segunda-feira, 26 de junho de 2017

Declarações de Palocci sobre possível delação soaram mais como ameaça, diz Moro



Por Agência Brasil
 
O juiz federal Sérgio Moro não levou a sério a manifestação do ex-ministro Antonio Palocci de que estaria disposto a colaborar com a Operação Lava Jato. A declaração do ex-ministro foi feita durante audiência no dia 20 de abril na qual foi interrogado na condição de réu. Na ocasião, ele disse que era inocente e que teria "nomes, endereços e operações realizadas" que poderiam render "mais um ano de trabalho" à força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF).
 
Na sentença publicada nesta segunda-feira (26) em que condena Palocci a mais de 12 anos de prisão, Moro recuperou o assunto. Segundo o juiz, as declarações do ex-ministro "soaram mais como uma ameaça para que terceiros o auxiliem indevidamente para a revogação da preventiva, do que propriamente como uma declaração sincera de que pretendia naquele momento colaborar com a Justiça".
 
Moro escreveu, ainda, que Palocci "é um homem poderoso e com conexões com pessoas igualmente poderosas", que poderia influir "indevidamente" no processo. Por isso, segundo o juiz, o ex-ministro deverá permanecer preso mesmo que decida recorrer da condenação em primeira instância.
 
A defesa de Antonio Palocci afirmou que o ex-ministro tinha interesse em colaborar com a investigação. Para os advogados, tomar a manifestação do réu como uma ameaça a terceiros foi uma "dedução" de Moro. Eles disseram, ainda, que irão recorrer da sentença.

Desconfie de quem sonha com 'democracia de juiz', diz Gilmar Mendes



Por Folhapress | Fotos: Reprodução
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, criticou nesta segunda (26) o que chamou de possibilidade de haver uma "república de juízes e promotores" no Brasil e exaltou os políticos. Segundo o ministro, "não há salvação fora da política".
Em palestra sobre reforma política, Gilmar disse que o país deve escapar de "aventuras que podem levar a operações tenebrosas" e citou, como exemplo, a ditadura militar.
Ele relembrou que políticos reconstruíram a democracia e que, agora, são eles que devem aperfeiçoá-la. "Alguém pode imaginar que pode agora ter uma república de promotores ou de juízes, temo que ficarão também decepcionados com o resultado", afirmou, no evento "Reforma Política Já", promovido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
"Até como gestores nós, juízes e promotores, não somos muito bons", afirmou. "Se nós —considerando os paradigmas que adotamos na gestão, em geral muito concessivos aos funcionários, servidores e tudo mais— fossemos administrar o deserto do Saara, talvez faltasse areia", disse, sob risos da plateia.
Duas pessoas que se tornaram célebres como juízes pontuam bem em pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda: o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (sem partido) aparece, em um dos cenários, com 11%; e o juiz Sergio Moro, em outro, com 14%.
"Portanto, quem sonha com democracia de juiz, ou com uma ditadura de juiz –alguns dizem, 'ah, é iluminado'—, desconfie. Não há salvação fora da política e dos políticos", afirmou Gilmar.
"Por isso que nós temos que aperfeiçoar o sistema e encerrar com esse ciclo que equaliza todos. 'Ah, político. Logo, é ladrão, é corrupto'."
Ele discursou por quase 40 minutos, para um auditório de políticos e empresários. O ministro não conversou com os jornalistas.
Em sua fala, defendeu que, no futuro, se discuta o sistema de governo no Brasil, de forma democrática.
Gilmar citou o impeachment de Collor e Dilma e disse que o Brasil já é um "case" no uso do dispositivo como "mecanismo de superação de um quadro de ingovernabilidade".
Sugeriu que, depois de uma reforma eleitoral que proíba coligação e imponha cláusula de barreira para evitar a proliferação de partidos pequenos, se adote o parlamentarismo ou 'semipresidencialismo'.
Disse que vivemos um dilema como o dos modernistas de 1922: "pode ser que não saibamos o que exatamente nós queremos, mas já sabemos o que não queremos", afirmou. "Não queremos esse sistema viciado, não queremos essa corrupção sistêmica, não queremos esse quadro de descrença na política que contamina a nossa descrença na própria democracia".
"Nós podemos aperfeiçoar a democracia, mas a sua deterioração pode nos levar para regimes pavorosos, que comprometem a liberdade, que comprometem os direitos e que podem interromper um processo civilizatório", acrescentou.

LULA É CITADO 68 VEZES NA SENTENÇA QUE CONDENOU PALOCCI


O que Palocci tem pra denunciar comprometerá Lula!
Mesmo não sendo réu na ação penal que condenou Antônio Palocci a 12 anos de cadeia, o nome do ex-presidente Lula é citado 68 vezes na sentença do ex-ministro, seja em trechos destacados pelo juiz Sergio Moro ou nas transcrições dos depoimentos que foram usados como provas para estipular as penas de cada réu. O ex-presidente da República deverá conhecer nos próximos sua primeira sentença na Lava-Jato, no caso da compra do tríplex no Guarujá. Em um dos trechos da sentença, o juiz Moro, ao analisar o conteúdo de e-mails, cuida de identificar o personagem “italiano”, que tinha influência junto ao presidente Lula. “Percebe-se ainda que “Italiano” é a pessoa com acesso ao então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que é também o caso de Antônio Palocci Filho”, escreve o juiz. “Chama ainda a atenção a referência de que, apesar do veto, seriam cogitadas alternativas junto ao então Presidente, “tributárias e ou com a Petrobrás”, para compensar o Grupo Odebrecht, prova da intenção de solicitação de contrapartida ilegal em favor dele por parte do Governo Federal”, diz o texto. O juiz Moro faz nova referência a Lula ao transcrever depoimento do executivo Pedro Novis, da Odebrecht. “(Novis) admitiu que tratou com Antônio Palocci Filho de doações de recursos não-contabilizados para as campanhas eleitorais do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e 2006”. Ainda citando Novis, o juiz destaca trecho do depoimento no qual o executivo identifica outro personagem ligado a Lula: “Em indagação da Defesa de Antônio Palocci Filho acerca da mensagem eletrônica do item 317, na qual figura como destinatário, (Novis) esclareceu que “Seminarista” era o codinome de Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que “Ital” era Antônio Palocci Filho”.
VAL CABRAL

