domingo, 20 de agosto de 2017


O Brasil pós Lula

MÍDIA SEM MÁSCARA
13 de julho de 2017 - 23:39:56

A sentença prolatada pelo juiz Sérgio Moro do Lula, condenando Lula a 9 anos e seis meses de prisão, praticamente decretou a sua morte política. O período que se abre agora até a confirmação da sentença em segunda instância será apenas um prolongado velório e, como todo velório, terminará no sepultamento político do ex-presidente. A pergunta que se coloca é o que será do PT sem Lula candidato e como ficará a política partidária do Brasil sem a figura do ex-presidente.
Não há dúvida de que a mais singular criatura a aparecer no cenário político nacional no último quartel do século passado foi o PT, capitaneado pelo carrancudo Lula. A esquerda mais revolucionária alinhou-se com ele e acabou chegando à Presidência da República em 2002, tendo ficando por 14 anos no poder, oito anos sob a presidência de Lula e os demais sob Dilma Rousseff, cujo mandato foi interrompido pelo impeachment. O PT singularizou-se pelo discurso “ético”, mas, como demonstrou Olavo de Carvalho, essa ética revolucionária é o oposto da ética do senso comum cristão, é a própria cartilha de intenção de crimes revolucionários. Ademais, a intenção de “mudar tudo que está aí” nunca foi escondida, algo que só poderia ser feito mediante ou golpe de Estado ou passando por cima do ordenamento jurídico. Foi o que foi feito com o mensalão e com o petrolão e toda a prática criminosa resultante da tentativa de perpetuação no poder.
O problema é que o PT jamais teve maioria parlamentar e foi obrigado a se aliar ao PMDB que, nesses anos todos, serviu de freio aos anseios revolucionários do PT. As falcatruas derivaram da tentativa de alugar uma base aliada obediente, disposta a aprovar tudo. Houve erro de cálculo, pois a tal base nunca votou incondicional. As três grandes derrotas parlamentares sofridas foram justamente de autoria desse partido: a recusa da CPMF, a negação do terceiro mandato a Lula e o impeachment de Dilma Rousseff. A única força de oposição eficaz que o PT teve foi o PMDB.
A contradição óbvia vivida pelo PT é ter uma plataforma revolucionária sendo implantada dentro da ordem democrática, numa sociedade aberta com imprensa livre. O PT colocou foco na nomeação dos juízes das cortes superiores, que passaram a interpretar a Constituição contra a letra do que nela estava escrito. Mesmo assim, vieram as condenações do mensalão no STF, pois no campo penal não há muito o que interpretar diante das provas. Seus líderes foram condenados, exceto Lula, protegido que foi pela Procuradoria Geral, fato que lhe permitiu escapar do impeachment.
Ao PT agora resta ou assumir de vez sua face revolucionária e, ato contínuo, eleger a violência como instrumento de chegada ao poder, ou se enquadrar na legalidade e se tornar um partido nanico, sem bandeiras e sem recursos. O ajuntamento de revolucionários que se tornou a sigla poderia então se dissolver, pois já não teria serventia para os propósitos revolucionários.
Em face da idade, Lula deve encerrar sua carreira política lutando pela liberdade pessoal nas barras dos tribunais. Deixou de ser líder político relevante, na verdade já está fora da política eleitoral, fonte que foi de seu poder durante toda vida. Sem votos, Lula não é nada e ele agora não pode mais pleitear cargos eletivos, a se confirmar a sentença de Sérgio Moro em segunda instância. O vácuo político deixado por Lula e pelo PT parece estar sendo preenchido pela emergência de forças de centro-direita. O partido mostrou-se frágil demais sem a figura demagógica do seu líder máximo, Lula.
A eleição de 2018 promete uma renovação radical dos nomes propostos pelas agremiações políticas. Não se sabe quem sairá vencedor, mas sabemos quem será o grande perdedor: o PT. Já foi assim em 2016. O partido vai desidratar de vez, dando lugar a novas forças que deverão emergir.
Quem viver verá.
www.nivaldocordeiro.net

Urnas eletrônicas: TODAS foram violadas em teste na Defcon


13 de agosto de 2017 - 5:09:08
Todos os modelos testados, invariavelmente, foram facilmente invadidos em menos de duas horas.”

Vejo que alguns espíritos já se assanham com a disputa presidencial de 2018.
Lula – o condenado – deu o mote ao espalhar a tese de que uma eleição sem sua candidatura seria uma eleição ilegítima. Repetida religiosamente por serviçais ideológicos, tal torpeza é também vocalizada pelos “isentões” de plantão.
Mas há outras candidaturas que se vão desenhando e o clima de disputa já se acende, embora, pessoalmente, creia que ainda teremos surpresas a pavimentar o percurso eleitoral.
Sistema eletrônico de votação
Mas… mas, eleições falam de votos; e votos falam de urnas; e urnas falam de urnas eletrônicas. É para elas que volto neste momento o meu olhar.
Enquanto os ânimos se acirram em torno de possíveis candidaturas, o sistema de urnas eletrônicas pode condicionar tudo e deixar a disputa eleitoral sem sentido. Afinal já houve quem afirmasse que, no presente, urnas estão vencendo eleições.
Há já um bom tempo alguns heróis vêm batalhando para fazer chegar ao debate público as suspeitas sobre urnas eletrônicas.
Chamo-os de heróis, propositadamente, pois as máquinas da publicidade, os meios ditos “oficiais” (político, jurídico, midiático) sempre tentam esmagar esses esforçados batalhadores sob o peso de epítetos de “lunáticos”, “teóricos da conspiração”, etc.
Nos últimos dias, entretanto, o debate ganhou dimensão internacional. E acendeu as luzes amarelas (ou vermelhas) no TSE e nos defensores à outrance da “segurança” das urnas eletrônicas.
Smartmatic constata fraude
Antonio Mugica, o CEO da empresa Smartmatic – que desde 2004 controla o sistema eleitoral venezuelano – em conferência de imprensa em Londres (sede atual da empresa) atestou que o sistema das urnas foi fraudado pelo Conselho Nacional Eleitoral venezuelano, no que diz respeito ao número de votantes no ilegítimo processo eleitoral para a escolha de uma Assembleia Nacional Constituinte, promovida pelo ditador Nicolás Maduro.
Conclusão: as tão seguras e invioláveis urnas eletrônicas foram fraudadas e muito.
Antes de prosseguir formulo aqui dúvidas que assaltam o espírito e são difíceis de elidir: como não suspeitar (e muito!) da última eleição presidencial no Brasil, em 2014, e da estranhíssima e secreta apuração de resultados que deu uma vitória diminuta a Dilma? Será que só na Venezuela o sistema das urnas eletrônicas é fraudável?
Hackers violam urnas
Outro evento internacional, de grande porte, veio reforçar o debate sobre a (in)segurança do sistema eleitoral por meio de voto eletrônico.
Todas as urnas – de qualquer marca e qualquer modelo – são facilmente fraudáveis. Não, não sou “teórico da conspiração” e a afirmação não é minha. A conclusão é da maior conferência “hacker” do mundo, a Defcon, realizada anualmente em Las Vegas.
A grande novidade na sessão deste ano foi precisamente a decisão dos “hackers” de investigarem, pela primeira vez, a segurança das urnas eletrônicas.
Todos os modelos testados – inclusive os usados no Brasil – foram violados facilmente, em menos de duas horas. E a manipulação das urnas digitais pode não deixar qualquer tipo de rastro.
Leia abaixo o importante artigo de Ronaldo Lemos, advogado e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, Mestre em Direito por Harvard, pesquisador e representante do MIT Media Lab no Brasil, publicado na Folha de S. Paulo (07.08.2017) sob o título “Hackeando as urnas digitais”:
“Foi realizada há poucos dias a maior conferência “hacker” do planeta, a Defcon, que acontece anualmente em Las Vegas, nos EUA.
Nesta edição, a novidade foi que hackers investigaram pela primeira vez a segurança das urnas eletrônicas. A conclusão não é animadora. Todos os modelos testados, invariavelmente, foram facilmente invadidos em menos de duas horas.
Esse experimento acende uma luz amarela para o Brasil, grande usuário de urnas digitais, especialmente em face das eleições vindouras.
A Defcon acontece desde 1993. Neste ano, atraiu mais de 20 mil pessoas, incluindo profissionais de segurança, advogados, jornalistas, agentes governamentais e, obviamente, hackers.
A decisão de se debruçar sobre as urnas eletrônicas decorre de um contexto em que ciberataques internacionais estão se tornando cada vez mais comuns nos processos eleitorais das democracias do Ocidente. Nesse cenário, qualquer sistema digital pode ser vítima de manipulação, e as urnas não são exceção.
Mais de 30 máquinas foram testadas, de várias marcas e modelos, incluindo Winvote, Diebold (que fabrica as urnas brasileiras), Sequoia ou Accuvote.
Algumas foram hackeadas sem sequer a necessidade de contato físico, utilizando-se apenas de uma conexão wi-fi insegura. Outras foram reconfiguradas por meio de portas USB. Houve casos de aparelhos com sistema operacional desatualizado, cheio de buracos, invadidos facilmente. O fato é que todas as urnas testadas sucumbiram.
Nas palavras de Jeff Moss, especialista em segurança da internet e organizador da conferência, o objetivo do experimento foi o de “chamar a atenção e encontrar, nós mesmos, quais são os problemas das urnas. Cansei de ler informações erradas sobre a segurança dos sistemas de votação”.
Um problema é que a manipulação de uma urna digital pode não deixar nenhum tipo de rastro, sendo imperceptível tanto para o eleitor quanto para funcionários da justiça eleitoral.
Uma máquina adulterada pode funcionar de forma aparentemente normal, inclusive confirmando na tela os candidatos selecionados pelo eleitor. No entanto, no pano de fundo, o voto vai para outro candidato, sem nenhum registro da alteração.
Há medidas para se evitar esse tipo de situação. Por exemplo, permitir que as urnas brasileiras possam ser amplamente testadas pela comunidade científica do país, em busca de vulnerabilidades. Quanto mais gente testar e apontar falhas em uma máquina, mais segura ela será. Outra medida é fornecer mais informações públicas sobre as urnas. No site do TSE, o único documento sobre segurança é um gráfico que não serve para qualquer tipo de análise.
Nenhuma dessas soluções está em prática hoje no Brasil. Com isso, ou acreditamos que as urnas brasileiras são máquinas singulares, muito superiores àquelas utilizadas em outros lugares do planeta, ou constatamos que elas são computadores como quaisquer outros, que se beneficiariam e muito de processos de transparência e auditabilidade”.
Curiosamente o TSE assegura a total segurança e inviolabilidade das urnas eletrônicas e sempre se esquivou de implantar sistemas de controle do voto eletrônico, como por exemplo o voto impresso, em afronta aos dispositivos legais aprovados no Congresso.
Ainda agora o Presidente do TSE, Ministro Gilmar Mendes, apresenta uma versão enganosa de “problemas” para a implantação do sistema do voto impresso, aprovado em lei pelo Congresso, a fim de manter o sistema inauditável.
Quem garante dogmaticamente a segurança das urnas inseguras e violáveis? Com que finalidade?

