sábado, 31 de dezembro de 2016


Panorama para 2017 é de dificuldade e apreensão política e social


Charge do Oliveira, reproduzida do Diário Gaúcho
Pedro Coutto
O pronunciamento do presidente Michel Temer – reportagem de Junia Gama, Isabel Braga, Eduardo Bressiani e Bárbara Nascimento, O Globo, edição de sexta-feira – não foi dos mais otimistas para a população brasileira ao longo do ano de 2017 que chega à alvorada. Principalmente porque a previsão é que o mercado de emprego comece a se recuperar a partir do segundo semestre somente após ocorrer na primeira etapa um acréscimo do número de desempregados. É claro que medidas econômicas não podem surtir efeito imediato, mas é preciso levar em conta que os desempregados não podem esperar. Afinal de contas como poderão viver e chegar ao mercado mínimo de consumo? Este fato, sem dúvida, carrega a atmosfera de pessimismo.
Será dentro desta atmosfera e desse contexto que vão ser debatidas as reformas da Previdência Social da Lei Trabalhista e também a alteração do sistema tributário. Serão lutas difíceis que pelos seus efeitos traumáticos exigiriam uma atmosfera mais amena. Ao contrário. A atmosfera está sobrecarregada pelos temores de uma crise social.
A verdade é que o desenvolvimento só pode retornar com uma política de incentivo ao consumo e à produção. O que não se percebe no projeto do governo. Me refiro ao projeto global voltado para o país que é formado, acima de tudo por 204 milhões de habitantes que enfrentam as dificuldades do dia a dia e ainda por cima, como se está vendo claramente, não podem contar com os serviços básicos para os quais contribuem com descontos em seus salários e seu trabalho.
MAIOR EXEMPLO – O estado do Rio de Janeiro é um dos exemplos mais fortes desses obstáculos, como se observa continuamente nos meios de comunicação. A reforma tributária só pode estar voltada, é claro, para aumentar a receita. Mas para aumentar a receita, antes de mais nada, impõe-se a cobrança de dívidas acumuladas ao longo do tempo. Sobretudo porque fala-se em cortar despesas, embora o governo tenha liberado recursos para as emendas parlamentares. Mas não se fala em aumento de receita, quando este é o fator mais importante sobretudo porque permanentes.
Cortes sem analisar seu conteúdo, não podem ser praticados continuamente, uma vez que os salários de forma alguma podem desaparecer do cenário econômico e social. O que precisa desaparecer do cenário econômico e social é a corrupção que devastou o Brasil na última década. Quanto à sua esterilização o presidente Michel Temer, infelizmente não fez qualquer referência.
MAIS DELAÇÕES – Ao lado dos projetos de reforma previdenciária e trabalhista prosseguirá a avalanche das delações da Odebrecht agora em dimensão até maior conforme, destaca a revista Veja que está nas bancas. Será difícil que deputados e senadores atingidos pelas delações possam votar pela aprovação de cortes de direitos sociais.
Enfim, este é o panorama que hoje se desenha para o ano que começa, reflexo da tempestade chamada LavaJato que desabou em 2016. As soluções para todos esses dilemas não serão fáceis. Pelo contrário, dificílimas.
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Nos EUA já se sabe quem foi corrompido no Brasil pela Braskem/Odebrecht


Unidade de Paulínea (a 117 km de São Paulo), citada em documento da Justiça americana
Subornos garantiram 100% das ações da petroquímica
Rubens Valente
Um documento produzido pela SEC, órgão do governo americano que regula o mercado de ações dos EUA, afirma que a petroquímica brasileira Braskem pagou propina de US$ 4,3 milhões (ou R$ 14 milhões, ao câmbio desta sexta-feira, 30) para “um congressista brasileiro” e um funcionário da Petrobras que ocupava cargo de chefia. O objetivo era garantir uma parceria comercial da empresa, braço petroquímico do grupo Odebrecht, com a Petrobras para a construção de uma unidade de produção de polipropileno em Paulínia, no interior de São Paulo.
De acordo com a SEC, esse pagamento foi decidido depois de 2006, quando executivos da Braskem manifestaram receio de que a Petrobras pudesse não dar seguimento ao acordo.
Os desembolsos, segundo a SEC, acabaram “descaracterizados” pela Braskem em seus registros contábeis como “pagamentos de comissões” e “consolidados nas declarações financeiras como custos ou despesas de negócios legítimos”.
FICOM COM 100% -A unidade de Paulínia foi inaugurada em 2008 ao custo de R$ 700 milhões. A Braskem anunciou que “originalmente” teria 60% de participação no novo empreendimento, a Petroquímica Paulínia, enquanto a Petrobras ficaria com 40%.
No entanto, segundo a empresa, um acordo assinado em novembro de 2007 “consolidou a parceria estratégica entre as companhias”, permitindo que a Braskem passasse a ter 100% do controle do capital da unidade de Paulínia, enquanto a Petrobras viesse a deter 25% do capital da Braskem.
A Petrobras também se comprometeu a investir US$ 450 milhões em duas unidades de propeno para suprir a matéria-prima necessária para o projeto de Paulínia.
NA JUSTIÇA DOS EUA – O documento da SEC, assinado pelo chefe assistente David S. Johnson, foi entregue à Justiça de Washington no último dia 21 em uma ação civil movida pelo órgão contra a petroquímica. A empresa tem ações listadas na Bolsa de Nova York e, por isso, se submete à fiscalização.
As informações têm como origem o acordo de leniência fechado naquele mesmo dia pela Odebrecht com Brasil, EUA e Suíça, no qual os empreiteiros reconheceram ter cometido diversos crimes e irregularidades.
O pagamento de Paulínia foi citado no documento produzido pelo Departamento de Justiça americano que veio a público no dia 21, mas sem a identificação do projeto e do nome da cidade paulistana.
OUTROS CASOS – A SEC concluiu que a Braskem violou três artigos da lei que regula o mercado de ações dos EUA, como ter “falhado no ato de fazer e manter livros, registros e contas que, com razoável detalhe, precisão e correção refletissem suas transações e bens”.
De acordo com a SEC, de 2006 a 2014 a Braskem “pagou propinas” totais de US$ 250 milhões a “partidos políticos e funcionários do governo do Brasil”, incluindo “senadores e representantes do Congresso brasileiro e ao menos dois importantes partidos políticos”.
Em petição no processo, os advogados da Braskem confirmaram que a empresa “irá admitir que de 2006 a 2014 pagou propinas a autoridades do governo brasileiro a fim de obter e manter negócios” e que pagará à SEC, até 30 de janeiro de 2018, um total de US$ 325 milhões correspondentes “aos lucros alcançados como resultado das condutas” que foram denunciadas no processo.
Além de Paulínia, o órgão americano citou os pagamentos de US$ 20 milhões em 2009 por um acordo com a Petrobras para fornecimento de nafta, US$ 1,74 milhão em outubro de 2013 para “consultores” pela aprovação de uma lei que garantiria vantagens em impostos e mais US$ 29 milhões a partir de 2006 para um partido “usar sua influência” a fim de assegurar impostos mais baixos.
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Sete países da América Latina também passam a investigar propinas da Odebrecht


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As grandes obras no exterior foram financiadas pelo BNDES
André Richter
Agência Brasil
Pelo menos sete países da América Latina anunciaram investigações sobre pagamento de propinas por executivos da empreiteira brasileira Odebrecht, em troca de vantagens em contratos públicos – Peru, Equador, Colômbia, Argentina, Venezuela, Pananá e México. As medidas foram tomadas em reação à divulgação de documentos nos quais o Departamento do Estado dos Estados Unidos confirmou que a Odebrecht pagou mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,3 bilhões, em propina a funcionários de governos em 12 países.
As informações foram divulgadas após a confirmação de que a empreiteira assinou acordo de leniência com autoridades dos Estados Unidos, Suíça e do Brasil simultaneamente.
PERU – Diante das novas denúncias, a procuradoria do Peru decidiu reabrir uma investigação na qual o atual presidente Pedro Pablo Kuczynski, é acusado de favorecer a Odebrecht em uma concessão pública durante o período em que ocupou cargo no Conselho de Ministros.
Kuczynski negou ter recebido dinheiro quando comandava o Conselho de Ministros no governo do ex-presidente Alejandro Toledo, que ocupou o cargo entre 2001-2006. Kuczynski disse que apóia a investigação sobre as denúncias. “Eu posso garantir que não recebi nada, nem sei de nada. Obviamente, deve-se investigar tudo isso e sou a favor de uma profunda investigação”, disse.
EQUADOR – O governo do Equador anunciou que pediu ao Ministério Público que investigue supostos pagamentos de propina pela Odebrecht no país. Uma das principais obras feitas pela empreiteira foi a construção do metrô da capital, Quito.
Em 2008, o atual presidente, Rafael Correa, expulsou a Odebrecht do país sob a alegação de que houve irregularidades da usina hidrelétrica de San Francisco, financiada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
COLÔMBIA – Por meio do secretário de Transparência da Presidência da República, Camilo Enciso, a Colômbia anunciou que vai cancelar todos os contratos nos quais ficar comprovada que a Odebrecht pagou propina.
“No momento em que for demonstrado de maneira clara que houve pagamento de subornos, o estado colombiano não duvidará de nenhuma maneira em tomar as decisões necessárias para terminar de maneira unilateral seus contratos e para evitar que a Odebrecht continue tendo negócios no país”, disse Enciso.
Argentina – O órgão responsável pelo combate à corrupção na Argentina informou que pediu informações à força-tarefa de investigadores da Lava Jato para obter informações mais detalhadas sobre as denúncias de que US$ 35 milhões foram pagos em propina para funcionários públicos entre 2007 e 2015, fato que teria ocorrido durante o governo da ex-presidente Cristina Kirchner.
VENEZUELA – Parlamentares oposicionistas ao governo do presidente venezuelano Nícolas Maduro afirmam que vão investigar as denúncias por meio da Comissão de Controladoria do Parlamento.
As suspeitas são sobre supostos pagamentos de propina a funcionário do governo de Maduro e do ex-presidente Hugo Chavez.
PANAMÁ – O governo do Panamá prometeu processar e punir integrantes do governo, que teriam recebido mais US$ 59 milhões em propina.
O Ministério Público local informou que pedirá informações aos Estados Unidos sobre o caso.
MÉXICO – O governo mexicano e a Pemex, estatal petrolífera, informaram que abriram investigação para apurar o suposto pagamento de aproximadamente US$ 10 milhões para que a Odebrecht fosse beneficiada em contratos da estatal.
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Para os desempregados, 2017 será apenas mais um Feliz Ano Velho