Anatel tem aplicativo para cliente reclamar de operadoras; saiba como baixar


Há exatos dois anos, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) disponibilizou um aplicativo para que o público possa registrar reclamações sobre serviços de telecomunicações. Mas nesse meio tempo, ele ainda é bem menos usado. 
Para baixá-lo, clique nos links a seguir para seu respectivo sistema operacional: Android, iOS ou Windows Phone. Segundo dados da própria Anatel, o app ainda é o modo menos usado para a agência atender aos usuários. De janeiro a maio deste ano, a Anatel recebeu 1,52 milhão de reclamações, das quais apenas 131.900 foram pelo app. O segundo meio mais usado é o site da Anatel, na área de reclamações. 
Mas o campeão mesmo ainda é o contato por telefone, no call center (número 1331), com 983 mil registros no período. A solução não virá da Anatel, mas da própria operadora, que será informada pela agência. Se em cinco dias úteis a solução não surgir, o consumidor tem até 15 dias úteis para reclamar novamente. Do contrário, o caso será encerrado.
VERDINHO DE ITABUNA

J&F fecha acordo para negociar venda da Alpargatas à Cambuhy


Marca Havaianas é controlada pela empresa dos irmãos Batistas desde 2015, quando grupo foi comprado em uma operação avaliada em R$ 2,66 bilhões

BAHIA.BA
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Alpargatas, dona de marcas como Havaianas e Osklen, informou nesta segunda-feira (26) que o grupo J&F, controlador da empresa, fechou um acordo de confidencialidade para negociar a possível compra de todas as suas ações detidas pela gestora de recursos Cambuhy.
Conforme o conglomerado, que é dono da JBS, a empresa possui 54% do total de ações na Alpargatas. De acordo com o comunicado, a A J&F manterá a Alpargatas informada sobre o andamento das negociações, bem como sobre a celebração de quaisquer contratos vinculantes.
Em 2015, a J&F Investimentos comprou o controle da Alpargatas do grupo Camargo Corrêa, em uma operação avaliada em R$ 2,66 bilhões. Foi a última grande aquisição do grupo. Na ocasião, a companhia informou que o objetivo da operação era a “diversificação do portfólio de negócios investidos pela J&F”.
Delações e desinvestimentos – Com o objetivo de combater a crise de confiança criada por sua delação premiada, os irmãos Joesley e Wesley Batista colocaram à venda diferentes negócios e esperam obter pelo menos R$ 15 bilhões nos próximos meses.
A meta é obter recursos para reduzir parte dos R$ 70 bilhões que suas empresas devem no mercado, o que deixaria os bancos mais confortáveis para renovar as suas linhas de crédito, apesar da indefinição sobre o futuro do grupo.
O plano da J&F inclui se desfazer de sua fatia de 19,2% na empresa Vigor Alimentos S.A, além da participação acionária na Moy Park e dos ativos da Five Rivers Cattle Feeding e fazendas.

Juiz Sérgio Moro pode anunciar sentença de Lula a qualquer momento

Ex-presidente é investigado em caso que envolve tríplex em SP

Após anunciar a condenação do ex-ministro Antonio Palocci nesta segunda-feira (26), o juiz Sergio Moro, que comanda a Operação Lava Jato, deve voltar suas atenções ao processo que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro dos inquéritos envolve o caso do "tríplex do Guarujá", onde Lula é acusado de receber dinheiro de propina paga pela empreiteira OAS.
Os crimes do caso envolvem corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As alegações da defesa e da acusação foram entregues em 20 de junho. Um dos advogados de Lula, Cristiano Zanin, pediu a absolvição de Lula já que, segundo a defesa, não havia como a OAS transferir o imóvel ao ex-líder porque o apartamento pertencia a um fundo da Caixa Econômica. Já o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão em regime fechado de Lula e de outras seis pessoas pelos crimes de corrupção passiva e ativa e por lavagem de dinheiro, além da apreensão de quase R$ 88 mil dos acusados. Não há prazo para que Moro emita sua sentença, mas acredita-se que ela deve sair em breve. A sentença de Palocci, por exemplo, foi protocolada uma semana antes daquela apresentada pelos advogados de Lula.
Moro pode anunciar sentença de Lula a qualquer momento
Moro pode anunciar sentença de Lula a qualquer momento
Confira abaixo os outros processos nos quais Lula é réu:
Obstrução - O primeiro processo no qual Lula se tornou réu refere-se a uma denúncia de obstrução de Justiça feita pelo Ministério Público Federal em Brasília. A ação foi aceita pelo juiz Ricardo Augusto Leite, da 10ª Vara Federal da capital, e acusa o ex-presidente de ter tentado comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O petista é réu com seu amigo pecuarista José Carlos Bumlai, o banqueiro André Esteves, o ex-senador Delcídio do Amaral e mais três pessoas. O grupo teria articulado para tentar evitar que Cerveró fizesse um acordo de delação premiada com o MPF.
África - Lula responde por corrupção passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa em um processo sobre obras da Odebrecht em Angola, na África, que corre na 10ª Vara Federal de Brasília, sob o comando do juiz Vallisney de Souza Oliveira. O caso é fruto da Operação Janus, um desdobramento da Lava Jato. Segundo o MPF, o ex-presidente teria usado sua influência para conseguir contratos para a construtora no país africano, em obras financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes). Em troca, a Odebrecht teria feito "repasses" que totalizaram R$ 30 milhões a Lula, principalmente por meio de pagamentos de palestras ministradas pelo petista. Além disso, o inquérito inclui a Exergia, empresa de seu sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos subcontratada pela empreiteira para atuar em seus projetos em Angola. A companhia, embora com pouca trajetória no mercado, teria recebido R$ 20 milhões da Odebrecht entre 2009 e 2015. Taiguara também é réu no processo, assim como Marcelo Odebrecht e mais oito pessoas. A defesa alega que Lula é vítima de uma "manipulação das leis" por parte do MPF e que ele jamais "interferiu na concessão de qualquer financiamento do Bndes".
Caças - A compra de caças pelo governo brasileiro também levou Lula ao banco dos réus. No âmbito da Operação Zelotes, o ex-presidente é acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa ao, supostamente, ter tentado interferir na aquisição de 36 aviões militares da fabricante sueca Saab. Além disso, o Ministério Público diz que o petista teria negociado a prorrogação de medida provisória que concedia incentivos fiscais para montadoras de automóveis. O objetivo seria beneficiar as empresas MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi no Brasil, e Caoa, distribuidora das marcas Ford, Hyundai e Subaru no país. Assim como a Saab, as duas companhias eram clientes do escritório de lobby Marcondes & Mautoni, que teria repassado cerca de R$ 2,5 milhões a Luís Cláudio, filho de Lula. Os dois episódios teriam ocorrido quando o petista já havia deixado o Palácio do Planalto.
Apartamento - Novamente no âmbito da Lava Jato, Lula é réu na Justiça Federal de Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um processo sobre a compra de um terreno para seu instituto em São Paulo e de um apartamento vizinho ao imóvel onde ele reside, em São Bernardo do Campo. Os dois negócios estariam ligados ao pagamento de propina pela Odebrecht. A área que sediaria a fundação do ex-presidente foi adquirida em novembro de 2010 pela DAG Construtora, que pertence a um empresário ligado a Marcelo Odebrecht. Segundo a Polícia Federal, a empreiteira estaria por trás da compra - o terreno não virou sede do Instituto Lula e hoje está em nome de uma incorporadora. Já o apartamento teria sido comprado por Glaucos da Costamarques, primo de José Carlos Bumlai, e alugado gratuitamente ao petista por meio de um contrato celebrado em nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta no início do ano.
De acordo com a Polícia Federal, o ex-presidente utiliza o imóvel desde 2003 e é seu verdadeiro dono. Já os advogados de Lula afirmam que o terreno chegou a ser oferecido a seu instituto, mas que não houve interesse na aquisição. Além disso, defende que o petista paga regularmente o apartamento vizinho ao seu em São Bernardo do Campo, em um negócio de âmbito "estritamente privado".
Outros casos - No fim de maio, Lula foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso referente ao sítio em Atibaia. Segundo a acusação, OAS, Odebrecht e Schahin teriam desembolsado R$ 870 mil em benfeitorias para adequar o imóvel às necessidades de Lula, como parte do esquema de propinas que ele teria "estruturado" na Petrobras. A força-tarefa da Lava Jato diz que a Odebrecht pagou cerca de R$ 128 milhões em subornos em quatro contratos com a Petrobras, enquanto a OAS teria desembolsado R$ 27 milhões em propinas referentes a três negócios com a estatal. O caso está nas mãos do juiz Sérgio Moro, que pode aceitar a denúncia ou não. O ex-mandatário também é alvo de uma investigação no STF sobre o papel do núcleo político nos desvios na Petrobras e de um inquérito que apura os investimentos do Bndes em obras na América Latina, como o Porto de Mariel, em Cuba. (ANSA)