http://radardamidia.blogspot.com.br

Lula: caso de cadeia

MÍDIA SEM MÁSCARA

30 de julho de 2017 - 18:47:10

Garantia Sivuca – José Guilherme Godinho, policial membro da Scuderie Detetive Le Cocq, um dos responsáveis pela caçada e morte de Cara de Cavalo, cafetão, traficante, assassino e “caso íntimo” do Hélio Oiticica, o vanguardeiro performático das artes tropicalistas que chegou a homenagear o amor bandido com a ode-legenda “Seja marginal, seja herói” – bem, dizia Sivuca que “bandido bom é bandido morto”, bordão que o fez deputado estadual por duas vezes no ainda tolerável Rio de Janeiro dos anos 1990.
Pessoalmente, não chego a tanto. Mas acredito piamente que “bandido bom é bandido preso”, se possível, em certos casos, perpetuamente, num presídio de segurança máxima.
Este é bem o caso, por exemplo, de Luiz Inácio da Silva, reconhecido nas rodas civilizadas como o “Chacal” da politicagem tupiniquim.
Recentemente, como sabem todos (e a quase generalidade da população aplaudiu), o competente juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e meio de cadeia, por corrupção e lavagem de dinheiro. É pouco – muito pouco, pouco mesmo. Neste sentido, procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal tomaram a decisão de recorrer da sentença e pedir penas maiores para o dono do PT. Faz sentido. De fato, como já escrevi, onde se abrir o Código Penal, o honorável Lula corre o risco de ser enquadrado: felonia, prevaricação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outras tantas mazelas, formam o prontuário desta imperdoável figura que levou o País à degradação moral, política, econômica e social de forma nunca trilhada na nossa controversa história republicana.
Com Lula e o entorno comunista do PT, ambos aboletados nas utopias funestas e convenientes a tipos que nem Frei Beto (não dá pra mais de um “t”), FHC, Antonio Candido, Sérgio Buarque de Holanda, Geisel, Golberi et caterva, o Brasil trilhou (e continua a trilhar) os caminhos criminosos do “socialismo tropical” ou, se quiserem, do “estatismo selvagem”. Com a comunalha no poder, ingressamos, sem tirar nem pôr, na atmosfera mórbida do sétimo círculo do inferno traçado por Dante Alighieri nas páginas da Divina Comédia.
Eis o fato: nos 13 anos em que Luiz Inácio corrompeu a nação (sim, o “cara” impôs e sempre esteve por trás das manobras da guerrilheira marionete), atingimos a condição de um dos países mais corruptos e violentos do mundo, ao tempo em que se consolidou entre nós o aparelhamento do “Estado Forte” e se fincou no pedaço, seguindo as resoluções do Foro de São Paulo, uma burocracia insustentável que nos levou à insolvência absoluta.
Os números atuais impressionam: o País da era Lula comporta hoje 151 estatais deficitárias (entre elas, a Petrobras), 30 ministérios falidos, 153 autarquias e fundações federais inviáveis, 100 mil cargos comissionados e funções de confiança e gratificações supimpas, 250 mil funcionários-ativistas terceirizados, sem incluir o rombo previdenciário estimado (só em 2017) em R$ 167 bilhões e a alucinante dívida pública federal avaliada (pelo Tesouro Nacional) em mais de R$ 3 trilhões. Eis o prognóstico tardio: segundo cálculos fundamentados, as contas nacionais, caso as legiões socialistas de Lula fossem expulsas hoje das bocas estatais, só seriam ajustadas a partir de 2089. Ou seja, daqui a 60 anos!
Na sua oligofrenia progressiva, Lula diz que o seu governo livrou da fome 40 milhões de carentes que saíram da linha da pobreza para ingressar numa “nova classe média”. Sem jamais entrar numa fila do INSS, sustenta que transformou a saúde do Brasil em coisa de Primeiro Mundo. Mais: garante que mesmo sendo analfabeto de pai e mãe, abriu as portas das universidades para o povo. E tudo a partir da consolidação, pelo seu “Estado Forte”, de uma política de “conteúdo nacional” (vide a “Nova Matriz Econômica”, de fedor leninesco).
Cinismo assumido, a mentira tem pernas curtas. Dias atrás, amplo relatório divulgado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) deu conta, detalhadamente, da desastrosa política industrial e comercial imposta ao País nos 13 anos dos governos de Lula Rousseff.
Escorado na farra vertiginosa de subsídios fiscais e financeiros, que detonou uma inflação de dois dígitos, foram desperdiçados trilhões de reais com os “campeões nacionais” JBS-Friboi, Odebrecht, empresas do finório Eike Batista, OI, OAS etc., cujo objetivo paralelo gerou propinoduto para abastecer os cofres inabordáveis do PT, dos partidos aliados e demais “companheiros de viagens”.
Pior: no esquema criminoso adotado, foram preteridas as relações comerciais com economias desenvolvidas enquanto eram torrados bilhões de dólares com Cuba, Venezuela, Angola, República Dominicana, Bolívia e afins, países velhacos manobrados por comunistas ávidos de dinheiro fácil em troca da adesão irrestrita ao “socialismo do século XXI”. Coisa de doido!
Por fim, ouriçados com a decisão do Juiz Moro em bloquear 9 milhões de reais do ex-presidente, a tropa de choque petista classificou-a como “mesquinha”. De fato, a decisão do juiz, em se tratando de condenados por corrupção e lavagem de dinheiro, é obrigatória. Assim, o protesto soa como deboche.
Ademais, Lula aufere gordas aposentadorias, tem carro com chofer, apartamento confortável do qual não pode ser despejado, adega de fazer inveja a Brillat-Savarin, além de filhos e sobrinhos ricos. Há quem admita até que o honorável dispõe de boas reservas em Cuba e na Venezuela.
E o PT, ainda hoje uma das siglas partidárias mais ricas do planeta, não vai permitir que o seu “líder carismático” saia da boa vida e fique “asfixiado”.

Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

Procuradores querem que Gilmar Mendes se declare impedido, na forma da lei


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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)
Deu O Globo
A força-tarefa da Lava-Jato no Rio manifestou apreensão diante da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes de mandar soltar o empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira. Os dois continuariam na cadeia porque havia outras determinações de prisão, e o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, expediu ontem os novos mandados de prisão relativos a esses outros casos investigados. Mas Gilmar Mendes mandou soltá-los novamente.
Gilmar Mendes acolheu o habeas corpus de Teixeira e Barata Filho no âmbito da Operação Ponto Final, em que ambos já viraram réus. Mas, havia determinação de prisão preventiva de Barata Filho por evasão de divisas, porque ele ia viajar para Portugal com valores em espécie acima do permitido, e, no caso do ex-presidente da Fetranspor, por conta da última operação, em que o ex-secretário municipal Rodrigo Bethlem foi chamado à Polícia Federal para dar explicações. Por isso, Bretas mandou expedir os mandados de prisão. No entanto, na decisão dessa sexta-feira, o ministro estendeu a decisão também para esses casos.
APREENSÃO – “Em relação à liminar em habeas corpus concedida na data de ontem (17/08/2017) pelo Ministro Gilmar Mendes, os membros da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro vêm a público manifestar a sua apreensão diante da possível liberdade precoce de empresários com atuação marcante no núcleo econômico de organização criminosa que atuou por quase dez anos no Estado, subjugando as instituições e princípios republicanos, e que detêm poder e meios para continuarem delinquindo em prejuízo da ordem pública e da higidez da instrução criminal”, afirmaram os procuradores da Lava-Jato.
O procuradores encaminharam nesta sexta-feira, dia 18,  ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofício solicitando que ele entre com uma ação pedindo o impedimento de Gilmar Mendes em recursos relativos à Operação Ponto Final. O ministro foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho, Beatriz, com Francisco Feitosa Filho, sobrinho da mulher de Gilmar, Guiomar.
RABO DO CACHORRO – Mais cedo, questionado sobre o caso, o ministro do STF respondeu: “Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isto é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder”.
Gilmar também comentou a decisão de Bretas de expedir novos mandados de prisão: “Isso é atípico, né. E, em geral, o rabo não abana o cachorro, o cachorro que abana o rabo” — disse o ministro.
Na documentação do procedimento em que pedem a suspeição do ministro do STF, o MPF do Rio cita que um dos advogados de Barata Filho é Rodrigo de Bittencourt Mudrosvitsch, que, segundo a força-tarefa da Lava-Jato no Rio “ajuizou ação representando o ministro Gilmar Mendes e continua sendo seu advogado”.
MAIS RELAÇÕES – Os procuradores alegaram ainda que Barata Filho é sócio de Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, cunhado de Gilmar Mendes, na empresa Auto Viação Metropolitana LTDA. Ainda segundo os procuradores argumentam, Feitosa e Barata Filho “possuem íntimo relacionamento pessoal, tratando-se como amigos e compadres em diálogo travado dias antes da prisão do empresário”.
O MPF do Rio cita que o contato da mulher de Gilmar Mendes está na agenda telefônica do aparelho celular de Barata Filho e que o ex-presidente da Fetranspor integra o conselho editorial da Editora JC, junto como ministro do STF.
“A aplicação de um processo penal em que se entende não ser cabível a prisão preventiva para um acusado de pagar quase R$ 150 milhões de propina a um ex-governador e que tentou fugir do país com um documento sigiloso fundamental da investigação, definitivamente não é a aplicação de uma lei que se espera seja igual para todos”, diz trecho da nota da força-tarefa do Rio sobre Barata Filho, que tinha em sua bagagem, ao ser preso no Aeroporto Tom Jobim, um ofício que seu banco recebeu com a ordem de Bretas determinando a quebra do sigilo bancário.
MULHER DE GILMAR – Os procuradores lembram que a mulher de Gilmar trabalha no escritório de Sérgio Bermudes, que “patrocina, em processos criminais da Operação Ponto Final, os interesses de pessoas jurídicas diretamente vinculadas aos beneficiários das ordens concedidas”, nas palavras dos procuradores. Esta é a segunda vez que a Lava-Jato do Rio pede a suspeição de Gilmar Mendes. A primeira foi na Operação Eficiência, quando o ministro concedeu habeas corpus ao empresário Eike Batista. Os procuradores pediram que ele se declarasse impedido porque o escritório de Sérgio Bermudes advogou para Eike.
“A apreensão dos Procuradores sobreleva diante de contexto em que o prolator das referidas decisões é cônjuge de integrante do escritório de advocacia que patrocina, em processos criminais da Operação Ponto Final, os interesses de pessoas jurídicas diretamente vinculadas aos beneficiários das ordens concedidas o que (…) deveria determinar o autoafastamento do Ministro Gilmar Mendes da causa”.
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Hitler e Mussolini não eram de esquerda nem de direita: eram a ‘terceira via’


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Mussolini e Hitler se firmaram como alternativa
Leandro Narloch
Folha
Não sei muito bem como, mas a maluquice de neonazistas em Charlottesville suscitou no Brasil a discussão se o nazismo é de esquerda ou direita. A polêmica é típica das torcidas organizadas que vivem brigando na internet, mas não deixa de ser interessante. Como saber qual o lugar de Hitler na política se ele era ao mesmo tempo anticomunista, antiliberal e anticonservador?
É verdade que algumas propostas do nazismo, principalmente do início do movimento, têm toda a cara da esquerda. A primeira plataforma do Partido Nazista, publicada em 1920, defendia reforma agrária, divisão dos lucros de indústrias pesadas, estatização de grandes lojas de departamento, proteção social na velhice e proibição do rentismo e do trabalho infantil.
SEM IGUALDADE – Mas não, Hitler não era de esquerda. Tinha os comunistas como seus principais inimigos e, mais importante, não ligava para a igualdade, o principal valor da esquerda. Pelo contrário, a teoria dos nazistas se baseava na desigualdade — os mais fortes (para eles, os arianos) deveriam vencer e dominar povos inferiores.
Hitler tampouco era um conservador. Conservadores pregam a prudência na política, a ordem e a preservação das conquistas da sociedade. O melhor político, para um conservador, é aquele que inspira tédio — e Hitler inspirou muitas emoções, menos tédio. Estava muito mais para um jacobino, alguém disposto a cortar cabeças e arriscar tudo em nome de uma sociedade perfeita.
Seria Hitler um liberal? Nem de longe. A ascensão do fascismo na Europa também é conhecida por historiadores como “a segunda morte de Adam Smith”.
PLANEJAMENTO CENTRAL – As ideias liberais, que contagiaram o mundo do fim do século 19 até a Primeira Guerra, não infectavam mais ninguém. À esquerda e à direita, o planejamento central foi a grande ideia que acometeu o mundo até a chegada do neoliberalismo, em 1970.
O fasci, feixe de varas que deu nome ao fascismo, representa a ideia de que “juntos somos mais fortes”. Assim como o comunismo, o fascismo e o nazismo eram ideologias coletivistas. Rejeitavam a ideia de que o indivíduo é um fim em si mesmo (ou que “o indivíduo vale mais do que toda a Via Láctea”, como dizia Nelson Rodrigues). O oposto do fascismo não é o comunismo, mas o individualismo.
ERAM A NOVIDADE – A ambiente político do começo do século 20 se dividia entre democratas liberais e revolucionários anarquistas ou socialistas. O fascismo e seu correspondente alemão surgiram como uma novidade que transcendia ideologias tradicionais e reavivava a crença na política principalmente entre os jovens. Não eram comunistas nem liberais: admitiam o capitalismo, mas um capitalismo submetido aos interesses do Estado, do coletivo.
Os nazistas não eram nem de esquerda nem de direita: era a terceira via dos anos 1920. Os políticos que rejeitavam rótulos e pregavam “contra tudo isso que está aí”.
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Trump, Lacerda e Brizola – três passageiros da obsessão pelo conflito