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Charge do Bruno (chargesbruno.blogspot.com)
Raquel Landim
Folha
O gráfico acima é a melhor ilustração da tragédia vivida pela economia brasileira nos últimos dois anos. A curva mostra a aguda e constante deterioração do mercado de trabalho. A taxa de desemprego medida pelo IBGE subiu de 6,5% no fim de 2014 para os atuais 11,9%. Transformando em números, a quantidade de brasileiros desempregados saiu de 6,5 milhões de pessoas para 12,1 milhões, ou seja, praticamente dobrou.
É um exército de pedreiros, faxineiros, enfermeiros, motoristas, engenheiros, dentistas, jornalistas etc —o equivalente a toda a população da cidade de São Paulo, a oitava mais populosa do mundo— sem trabalho e sem renda.
No fim de 2014, a crise já estava instalada, mas demorou a atingir o mercado de trabalho. As empresas esperam até o último momento para dispensar colaboradores, porque o custo de contratar, treinar e demitir é muito alto.
APÓS AS ELEIÇÕES – Como mostra o gráfico, esse momento chegou após as mais recentes eleições presidenciais. Quando a ex-presidente Dilma se reelegeu e ficou claro que a política econômica seria mantida, as empresas desistiram e começaram a demitir.
Desde então, Dilma sofreu um impeachment e uma nova equipe econômica vem tentando mudar os rumos da política fiscal. Mas a recuperação da economia não vem e a curva de desemprego teima em não ceder. Por quê?
O motivo mais concreto é a alta capacidade ociosa das empresas. Muitos setores investiram pesadamente para atender a uma demanda que se revelou apenas uma bolha, provocada por estímulos fiscais —o setor automotivo é o exemplo mais contundente.
ESTOQUES ALTOS – As empresas estão com estoques altos, turnos de trabalho reduzidos e máquinas paradas. Nessa conjuntura, não pensam em investir ou contratar e só o farão quando a retomada da economia for sólida, o que ainda não dá sinais concretos de ocorrer.
Com o governo Temer acuado pelas revelações da Lava Jato, ninguém sabe se o ajuste fiscal será mantido até trazer os efeitos desejados. Na média, os analistas esperam um crescimento de 0,5% do PIB no ano que começa no próximo domingo.
Em novembro, os dados mostram que a população teve algum alívio, porque o rendimento real parou de cair em relação a outubro, por conta da significativa queda da inflação, que deixou de corroer o poder de compra. Mas as notícias boas param por aí.
FELIZ ANO VELHO – As previsões para o mercado de trabalho estão longe de significar um “Feliz Ano Novo”. O presidente Michel Temer prevê uma recuperação no segundo semestre de 2017, mas pode estar sendo otimista. O especialistas dizem que já vão comemorar se o desemprego parar de subir e ficar tudo igual no ano que vem.
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Grupo internacional se especializou em recuperar bens desviados pela corrupção


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Investigação achou contas de Maluf nas Ilhas Jersey
Deu em O Tempo
A divulgação dos documentos conhecidos como “Panama Papers” e as investigações da operação Lava Jato sobre o escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca em 2016 escancararam a atuação de advogados que criam empresas sediadas em paraísos fiscais, as offshores, com o objetivo de ocultar dinheiro sujo desviado. Mas há um grupo de advogados que atua exatamente do outro lado desse balcão. Em 2004, a Câmara de Comércio Internacional organizou uma rede de profissionais de diferentes escritórios para atender vítimas de fraudes, corrupção e crimes comerciais, a FraudNet.
Além das tradicionais medidas judiciais, os advogados montam times investigativos para descobrir onde estão os ativos tirados ilegalmente de entes públicos e privados. Hoje o grupo conta com 76 membros distribuídos em diferentes escritórios de advocacia de 66 países.
CASO MALUF – Advogados da FraudNet já trabalharam para clientes brasileiros em casos de grande repercussão. O mais famoso deles foi o processo na Corte da Ilha de Jersey iniciado em 2009 contra duas empresas offshore – Kildare e Durant – cujo controle foi atribuído ao ex-prefeito e atual deputado federal Paulo Maluf (PP-SP).
A Procuradoria Geral do Município de São Paulo contratou advogados da rede que atuam em Jersey, que acusaram as companhias de receberem dinheiro desviado por Maluf na gestão dele à frente da Prefeitura de São Paulo, que foi de 1993 a 1996. O desvio teria se dado principalmente a partir de grandes obras viárias como a Avenida Águas Espraiadas.
Com base em provas fornecidas pelo Ministério Público paulista, a Justiça da ilha reconheceu o vínculo de Paulo Maluf com as empresas e as condenou a devolverem US$ 32 milhões aos cofres públicos brasileiros. Maluf sempre negou ter cometido qualquer crime ligado às duas companhias. A investigação também citava o nome do filho do ex-prefeito Flávio Maluf.
JUIZ LALAU – Membros da FraudNet também foram contratados pela administração pública no caso dos desvios nas obras de construção do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, que levou à condenação do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau. Na esfera privada, a rede atuou no caso do Banco Santos, do banqueiro Edemar Cid Ferreira, que teve falência decretada em 2005 e deixou um rombo de R$ 3,6 bilhões, assim como no caso Petroforte, da terceira maior distribuidora brasileira de petróleo, que faliu em 2003 com mais de R$ 1 bilhão em débito.
No Brasil, os representantes da FraudNet são o advogado João Accioly, da Advocacia Sobrosa & Accioly, do Rio de Janeiro; Antenor Madruga (Brasília), do escritório Feldens Madruga, de Brasília; e Henrique Forssell, do Krikor Kaysserlian Duarte e Forssell Advogados Associados, com escritório em São Paulo.
SEM RECURSOS – Último brasileiro a ser convidado a integrar a FraudNet, Accioly diz que os custos para contratar os serviços de profissionais da rede em casos de grandes fraudes são de, em média, US$ 5 milhões (cerca de R$ 16,4 milhões).
O advogado reconhece que muitas vezes as vítimas não têm recursos suficientes para bancar a contratação de membros da FraudNet. Ele aponta, porém, que surgiram no mercado fundos de investimento que patrocinam as empreitadas para recuperar ativos, em troca de uma grande fatia do bolo em caso de sucesso.
“O crescimento do ‘litigation funding’ (financiamento para adoção de medidas judiciais) tem permitido o acesso a uma Justiça efetiva a quem em outras épocas estaria privado pelos próprios fraudadores dos recursos necessários para se defender”.
MAPA DA MINA – Ao detalhar à reportagem a sua atuação, o advogado João Accioly, um dos brasileiros que constam do rol de profissionais que atuam na FraudNet, conta que certa vez tomou conhecimento sobre um documento elaborado por um fraudador que seria uma espécie de “mapa da mina” para seus clientes.
Logo em seguida, ele deu início a uma pesquisa para saber quais os locais de trabalho que o tal fraudador havia ocupado nos últimos anos – e descobriu que em um deles havia um cofre. Então, João Accioly pediu autorização ao inquilino à época e, após examinar o cofre, encontrou o documento.
Muitas vezes, o trabalho inclui também a contratação de investigadores para fazer campanas e seguir pessoas cuja movimentação pode revelar os locais onde estão os valores desviados por meio das fraudes.
CAMINHO DAS PEDRAS – Segundo Accioly, quando um fraudador entra em um carro de luxo, um iate ou uma mansão, por exemplo, ele pode estar indicando o “caminho das pedras” para o sucesso da FraudNet.
Em 2013, a FraudNet foi uma das organizadores do Seminário sobre Fraude Internacional, Recuperação de Ativos e Cooperação Transnacional de Insolvência, que reuniu, em São Paulo, profissionais de mais de 40 países. À época, foram apresentados dados estarrecedores.
Segundo a FraudNet, a corrupção prejudica os fluxos financeiros globais em cerca de US$ 3,5 trilhões por ano. Mais de 43% das empresas reportam às autoridades pelo menos um significativo crime econômico internacional por ano e suas perdas estimadas vêm aumentando significativamente.
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À luz do Direito Internacional, a situação da mulher do embaixador assassinado