A evidência de que a Justiça protege o mercado e os ricos



Se for verdade que a força-tarefa da Operação Lava Jato esteja estudando uma forma de preservar o mercado financeiro numa eventual delação do ex-ministro Antonio Palocci - como afirma a jornalista Monica Bergamo nesta segunda-feira (26) -, está evidenciado que a Justiça está mais preocupada em proteger os ricos.
De acordo com Bergamo, a ideia seria separar os bancos, como empresas, dos executivos que cometeram crimes. Estaria circulando já uma complexa negociação com os bancos antes ainda da divulgação completa dos termos da delação de Palocci. "Quando eles viessem a público, as instituições financeiras já teriam feito acordos de leniência com o Banco Central, pagando as multas e liquidando o assunto. Isso em tese evitaria turbulências de proporções ainda maiores do que as inevitáveis", diz a nota da jornalista.
O que causa estranheza é que, na hora de apresentar as delações que atingiram em cheio o cenário político, nas suas mais altas cúpulas, não houve qualquer preocupação com as consequências para as instituições do país. Parece, se esta informação for verdadeira, que é mais importante para a Justiça proteger o mercado financeiro e os ricos do que o país e o processo político nacional.

Governo Temer entra em semana crucial para se manter no poder

PGR pode apresentar denúncia contra presidente até esta terça


Após uma viagem internacional repleta de polêmicas, o presidente Michel Temer terá uma semana que promete ser fundamental para dar andamento ao seu plano de governo.
Isso porque a Procuradoria Geral da República tem até esta terça-feira (27) para informar se apresentará ou arquivará uma denúncia de corrupção passiva contra ele.
Se o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidir oferecer denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), é a Câmara dos Deputados que terá a palavra final antes do plenário do STF apreciar o caso. No caso da denúncia ser aberta, ela é encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e depois segue para plenário. Lá, 2/3 dos deputados precisam aprovar o pedido, ou seja, 342 dos 513 deputados.

Governo Temer entra em semana crucial para se manter no poder
Governo Temer entra em semana crucial para se manter no poder
Caso seja aprovada, ela vai para o plenário do STF. Se os magistrados aceitarem o pedido, o mandatário será obrigado a se afastar por 180 dias do cargo.
Temer sempre negou as acusações, mas Janot deve informar que há provas suficientes de que o mandatário cometeu corrupção passiva e obstrução de Justiça. O caso surgiu após um acordo de delação premiada com um dos donos da JBS, Joesley Batista, que se reuniu com Temer em Brasília com escutas autoridades pela Justiça. Na última sexta-feira (23), uma perícia mostrou que não houve nenhuma manipulação no áudio gravado pelo empresário.
No entanto, além dessa primeira denúncia, Temer pode sofrer novos inquéritos já que a investigação da Polícia Federal ainda não foi finalizada.
- Base aliada: Se há pouco mais de um ano, quando assumiu o posto, Temer tinha uma ampla base - estimada em 400 deputados -, a situação agora é diferente. Não está certo que o presidente consiga rejeitar o pedido com folga porque tudo dependerá do impacto da investigação.
Partidos que formam a atual base aliada, que inclui PSDB e DEM, dizem que não tem voto fechado sobre o caso e que cada parlamentar deve votar de acordo com sua consciência. Até mesmo dentro do PMDB não há um consenso amplo a favor de Temer.
Neste domingo, Temer convocou uma reunião no Palácio da Alvorada, que contou com mais ministros do que líderes do Congresso. Oficialmente, o governo informou que a pauta do encontro foram as reformas que estão tramitando no Congresso, mas o advogado do mandatário, Gustavo Guedes, estava no local.
De acordo com a relação oficial, estavam na reunião o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, da Justiça, Torquato Jardim, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Secretaria do Governo, Antonio Imbassahy, da Secretária-Geral da Presidência, Moreira Franco e do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen.
Estavam na Alvorada também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e os congressistas André Moura e Aguinaldo Ribeiro.
Com Ansa

Estado quer interferir até no preço da balada!