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Charge do Gilmar Fraga (Zero Hora)
Pedro do Coutto
Trump, Lacerda e Brizola, cada qual a seu tempo e sua dimensão, ontem e hoje tornaram-se personagens do conflito político, do conflito humano, do entrechoque das paixões políticas. Donald Trump, claro, pertence a um universo muito mais amplo do que aquele no qual podemos situar a história do Brasil. Nas mãos de Donald Trump, talvez, encontre-se o destino do planeta.
No entanto, pelo que acompanho de política, tanto como leitor dos jornais e também através do jornalismo que exerci e exerço na manhã deste sábado, ocorreu-me a ideia de comprovar nas lentes do passado e do presente, as semelhanças entre os três personagens. Donald Trump só consegue encontrar a si mesmo no redemoinho dos conflitos. O mesmo se pode dizer do apelo interior assinalado nos comportamentos de Lacerda e Brizola.
NA CASA BRANCA – Trump, sem qualquer atuação parlamentar nos EUA, desencadeou uma onda no Partido Republicano, na qual viajou rumo à Casa Branca. No meio do percurso – parece absurdo, mas foi constatado – registrou-se a influência russa no pleito em que derrotou Hillary Clinton. Mas não apenas esse fato levou-o a vitória. Ocorreu também uma entrevista do ex-diretor do FBI recolocando na cena sucessória os e-mails que Hillary enviou de seu celular particular, quando secretária de Estado de Obama.
A candidatura Hillary Clinton submergiu nesse fato controverso e até sem sentido, porque até hoje discute-se a fonte dos e-mails, porém em nenhum momento o conteúdo neles registrados.
Foi apenas um equívoco que lhe custou a presidêmcia dos EUA. Trump abriu ampla dissidência em seu partido, mas surpreendentemente foi tal conflito que lhe garantiu o primeiro lugar nas urnas.
LACERDA E BRIZOLA – Carlos Lacerda, sem dúvida um gênio, deixou-se levar pela paixão desenfreada pelo poder e tal comportamento cortou sua carreira. Terminou cassado pelo movimento militar de 64 do qual por ironia do destino foi o principal desencadeador. O poder era sua obsessão. Lembro-me bem de seu pronunciamento no dia 2 de abril de 64 no Palácio Guanabara quando anunciou ser amigo e admirador do general Castelo Branco e queria ser seu sucessor nas eleições de 65 que acabaram não se realizando. Sua precipitação e seu impulso ao conflito acabaram se voltando contra si próprio.
Leonel Brizola era outro ser político com apelo a turbulência, ao desafio, ao confronto. Como governador do Rio Grande do Sul, fato histórico, garantiu a posse de João Goulart na presidência da República em 61, quando Jânio Quadros renunciou. Transferiu seu domicílio eleitoral para a Guanabara e se elegeu com uma votação espetacular. Naquele momento antecipava sua candidatura a presidência da República, desprezando uma aliança com Juscelino Kubitschek. Deu a partida cedo demais e com isso detonou a aliança possível na base de um denominador comum voltado para um avanço reformista, não revolucionário.
ATRAÇÃO PELO CONFLITO – Leonel Brizola moveu-se no sentido oposto do possível e, da mesma forma que assegurou a posse de Goulart, viria a radicalizar o processo que levou ao movimento militar de 64. Brizola desejava o conflito, não a solução de um problema. Isso impediu seu avanço. Levou Jango à radicalização e o resultado foi uma ditadura militar que durou 21 anos.
Donald Trump só se sente bem quando ataca, quando demite, quando entra em conflito aberto. Vamos ver o destino de sua presidência, dos EUA, de um planeta chamado Terra.
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No desespero, Cunha agora promete que finalmente revelará tudo o que sabe


Fotocharge do Neto Sampaio (Arquivo Google)
20Jailton de Carvalho
O Globo
Menos de uma semana depois de receber um “não” do Grupo de Trabalho da Lava-Jato, o ex-deputado Eduardo Cunha pediu para reabrir as negociações na tentativa de um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Um emissário do ex-deputado até sugeriu que, se fosse de interesse do Ministério Público, Cunha participaria diretamente das tratativas, segundo disse ao GLOBO uma fonte que acompanha a movimentação de perto.
Nesse caso, investigadores de Brasília poderiam ouvi-lo em Curitiba, onde ele está preso. Procuradores devem decidir, até a próxima semana, se aceitam ou não pôr de volta à mesa a discussão da delação do ex-deputado.
ESCONDENDO O JOGO – Na proposta apresentada inicialmente, Cunha teria se comprometido a falar sobre as relações dele com o presidente Michel Temer. Também falaria sobre deputados, senadores e ministros que hoje estão no centro do poder em Brasília. Mas as informações oferecidas por escrito foram consideradas superficiais e inconsistentes. O ex-deputado teria sido omisso em relação a crimes já conhecidos. Cunha também apresentou poucas provas para sustentar as acusações, algumas delas genéricas, que prometeu fazer. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a equipe de auxiliares não tiveram dúvidas em recusar o acordo.
Mas, nesta semana, para surpresa dos investigadores, um emissário de Cunha pediu ao Grupo de Trabalho para retomar as negociações. A sinalização é que o ex-deputado poderia ter dados relevantes a acrescentar à proposta inicial.
NOVA NEGOCIAÇÃO – Como prova de que está disposto a revelar tudo o que sabe, Cunha falaria diretamente com os procuradores. Até sexta-feira passada, a negociação era intermediada pelo advogado Délio Lins e Silva Júnior. Na nova configuração, continuaria com o advogado, mas sentaria à mesa com os procuradores para uma conversa franca, sem a preocupação de modular uma acusação a um interesse específico.
A possível retomada das negociações com Cunha, desta vez num nível mais elevado, poderia provocar uma reviravolta nas investigações da Lava-Jato nesta reta final do mandato de Janot, que deixa o cargo em um mês. Até ser rejeitada, na sexta-feira passada, a delação do ex-deputado era uma das mais esperadas e temidas.
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Com meio de ser vaiado nos aeroportos, Padilha só viaja em jatinhos da FAB


O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha
Eliseu Padilha alega que é uma questão de segurança
Daniel Carvalho e Gustavo Uribe
Folha
Alvo da Lava Jato e principal articulador das reformas governistas, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tem utilizado aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) para se deslocar em fins de semana a Porto Alegre, seu reduto eleitoral e domicílio familiar. Segundo a Folha apurou, o peemedebista, que alega motivo de segurança para justificar as viagens, tem receio de ser hostilizado em voos e aeroportos comerciais. Neste ano, foram, até o momento, 21 voos para a capital do Rio Grande do Sul. Em apenas três deles houve detalhamento na agenda oficial de compromisso administrativo em Porto Alegre.
Na semana passada, por exemplo, ele participou de seminário promovido por uma revista especializada em política e negócios. Em março, foi a reunião entre governadores do Brasil e da Argentina.
SEGURANÇA – No ano passado, Padilha viajou 12 vezes alegando motivo de segurança e, em apenas dois deslocamentos, foi detalhado compromisso oficial, como para uma palestra sobre a reforma previdenciária.
Os deslocamentos de Padilha – que é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal – por motivo de segurança começaram a ser feitos em setembro, um mês depois de o então ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) ter sido hostilizado em um avião de carreira.
Geddel, que deixou o cargo em novembro do ano passado, utilizou a aeronave com a mesma justificativa 13 vezes para ir a Salvador, seu domicílio eleitoral. Em nenhum especificou compromissos oficiais na capital baiana.
NORMAS RÍGIDAS – O decreto que regulamenta a utilização de aviões da FAB, de 2002, estabelece que podem ser utilizados por motivos de segurança, emergência médica, viagens a serviço e deslocamento para residência permanente. Em 2015, no entanto, a então presidente Dilma Rousseff suspendeu a autorização para que ministros utilizem o avião sob a justificativa de retorno ao domicílio. A decisão teve como objetivo evitar abusos.
A Comissão de Ética da Presidência emitiu, em maio, recomendação geral reforçando a orientação para que ministros evitem o meio de transporte para se deslocarem às suas cidades de origem.
A comissão enviou inclusive ofício ao Ministério Público Federal e ao TCU (Tribunal de Contas da União) para avaliar eventuais restituições aos cofres públicos, caso sejam constatadas irregularidades, mas, até o momento, não houve decisão.
NOTA DE PADILHA – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que faz viagens em avião da FAB por motivos de segurança e que tem, para isso, o respaldo do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).
Padilha disse, por meio de sua assessoria, que suas viagens são autorizadas com base no decreto 4.244, de 22 de maio de 2002, que chancela a utilização das aeronaves por questão de segurança.
“Além disso, há o entendimento do GSI que justifica tal uso por motivos de segurança”, escreveu a Casa Civil em nota à Folha.
O Gabinete de Segurança Institucional disse que foi recomendado a três ministros para que utilizem as aeronaves oficiais, após análise de risco sobre a segurança deles.
SEM JUSTIFICATIVA – O presidente da comissão de ética, Mauro Menezes, lembra que o órgão federal constatou, em um levantamento dos deslocamentos de autoridades, justificativas que não eram convincentes e que procuravam disfarçar o verdadeiro propósito das viagens.
“Infelizmente, o que muitas vezes nós verificamos é que prevalece aquela tradição de que, diante de uma norma restritiva, tenta-se obter uma forma oblíqua de manter práticas em desacordo com ela”, disse.
Padilha não foi o único ministro do governo a alegar motivo de segurança em suas viagens. Mendonça Filho (Educação), viajou para o Recife, seu domicílio eleitoral, duas vezes em 2016 e uma em 2017 com a mesma justificativa. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, alega o mesmo argumento em todos os deslocamentos que faz em aeronaves da FAB. Em todas as viagens, no entanto, Meirelles discriminou compromissos oficiais na agenda.

