, de maquinário, de eletrônicos e medicamentos estão entre seus pontos fortes.
Mas isso não se deve somente às Mittelstand.
Das 2.000 empresas com maior rendimento em todo o mundo, 53 são alemãs, entre elas marcas de grande tradição, como Bayer, Volkswagen e Siemens.
A recuperação do doente
Sob o peso da reunificação, a Alemanha ganhou nos anos 1990 o apelido nada simpático de "doente da Europa".
Era consenso que um sistema com altos salários e forte participação sindical não poderia sobreviver em um mundo governado por um conceito novo, a "deslocalização".
Aproveitando-se de um mundo mais liberal e do fato de que as novas tecnologias das grandes empresas poderiam mudar de um país para outro em busca de maior rentabilidade, obtida com custos salariais menores, as empresas alemãs começaram a migrar pra outros pontos do mundo.
No entanto, no início deste século um governo social-democrata implementou uma série de reformas, classificadas por seus concorrentes de "neoliberais", para reativar a economia nacional.
O remédio funcionou – a economia voltou a crescer. Mas teve um preço: aumento da pobreza, do subemprego e do "miniemprego".
"O lado positivo é que o sistema mostrou um alto grau de adaptabilidade. Porém, as reformas da seguridade social e do mercado de trabalho aumentaram a pobreza e a desigualdade", avalia Sebastian Dullien.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante discurso sobre a crise de refugiados no Parlamento em Berlim nesta quinta-feira (24) (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)País liderado por Angela Merkel precisa rever algumas regras, diz especialista (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)
Futuro
Os desafios se acumulam. No curto prazo, os problemas na China afetam as exportações. No médio, a taxa de natalidade alemã não é suficiente para manter seu mercado de trabalho.
Mas não se trata unicamente de uma ameaça externa ou de uma bomba-relógio demográfica.
Um estudo do Instituto Hall mostra que, mesmo em uma economia social de mercado, a interdependência de bancos, empresas e governo pode possibilitar situações de interferência política.
De acordo com a pesquisa, os bancos do Estado emprestam consideravelmente mais durante os anos eleitorais.
"Isso requer um modelo de governo melhor, que impeça a interferência política. Acredito que o sistema precisa de mais liberalização, não é possível que um banco estatal de Frankfurt não possa emprestar para outra região", afirma Gropp, presidente do instituto.
"Estamos no meio de uma grande revolução tecnológica e a economia alemã não está respondendo como deveria porque tem uma estrutura rígida demais. O modelo foi excelente, mas é possível que seja anacrônico."
No entanto, pode ser que mais uma vez o sistema alemão lance mão de sua extraordinária flexibilidade para sustentar um modelo que procura aliar capitalismo, altos salários e plena participação da força de trabalho.