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É preciso saber se Françoise se naturalizou grega
Jorge Béja
Comprovada a participação desta mulher, Françoise Amiridis, no assassinato do marido, o embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, ela acabou com a vida do esposo, causou grave e indelével trauma na pequena filha de 11 anos de idade, além de deixá-la órfã, destruiu a vida dela própria, de sua família e da família de seu marido. Quanta desgraça junta! O que essa gente tem na cabeça? Se vê que François descende de família simples, de vida modesta, que não nasceu em berço rico. Alçada à condição de embaixatriz da Grécia, país que a humanidade reverencia, não soube se conduzir à altura da nobreza da privilegiada posição social.
Mas passemos a um breve raciocínio jurídico que, certamente, tenha levado o juiz a retardar a decretação da sua prisão, que demorou mas saiu ainda ontem à noite. Tudo indica que o juiz, surpreendido com o inusitado e fora do cotidiano, se viu obrigado a ir aos livros de Direito Internacional.
A CONVENÇÃO DE VIENA – Françoise é casada com embaixador de país estrangeiro e acreditado no Brasil. Pela Convenção de Viena Sobre Relações Diplomáticas, assinada em 18 de abril de 1961, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 103, de 1964 e ratificada em 23 de fevereiro de 1965 e promulgada pelo Decreto nº 56.435, de 8 de junho de 1965, as mesmas imunidades que desfruta o embaixador (que não são poucas), desfrutam os membros de sua família:
Artigo 37, § 1º – Os membros da família de um agente diplomático que com ele vivam gozarão dos privilégios e imunidades mencionados nos artigos 29 a 36, desde que não sejam nacionais do Estado acreditado“.
Isto é, da mesma maneira que o embaixador goza da imunidade de jurisdição penal no Estado acreditado, sua esposa também da mesma imunidade desfruta. O diferencial está na parte final do artigo 37, § 1º, ao excepcionar o familiar nacional do Estado acreditado, que é o caso de Françoise. Ela é brasileira, de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, onde o crime aconteceu.
Nesse caso, Françoise, se confirmada sua participação no assassinato do marido, responde pelo crime perante a Justiça brasileira.
SEM IMUNIDADE – No Brasil, país em que nasceu e que a Convenção denomina de “Estado acreditado”, madame Françoise nunca desfrutou de imunidade e privilégio algum, face à sua condição de esposa brasileira de agente diplomático estrangeiro aqui acreditado. Sendo assim, sua prisão foi acertadamente decretada, e a ex-embaixatriz, que das alturas mergulhou no fundo do poço da destruição humana, se submete às leis penais brasileiras.
Por outro giro, é preciso saber se dona Françoise, ao se casar com agente diplomático grego, se tanto e ipso facto deu-lhe a nacionalidade grega. Ou se ela ostenta outra nacionalidade, mesmo não sendo a grega, em prejuízo da nacionalidade brasileira. Ou, ainda, se dona Françoise, por vontade própria, se naturalizou grega, com a consequente perda da nacionalidade brasileira. Aí o quadro muda de figura.
NATURALIZAÇÃO – Se deixou de ser brasileira e assumiu a nacionalidade grega ou mesmo outra nacionalidade, então desconhecida, dona Françoise não se enquadra mais naquela parte final do parágrafo primeiro do artigo 37 da referida Convenção. Portanto, os benefícios da imunidade da jurisdição penal que amparavam seu marido, a amparam também. Nesse caso, sua prisão não é legal. Ela tem o direito de ser posta em liberdade para voltar à Grécia e ser processada e julgada pelas leis gregas. Ou mediante expulsão do governo brasileiro, ou por extradição, a pedido do governo da Grécia.
Ainda se dona Françoise tiver nacionalidade grega (ou outra qualquer diversa da brasileira) e gozar do benefício de matar ou mandar matar alguém em Nova Iguaçu, sem que nada lhe aconteça no Brasil, o governo da Grécia poderá renunciar à imunidade de jurisdição que, por beneficiar o marido assassinado, também contempla dona Françoise. Este é um ato de soberania do Estado ao qual dona Françoise não pode se opor, contestar ou impedir que se concretize. E nesse caso, a mulher do Embaixador Kyriakos Amiridis passa a responder pelo crime perante a Justiça brasileira. Diz o artigo 32, parágrafos 1º e 2º:
“O Estado acreditante pode renunciar à imunidade de jurisdição dos seus agentes diplomáticos e das pessoas que gozam de imunidade nos termos do artigo 37. A renúncia será sempre expressa“. Isto é, a Convenção exige que seja renúncia por escrito.
EM SÍNTESE – se dona Françoise participou mesmo, de uma forma ou de outra, da morte do marido e ela é brasileira, responde ao processo criminal no Brasil, segundo a lei brasileira e no Brasil cumprirá a pena; se deixou de ser brasileira, seja por força e consequência do casamento com o agente diplomático estrangeiro, seja por ter adquirido outra nacionalidade (que não precisa, obrigatoriamente, ser a nacionalidade grega), dona Françoise conserva as imunidades previstas na Convenção de Viena. Nesse caso ela deve ser posta em liberdade e ser mandada de volta à Grécia, por ato unilateral do governo brasileiro ou em atendimento a um pedido de extradição vindo da Grécia.
Ainda na condição de grega, dona Françoise deve permanecer no Brasil para responder pelo crime que lhe é imputado, caso o governo da Grécia expressamente renuncie à imunidade de jurisdição em desfavor desta senhora. Tudo isso causa extrema tristeza. E se pode constatar a quem ponto chega a crueldade humana. É uma pergunta curta, simples, mas profunda: Por quê? E qualquer que seja a resposta, ela nunca convencerá.
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Temer precisa fazer reforma ministerial, mas não tem forças para executá-la


A única mudança no Planalto é a tintura que Temer agora usa  
Catarina Alencastro
O Globo
O presidente Michel Temer não quis confirmar se pretende fazer uma reforma ministerial no ano que vem. Após fazer um longo balanço à imprensa sobre as ações de seu governo, ele foi perguntado sobre o assunto, mas mostrou-se evasivo: “Vamos esperar o ano que vem” – despistou.
Desde a saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, no mês passado, ele ensaia mexer em outros nomes na Esplanada, para reacomodar a base aliada. Para o lugar de Geddel, sexto ministro de Temer a cair, já teria sido convidado o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA).
Seu nome, no entanto, ainda não foi confirmado porque o governo teme ver o movimento interpretado como interferência direta do Planalto na disputa pela presidência da Câmara, já que Imbassahy pretendia concorrer com outros nomes do Centrão e com o atual presidente, Rodrigo Maia, que quer se reeleger e para isso conta com o apoio velado do governo.
SEM CRISES – Na fala de 25 minutos, Temer não mencionou as crises por que passou sua administração, como as menções a ele próprio e a ministros próximos em delações premiadas da Odebrecht. Nesse pronunciamento, o presidente agradeceu o trabalho do Legislativo, repetiu que o apoio da base é “importantíssimo” para levar à frente as reformas desejadas pelo governo e destacou que conseguiu aprovar neste fim de ano a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e todas as emendas individuais, de bancada e ainda quitar os restos a pagar desde 2007.
“Nós temos tido no Congresso 88% de fidelidade da base governista, algo importantíssimo para levar adiante todas as reformas. O fato de termos aprovado a LDO ainda neste exercício para vigorar no ano que vem, há muito tempo não tínhamos essa espécie de aprovação. Outro fato inédito foi o pagamento de todas as emendas individuais e também as emendas de bancada neste ano. Pagamos também os restos a pagar que datam de 2007, foram todos quitados neste ano” – afirmou.
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Lembrando Darcy Ribeiro e sua maneira muito especial de acreditar em Deus


Resultado de imagem para darcy ribeiro no roda vivaCarmen Lins
Em um programa da série “Roda Viva”, o jornalista Fernando de Barros e Silva pergunta a Darcy Ribeiro: “O senhor acredita em Deus?” E Darcy respondeu:
“É claro. Seria uma soberba, uma prepotência não acreditar. Eu posso lhe dizer que não posso provar que Deus existe, posso lhe dizer que Deus está com dívida comigo, tem que me acender de fé, mas veementemente. É claro que eu sou um ser ético. E ser ético é um ser que luta pelas coisas, por causas impessoais, e claro que tem uma atitude diante de uma divindade, que eu não posso afirmar que não existe, que não posso provar que existe, mas é claro, essa é minha atitude de profundo respeito. E, por exemplo, inclusive tem a parte sentimental. Eu fui à minha cidade Montes Claros, Minas Gerais. Há um mês morreu a minha mãe, mestra Fininha, com noventa e tantos anos, a mulher que mais alfabetizou crianças – a rua principal tem o nome dela. Então fui lá para a morte da minha mãe. Fiquei lá, uma tristeza terrível. Você ver mãe morta é uma trombada terrível. Tava lá, a minha mãe parece que diminuiu – eu não a via ha muito tempo. Eu fiquei sentido. Então comecei a fazer o que eu fazia quando ela estava viva, pedir a benção: “Bença, mãe”. E ela me abençoava dizendo: “Deus te abençoe, meu filho, que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro o proteja”. Eu quase que ouvia ela dizendo. Eu fiquei muito sentido, muito emocionado. E nessa emoção as mulheres estavam rezando, tinham uma amigas dela, velhas, todas rezando. E uma disse: “Não reza, vamos cantar”. E eu comecei a cantar:”No céu, no céu, com minha mãe estarei…” que é uma cantiga de procissão. Quer dizer,esse catolicismo nosso está impregnado no fundo de nós. Esse sentimento muito sério, muito profundo, ainda que você não seja um militante religioso, você está impregnado disso.”
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Novas delações da Odebrecht ampliam investigações em sete Estados