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Sua Majestade, o ministro Gilmar Ferreira Mendes


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Charge do Bessinha (Site Conversa Afiada)
Jorge Béja
“Claro que me sentia. E continuo a me sentir, mesmo sem a fantasia. Todos temos um rei dentro de cada um de nós”. Foi a resposta que o culto e letrado carnavalesco Clóvis Bornay (1916-2005) me deu durante o voo que nos levava a Paris, quando lhe perguntei se ele se sentia o próprio Luis XIV, quando desfilou no carnaval vestido de “Rei Sol”, fantasia que o próprio Bornay desenhou e fez e que foi premiada em primeiríssimo lugar em todos os concursos daquele ano (Municipal, Monte Líbano, Copacabana Palace, Hotel Glória…). Sem patrocínio e passado o carnaval, ele e eu arcamos depois com todas as despesas para ir doar a fantasia ao Museu do Louvre.
É verdade. Somos todos reis. Somos todos majestades, ainda que em frangalhos e depauperados. Ainda que desempregados e sem ter o que comer e onde morar, cada pessoa humana é templo da centelha divina que a torna rei. Todos somos mesmo majestáticos.
O REI DO SUPREMO – Gilmar Ferreira Mendes é duas vezes rei: pela própria natureza humana, como todos somos, e pelo cargo que ocupa e exerce, o de ministro da mais alta Corte de Justiça do país. Gilmar tem cetro de rei (a caneta), vestimenta de rei (a toga), corte de rei (o prédio do Supremo Tribunal Federal) e o poder absoluto de um rei, que é o de dar a palavra final sobre o destino e o direito de seus súditos (o povo brasileiro e suas instituições).
Por certo lapso temporal, tem vezes que Gilmar reina sozinho, por meio do poder monocrático. Depois é obrigado a reinar em conjunto com outras 10 majestades, que são os demais colegas-ministros que integram a Corte da qual Gilmar faz parte. Mas todos eles são reis. São absolutos, tal como Luis XIV. A diferença é que este reinava sozinho. Acima dele, ninguém. Abaixo, todos.
É o que acontece também com o STF. Queiram ou não, o Judiciário é o mais forte dos três poderes da República. Quem reina mesmo é o Judiciário, o único investido com o poder de decidir sobre o acerto ou desacerto de todos os atos dos dois outros poderes. Também acima do STF, ninguém. Abaixo, também todos.
NÃO PODE ERRAR – É justamente pela majestade que detém e ostenta que Gilmar – assim como seus dez colegas de Suprema Corte – não pode errar, ainda que seja pessoa humana e falível. Mas nesse episódio em que sua majestade ordenou a libertação do empresário Jacob Barata Filho, é de se sentir que Gilmar deveria se considerar impedido ou suspeito. Ou seja, não decidir a causa.
Perguntou Gilmar aos repórteres, sem deixar que estes respondessem ou argumentassem: “Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que existe relação íntima, como diz a lei? Não precisa responder”.
Vai aqui uma resposta, que Gilmar dispensou que fosse dada, quando falou aos jornalistas que o cercavam. Ei-la: juiz, padrinho de casamento de alguém, continua juiz e não perde o poder de jurisdição, ou seja, de decidir sobre o direito do outro. Mas quando esse alguém, esse outro, de quem o juiz e sua esposa foram padrinhos, é a filha de um réu, cujos crimes que lhe são atribuídos compete ao juiz-padrinho julgar, aí existe impedimento sim, Majestade.
PADRINHO-PROTETOR – O impedimento decorre da amizade. Só quem é amigo é convidado para ser padrinho de casamento, de batismo e até de investidura. Pessoas estranhas e sem fortes laços de amizade nunca são chamadas para serem padrinhos de ninguém e nem de coisa alguma. O dicionário Lello Universal define padrinho como “protetor” (Lello & Irmão – Editores, Porto, página 858). E só dos amigos íntimos se recebe proteção, tanto o protegido, quanto seus familiares, ao menos os ascendentes e descendentes.
Sua afilhada Beatriz Barata é filha de Jacob Barata Filho, que se tornou compadre de Sua Majestade. É inimaginável um juiz decidir sobre o direito de um réu compadre seu. Nem precisava o artigo 254, I, do Código de Processo Penal indicar que a amizade íntima é motivo para que um juiz se dê por suspeito. E não se dando, tal como Sua Majestade não se deu, poderá ser recusado por qualquer das partes.
SOBRINHO DA MULHER – E ainda tem mais. Lê-se que o noivo de Beatriz Barata, Francisco Feitosa Filho, é sobrinho da doutora Guiomar Mendes, esposa de Sua Majestade, que desde então passou a ser juiz-julgador e compadre do réu Jacob Barata Filho (a), padrinho de casamento de sua filha Beatriz (b) e de seu noivo-marido, sobrinho da esposa de sua Majestade, que carinhosamente o chama de “tio” também (c). Tio por afinidade.
Não, ministro Gilmar. A situação é intrincada. O caso é típico de suspeição, por mais que não se queira aceitar. Elos, fortes elos de amizade se formaram quando sua Majestade se tornou compadre da Jacob Barata Filho. Voltando ao Lello Universal, na página 270, ao lado do substantivo “compadre” está escrito “amigo íntimo”, entre outras definições, tais como “cada uma das pessoas que entram num conluio”. Tudo isso é muito feio. Nada tem de nobreza. E é nobreza que se espera, que se pede e de que se fala.
O sentimento de majestade que Bornay sentia quando vestido de Luis XIV era pura ficção. Era imaginativo. Era criativo. A Majestade que recai sobre sua pessoa, ministro Gilmar Ferreira Mendes, é real, é concreta, é para valer.
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É importante saber o que diz Dirceu sobre a “retomada do Poder” pelo PT


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Charge do Clayton (O Povo/CE)
Roberto Nascimento
Importantíssima, a meu juízo, a publicação do atual pensamento de José Dirceu, o “Golbery” de Lula, aqui na “Tribuna da Internet”. Devemos, sim, tomar conhecimento de suas novas ideias para a retomada do Poder, possibilidade que espero não aconteça jamais. Não podemos entrar nessa aventura da falsa esquerda, que gerou o atraso que estamos vivendo, com a retomada da teoria neoliberal, concentrada nas reformas destinadas a redução das conquistas sociais, iniciadas no governo Vargas.
José Dirceu e Lula tiveram condições de melhorar a vida do povo, no entanto, cerraram fileiras na manutenção dos privilégios dos empresários, principalmente dos campeões nacionais (JBS/Eike Batista) e das empreiteiras e empresas corruptas, envolvidas na Lava Jato.
ENFADONHO E IRREAL – Dirceu pode falar o que quiser, até os maiores absurdos que estão nesse texto recente, que é enfadonho e irreal. Somente idiotas completos irão acreditar que suas propostas são mesmo para valer.
Em seu delírio, Dirceu não entende que na política, quando se perde a credibilidade, não há mais volta. Os políticos petistas apenas cuidaram de suas medíocres vidas, e agora o povo padece com os parceiros deles no poder, depois que os golpearam pelas costas, porque não tinham mais serventia, os caciques do PMDB não precisavam mais dos cúmplices.
Os petistas foram defenestrados para sempre, pois não terão mais tempo de vida, assim que Lula estiver condenado em segunda instância, com ficha suja, tudo passar e ficar impossível enganar os trouxas novamente.
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Ministério Público vai bombardear reforma trabalhista na Justiça comum


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Charge do Mariano
Antonio Temóteo
Correio Braziliense
Contrário a diversos pontos da reforma trabalhista, o Ministério Público da União (MPU) definiu estratégia para tentar minar trechos considerados inconstitucionais. O envio de ação direta de inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF) está descartado. Para diversos procuradores, a composição da Corte não favorecerá a reversão do texto aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Michel Temer.
Os procuradores se convenceram de que os questionamentos devem ser feitos a partir da primeira instância, por meio de ações civis públicas. Caso as teses defendidas pelos integrantes do MPU prosperem, uma jurisprudência será formada e isso não poderá ser ignorado pelos ministros do STF.
A estratégia tem apoio velado da maioria dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que já demonstraram publicamente contrariedade com a reforma aprovada por deputados e senadores.
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Supremo deve autorizar PF a fechar delações premiadas


O tema será debatido pelo STF neste semestre e causa polêmica entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal

BAHIA.BA
Foto: Divukgação
Foto: Divulgação

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deverá votar a favor da possibilidade de a Polícia Federal (PF) firmar acordos de delação premiada, segundo a Folha.
Centro de polêmica da PF com o Ministério Público Federal (MPF), o assunto será debatido pela Corte neste semestre.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao tribunal que sejam declarados inconstitucionais os artigos da lei sobre colaboração que permitem à polícia celebrar os acordos.
Ele alega que o MPF é o titular de uma ação penal e, portanto, não caberia à PF negociar penas.
Relator do caso no Supremo, o ministro Marco Aurélio Mello já sinalizou publicamente que se posicionará a favor da polícia.