por bordinburke   POR UM BRASIL SEM POPULISMO
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Eis um procedimento totalmente arraigado na cultura do brasileiro: está descontente com qualquer coisa em sua vida? Socorra-se do aparato estatal e de seu poder de intervir em nossas vidas, suplicando-lhe que dite nossos comportamentos e regulamente nossas condutas. Ou seja, ao menor sinal de conflito pela frente, nosso povo costuma agir feito Olívia Palito, gritando "Popeye, faça alguma coisa", ao invés de procurar atingir um ponto de entendimento junto aos demais membros da sociedade.
O problema é que o espinafre deste suposto herói são os impostos extraídos do setor produtivo, e sua atuação, na vida real, costuma ser mais prejudicial à desamparada donzela do que a própria truculência do vilão Brutus.
Não haveria porque ser diferente, pois, quando um consumidor considerasse "injusto" que mulheres paguem menos do que homens na entrada de bares e casas noturnas afins. Foi o que ocorreu no Distro Federal, e pode acabar repercutindo em todo o país:
No início do mês, a juíza substituta do Juizado Especial Cível Caroline Lima disse considerar "ilegal e discriminatória" a cobrança dos valores diferenciados nos ingressos masculinos e femininos. Segundo ela, a prática fere o Código de Defesa do Consumidor. O processo julgado por Caroline foi movido por um cliente contra uma produtora de eventos, que vendia meia-entrada masculina a R$ 220 e feminina a R$ 170 para uma festa no DF.
Em vez disso, a juíza decidiu enviar o caso ao conhecimento do Ministério Público, que poderia analisar a abertura de uma ação coletiva. O inquérito aberto nesta semana é resultado deste procedimento. Como argumento, a juíza considerou que o livre mercado “não pode servir de escudo para justificar práticas abusivas”. “Não se trata de um salvo conduto para o estabelecimento de quaisquer critérios para a diferenciação de preços”, declarou.
Na decisão judicial emitida, Caroline também afirma que, ao adotar preço diferente, o empresário "usa a mulher como 'insumo' para atividade econômica, servindo como 'isca' para atrair clientes do sexo masculino para seu estabelecimento".
A lógica (ou falta de) observada no imbróglio em questão baseia-se toda em uma único conceito (ou falácia): os empresários do ramo do entretenimento em questão cobram de forma diferenciada a fim de atrair um grande número de mulheres, as quais irão servir de chamariz para os homens, resultando num cenário machista e discriminatório.
Haja paciência. Mas senta que lá vem história.
1) Os donos de balada não cobram menos de mulheres porque querem ter menos lucro, e sim pelo fato de que as circunstâncias de um mercado pouco regulado e a própria natureza dos seres humanos os induziram a assim agir.
Primeiramente, é preciso estabelecer uma premissa básica: parcela bastante significativa dos clientes destes estabelecimentos são solteiros que buscam conhecer pessoas interessadas em sair desta condição, por assim dizer - ou, no mínimo, divertir-se com pessoas erradas antes de encontrar a pessoa certa para mudar seu status no Facebook.
Entrementes, a sanha igualitária em vigor nos meios de comunicação e nas mídias sociais quer incutir em nosso senso comum, a todo custo, que ambos os sexos tendem a partir em busca de parceiros com a mesma intensidade e interesse.
A realidade, todavia, esta opressora insensível, ensina o oposto: os homens é que, na maioria das vezes, tomam a iniciativa da conquista, da azaração, da paquera. Se alguém duvida, pesquise qual animal costuma proceder à dança do acasalamento na época da procriação: se o pavão macho ou fêmea. Não vou contar para não estragar a surpresa...
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Como decorrência disto, qual era o cenário que costumava desenhar-se antes do advento da prática de discriminar os clientes de acordo com seu sexo na hora de cobrar-lhes pelo ingresso na casa? Ora, os estabelecimentos eram frequentados por muito mais homens do que mulheres. E por que isso seria prejudicial ao andamento dos negócios do empreendimento?
Ora, considerando que nossa moral concede às mulheres (felizmente) o direito de rejeitar quantas cantadas quiser, torna-se natural que inúmeras tentativas frustradas de galanteio sucedam-se até que uma bem sucedida sobrevenha - variando de acordo com a competência do sujeito, bom que se diga.
Os homens, portanto, chegam à conclusão de que quanto mais mulheres há em um recinto, mais provável torna-se um final feliz em sua empreitada orientada pelo instinto de preservação da espécie e pela testosterona. Quanta perspicácia da rapaziada.
Só que esta conjunção de fatores determinada pela fisiologia, conforme explicado, estimula que os homens frequentem as baladas com mais frequência e mais precocemente do que as mulheres, atraindo mais clientes do sexo masculino para as baladas. Só que tal ambiente dominado por marmanjos não constitui aquilo que os heterossexuais procuram. Se os gestores destas empresas de entretenimento não fizessem nada a respeito, a falência seria o destino certo.
E o que eles decidem fazer a respeito? Ora, atendem ao chamado da irrevogável lei natural que relaciona procura X oferta e transferem para os homens parte do custo que as mulheres teriam para entrar em suas casas, equilibrando sobremaneira a presença de pessoas dos dois sexos.
Atingem eles, assim, o legítimo panorama de ganha-ganha: os homens não se importam em pagar mais para não ficarem cercados só de barbados; as mulheres não acham nem um pouco ruim que lhes sobre mais dinheiro ao final da noite; e os empresários ficam satisfeitos por verem clientes satisfeitos (a única forma de enriquecer sem fazer conluio com o Estado) e seus bares e baladas cheios.
2) Ninguém obriga os homens insatisfeitos por pagarem mais a frequentar tais estabelecimentos nem tampouco os impede de abrirem bares que cobrem de forma isonômica. 
Item autoexplicativo: ninguém é seguro pelo colarinho e arremessado para dentro da balada, e lá mantido à força. Todos vão e lá permanecem de livre alvitre. E se acharem os desgostosos que é o caso, não há barreiras para que novos empreendedores invistam no ramo - não se trata de um setor cartelizado, como o de telefonia, de transporte aéreo ou de planos de saúde. Basta que eles, portanto, inaugurem casas noturnas com sistemas de cobrança alternativos. Se houver mesmo um largo contingente de descontentes, os protagonistas de tal iniciativa vão se dar muito bem.
É assim, ao menos, que se deve buscar resolver este tipo de conflito, sem apelar para que o Estado ponha suas garras intervencionistas de fora. Há poucos meses, um caso na Itália chamou a atenção quando restaurantes daqueles país lidaram com crianças bagunceiras de formas distintas, oferecendo serviços e condições procurando atrair perfis específicos de clientela.
Mais uma curta historieta: um apart-hotel localizado no interior de Santa Catarina, localizado próximo a um campus de universidade estadual, contava com muitos estudantes moradores. O problema é que este povo provocava muita agitação altas horas da noite, e incomodava os demais hóspedes. As providências adotadas pelo proprietário: em um primeiro momento, passou a cobrar mais dos universitários, visto que eles espantavam clientes. A tendência natural foi seu êxodo do hotel. Em um segundo momento, passou a não mais acomodar novos estudantes em seu estabelecimento. Questione-se se os rejeitados precisaram dormir na rua ou simplesmente partiram em busca de outro hotel. Pois é.
Outro exemplo mais, digamos, exótico: as casas de swing visam oferecer um ambiente propício para pessoas que curtem troca de casais. Elas não impedem, a princípio, que solteiros entrem no estabelecimento, mas costumam cobrar-lhes em torno de 5 a 6 vezes o preço cobrado dos casais. Vai uma intervenção estatal aí, gente?
Porque, se for o caso, abre-se um leque quase infinito de possibilidades para a "criatividade" dos burocratas governamentais entrar em ação. Tabelamento de preços de entradas? Ou quem sabe, em nome do bem-estar social, o governo não deveria distribuir vale-balada por aí - ao melhor estilo Cristina Kirchner comprando, com dinheiro de impostos, os direitos de transmissão dos jogos do campeonato nacional de futebol (goste o pagador de tributos argentino do esporte ou não), garantido diversão "gratuita" para todos. Melhor: que tal baladas estatais? o problema seriam as greves intermináveis em pleno verão...e por aí vai.
Não tem jeito: ou o brasileiro perde esta mania ridícula de clamar pelo Estado em vista de qualquer contratempo, ou bizarrices do gênero seguirão ocorrendo a torto e a direito - mais a torto, com certeza. Quando dois irmãos discutem em torno do videogame e um deles chama "paiêêêê" a cada cinco minutos, a chance do pai acabar com o jogo é muito grande. Será tão difícil assim aprender esta lição?
3) As feministas devem estar extremamente felizes com o episódio.
A próxima meta das companheiras em busca da igualdade é conseguir que mulheres aposentem-se com a mesma idade dos homens. Força, camaradas!