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Charge do duke (dukechargista.com.br)
Deu em O Tempo
(Agência Estado)
Quase três anos após o início da operação Lava Jato, policiais federais e procuradores da República envolvidos nas investigações preveem desdobramentos em ao menos mais sete Estados em 2017. A conta leva em consideração as suspeitas sobre obras e desvios de dinheiro público que surgiram até agora.
Após o desmembramento do processo imposto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o compartilhamento de informações com o Ministério Público de outros Estados, operações “filhotes” da Lava Jato já foram deflagradas em São Paulo, Rio, Goiás, Pernambuco, Rondônia e no Distrito Federal. A expectativa da força-tarefa é de que, com a delação de executivos da Odebrecht, o número de operações até dobre.
Apenas nos documentos apreendidos na 35.ª fase da Lava Jato, a Omertà, os investigadores encontraram e-mails e pedidos de pagamento via Setor de Operações Estruturadas, batizado como “departamento de propinas”, atrelados a 27 projetos espalhados em 11 Estados – RJ, SP, BA, RS, PE, RN, PR, CE, PI, ES e GO. São obras que vão desde a expansão do metrô em São Paulo e no Rio aos estádios da Copa em Pernambuco, Rio e Bahia.
DELATORES – A colaboração da empreiteira baiana, alvo de ao menos quatro fases da operação em 2016, também vai dobrar o número de delatores. Segundo o Ministério Público Federal, até agora eram 71 pessoas signatárias de acordos. Com a Odebrecht, a investigação ganhará mais 77 delatores, que já se comprometeram a entregar pagamentos indevidos em cerca de 100 projetos espalhados pelo Brasil e outros 13 países.
Além de inquéritos nos locais onde as obras foram realizadas, investigadores esperam uma espécie de “efeito colateral” da delação da Odebrecht em outras empreiteiras. Advogados já foram avisados de que ao menos a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez terão seus acordos revistos para inclusão de novos fatos narrados pelos executivos da empreiteira baiana.
Ao recall nos acordos somam-se ainda as novas potenciais delações. Só de empreiteiras, estão na fila da Procuradoria-Geral da República a Mendes Júnior, a Delta Engenharia, a EIT Engenharia, a Galvão Engenharia e a OAS.
NOVO RECORDE – Com essa convergência de fatores, a expectativa dos investigadores da Lava Jato é de que em 2017 os números de operações batam novo recorde, a exemplo do que ocorreu em 2016, quando foram realizadas 17 ações e 20 denúncias foram oferecidas
Fora de Curitiba, foi no Rio onde as investigações mais avançaram neste ano. Após receber material oriundo da 16.ª fase da Lava Jato, o juiz Marcelo Bretas autorizou três outras operações – Irmandade, Pripyat e Calicute. Esta última foi a primeira ação conjunta entre a força-tarefa de Curitiba e outro núcleo de investigação. O resultado foi, além do avanço das apurações sobre desvios na Eletronuclear, a prisão do ex-governador Sérgio Cabral, de sua mulher, Adriana Ancelmo, e dos seus principais auxiliares da época que comandou o Palácio da Guanabara.
Em São Paulo, a Lava Jato resultou na Operação Custo Brasil, que investiu contra um suposto esquema de pagamento de propina e fraudes em contratos no Ministério do Planejamento. No Distrito Federal, a Operação Janus investiga pessoas ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e levou coercitivamente para depor Taiguara dos Santos, sobrinho da ex-mulher de Lula.
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Papa Francisco ganha camisa da Chapecoense de presente


O papa Francisco ganhou de presente uma camisa da Chapecoense com o número 71, que faz referência à quantidade de mortos no desastre aéreo com o avião da equipe catarinense na Colômbia.
O uniforme foi entregue no último dia 25 de dezembro, após a bênção de Natal do Pontífice, pela redação brasileira da "Rádio Vaticano". Segundo a emissora, o Papa comentou que a tragédia foi um "evento muito triste".
Logo após o acidente, Francisco enviou uma mensagem à diocese colombiana de Sonsón Rionegro lamentando a tragédia.
Já no dia 30 de novembro, ele dedicou uma mensagem ao Brasil durante sua audiência geral por conta do desastre aéreo.
Papa recebe a camisa 71 da Chapecoense
Papa recebe a camisa 71 da Chapecoense
Por fim, Jorge Bergoglio mandou um recado para ser lido durante o velório coletivo realizado na Arena Condá, em Chapecó, no dia 3 de dezembro.

Previsões 2017:

 Sacerdote de Brasília confirma ano de Oxum, Oxalá e Obaluaê, com grandes paixões

Bàbálawo Ifákunle Awofemi Ologboni alerta para retorno alarmante da contaminação por HIV


O Jornal do Brasil convidou pelo segundo ano consecutivo o sacerdote OluwoIfakunleAwofemiOlogboniAjagunmole para fazer as previsões do ano para o Brasil e o mundo. Leia abaixo suas revelações.
OdituraOdu transitório de 2017: Renascimento que conduz a visão mística, mudança arbitraria que conduz a auto ilusão.
Orisas regentes de 2017: Osun(Oxum) , Obatala(Oxala)e Obaluawe(Obaluaê)
2017 será um ano de grandes dúvidas, mas também um ano de esperança, no qual as expectativas darão vazão à possibilidade de crescimento pessoal e realizações.
Amor e Relacionamentos: Ano de intensidade sentimental, propício para as paixões, amores e o estabelecimento de relacionamentos amorosos. Contudo, também há presença do ciúme e a indicação de que as novas e constantes paixões propiciem a troca de parceiros.
luwoIfakunleAwofemiOlogboniAjagunmole diz que será um ano muito fértil para novas amizades
luwoIfakunleAwofemiOlogboniAjagunmole diz que será um ano muito fértil para novas amizades
Também, será um ano muito fértil para novas amizades.
Política: A instabilidade política se mostra como característica deste ano, que trará novas descobertas, escândalos na mídia e indignação da sociedade que deixarão o povo brasileiro desacreditado.
Será um ano de sensações dúbias, oscilando entre o forte ceticismo com as instituições públicas e a esperança no surgimento de novas personalidades capazes de melhorar o quadro brasileiro.
Estados Unidos: Muitas dúvidas e insegurança pelo mundo, mas também do próprio povo americano em relação às direções do novo governo. Haverá novos conflitos e guerras nas ruas. O Povo Americano estará muito preocupado com sua política.
Economia: Existência de dificuldades e obstáculos que impedirão o crescimento da economia.
Saúde: retorno alarmante da contaminação por HIV-Aids, especialmente entre os jovens.
O Câncer será uma preocupação mais comum nas famílias e os Governos precisarão investir em campanhas de prevenção de larga escala.
Vitórias: embora traga turbulências, 2017 traz a energia da esperança e há possibilidade de que o mundo vivencie milagres capazes de transformar para melhor a qualidade de vida das pessoas.
Esporte: O futebol Brasileiro voltará a ganhar respeito mundial.
Tragédia Ambiental: Muita seca, escassez de recursos e grandes desastres. O Governo e o povo brasileiro precisarão estar atentos aos sinais do meio ambiente e adotar medidas preventivas. A participação das pessoas será importante neste quesito.
Violência: aumento da violência pelo país. As pessoas devem ficar atentas aos roubos.
As pessoas mais desamparadas estarão mais vulneráveis em relação à sua qualidade de vida, aumento da injustiça social
Terrorismo: Muita discordância entre as autoridades responsáveis sobre o estabelecimento de ações reais de prevenção e combate ao terrorismo. Haverá mais discussão do que efetividade nas ações.
A Europa sofrerá com novos atentados.
Intolerância Religiosa: Infelizmente, ainda será um ano de intolerância religiosa e desrespeito entre as religiões. Com o crescimento da diversidade religiosa no Brasil e da auto-valorização por parte de cada grupo em relação à sua fé, será necessário estar sempre atento ao egoísmo, a cobiça e o exclusivismo para que os conflitos não aconteçam.

Sacerdote: Oluwo Ifakunle Awofemi Ologboni
Templo: Ilésìn Ifá Ajagunmole Odara
Tel: 61.97401-1957
E-mail:awofemi@outlook.com

‘Quentinha’ e pão com manteiga: esse é o menu de réveillon dos presos na 'Lava Jato'