Na chuva e na lama: Off Road leva aventura para fora das estradas


Clubes dedicados à prática da modalidade extrema crescem no estado e movimentam economia e interesse do público

Fernando Valverde/ BAHIA.BA
Foto: Afrânio Freire / Clube do Wrangler
Foto: Afrânio Freire / WJC – Wrangler Jeep Club

Já fazem 24 anos desde que Jurassic Park, a fantasia comandada por Steven Spielberg, foi lançado nos cinemas do mundo inteiro e se tornou um sucesso estrondoso de bilheteria e crítica, além de ter trazido os dinossauros de volta ao imaginário coletivo da época.
Porém, enquanto as criaturas eram alvo de interesse da maioria, os olhos do empresário Joílson Bocca, ou Bocca de Gude, como é mais conhecido, se voltavam para outro colosso.
Dono de uma réplica de um Jeep Wrangler, como o destruído pelo icônico T-Rex do filme, Joilson é um dos aficionados pelos singulares veículos, utilizados na prática do Off Road.  “Fiz questão de fazer uma réplica igualzinha ao Jurassic Park. Não foi o filme que me encantou, foi o Jeep. É um modelo único, acho que só eu tenho na Bahia”, confessou orgulhoso, em entrevista ao bahia.ba.
Empresário do ramo da metalúrgica e da empresa de customização de carros do tipo, a Be Off Road, Joílson é também diretor técnico do WJC – Wrangler Jeep Club, que reúne os entusiastas de um ramo alternativo da indústria automobilística, que já movimenta eventos para mais de 5 mil visitantes por dia na capital baiana e leva caravanas para o interior do estado em busca de aventura.
Wrangler Americano (Série Sahara) / Foto: Fernando Valverde
Wrangler Americano (Série Sahara) / Foto: Fernando Valverde

Cultura off road – Termo vindo do inglês, off road  significa “fora da estrada” e é designado para toda a prática esportiva em locais que geralmente não possuem estradas pavimentadas, calçadas ou qualquer estrutura urbana, e onde as dificuldades naturais se colocam como obstáculos a serem superados em busca da adrenalina. Como o próprio Joílson define: “O Off Road está no sangue, então, onde tiver lama e chuva, estaremos lá”.
Diretor técnico do WJC – Wrangler Jeep Club, que conta com mais de 40 associados, ele esteve presente como expositor na Exporural deste ano, que segue no Parque de Exposições de Salvador até esta segunda-feira (21).
Por serem veículos customizados e de uso extremo, com baixa adequação para o trânsito urbano, o investimento em um carro do tipo costuma ser bastante caro, porém a recompensa, segundo Bocca de Gude, vale o esforço, mesmo em tempos de crise na indústria automotiva.
“A crise afetou todo mundo. Tínhamos muita procura por customização de veículos e a procura diminuiu um pouco. Viemos com três veículos para expor na feira e, por incrível que pareça, vendemos um no sábado passado por R$ 180 mil”, revelou. “Mas o amor é tão grande pelo off road, que quem tem seu veículo não deixa de fazer. O Jeep é como se fosse um Lego. Sempre se coloca uma coisa ali, aqui, nunca deixamos de montar. Isso é o nosso final de semana, a nossa brincadeira”, contou.
Foto: Afrânio Freire / Clube Do Wrangler
Foto: Afrânio Freire / WJC – Wrangler Jeep Club

O clube – Única associação de off road da Bahia convidada para a exposição automotiva da feira, o WJC – Wrangler Jeep Club nasceu da iniciativa de reunir entusiastas da prática para a troca de experiências sobre a modalidade, mas acabou por se tornar uma grande reunião de amigos com um interesse em comum, como conta Afrânio Freire, o “Peppa”, presidente do grupo.
“É um clube de Wrangler, com gente que já participava de outros clubes, mas que tinha uma afinidade a mais. Além de curtir o off road, a gente sempre se reúne para cozinhar junto, gostamos de gastronomia, de reunir as nossas famílias e achamos por bem criar um clube nosso”, revelou.
Mesmo que a prática levante valores que passam bem longe da realidade da maioria da população brasileira, já que, para efeito comparativo, um Jeep Wrangler no site da montadora é listado por R$ 195 mil, muito distante dos R$ 40 mil do Chevrolet Onix, o carro popular mais vendido em 2017 até então, o publicitário não vê a modalidade off road como privilégio de um grupo fechado.
“O off road já foi uma atividade muito mais cara e inacessível do que é hoje. Se a pessoa quiser fazer off road hoje em dia, compra um 4×4 mais em conta, gasta mais um R$ 10 mil de customização e equipamentos, entra em um dos clubes e já participa. Não é mais um atividade de R$ 100/200 mil. A globalização trouxe os acessórios para gente, trouxe mais equipamentos a preços competitivos e facilitou. Agora, claro que tem carros mais preparados para a atividade que podem ir até R$ 250mil”, indica. “A crise atrapalha como em todo o setor, mas não é uma atividade que está distante do trabalhador não”, complementou Peppa.
Na página do Facebook do clube, fotos de passeios, reuniões e carros em condições adversas dão o tom do que o clube define como seus três pilares: Família, Aventura e Amizade.
Foto: Afrânio Freire / Clube do Wrangler
Foto: Afrânio Freire / WJC – Wrangler Jeep Club

Customização – O discurso de Peppa sobre o grupo não ser fechado é seguido por Alessandro Moura, o Barroca. Para o empresário e administrador, à frente da Extreme Off Roadempresa de customização de carros para a prática sediada em Brumado, que conta com pouco mais de 4 mil seguidores nas redes sociais, a modalidade movimenta muito mais do que apenas amantes de carros e adrenalina.
“O off road é uma válvula de escape. A crise gera estresse e o off road diminui o estresse. Sem contar que nós fazemos isso para estarmos perto um dos outros, né? Levamos nossas famílias, temos esse contato com os amigos e isso é muito bom”, avalia.
Dono da estrela do stand, uma picape F75 manualmente customizada e transformada em uma “Rural Bicudinha 51”, Barroca a trata como o xodó da sua coleção pessoal, que atualmente conta com seis jipes. No entanto, ele não abriria mão de uma boa oferta pela “bicudinha”. “É um carro todo feito na mão, nada de fibra. É um carro para uso extremo mesmo. Só vendo pelo dobro, porque aí eu monto outro”, afirmou, aos risos.
A Bicudinha (Foto: Alessandro Moura / Extreme off road)
A Bicudinha (Foto: Alessandro Moura / Extreme off road)

O off road na Bahia – Quem vê os carros limpos e brilhando nas fotos de divulgação e nos eventos, não imagina o estado dos colossos de metal durante as trilhas e expedições organizadas pelos grupos e caravanas da modalidade no estado.
Uma das mais procuradas, a Trilha de Araçás, deve reunir cerca de 150 veículos no município de Araçás, a cerca de 100km de Salvador, no dia 19 de setembro. A rota, que conta com um percurso de aproximadamente 35km, é dividida entre a leve, dedicada ao passeio e a tranquilidade, e a pesada, que conta com muita lama e travessias por rios e poças.
Como não há lama onde não há chuva, medidas foram adotadas para o caso de as condições climáticas não favorecerem. “Para garantir a dificuldade caso não chovesse, a gente fez algumas intervenções para assegurar que não baixasse o nível da água. Mas com respeito pela questão ambiental”, garantiu Silverlon Dantas, o Baratão, organizador do evento.
Outros circuitos, como a Trilha do Cabaço, em Mata de São João, e a Trilha do Dendê, em Taperoá, movimentam o calendário do off road baiano, junto a rotas diversas em municípios como Camaçari, Chapada, Mucugê, Andaraí, Vitória da Conquista, Seabra, entre outros.
Foto: Afrânio Freire / Clube Do Wrangler
Foto: Afrânio Freire / WJC – Wrangler Jeep Club

Com mais de 20 clubes off road  e um sem número de jipeiros independentes, a modalidade ganha espaço no cenário do estado, ao levar seus entusiastas para, desde paraísos idílicos, como a Praia dos Garcez, até brejos atolados, onde carros quebram e a aventura realmente reside para seus praticantes. Como diz o Bocca de Gudde: “Onde tiver lama e chuva, estaremos lá”.