“Comunistas têm medo da Virgem de Fátima”, diz Cardeal chinês



 Luis Dufaur (*)
 

Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina em Hong-Kong.
Na cidade ainda há fímbrias de liberdade.
No imenso território governado pelo comunismo teria sido proibida.


O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong, durante visita à Alemanha falou sobre a Igreja católica chinesa e sobre o medo que os comunistas têm de Nossa Senhora de Fátima.
O Cardeal focou a corrupção desenfreada instalada no âmago do comunismo chinês. A degradação moral do Partido, especialmente nas mais altas cúpulas, associada à obediência absoluta aos ditadores, é desoladora. O atual presidente Xi Jinping chegou a falar contra a corrupção na máquina estatal, mas logo que se apossou dela tudo ficou como antes ou pior.
A direção comunista está em diálogo com a Santa Sé, mas não aceitará nada que não seja a submissão da Igreja ao Partido Comunista, disse. Ele deu como exemplo o fato de os bispos da “Igreja clandestina” [fiéis a Roma] terem sido constrangidos a receber cursos de formação política durante a Semana Santa, para assim não poderem celebrar os Ofícios para os fiéis.
O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong-Kong

Embora o horizonte pareça negro, para o Cardeal o importante é sermos homens de fé, que recusam toda espécie de composição com o socialismo. Na China, muitos dos cristãos mais corajosos estão no cárcere. Mas em determinado dia o comunismo vai cair e esses católicos vão construir uma nova China, disse. Isso só será possível se eles não perderem sua credibilidade em arranjos com a direção comunista.
Nossa Senhora apareceu em Fátima há exatamente 100 anos e os católicos chineses conhecem bem a sua Mensagem. Ate os comunistas! Na vida real, eles têm medo de Nossa Senhora de Fátima. Esse medo adota até formas grotescas. Se, por exemplo, alguém quer introduzir uma imagem de Maria Imaculada ou de Maria Auxiliadora, os comunistas não objetam nada.
Porém, as imagens de Nossa Senhora de Fátima estão proibidas. Porque para os socialistas tudo o que aconteceu em Fátima é “anticomunista”. E, de fato, assim é! Na China atual, o principal perigo é o ateísmo materialista encarnado no socialismo de Estado.
Compreende-se então que os comunistas estremeçam de pavor quando ouvem falar de Nossa Senhora de Fátima. 

          ( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM
 
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)

Programa de Pós-Graduação da UFSB prorroga inscrições até a próxima terça (27)



Foram prorrogadas as inscrições do Edital nº 15/2017 para preenchimento de vagas de alunas/os regulares do Programa de Pós-Graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais, curso de Mestrado. As inscrições irão até dia 27/06/17 (terça-feira).

O Mestrado Profissional oferece um total de 30 vagas voltadas para portadores de diploma de cursos superiores reconhecidos pelo MEC e diplomas de graduação emitido por instituições em outros países. Para saber mais sobre o edital, prazos, requisitos e inscrições, acesse a Página do Mestrado.
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Saga 'Harry Potter' completa 20 anos nesta segunda


A série literária deu origem a uma bem-sucedida saga nos cinemas
A série literária deu origem a uma bem-sucedida saga nos cinemas
Criadora de um império mágico que deslumbrou o mundo, J.K. Rowling sobreviveu às adversidades para se tornar uma escritora infanto-juvenil de fama mundial. Certa vez, Rowling contou a uma multidão de formandos da Universidade de Harvard o fracasso em "escala épica" que foi a sua vida durante um período.
"Um casamento excepcionalmente rápido havia acabado, estava desempregada, era mãe solteira, e tão pobre como é possível ser no Reino Unido, embora sem faltar uma casa", disse durante o discurso em junho de 2008.
Vinte anos depois do lançamento de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", que inspirou uma geração de jovens leitores - e seus pais -, é difícil imaginar Rowling antes de sua célebre carreira literária.
Mas a sua longa dedicação às causas beneficentes é um eco dos dias difíceis desta autora que se formou em Francês e Línguas Clássicas pela Universidade de Exeter e acabou precisando de ajudas sociais do Estado enquanto os editores rejeitavam o seu manuscrito.
Os livros de Harry Potter foram traduzidos para 79 idiomas e transformados em oito filmes. Além disso, a peça de teatro "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" estreará em Nova York no ano que vem.
Rowling tem uma fortuna estimada em 650 milhões de libras, segundo a lista dos mais ricos do Sunday Times. Tal riqueza era inimaginável no início dos anos 1990, quando trabalhou como professora de Inglês na cidade portuguesa do Porto.
Passava o seu tempo livre escrevendo rascunhos da história sobre magia, mas em 1993 se separou de seu marido e deixou o país com a filha de quatro meses. Rowling continuou trabalhando em Harry Potter em Edimburgo, sentada em uma velha cadeira de carvalho em sua casa social, ou em um café, o The Elephant House, que hoje é visitado por milhares de fãs. 
O sucesso da autora e de sua história são tão grandes que a antiga cadeira foi vendida por 394.000 dólares em um leilão em Nova York em 2016.
"Imaginar melhor"
Depois de escrever livros desde os seis anos - sua primeira história foi sobre um coelho - Rowling, hoje aos 51 anos, não mostra sinais de cansaço.
Coescreveu a peça de teatro com o diretor John Tiffany, que mostra o jovem bruxo como pai de três filhos, e a sua estreia como roteirista aconteceu em 2016 com "Animais Fantásticos e Onde Habitam", uma adaptação de seu livro de 2001 sobre as criaturas mágicas.
Rowling continua sendo uma figura pública majoritariamente venerada no Reino Unido, embora também existam os que a detestam por sua oposição à independência da Escócia e ao Brexit.
Em 2012 participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres com a leitura de um trecho de "Peter Pan", de J.M. Barrie. No mesmo ano foi condecorada pela rainha Elizabeth II.
Rowling também é defensora das causas sociais. "Não precisamos de magia para mudar o mundo, já temos dentro de nós todo o poder que precisamos, o poder de imaginar melhor", disse em 2008.