Com a esposa, Eduardo Cunha chegou a gastar US$ 2,5 mil em jantar em Paris
Com a esposa, Eduardo Cunha chegou a gastar US$ 2,5 mil em jantar em Paris
Diferentemente do glamour, vinhos caros, refeições elaborados por chefs renomados de tempos atrás, os maiores empresários do país e personalidades do mundo político presos na operação “Lava Jato” passarão a virada do ano sozinhos, atrás das grades.
Nas celas da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, não terão direito a peru, caviar, castanhas, nozes ou champanhe. O menu será composto por arroz, feijão, macarrão ou batata, salada ou legumes e um tipo de carne. Para beber, água à vontade e suco industrializado.
No dia seguinte, o café da manhã será servido no horário habitual. Nada de brioche, croissant, queijo brie ou presunto de parma. A primeira refeição do ano será pão com manteiga e café com leite.
As informações foram repassadas ao Hoje em Dia pela PF na capital paranaense. O pacote de alimentação diário, que inclui o desjejum e duas marmitas – almoço e jantar – custa R$ 22,58, por detento.
Entre os nove presos pela “Lava Jato” na carceragem da PF está o maior empreiteiro da América Latina, Marcelo Odebrecht, 48 anos, dono da Odebrecht. Desde que foi levado para a prisão, em 19 junho de 2015, ele consumiu o equivalente a R$ 12.644 em “quentinhas” e lanche matinal.
O herdeiro-prodígio teve a trajetória interrompida pelo maior escândalo de corrupção do país e chegou a ser condenado a mais de 19 anos de prisão. No entanto, com o acordo de delação premiada, deve sair da cadeia no final de 2017, quando passará a usar tornozeleira eletrônica. Até lá, o grupo empresarial terá devolvido aos cofres públicos R$ 6,8 bilhões.
Fazem companhia a Marcelo o ex-deputado Pedro Corrêa, o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu, o empreiteiro Léo Pinheiro, o ex-secretário de governo de Sérgio Cabral, Wilson Carlos, e os empresários Adir Assad e Flávio Macedo.
A chegada do ano novo também não vai mudar a rotina no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A ceia de hoje terá arroz, feijão, bife, batata e farofa, cardápio que em nada lembra os jantares milionários que o deputado cassado Eduardo Cunha pagava para ele e a esposa Cláudia Cruz com cartões de crédito. Um deles, no restaurante Le Grand Vefour, em Paris, chegou a custar US$ 2,5 mil. Outro regabofe na “cidade luz”, desta vez no Guy Savoy, custou US$ 1,3 mil.
Além de Cunha, o complexo abriga outros oito presos envolvidos no esquema da Petrobras. Estão lá o ex-ministro José Dirceu, o empresário Eduardo Meira, o ex-diretor da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, o operador João Augusto Henriques, o ex-senador Gim Argelo, os ex-deputados Luiz Argolo e André Vargas e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, responsável pela distribuição das marmitas.

Lendas do Automobilismo: Peugeot 208 T16


MONSTRO – Usando componentes do vitorioso 908, o 208 T16 não precisou de mais que 8 minutos para vencer o Pikes Peak
MONSTRO – Usando componentes do vitorioso 908, o 208 T16 não precisou de mais que 8 minutos para vencer o Pikes Peak
Quem acompanha o mundial de rali (WRC) certamente sabe que o francês Sébastien Loeb é o maior piloto da história da competição com nove títulos de pilotos, todos a bordo de um Citroën (Xsara, C4 e DS3). No entanto, em 2013 Loeb resolveu defender o leão da Peugeot na prova de subida de montanha de Pikes Peak, no Colorado (EUA).
Para o feito, a Peugeot projetou um carro utilizando diversos elementos retirados do protótipo 908 HDi FAP, vencedor das 24 Horas de Le Mans e encapsulou num chassi tubular capaz de caber numa carenagem com as linhas do então novíssimo 208.
Do hatch, só restou mesmo a silhueta, pois todo o restante foi projetado para a prova. A distância entre eixos tinha 16 cm a mais que o modelo de produção e o comprimento total era de 4,5 metros, contra 3,96, devido aos enormes aerofólios traseiro e dianteiro.
Como no 908, o motor era montado em posição central traseira e o cockpit tinha o banco centralizado para a melhor distribuição de peso. A unidade utilizada para a prova era um V6 biturbo 3.1 litros de 887 cv gerenciados por uma caixa sequencial de seis marchas e tração integral.
Com peso de apenas 875 quilos, a nível do mar o bólido é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 1,8 segundo, e chegar à máxima de 240 km/h em apenas 7 segundos.
No entanto, nos 4.300 metros de altitude do pico, cerca de 30% da potência é sufocada pelo menor captação de oxigênio no ar rarefeito. E a estratégia é sempre largar com o máximo de força para compensar a perda de potência no alto da montanha.

A prova
Inscrito na categoria Unlimited (ilimitada), o 208 T16 se posicionou no ponto de largada no dia 30 de junho de 2013. Ao ser dada a largada, a uma altitude de 2.862 metros, o 208 T16 de Sébastien Loeb se arremessou para as 156 curvas montanha acima num trajeto de 20 quilômetros, terminando a prova em 8m13s, recorde absuluto da prova que nunca tinha anotado tempo abaixo dos 9m51s.

Teste: Fiat Uno evoluiu com novo motor e conteúdos, mas o acabamento deixa a desejar


Ao invés de trilhar um caminho franciscano, sem apego material, como ocorreu com o irmão Mille e o Palio Fire, o Uno seguiu o caminho da qualificação. A razão está em atrair consumidores que outrora podiam pagar por compactos de degraus mais altos e que hoje vivem a nova realidade econômica e buscam automóveis com mais conteúdo, abrindo mão do refinamento.
Depois de seis anos de mercado, o Uno passou por sua segunda plástica. Ganhou novos para-choques, grade, faróis e lanternas. Por dentro, continua como em 2014, com plásticos duros, mas de melhor tato que a versão original de 2010.
Mas debaixo do capô o Uno evoluiu. E muito! As novas unidades Firefly 1.0 6v (três cilindros) de 77 cv e 1.3 de 109 cv prometem mais eficiência e consequentemente economia no bolso do consumidor.

Na rua
Testamos a versão Way 1.3 Dualogic, com pacote de opcionais completo e avaliado em R$ 58.477. Nessa configuração, com direito ao rádio com Bluetooth e MP3, computador de bordo com tela de TFT, encosto de braço central e transmissão automatizada Dualogic (com comandos por botões), o consumidor se sente afagado de estar diante de um carro mais sofisticado do que ele realmente é. O Uno convence bem!
Mas não se pode jogar pedras no carrinho. Apesar de caro, o Uno Way é o mais acessível entre seus concorrentes diretos e oferece muita praticidade no uso cotidiano.
E se o consumidor puder incluir todos os conteúdos opcionais e não ter necessidade de espaço extra no bagageiro, ele se mostra uma opção interessante, já que passa a agregar assistente de partida em rampa (Hill Holder), controle de estabilidade (ESP) e sistema start/stop. Some a isso o ótimo comportamento do motor 1.3 com consumo (urbano/rodoviário) médio de 10,5 km/l, com etanol.
Raio-x Fiat Uno Way 1.3 Dualogic
O que é?
Hatch pequeno, quatro portas e cinco lugares.

Onde é feito?
Fabricado na unidade da FCA em Betim (MG).

Quanto custa?
R$ 51.990
R$ 58.477 (testado)

Com quem concorre?
O Fiat Uno Way 1.3 Dualogic concorre no segmento de hatches aventureiros como Chevrolet Onix Activ (R$ 57.490); Hyundai HB20X Premium 1.6, automático, (R$ 65.355); e Renault Sandero Stepway Easy-R (R$ 63.960); Toyota Etios Cross (R$ 59.120) e Volkswagen CrossFox (R$ 69.850)

No dia a dia
O Uno é um carrinho citadino por natureza. Com 3,82 metros, ele se mostra muito prático na cidade, tanto para se esquivar no congestionamento como para encontrar vagas em espaços apertados. Ponto a favor para a direção elétrica, com função City, que torna as manobras mais leves. A posição elevada da direção auxilia na melhor visibilidade e a função de ajuste do retrovisor em ré reduz o risco de esfolar as rodas no meio-fio.

De fábrica, ele oferece apenas sensor de ré, e quem quiser uma câmera de ré terá que apelar por kit na rede de concessionários ou por um módulo paralelo. O mesmo é válido para o navegador GPS, que também é vendido como acessório.

O acabamento melhorou, mas está longe de ser um primor em refinado, como os irmãos mais garbosos como Punto e Bravo.

Motor e transmissão
A unidade Firefly 1.3 de 109 cv se mostra bastante satisfatória e bem mais elástica que o anêmico 1.4 de 82 cv, oferecido até a linha 2016. Combinado com a transmissão automatizada Dualogic, o carrinho se mostra esperto e confortável na cidade.

Como bebe?
Seu consumo com álcool é de 10,5 km/l no combinado entre cidade e estrada.

Suspensão e freios
A suspensão do Uno utiliza conjunto independente (McPherson) na frente, e eixo rígido na traseira. Já os freios utilizam o trivial conjunto de discos na frente e tambor atrás, mas cumprem bem a função de frenagem, com o auxílio do ABS. Destaque para o assistente de partida em rampa Hill Holder, que dá tempo de arrancar na ladeira sem deixar o carro voltar e também para o controle de estabilidade (ESP) que passa a ser item de série na versão.

Pontos positivos
- Motor
- Consumo

Pontos negativos
- Preço alto na configuração completa
- Acabamento pobre

Mais estável, Chevrolet Camaro deixa de ser um carro feito para andar só em linha reta


VALENTÃO – A carranca malvada ainda remete ao modelo inaugural de 1966. No entanto, o esportivo está mais sofisticado, eficiente e com melhor dirigibilidade
VALENTÃO – A carranca malvada ainda remete ao modelo inaugural de 1966. No entanto, o esportivo está mais sofisticado, eficiente e com melhor dirigibilidade
Ícone dos anos 1960, o Chevrolet Camaro completou 50 anos em 2016. A atual geração foi o destaque da marca da gravatinha no Salão do Automóvel, com direito a série inaugural “Fifity” que marca o cinquentenário. Mas quem quiser levar o esportivo para a garagem terá que aguardar até março, quando ele começa a ser entregue.
No entanto, pudemos experimentar a malevolência do novo Camaro, em sua configuração conversível. E mesmo que o contato tenha sido rápido, é possível afirmar categoricamente que o carro evoluiu em dirigibilidade.
Se na geração passada se tinha uma sensação de perda do controle da direção em velocidades acima dos 150 km/h, agora essa percepção não existe mais. Dá para esticar o muscle car até a linha dos 200 km/h e ele não titubeia momento algum.
Prova de que os engenheiros da GM se debruçaram sobre a suspensão e se convenceram de que os dias de “quarto de milha” não fazem mais parte da realidade dos esportivos, que precisam ser tão estáveis em curvas quanto em linha reta.