Ministro do Planejamento abre mão de R$ 18 mil da remuneração mensal


A pasta afirmou que Oliveira irá abrir mão do ganho extra para fortalecer a discussão sobre a remuneração dos servidores

BAHIA.BA
Foto: Reprodução/DCI
Foto: Reprodução/DCI

Após a imprensa destacar que Dyogo Oliveira recebia salário acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão anunciou que irá abrir mão de R$ 18 mil mensais que recebe por ser membro do Conselho Fiscal do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), de acordo com agência Brasil.
Na última semana Dyogo Oliveira e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciaram um projeto de lei para garantir que todas as verbas destinadas a servidores respeitem o limite, equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A participação de servidores em conselhos de administração e fiscal de empresas públicas, sociedades de economia mista e entidades do sistema S é autorizada por lei”,
A pasta afirmou que Oliveira irá abrir mão do ganho extra para fortalecer a discussão sobre a remuneração dos servidores. “Diante da importância do debate sobre o teto remuneratório dos salários do serviço público, o ministro está renunciando ao jeton do Senac, mesmo que respaldado legalmente e estudará medidas para propor que os jetons também se enquadrem dentro do teto de todos os servidores públicos”, disse a nota.

Luloburguesia: conluio entre Maduro e Odebrecht aceleraram fuga da procuradora rebelde.


Matéria do El País (edição brasileira) informa que horas antes de fugir de barco, via Aruba, para a Colômbia, a procuradora Luísa Ortega denunciou a corrupção entre o círculo do ditador Nicolás Maduro e a construtora brasileira, que sempre teve Lula na sua linha de frente:


Os meses mais recentes da vida de Luisa Ortega foram como um filme, e cinematográfica foi também a fuga da Venezuela da procuradora rebelde, declarada inimiga pública número 1 do regime de Nicolás Maduro.
Na manhã de sexta-feira, na mesma hora em que na cidade mexicana de Puebla se iniciava uma reunião de promotores de todo o continente na qual estava prevista a participação de Ortega, ela cruzava em alta velocidade o mar do Caribe para vencer os quase 30 quilômetros entre a península venezuelana de Paraguaná e a ilha de Aruba, três horas com o mar em boas condições.

Quando chegou a hora de sua intervenção, a promotoria mexicana reproduziu um áudio, gravado em lugar não revelado, em que Ortega denunciava os elos de corrupção entre o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e seu círculo, e a construtora brasileira Odebrecht.

Quando o áudio foi mostrado, Ortega, procuradora geral da Venezuela até algumas semanas atrás, já estava a salvo em Aruba, onde se preparava para embarcar num voo que a deixou no aeroporto El Dorado, em Bogotá, às 15h30 (horário local), segundo as autoridades migratórias.

A procuradora, que desafiou o regime ao se opor à Assembleia Constituinte de Maduro, aterrissou na Colômbia acompanhada por seu marido, o deputado da situação Germán Ferrer, e por outras pessoas que trabalhavam com ela: Gioconda del Carmen González e o promotor anticorrupção Arturo Vilar.

A situação de Ortega e de seu marido na Venezuela se tornou insustentável quando ela foi destituída de seu cargo por se opor à Constituinte. Além de invadir seus escritórios e sua casa, a nova Assembleia também cancelou a imunidade parlamentar de seu marido e pôs em marcha uma máquina de repressão ao pedir que ele fosse processado por, supostamente, fazer parte de uma rede de extorsão que exigia dinheiro de criminosos para evitar que prosperassem acusações contra eles.

Com a chegada à Colômbia de ambos ficam no ar duas perguntas. Fugiram, ou o regime abriu o caminho para ela e seu marido? Quem organizou o voo fretado, em avião pilotado por dois homens de nacionalidade colombiana, para que chegasse a Bogotá? Teoricamente, Ortega estava sob vigilância desde que o Governo de Nicolás Maduro a proibira de deixar a Venezuela.

Na hora da difusão de seu programa de televisão da tarde, já se sabia da fuga de Ortega. Mas Maduro, que até atacou o maestro Gustavo Dudamel por criticá-lo, não fez menção a ela.

Fora a cinematográfica escapada, o áudio de cinco minutos enviado por Ortega a seus colegas de todo o continente incluía uma grave denúncia, feita pela mulher que foi a mais poderosa no Ministério Público da Venezuela.

Segundo Ortega revelou a seus colegas na gravação, a razão de fundo para a “perseguição sistemática” do Governo Maduro a ela e a sua equipe de confiança estaria nos subornos da Odebrecht a funcionários do Governo venezuelano.

E isso os deixa muito preocupados e angustiados porque sabem que temos os dados e os detalhes de todas as operações e quantias”, afirmou na gravação divulgada durante a Cúpula de Promotores da América Latina.

“Temos os detalhes de toda a cooperação, quantias e personagens que enriqueceram, e essa investigação envolve o senhor Nicolás Maduro e seu círculo”, destacou a mulher mais perseguida pelo chavismo.

A presença da Odebrecht na Venezuela não é tema de pouca importância. Durante a era de Hugo Chávez a Odebrecht se tornou a construtora favorita do regime. Nos últimos 20 anos ganhou contratos importantes, coincidindo com o idílio político entre o então presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o comandante bolivariano.

Segundo as investigações em marcha no Brasil, a Venezuela é o segundo país em que a empresa distribuiu mais dinheiro em propinas, cerca de 98 milhões de dólares (310 milhões de reais), entre 2006 e 2015, a “funcionários e intermediários do Governo” para “conseguir e manter contratos de obras públicas”.

Atualmente a empresa de Marcelo Odebrecht toca 11 importantes projetos em território venezuelano, entre os quais a linha 5 do metrô de Caracas, a modernização do Aeroporto de Maiquetía, em Caracas, a construção de uma usina hidrelétrica, o teleférico La Dolorita e uma ponte sobre o lago Maracaibo, todos eles com a obra pela metade.

As investigações em curso no Brasil, com efeitos em países como o Brasil e o Peru, onde foram presos os ex-presidentes Ollanta Humala e Alejandro Toledo, e no México -onde o ex-diretor da petroleira Pemex Emilio Lozoya teve que comparecer diante da Procuradoria - encontraram um muro de silêncio e obstrução do chavismo, que, longe de colaborar, persegue os procuradores que investigam a participação nas propinas.

Segundo o áudio dirigido por Ortega, 64 procuradores venezuelanos especializados em corrupção estão proibidos de deixar o país devido ao caso Odebrecht. Como consequência, a ex-procuradora alertou seus colegas que “qualquer informação que enviarem ao Ministério Público (da Venezuela) servirá para exatamente o contrário (...) atentar contra a fonte”, ressaltou na gravação.

A ex-procuradora foi destituída em 5 de agosto de seu posto pela Nova Assembleia Nacional Constituinte, depois de ter sido aprovado pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) o mérito. O parlamentar Pedro Carreño pediu que houvesse investigação de Ortega Díaz por “atentar, ferir e ameaçar a ética pública e a moral administrativa”, segundo declarou.

O atual procurador geral da Venezuela, Tarek William Saab, um dos homens mais próximos a Maduro, pôs Ortega na mira ao acusá-la de ser a “autora intelectual” das mortes e ferimentos das últimas semanas. “Poderão inventar crimes, mas me defenderei até o último alento da democracia”, disse a seus colegas latino-americanos ao explicar as razões por trás da perseguição.