Dor de barriga sem fim: incômodo intestinal constante pode ser sinal de doença crônica


Fortes e repetidas cólicas ou diarreias frequentes causam desconforto a pelo menos 25 milhões de brasileiros com mais de 16 anos, revela uma pesquisa do Instituto Datafolha. A maior parte dos afetados associa os sintomas a viroses ou “vermes”. Mas, por trás da dor de barriga, podem estar enfermidades sérias, como o câncer, ou uma Doença Inflamatória Intestinal (DII).
A pesquisa do Datafolha foi patrocinada pela empresa biofarmacêutica AbbVie e realizada em 130 cidades brasileiras, com mais de 2 mil pessoas
O levantamento mostra que, por considerarem o quadro sintomático leve, mais de 60% dos entrevistados se automedicam. Conforme o Datafolha, 38% buscam tratamento caseiro e outros 25% tomam remédios sem prescrição médica, atitudes que podem mascarar problemas mais graves.
“Em quadros de DIIs de leve a moderada intensidade, nos quais os sintomas não são exuberantes, a automedicação pode trazer uma melhora discreta, fazendo com que o indivíduo postergue a visita ao serviço médico”, destaca o gastroenterologista Flavio Steinwurz, secretário-geral da Organização Pan-americana de Crohn e Colite (Pancco).
O atraso no diagnóstico pode, por sua vez, determinar uma piora no quadro de uma doença crônica e dificultar o tratamento, além de propiciar o aparecimento de complicações.
“Cerca de 90% dos pacientes relatam diagnóstico tardio, isto é, demoram de cinco a oito anos para receberem um diagnóstico preciso”, coloca Jesus Yamamoto Furusho, presidente da Pancco.
Incidência
A associação entre dor de barriga e diarreia persistentes ao câncer foi feita por 6% dos entrevistados. Já a Doença de Chron e a Retocolite Ulcerativa foram mencionadas por apenas 3% das pessoas.
Ambas fazem parte do grupo de doenças inflamatórias intestinais e acometem adolescentes e adultos, homens e mulheres, indistintamente. Estão relacionadas à inflamação do sistema digestivo, em especial do intestino.
Esses males são típicos de centros desenvolvidos e mais comum nos Estados Unidos e na Europa. No entanto, na última década, em relação aos dez anos anteriores, as DIIs cresceram de três a quatro vezes na América Latina.
“As causas exatas ainda não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que quanto mais desenvolvida a região, maior é a prevalência das DIIs”, observa Steinwurz.
Ajuda
O desconhecimento sobre esse tipo de doença é mais frequente, conforme o Datafolha, entre os mais velhos, com nível fundamental de escolaridade e pertencentes às classes D e E.
Além de não saber o que são as enfermidades, os entrevistados desconhecem o especialista que deve ser procurado. Procurariam um clínico geral 54% das pessoas, 25% visitariam qualquer médico que o pronto-socorro indicasse e somente 10% mencionaram o gastroenterologista como opção certa para buscar ajuda.