V8
Nos Estados Unidos, a Chevrolet oferece o Camaro com opção de motor turbo 2.0, que pode até ser uma heresia aos discípulos dos muscle cars, mas também faz parte de uma nova ordem mundial do automóvel, em busca da eficiência.
Por aqui, a GM manterá a versão SS, equipada com motor LS1 V8 6.2, otimizada para render 461 cv e 62,9 mkgf de torque. O ganho de 55 cv e 6,2 quilos de torque pode ser percebido quando se pisa fundo e o carro ganha velocidade muito rápido. Claro que nessa hora o controle de tração contêm a libido do motorista e também do esportivo sem deixar que ele queime borracha ou perca aderência.
Se o motor é um velho conhecido, a transmissão é novinha. O Camaro é equipado com uma caixa de oito velocidades, que permite ao motorista trafegar numa rodovia a 110 km/h com rotação na faixa dos 1.500 rpm. Além disso, o Chevrolet conta com desligamento parcial dos cilindros e quando o motor não é exigido apenas quatro cilindros recebem combustível e os demais trabalham com as válvulas abertas.

Céu aberto
A versão conversível manteve o teto de lona, com acionamento elétrico que não gasta mais que 20 segundos para recolher. Com o teto fechado, o Camaro é ainda mais claustrofóbico que na geração anterior, devido ao baixo e inclinado para-brisas. Mas mesmo assim a posição de dirigir é boa e o motorista e os apoios laterais do banco firmam o corpo, enquanto o V8 espreme os pulmões contra o assento.

Preços
Se a espera de três meses não é uma notícia animadora, o preço também não arranca sorrisos. De acordo com o site da Chevrolet, a nova geração do Camaro tem preço sugerido de R$ 305 mil na versão cupê e R$ 338 mil na conversível. Há poucos meses, a geração passada partia de R$ 231 mil e R$ 250 mil, na ordem.

Veja o resultado da Mega-Sena da Virada


Ganhadores serão conhecidos neste sábado (31)
Ganhadores serão conhecidos neste sábado (31)
A Caixa Econômica Federal acaba de sortear as seis dezenas da Mega Sena da Virada. Os números são:
05, 11, 22, 24, 51, 53
O prêmio pagará cerca de R$ 221 milhões aos vencedores.
O sorteio não é acumulativo. Se ninguém acertar os seis números, ganha quem adivinhar a maior quantidade de dezenas.

2016 teve mulheres fortes no cinema


o brasileiro "Aquarius", com Sonia Braga, foi eleito o melhor filme pelo júri Hoje em Dia
o brasileiro "Aquarius", com Sonia Braga, foi eleito o melhor filme pelo júri Hoje em Dia
Num ano tão nebuloso como foi 2016, uma das principais personagens a passar por nossas telas carrega o nome de Clara. Protagonista do brasileiro “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, eleita a melhor produção do ano pelo júri do Hoje em Dia, ela representa o papel crescente da mulher na sociedade.
 
E a lista dos melhores filmes é uma prova disso: do top five, quatro são encabeçados por mulheres determinadas, conscientes do que querem para elas. O único estranho a esse grupo, o húngaro “O Filho de Saul”, exibe um homem obcecado, precisando dar um aspecto racional à sua insanidade.
 
O homem, ao final impotente, sem nada o que fazer diante da loucura da guerra, realiza uma contraposição marcante com a mulher que paulatinamente vai conquistando seu espaço, reequilibrando as coisas, como mostra a linguista protagonizada por Amy Adams em “A Chegada”.
 
A coragem da personagem, a única mulher entre militares que cercam um objeto voador, está em se lançar ao desconhecido, sem ver nele algo ruim. Ao contrário. Quando tudo aponta para a guerra, ela percebe que tem esse poder transformador, passando a ser peça-chave na resolução.
 
Preconceitos
“Carol” foca duas mulheres da década de 50 que se apaixonam uma pela outra, enfrentando os diversos preconceitos. Relação conduzida pelo diretor Todd Haynes de forma sutil, o que não quer dizer menos dura. O que importa são os códigos que elas precisam criar para efetivarem seus sentimentos.
 
Em “Elle”, de Paul Verhoeven, Michèle (Isabelle Huppert) não é uma vítima. Ela vive um processo de autodescoberta, sem saber exatamente quem é, tirando coisas boas e más daí. É uma personagem fascinante, capaz de nos provocar sentimentos ambíguos de adesão e rejeição.
 
É Michèle o centro, levando outros personagens a gravitarem em torno dela, conscientemente. Como iremos perceber na relação dela com o seu estuprador, invertendo o jogo de dominação, papel que Isabelle já desempenhou em filmes como “A Professora de Piano” (2008) e “Uma Relação Delicada” (2013).
 
A quebra de certos paradigmas é ilustrado pelo espanhol “Academia de Musas”, em que um professora de filosofia é questionado por suas alunas sobre a explicação dele a respeito da importância das musas inspiradoras. Elas indagam a razão de só as mulheres terem esse papel, cabendo ao homem a criação.
 
E até mesmo no conservador cinema chinês esse papel da mulher é destacado. “As Montanhas se Separam” é sobre um triângulo amoroso. Mas também é mais do que isso: Tao, o alvo da disputa, é tão dividida como a China de hoje, ainda entre a cultura tradicional e a entrada no capitalismo.

Arrocho, desemprego em alta e cenário político conturbado de 2016 devem se repetir em 2017


Se 2016 foi um ano para ser esquecido, 2017 não deverá trazer um alento. No âmbito político, o esperado é a extensão da atual crise e um avanço da Operação “Lava Jato”. Até mesmo a permanência do presidente da República, Michel Temer, é uma incógnita. Na economia, os próximos 12 meses deverão ser de mais arrocho, desemprego e baixo crescimento.
“Dois mil e dezessete vai ser como um remédio ardido em busca de cura. Tomara que não sintamos saudades de 2016 e que passe rápido”, resume o diretor de economia da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Andrew Storfer.
O tom negativo em plena véspera de um novo ano tem várias justificativas. Uma delas é a perspectiva de alto índice de desempregos para 2017. Como as demissões são as últimas ações de uma empresa em crise, o efeito tende a ser um pouco retardado. Dessa forma, os empresários que começaram a sentir mais tarde os efeitos da crise em que o país está mergulhado ainda deverão reduzir o quadro de funcionários.
O “remédio ardido em busca de cura” citado pelo economista são as medidas fiscais que estão sendo adotadas pelo governo de Michel Temer. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55), de limitação dos gastos do governo, repercutirão pelos próximos vinte anos, mas os impactos começarão em 2017.
“Em um primeiro momento haverá menor contratação e gastos por parte do governo federal e obviamente sentiremos os impactos. Mas, espero eu, no futuro a medida vai ser positiva para o país”, afirma Storfer.
O esperado é que o arrocho chegue com intensidade aos estados e municípios em 2017. A primeira tentativa do governo federal de impor aos estados um ajuste fiscal severo foi barganhando uma renegociação da dívida. Temer enfrentou a barreira de governos, como o de Minas Gerais, que não aceitaram parte das contrapartidas como congelamento dos salários de servidores e das contratações.
“Eu creio que o governo federal não percebeu a gravidade da crise nos estados brasileiros. Nós vamos continuar dialogando com o governo federal, buscando achar caminhos que possam ajudar as exigências descabidas. Aquilo que fere os direitos dos servidores públicos não podemos aceitar”, comentou nessa semana o governador de Minas, Fernando Pimentel.
Os analistas de mercado também não apostam em um ano brilhante. A cada semana, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, apresentadas no Boletim Focus, do Banco Central, diminuem. No último, divulgado segunda-feira passada, o esperado era um crescimento de 0,5%. Mas, se não houver uma resposta positiva da economia, a tendência é a projeção cair ainda mais.