A chegada de Ortega à Colômbia coincide com um papel cada vez mais ativo dos países de América Latina contra a guinada totalitária de Maduro. Nos últimos meses o governo colombiano de Juan Manuel Santos passou de um dos principais esteios de Maduro por sua contribuição para o processo de paz com os guerrilheiros das Farc a exigir o retorno da democracia. “Maduro talvez pensasse que, por nos ter ajudado no processo de paz, taparíamos os olhos” escreveu recentemente em artigo publicado no EL PAÍS intitulado Lloramos por ti, Venezuela (Choramos por você, Venezuela).

Paralelamente, o México, país que lidera a oposição diplomática aos planos de Maduro de dissolver a Assembleia oposicionista, age em Cuba, principal aliada de Maduro.

O ministro das relações exteriores do México, Luis Videgaray, viajou na sexta-feira a Havana, onde se reuniu com seu par Bruno Rodríguez para pressionar o regime da ilha a mudar de atitude em relação a seu parceiro bolivariano.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Che, um dos maiores criminosos da História.


Os jovens imbecis cujas camisetas ostentam a efígie de Che Guevara desconhecem a folha criminal desse frio assassino, uma "máquina de matar":

Tengo que confesarte, papá, que en ese momento descubrí que realmente me gusta matar 

(Ernesto Che Guevara)

El pasado siglo será recordado, entre otras cosas, por haber alumbrado a los peores criminales que ha conocido la historia. Muchos, la mayoría, fueron comunistas. Y entre ellos se encuentra Ernesto Guevara de la Serna, el Che.

Pero este estudiante de medicina argentino añade un factor que le diferencia de sus colegas: sigue siendo, aún a día de hoy, un ídolo para muchísimas personas. Aunque no se puede decir, por citar solo unos ejemplos, que Lenin, Stalin, Mao o Fidel Castro hayan sido juzgados socialmente con la severidad que merecerían, es raro contemplar, salvo en los residuos que todavía abrazan la fe marxista, una reivindicación de sus figuras. 
Con el Che, en cambio, se acepta con toda naturalidad que no escasos sectores de la sociedad exhiban su efigie, como si se tratara de Gandhi o de John Lennon.

En ese sentido, son de alabar iniciativas como la de nuestros amigos de la Fundación Bases en Rosario (Argentina), ciudad natal del tristemente célebre Guevara. Este think tank liberal ha emprendido una campaña para que las autoridades políticas de esa localidad retiren una estatua en honor al Che porque “es un asesino que no merece homenajes”. Nos unimos, sin duda, a tan encomiable cometido.

Y es que, ciertamente, Guevara, más allá de haber pasado a la posteridad como un icono para millones de jóvenes despistados, fue eso, un asesino.

No dudó, por ejemplo, en apretar el gatillo con sus propias manos en Sierra Maestra para acabar con la vida de aquellos compañeros que generaban alguna duda en su celo revolucionario. Y, posteriormente, tras el triunfo de los barbudos, ordenó ejecutar, sin ningún atisbo de garantías, como reconocía sin rubor alguno, a casi dos centenares de personas en la fortaleza de La Cabaña. La mayoría de los detenidos eran inocentes y ninguno se había hecho acreedor del fatal desenlace.

Además de un asesino múltiple confeso, el Che, en su posterior paso por la política cubana, destrozó el país, tanto desde el Banco Nacional como en los diversos ministerios que dirigió. También colaboró desde un primer momento en la creación tanto del Estado policial castrista como de los campos de concentración, lugar al que iban a parar los enemigos de la revolución comunista, entre ellos los homosexuales. Y todo ello jalonado por escritos profundamente racistas. Un sujeto al que nada bueno se le puede atribuir.

Guevara fue un fanático de unas ideas, las comunistas, que inexorablemente conducían a la muerte y la destrucción. No fue un libertador ni un luchador por la justicia social, signifique eso lo que signifique. Tan solo buscó implantar sanguinarias dictaduras, ya fuese en Cuba, en el Congo o en Bolivia, donde finalmente hace casi 50 años la CIA lo capturó y el ejército del país andino puso fin su atroz trayectoria. (Instituto Independiente).
blog orlando tambosi

PREVINA-SE: Estudo aponta quais são os 10 maiores fatores causadores de Câncer, confira



"Aquela doença". Assim era chamado o câncer, numa época em que as pessoas o temiam a tal ponto de evitar pronunciar o nome. Hoje há várias formas de tratar o grave problema e alcançar a cura - desde alternativas químicas até as mais naturais. Há vários fatores que causam o desenvolvimento do câncer: Alimentação, Radiações químicas, Exposição excessiva ao sol, Substâncias tóxicas, Genética. Por incrível que pareça, muita gente acaba desenvolvendo tumores por falta de informação. Há pelo menos 10 coisas que a maioria das pessoas fazem regularmente e que são perigosas à nossa saúde, predispondo-nos ao câncer.
Veja:
1. Consumo de carne e leite modificados/industrializados
Infelizmente nos dias de hoje os animais da fazenda são cheios de hormônios artificiais.
 
O que isso significa?
Que estamos mais propensos à inflamação, depressão, câncer e muitas outras doenças quando consumimos a carne e o leite adulterado.
2.  Mamografia, raio-X e outros exames
Como sabemos, esses tipos de exames emitem muita radiação, o que causa câncer. Às vezes precisamos fazer esses exames, por suspeitas de doenças. Mas, quando menos fizermos, melhor para nossa saúde. Só para você ter uma ideia dos riscos: segundo pesquisa publicada no periódico British Medical Journal, fazer exame de mamografia como prevenção ao câncer de mama pode acabar aumentando os riscos para o tumor em algumas mulheres.
De acordo com o estudo, a exposição à radiação pode elevar em até cinco vezes as chances de mulheres jovens com uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 – responsáveis por controlar a supressão dos cânceres de mama e de ovário – desenvolverem a doença. O que fazer? Substituir estes exames por outros que não oferecem riscos.
3. Desodorantes com alumínio
Este tipo de produto causa câncer de mama, por isso aconselhamos o uso de desodorantes caseiros ou orgânicos.
4. Cosméticos tóxicos
Você sabia que boa parte dos cosméticos são carregados de substâncias derivadas do petróleo? Aplicar esses produtos em nossa pele faz com que muitas dessas substâncias penetrem facilmente na corrente sanguínea, o que é um gatilho para o desenvolvimento de células cancerosas. Busque cosméticos naturais e orgânicos ou caseiros.
5. Soja e milho transgênicos
Quase toda a soja na América é geneticamente modificada, o que significa que o leite de soja e outros produtos de soja também são produtos transgênicos. Além disso, o leite de soja aumenta os níveis de estrogênio no corpo. Então deixe de consumir leite de soja e o substitua por outro leite vegetal. Há leites muito bons, como o de vaca, arroz ou aveia
6. Os adoçantes artificiais
São todos ruins, mas evite principalmente o aspartame. Se você não sabe, o aspartame é feito a partir do resíduo de bactérias E. coli. Para ser mais exato, é feito a partir de bactérias presentes nas nossas fezes. E o pior: a empresa responsável pela patente do aspartame revela que nesse adoçante há bactérias E. coli geneticamente modificadas.
Há outros motivos para não usá-lo, como ser rapidamente decomposto em outras substâncias que entram na corrente sanguínea. Essas substâncias são metabolizadas e um desses produtos que surgem no processo é o formaldeído, material usado para embalsamar cadáveres. Evite o aspartame o máximo que puder. Substitua-o por mel ou estévia.
7. Água fluoretada
O flúor é muito prejudicial, isso já está provado. Ele enfraquece ossos, o sistema imunitário e até a inteligência. Sendo assim, procure beber água pura, sem flúor.
 
8. Medicamentos
Evite o consumo desnecessário de medicamentos sintéticos. Alguns problemas de saúde podem ser tratados com receitas caseiras e naturais. Muitos desses remédios vendidos na farmácia foram criados por corporações que pensam apenas no lucro e têm substâncias que causam câncer.
9. Corante alimentar artificial e conservantes
Talvez você não saiba, mas os conservantes mais fortes literalmente sufocam as células do corpo. O resultado disso é o desenvolvimento de células cancerosas.  Evite esses produtos criados em laboratório e invista em frutas, legumes orgânicos, grãos e sementes (de preferência, orgânicos).
 
10. Produtos de higiene
Tudo o que aplicamos em nossa pele, dentes ou cabelo entra em nossa corrente sanguínea. Sendo assim, se usarmos produtos sem conhecer a procedência, corremos o risco de desenvolver câncer. Como já falamos anteriormente, aposte em produtos naturais e orgânicos. Há uma frase que diz "Não passe na pele o que você não pode comer". Para alguns, pode ser radical. Mas a vida prova que a frase tem certo sentido. Fonte: Blog Cura Pela Natureza.