Minas terá mais 5 mil tornozeleiras a partir de outubro, afirma secretário


Segurança dos presídios e valorização dos servidores são algumas das metas de Francisco Kupidlowski à frente da Seap
Segurança dos presídios e valorização dos servidores são algumas das metas de Francisco Kupidlowski à frente da Seap
Em meio à superlotação do sistema carcerário, o desafio de abrigar a todos é constante no cotidiano do secretário de Estado de Administração Prisional, Francisco Kupidlowski. Como forma de tentar resolver o problema, ele aposta no monitoramento eletrônico, construção de novas unidades, que devem render mais 1.800 vagas até o fim do ano, e também na valorização dos profissionais e humanização do sistema. Ele assumiu o cargo em agosto do ano passado com o desafio de atender gregos e troianos. Confira a entrevista.
Quais são as prioridades da gestão do senhor?
Não descuidar da segurança da unidade prisional, a primeira meta. A segunda é valorizar o servidor do sistema prisional. Mostrar que tem um trabalho árduo, estafante, constante, ou seja, estressante. E a terceira é a humanização do sistema prisional. Acredito na ressocialização do preso, mas acho que existem elementos que, infelizmente, não conseguirão. Mas nós temos que fazer de todo o possível para conseguir. Um desses instrumentos é a humanização do sistema, colocando o pessoal para trabalhar, produzir e estudar.
“Neste um ano eu assinei 2.840 progressos de carreira para servidores do sistema penal. Isso é importante também para valorizar a profissão deles”
O que o senhor já conseguiu fazer?
Temos convênios com a Secretaria de Educação e com as prefeituras para construir salas de aula dentro das unidades prisionais e colocar a turma para estudar e trabalhar. Só podemos exigir o trabalho do preso condenado em sentença transitada em julgado, ou seja, em definitivo. Nós fomentamos não só o estudo, a leitura, mas também temos atividade de indústria têxtil, de artesanato, hortas, galpões. Em Caxambu (Sul de Minas), presas confeccionam uniforme feminino. Na Nelson Hungria (Grande BH), temos um parceiro, já de longa data, que faz bolas de futebol. Também temos um parceiro de gesso e de esculturas. Já o Reintegra, da Secretaria de Direito Humanos, permite 40 homens e 20 mulheres trabalharem no Estado.
O que já foi feito em relação aos agentes?
O sindicato e as associações brigam pela lei orgânica, mas já falei que não é algo de curto e médio prazos. Ela tem que ser estudada, passar por análise de comissões na Assembleia Legislativa. Mas a proposta não está parada. Outra demanda é a carteira funcional, válida em todo o território nacional, com papel de difícil falsificação e constando autorização para o porte de armas. O documento já está sendo expedido e está à disposição dos agentes, que paulatinamente o estão recebendo.
Francisco Kupidlowski
Francisco Kupidlowski anunciou compra de 5 mil tornozeleiras em outubro; 60% vão ser destinadas para o interior de Minas Gerais
Há uma discussão em torno dos concursados e contratados...
Temos um concurso, com seis mil vagas, e as convocações são feitas a tempo e modo. Os contratados serão dispensados. Os agentes também demandam a progressão de carreira. Neste um ano, assinei 2.840 progressões para servidores do sistema penal, o que é importante também para valorizar a profissão deles. Mas é claro que nem sempre você agrada todo mundo. Outra reivindicação é o curso de tiro para os novos empossados. Firmamos convênio com a Polícia Militar para a capacitação em todo o Estado. Já entreguei 705 mil munições para treinamento. Na Grande BH, daremos o curso em Ribeirão das Neves, onde reativamos nosso estande de tiro.
“No segundo semestre iremos colocar em prática um curso muito interessante, o de escolta hospitalar”
Alguma novidade em relação ao trabalho dos agentes?
No segundo semestre iremos colocar em prática um curso muito interessante, o de escolta hospitalar. Também entregamos veículos-cela, que transportam oito presos sentados.
Ainda sobre a lei orgânica, qual é a atual situação dela?
Está na Seplag (Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão) em vias de ser encaminhada para a Assembleia ainda este ano. Lá, vai passar por comissões e vai a plenário.
O que o senhor pode adiantar?
Os agentes trouxeram a proposta já pronta e agora, antes de ser levada à Assembleia, está sendo burilada pela Seplag, dentro das necessidades do sistema e das possibilidades de atendimento ao sistema. Detalhes não posso falar ainda.
Como está a situação dos presídios em construção ou planejados?
Tínhamos quatro presídios para entregar em janeiro. Só que houve atraso de pagamento em decorrência da crise financeira. A construtora do presídio de Montes Claros (Norte de Minas) resolveu tocar a obra por conta própria e já está com ela 90% pronta.Falta mobiliar e recrutar pessoal. Se Deus quiser, até o fim deste mês a unidade deve ser inaugurada, muito bem estruturada. São 210 vagas. Já as obras das unidades em Itajubá e Alfenas (ambas no Sul de Minas) e Divinópolis (Centro-Oeste), cada uma com 306 vagas, também deveriam ser entregues, mas foram paralisadas.
Há previsão de serem retomadas?
O Estado está colocando em dia os pagamentos, e essas três devem ser inauguradas em outubro. Teremos, então, 1.210 novas vagas. Isso é pouco, mas para o interior ajuda Em cima disso, ajuda a minimizar o problema da superpopulação, que é nacional. Para a gente minimizar esse problema crônico, precisamos de outros meios, não é só construir penitenciária.
A tornozeleira eletrônica seria um desses meios? Como está a situação delas?
Quem determina a colocação e a retirada da tornozeleira não é a secretaria, é o poder Judiciário. Pelo Estado, estamos contratando um serviço, que abrange a tornozeleira, o chip, uma firma que faz a manutenção e o monitoramento. Em outubro, vamos adquirir 5 mil, sendo que 60% serão imediatamente destinadas ao interior e 40% à capital. Em BH, são quase duas mil que ainda temos direito a utilizar. O problema é o interior. Na capital, ainda são 184 mulheres e dois homens monitorados com tornozeleiras com base na lei Maria da Penha.
“A lei orgânica (dos funcionários da Seap) está na Seplag, em vias de ser encaminhada para a Assembleia ainda este ano. Lá, vai passar por comissões e vai a plenário”
Será construída uma penitenciária de segurança máxima na Grande BH?
Em uma reunião com os secretários de todos os estados e o Ministério da Justiça, ficou acertado que seria liberado dinheiro do Funpen (Fundo Penitenciário) para os estados construírem um presídio masculino, dentro da região da capital. Estou com uma população carcerária de 68 mil presos e o Acre tem quatro mil. Foram enviados R$ 44 milhões para nós e R$ 44 milhões para lá, com a determinação de usar R$ 32 milhões com o presídio e o restante com equipamentos de segurança. Para essa construção ser rápida, depende de uma justificativa legal dessa necessidade, talvez sem processo licitatório. Há empresa que entrega uma penitenciária em 90 dias. A minha ideia é construir uma unidade para 400 presos. Agora, estou acautelando junto ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para fazermos isso de uma forma rápida. Também vamos construir uma unidade feminina, para 150 mulheres.
Onde será?
A nossa ideia é fazer a Dutra 3, em Ribeirão das Neves.
O que serão feitos com os R$ 12 milhões?
Compra de bodyscan, bloqueador de celular. Queremos fazer uma contratação de serviço de bloqueadores. Também temos que colocar tela nas cadeias do interior.
Há projetos parados de novos presídios?
Com as penitenciárias masculina e a feminina teremos 550 vagas. Juntando com as 1.210 (dos quatro presídios próximos de serem inaugurados), temos quase 1.800 novas vagas. E nós temos sete penitenciárias cujas obras pararam, local só tem mato. Estava dependendo de financiamento do BNDES, que só saiu agora. A previsão é de ficarem prontas de um ano e meio a dois anos.
Ainda há regalias no sistema?
Não tem mais. E quando chega ao nosso conhecimento, imediatamente mandamos apurar.

Direto da Rússia, Temer de volta ao campo minado da política nacional


O presidente Michel Temer retornou de uma viagem à Rússia e à Noruega, marcada por desencontros, para pisar em um campo político minado, que poderia transformá-lo, esta semana, no primeiro presidente do país denunciado formalmente por corrupção.
Seu contraparte russo, Vladimir Putin, o deixou plantado no aeroporto de Moscou, e seus contatos com empresários russos não se materializaram em nenhum contrato. Já em Oslo, o governo norueguês anunciou um corte substancial em sua contribuição para o Fundo da Amazônia, devido ao aumento do desmatamento na floresta ante o avanço do agronegócio, e expressou sua preocupação com a corrupção no Brasil.
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Uma realidade da qual talvez Temer esperasse se distanciar em sua viagem, mas que o aguardava em seu retorno ao Brasil.
Entre segunda e terça-feira, o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deveria apresentar uma ou mais denúncias contra Temer, no âmbito de sua investigação por corrupção, obstrução da Justiça e organização criminosa.
Embora ainda se desconheça a gravidade de seu conteúdo, Temer, com apenas 7% de popularidade, terá que lidar com seu impacto judicial e com a ameaça de uma erosão ainda maior de sua base governista.
Desde que, em meados de maio, veio à tona a gravação feita por um dos donos da JBS, Joesley Batista, em que parece dar seu aval ao pagamento de propina para silenciar o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), o presidente foi saltando obstáculos: superou um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderia ter cancelado a chapa que compôs com a presidente Dilma nas eleições de 2014 e conseguiu conter a deserção de seu principal parceiro no governo, o PSDB. Mas durante sua acidentada viagem, o principal argumento de sua defesa se esvaiu.
A Polícia Federal concluiu na sexta-feira a perícia da gravação de Batista e concluiu que o áudio não foi editado ou manipulado, como tinha denunciado o presidente.
Questão de números?
A Constituição prevê que, quando um presidente é denunciado, dois terços dos deputados devem validar a denúncia para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa processá-lo. Se isto ocorrer, Temer se tornará formalmente réu e terá que se afastar do cargo por no máximo 180 dias, enquanto a mais alta corte trata do caso.
Seria a segunda crise de poder em pouco mais de um ano no Brasil, pois Temer, que foi vice de Dilma, assumiu o cargo em maio de 2016, após o impeachment da presidente, acusada de manipulação de contas públicas por causa das chamadas pedaladas fiscais.
Este cenário parece improvável atualmente, visto que Temer tem a maioria na Câmara.
Além disso, "há muitos legisladores envolvidos em casos de corrupção e isto cria uma rede de solidariedade", disse à AFP Sylvio Costa, diretor do portal político Congresso em Foco.
"Estamos vivendo uma situação parecida à de Dilma no início do processo de impeachment. Temer não tem mais uma maioria sólida no Congresso, mas a oposição ainda não tem a força suficiente para afastá-lo", acrescentou.
Mas "já não basta saber se o presidente continua tendo força na Câmara (...), senão se seu esforço cada vez maior para se manter no poder não prejudicará ainda mais o país, inviabilizando as reformas que são a única razão de ser de seu governo", escreveu no fim de semana Merval Pereira, colunista de O Globo.
Temer prometeu tirar o país da pior recessão de sua história, através de uma série de reformas impopulares de austeridade, mas a trabalhista e a previdenciária - desejadas pelo mercado - estão travadas no Congresso desde que a crise eclodiu.
O papel do PSDB
O presidente se apresenta como o único capaz de levar adiante a aprovação destas polêmicas reformas e, apoiando-se na tímida recuperação econômica, promete terminar o mandato no fim de 2018.
As eleições gerais, previstas para outubro do ano que vem são, de fato, o fator que muitos parlamentares e partidos têm em mente.
Se estar junto de Temer é visto como um salva-vidas para boa parte da classe política suspeita de corrupção, também pode ser tóxico para quem tem aspirações eleitorais. O PSDB está neste dilema há semanas.
"Sem o apoio do PSDB, a governabilidade deixa de existir. Isto é um fato, a solidez (do governo) está comprometida", advertia no sábado o prefeito de São Paulo, João Doria, um dos favoritos do partido para as presidenciais do ano que vem.
Mas as coisas tampouco são evidentes para a oposição de esquerda, visto que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) também está na mira da Justiça por corrupção e poderia ser condenado à prisão em breve pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro.