Indústria aposta em melhora do setor só no último trimestre

O clima esperançoso, que normalmente toma os brasileiros às vésperas do Ano Novo, não chegou aos empresários mineiros. Representantes de setores-chave para a economia preveem mais um ano difícil.
“O novo ano deveria ser o renascimento de uma esperança. Mas já sabemos que não será bom para a indústria”, afirma o vice-presidente de Política Econômica e Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Lincoln Gonçalves.
Ele explica que, por mais que haja uma possibilidade de arrefecimento da inflação, redução dos juros e retomada do crédito, os resultados não são imediatos. “A melhora é lenta e só deveremos começar a sentir reflexos positivos no último trimestre do ano”, afirma. Como, para a maioria dos segmentos industriais, o fim do ano é mais fraco, os empresários do ramo aguardam a chegada de 2018 para comemorar.
O comércio também não deverá reagir de imediato. “Os comerciantes entram o ano receosos quanto ao desempenho do setor. O que existe é uma enorme interrogação”, afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Bruno Falci.
O sentimento negativo quanto a 2016 tem forte fundamento econômico. Já em janeiro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do Estado, medido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), estava em desanimadores 32,5 pontos, o pior resultado da história para o primeiro mês do ano. Naquela época, a justificativa para o pessimismo eram as incertezas nos cenários político e econômico.
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro mostrou que o pessimismo tinha razões concretas. Logo no primeiro trimestre houve uma queda de 5,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Os resultados negativos foram repetidos no segundo trimestre (-3,6%) e no terceiro trimestre (-2,9%), conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Como resposta ao desempenho negativo, as empresas partiram para o corte de empregados. O número de pessoas que perderam o emprego bateu a casa dos 12,1 milhões entre janeiro e novembro, também de acordo com o IBGE.
Enquanto os indicadores econômicos passavam por uma deterioração, a ex-presidente, Dilma Rousseff, sofria pressões políticas e populares para deixar o cargo. Até que, em maio, foi afastada. O novo presidente, Michel Temer, tenta desde então impor no país medidas como Reformas Trabalhista e Previdenciária, além de imposição do teto dos gastos. Porém, segue sem resultados práticos na economia.
Respingos das delações da Odebrecht podem atingir presidente Temer em 2017
Os acontecimentos que sacudiram o cenário político em 2016 vão repercutir diretamente no ano que se inicia. Se o impeachment e os desdobramentos da operação “Lava Jato” viraram de ponta-cabeça a República a ponto de criar uma crise institucional entre os três poderes, o risco de novas delações derrubarem o chefe do Executivo nacional continua vivo na avaliação de especialistas.
Além do julgamento dos processos que pedem a cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há nada menos do que 77 delações de executivos da empreiteira Odebrecht em posse do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da “Lava Jato”, os trabalhos serão retomados logo no início de janeiro com previsão de homologação até a volta do recesso em fevereiro.
Para o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a operação continuará criando embates entre a classe política em 2017 pelo próprio volume de processos e investigações em curso.
“Eu não vejo um fim da ‘Lava Jato’ em 2017 porque os processos são muitos e nem é possível julgar tudo em um ano. A questão é como fazer esse combate à corrupção. Se você passa por cima das liberdades e garantias individuais, você tem prejuízos graves. São conquistas que às vezes são deixadas de lado na busca de uma messianismo qualquer”, avalia Kakay.
O advogado ressalta, ainda, que as delações têm uma finalidade importante de combater o crime organizado, mas não podem ser usadas de forma indiscriminada. “Não se pode imaginar que essas 77 delações estejam todas com o requisito da voluntariedade presente. Há um uso indevido desse instrumento que leva a excessos, mas certamente o impacto vai ser muito grande”, avalia.

Crise
A fragilização dos poderes Executivo e Legislativo diante de denúncias e escândalos abriram caminho para que o STF ganhasse protagonismo no país. A queda de caciques como o peemedebista Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, demonstrou que a força-tarefa para combater a corrupção havia chegado a um patamar inédito.
Na avaliação do cientista político Oswaldo Dehon, os episódios vistos em 2016 apontam para a continuidade de uma conjuntura política extremamente conturbada, com investigações ainda mais aprofundadas.
“Há um potencial muito grande de que as delações afetem todo o sistema político. Isso já estava anunciado desde 2013. O que se espera é que a corrupção não seja tratada apenas como uma herança dos governos Lula e Dilma e seja investigada a fundo”, explica.
Perspectivas

Coiote devolve dinheiro à família de brasileiro desaparecido nas Bahamas


Agência Brasil
A TARDE
Desde 6 de novembro familiares não tem notícias do brasileiros que fariam travessia - Foto: Reprodução | Google Maps
Desde 6 de novembro familiares não tem notícias do brasileiros que fariam travessia
Reprodução | Google Maps
A família de um dos brasileiros desaparecidos nas Bahamas desde o dia 6 de novembro recebeu de volta o dinheiro pago aos coiotes que articulavam a tentativa de travessia ilegal de imigrantes para os Estados Unidos. Segundo a comerciante Marta Gonçalves, mãe de Diego Gonçalves Araújo, que está no grupo desaparecido, o coiote contratado pela família devolveu todo o dinheiro semana passada, antes ainda do assunto sair na mídia. “Para nós ele prometeu uma coisa bem diferente, que a travessia era segura e tranquila. Mas, não foi isso o que aconteceu. Meu marido pressionou tanto que ele devolveu todo o dinheiro”, conta Marta.
O filho de Marta tem 20 anos e estava fazendo curso de técnico de enfermagem. Ela conta que o jovem sonhava em fazer “um pé de meia” nos Estados Unidos. Seguindo a indicação de amigos, a família contratou um coiote de Ji-Paraná (RO) para efetivar a travessia. Araújo embarcou de Porto Velho (RO) para Brasília no dia 14 de outubro. Depois de escala no Panamá, o rapaz chegou às Bahamas no dia 15 de outubro. O último contato com a família foi no dia 5 de novembro. “Ele disse que tava 'de boa, tudo beleza' e que atravessaria naquela noite”, disse Marta.
A família já tinha pago todo o valor combinado, só faltava uma parte que foi parcelada correspondente a etapa final da travessia dos Estados Unidos. A família não quer revelar a quantia paga e devolvida. Marta disse à Agência Brasil que o coiote reconheceu que a travessia não deu certo e que ele também não sabe o que aconteceu. “O que ele fala é que nunca viu uma coisa dessa acontecer, sumir tantos dias assim. Ele acredita que eles estão presos em outro país da região”, conta Marta.
Ainda segundo relatos do coiote à família, o grupo de desaparecidos seria formado por 12 brasileiros (dez homens e duas mulheres), cinco pessoas da República Dominicana e dois tripulantes de Cuba (um barqueiro e seu auxiliar). Para a família, o traficante disse que os dominicanos teriam entrado em contato com a família 12 dias depois da data da travessia e disseram que eles estavam presos num lugar sem energia, esperando para serem liberados. “Parece que eles estariam num abrigo que foi danificado pelo furacão, em um lugar difícil”, afirma Marta.
A informação de que o grupo estaria preso em algum lugar, hipótese inclusive considerada por autoridades policiais norte-americanas, deu esperança para as famílias de que o grupo poderia efetivar a travessia ou ser encontrado. Mas, como já se passaram vários dias sem notícias, Marta decidiu ontem, 30, ir à delegacia regional da Polícia Federal em Rondônia para registrar pela primeira vez boletim de ocorrência do desaparecimento de seu filho. A PF disse que vai acionar a difusão amarela, alerta internacional para busca de pessoas desaparecidas.
Marta também buscou ajuda da representação diplomática do Brasil nos Estados Unidos e nas Bahamas, dos quais recebeu a informação de que o governo segue nas buscas e ainda não tem novidades. A falta de informação tem trazido angústia aos parentes. “Nossa rotina mudou muito. A gente só trabalha porque tem contas pra pagar. Eu e meu esposo estamos totalmente desanimados.”, relata.
Falta de informação
Outro brasileiro que não entrou mais em contato desde 5 de novembro é Márcio Pinheiro de Souza, de 26 anos, natural de Sardoá, Minas Gerais. De acordo com o relato de parentes, Souza já tinha tentado entrar ilegalmente nos Estados Unidos pelo México. Na primeira tentativa, o rapaz foi preso pela polícia norte-americana e passou cinco meses detido. Depois de 20 dias que já tinha voltado ao Brasil, ele entrou em contato com um grupo diferente de coiotes e embarcou em nova tentativa de ingresso ilegal nos Estados Unidos, dessa vez pelas Bahamas.
Souza embarcou no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, no dia 27 de outubro para São Paulo, de onde saiu rumo às Bahamas. Chegando às Bahamas, o rapaz contou para a família que foi levado para uma casa, junto com outros brasileiros, onde ficaram até o dia 6 de novembro aguardando o embarque. Souza se encontraria com seu irmão Geraldo Souza, que já vive nos Estados Unidos. “Está tudo do mesmo jeito, a gente não tem notícia nenhuma não”, disse o irmão.
No caso de Márcio Souza, a quantia combinada para a travessia só seria paga aos coiotes depois da chegada bem-sucedida ao território norte-americano. “Algumas pessoas estão pensando que a falta de pagamento adiantado pode ter dado problema. O pessoal estava perguntando para ele lá no abrigo se ele não iria pagar a metade. Aí eu cheguei a falar que pagava a metade para ele, que era o que estava combinado. A outra metade ia pagar lá no Brasil, para o coiote de lá”, conta Geraldo Souza, que falou pela última vez com o irmão no dia 5 de novembro. Daí em diante, manteve contato com os coiotes contratados, mas eles alegam que também estão à espera de informação do paradeiro do grupo.
Mistério
Desde 6 de novembro, um grupo de 19 imigrantes (entre brasileiros, dominicanos e cubanos) é considerado desaparecido depois de tentativa de travessia ilegal das Bahamas para os Estados Unidos. O Itamaraty recebeu a primeira consulta dos parentes brasileiros no dia 15 de novembro. Desde então, o governo brasileiro, em parceria com autoridades migratórias e marítimas dos Estados Unidos e das Bahamas, segue nas investigações do que pode ter ocorrido com os desaparecidos.
Um relato anônimo aponta que o grupo foi dividido em dois barcos e teria seguido por uma rota mais longa, alternativa à previamente planejada, para driblar a vigilância marítima, que teria sido acionada por denúncia. Mas, até o momento, não há informação oficial de registro de detenção de nenhum dos integrantes da lista do grupo desaparecido, nem vestígio do trajeto feito pela embarcação.

Site do PMDB sobre Temer é invadido por hackers

A TARDE
Ataque aconteceu na manhã deste sábado, 31 - Foto: Reprodução
Ataque aconteceu na manhã deste sábado, 31
Reprodução
O site do PMDB sobre o presidente Michel Temer foi invadido por um grupo hackers na manhã deste sábado, 31. O grupo postou mensagens de ataque a políticos, além de defender a pena de morte para congressistas.
"Eu quero pena de morte pra quem tá no congresso, vocês que deveriam responder por crime hediondo", diz o texto na página invadida.
Após a invasão, o site ficou vários momentos fora do ar. No endereço, normalmente, são publicadas notícias, vídeos, fotos, artigos e a biografia de Temer.
O site não é oficial e a Presidência da República não tem responsabilidade sobre ele. A página é mantida pelo PMDB de São Paulo, embora reproduza informações do governo.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o diretório regional do partido informou que técnicos já trabalhavam para restabelecer o funcionamento do endereço.
Informou também que o partido tomará as providências necessárias para encontrar e punir os responsáveis pela invasão.

Ano Novo, cardápio novo: invista na reeducação alimentar


Mudanças progressivas na alimentação ajudam a conquistar a boa forma sem grandes sacrifícios.

por
Acorda Cidade
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Todo ano a cena se repete: com a proximidade do verão e das festas de fim de ano, muitos fecham a boca e buscam maneiras de eliminar rapidamente os quilos adquiridos ao longo do ano.
Fatidicamente, a promessa de emagrecer está entre as principais resoluções deste período, e o primeiro mês do ano quase sempre é marcado pela tentativa de adotar hábitos mais saudáveis como frequentar a academia e fugir das tentações do cardápio.
Contudo, nem sempre esse propósito se mantém com o passar dos meses e vez ou outra precisamos recorrer novamente à alimentação mais restritiva. Porém, isso é saudável? Não existe uma forma menos radical e mais sustentável de manter hábitos saudáveis sem abrir a mão daquilo que se gosta? Se você deseja mudar sua dieta e fazer as pazes com a balança, saiba quais as atitudes mais adequadas para reeducar sua alimentação e dar adeus ao regime.
Entenda seu corpo
Emagrecer rapidamente é um desejo cada vez mais latente naqueles que enfrentam a luta contra a balança. Contudo, antes de se jogar de cabeça numa dieta, é importante refletir: quanto tempo você levou para adquirir estes quilinhos a mais?
Certamente não foi do dia para noite, portanto, porque seus hábitos alimentares e o seu próprio peso devem seguir essa métrica? De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, uma das primeiras coisas que aqueles que desejam emagrecer devem ter em mente é a paciência “Obviamente é importante começar a mudar os hábitos alimentares, dar o primeiro passo, porém, deve-se respeitar o corpo, conhecendo suas necessidades energéticas e buscando, progressivamente, um ponto de equilíbrio”.
Mandamentos da reeducação alimentar
Quanto o assunto é emagrecer muito se fala em regimes, porém a maneira mais efetiva de manter o peso saudável a longo prazo é apostar em mudanças gradativas, reeducando o hábito alimentar.
Dessa forma, é possível manter um padrão alimentar sem grandes alterações na balança. Entretanto, a linha que separa um regime de uma dieta é bastante tênue, pois muitas pessoas acabam desistindo das mudanças no meio do caminho ou voltando aos velhos hábitos quando atingem o peso desejado. Sendo assim, veja algumas dicas de como ter sucesso neste projeto e conseguir, de fato, estabelecer uma alimentação mais saudável:
Não seja radical
Se você decidiu que a partir da próxima segunda feira vai abandonar tudo aquilo que considera prejudicial à boa forma, fique atento: o radicalismo pode ser uma armadilha. Abandonar de uma hora para outra tudo que está habituado a comer ou “despedir-se” previamente, exagerando na alimentação nos dias que antecedem a dieta, pode prejudicar seu projeto de emagrecimento.
De acordo com a profissional da Nature Center, além de afetar o metabolismo, essa alteração repentina no padrão alimentar pode levar a um déficit nutricional que compromete tanto a perda de peso quanto a saúde “Mesmo que o indivíduo consiga perder algum peso no início do regime mais restritivo, não conseguirá manter essa perda por muito tempo: primeiro porque essa redução nem sempre é de gordura propriamente dita, mas também de líquidos e da própria massa muscular. Além disso, uma vez que a oferta de energia foi reduzida significativamente, o corpo diminui o gasto calórico e tende a acumular mais gordura para garantir sua sobrevivência, mesmo que o indivíduo esteja comendo menos”.
Devagar e sempre
Diante disso, o que fazer para começar uma reeducação alimentar? A palavra de ordem é devagar e sempre. Evite estabelecer um dia de início da dieta, quando normalmente se vai ao supermercado e se enche o carrinho de alimentos “fit”. O mais adequado é fazer substituições aos poucos.
 “Por exemplo, se a pessoa costuma comer um biscoito recheado pela manhã ou no lanche da tarde, substitua por uma fruta. Se não tem o hábito de comer vegetais, passe a investir em saladas antes da refeição principal e insira mais legumes no prato.”- de acordo com a nutricionista, uma pequena mudança a cada dia ajuda o indivíduo a se acostumar com uma alimentação mais saudável sem que isso se torne um martírio.
Buscar um ponto de equilíbrio entre uma alimentação desregrada e a dieta ideal deve ser o desafio constante daqueles que desejam reeducar sua alimentação.
Fome ou vontade de comer?
É muito comum ter uma sensação constante de fome durante a dieta, mesmo durante as primeiras horas do regime. Isso porque, comer não é apenas alimentar-se, mas também uma maneira de conseguir conforto, prazer e alívio da ansiedade.
“É muito comum que, durante uma dieta, o indivíduo mal acabe de comer e já esteja pensando na próxima refeição. Contudo, essa fome é mais emocional do que física. Antes de buscar o alimento, é preciso analisar se o apetite é de fato uma necessidade fisiológica ou apenas um estímulo de compensação do organismo”. E como distinguir essas sensações?
“A fome emocional é aquela ligada a fatores psicológicos, como por exemplo: a vontade repetir um prato de macarronada mesmo depois de satisfeito ou saborear um brigadeiro depois do almoço. Esse desejo está muito mais ligado ao prazer do que a necessidade de suprir a energia do organismo.” Saber diferenciar a fome da vontade de comer e buscar maneiras de reduzir o apetite é outro exercício diário de quem deseja reduzir a ingestão calórica.
Mude sua relação com a comida
Você pula refeições quando não sente fome ou termina o prato em poucos minutos? Saiba que todos estes hábitos influenciam no seu peso. A velha regra “alimentar-se de 3 em 3 horas” não é apenas um mito do emagrecimento
“Manter o organismo sempre alimentado, fazendo pequenas refeições, ajuda a manter o nível de energia estável. Dessa forma, evita-se os picos de glicemia, que levam à fome abrupta, aos exageros na alimentação e, consequentemente, ao ganho de peso.”
Outros dois pontos também são extremamente relevantes na relação com a comida: a proporção e a velocidade da sua alimentação. Reduza gradativamente a quantidade de comida que você coloca no prato: se você costuma comer 4 colheres de feijão por refeição, reduza para 3.
Quando se sentir habituado, reduza para duas, até alcançar a porção adequada para sua dieta. Neste ponto, a nutricionista enfatiza “Abandone o hábito de repetir, coma apenas o que está no prato.”. Além disso, mastigue bem e aprecie cada garfada da sua refeição como se fosse a última: além de estimular o mecanismo de saciedade do cérebro (que leva até 20 minutos para entender que o estômago está cheio), ajuda na boa digestão, evitando o estufamento pós-prandial.
Consuma alimentos de verdade
Um dos pontos mais importantes do projeto de reeducação alimentar é aprender a comer “comida de verdade”. Ao invés de rechear a geladeira com produtos fit, light ou diet, o correto é aprender a escolher alimentos naturais e prepará-los de forma saudável. “Uma dica bastante útil é analisar o quão fácil seria encontrar aquele alimento na natureza.
Se ele é extremamente industrializado, cheio de corantes e conservantes, certamente não é a melhor opção para o cardápio.” – aconselha a nutricionista. Obviamente isso não significa que os produtos industrializados não podem ser consumidos jamais, mas que a alimentação diária deve composta em sua maioria por comida de verdade.
“Fazer substituições inteligentes como por exemplo: trocar o suco industrializado pelo suco de fruta natural ou pela própria fruta, o pão branco pelo integral, a comida congelada pela caseira, são pequenas mudanças que aos poucos vão surtindo efeitos duradouros na dieta e no corpo.”
Conte com os aliados da dieta
Algumas dicas práticas podem ajudar a tornar estes desafios mais brandos:
Evitar a fome abrupta: consuma alimentos ricos em fibras como a aveia, a spirulina, frutas e vegetais (com casca e talos, preferencialmente). “As fibras solúveis formam uma espécie de gel no estômago, que além de aumentar a sensação de saciedade, ajudam a reduzir a absorção de gorduras”;
Turbinando a dieta: alimentos como a linhaça, o óleo de cártamo e o goji berry podem ser ótimas substituições, auxiliando a compor um cardápio altamente nutritivo e, ao mesmo tempo, funcional. Estes alimentos fornecem, benefícios ao organismo como o controle do apetite, a melhora do sistema imunológico e o combate a processos inflamatórios, como a celulite.
Potencializar o metabolismo: alimentos termogênicos como o gengibre, a pimenta e a cafeína estimulam o metabolismo e ajudam a aumentar o gasto calórico, além de darem mais pique para as atividades físicas;
Manter-se motivado: lembre-se sempre do seu objetivo e comemore sempre que conseguir fazer uma mudança positiva. Não desanime diante dos deslizes e procure sempre auxilio médico para realizar as mudanças da dieta. Com o apoio profissional, este caminho será mais fácil e mais seguro.