Batalha Desonesta


| por José Medrado* BOCÃO NEWS
O Instituto Datafolha divulgou nesta segunda-feira (26) uma nova pesquisa de intenção de votos para a disputa presidencial de 2018. Segundo a pesquisa, o ex-presidente Lula (PT) continua liderando as intenções de voto, com 30%, enquanto Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC) empatam em segundo lugar. Naturalmente, os seguidores, defensores do ex-presidente exultam, regozijam e sentem um gostinho de possível vingança. Bobagens. O índice de rejeição é superior ao anunciado como vantagem. Além do mais, haverá de se considerar que em um eventual segundo turno todos se unirão em um anti-lulismo. Sem falar, naturalmente, que a efervescência da política muda a cada momento. Apenas para registro: Palocci foi condenado. A sentença saiu nesta segunda-feira (26).
 
É lamentável, no entanto, que nesta polarização política sem nexo, o atual presidente segue passando vexame fora do país, e aqui vai, digamos, financiando os seus políticos aliados, inclusive baianos. Fazem lista, contam as cabeças de voto em prol da permanência do presidente no poder, após possível forte denúncia da Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF). Tudo isso de uma forma muito natural, tranquila. Ou seja, esses senhores querem evitar que um acusado por crimes seja julgado. É esta a lógica do jogo político no Brasil. Honestamente, eu sinto vergonha alheia no lugar desses férreos defensores, que, em verdade, estão defendendo a própria permanência neste apodrecido poder do presidente Temer. Um governante que está no chão em aprovação popular, na sua ânsia de poder evidencia a sua fraqueza moral, pois a sua permanência só existe por força da associação de seus comparsas. 
 
Mais uma vez, inclusive, uma fatia do empresariado, que vive como vampiro aético, dá mostra que tem uma espécie de poder paralelo na República, visto que o empresário Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirma pretensiosa e arrogantemente: "Todo o empresariado prefere continuar com Michel Temer". Não creio, pois há empresários, sim, que são cidadãos que cumprem as leis, aceitam e vivem a legalidade de um Estado democrático de direito. Achar que um presidente deve continuar apenas para manter uma pretensa estabilidade econômica, sendo denunciado, e com forte indícios de ser um criminoso é de fato evidenciar a falência dos valores morais de um segmento, de forma absoluta.
 
* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal.

Perdão a Joesley tem alta rejeição, revela pesquisa


Para 81% dos brasileiros, os empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, deveriam ter sido presos pelos crimes que cometeram nos últimos anos, segundo pesquisa Datafolha publicada ontem

Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Para 81% dos brasileiros, os empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, deveriam ter sido presos pelos crimes que cometeram nos últimos anos, segundo pesquisa Datafolha publicada ontem.
Os dois obtiveram imunidade penal ao fazer acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. A mesma pesquisa mostra que 83% da população considera que o presidente Michel Temer teve participação direta “nos esquemas de corrupção descobertos pela Lava Jato com a gravação dos donos do JBS”. Joesley gravou uma conversa que teve com Temer em março, no Palácio do Jaburu. Na ocasião, o empresário indicou que fazia pagamentos ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao corretor Lúcio Funaro para evitar que os dois assinassem um acordo de colaboração com a Lava Jato.
No diálogo, Joesley diz ter zerado “pendências” com Cunha a fim de manter bom relacionamento com o deputado cassado. Temer, neste momento, responde: “Tem que manter isso, viu?”. Joesley acrescenta: “Todo mês”. A gravação faz parte do inquérito da Polícia Federal e deverá embasar a denúncia contra Temer que a PGR vai apresentar.
O levantamento do Datafolha mostrou ainda que, após a revelação dos detalhes da delação dos donos da JBS, a avaliação positiva do governo Temer oscilou negativamente de 9% para 7%. Trata-se do menor índice dos últimos 28 anos, segundo a série histórica de pesquisas do instituto. Desde abril, a parcela da população que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 61% para 69%. O Datafolha ouviu 2.771 entrevistados em todo o País entre os dias 21 a 23 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

Anvisa pode liberar vacinação em farmácias; entidades criticam proposta


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está elaborando regulamentação que trata sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação no país

por
Agência Brasil
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está elaborando regulamentação que trata sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação no país. A norma já passou por consulta pública e, se aprovada, permitirá que farmácias apliquem vacinas. Entretanto, entidades médicas temem que a resolução possa precarizar o serviço de vacinação e colocar em risco a população.
Segundo a Anvisa, a permissão para farmácias disporem de vacinas está prevista na Lei nº 13.021/2014, que trata sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas, e, com ela, a regulamentação vigente sobre o controle sanitário para estabelecimentos privados de vacinação, se tornou insuficiente para farmácias e drogarias.
“A fim de diminuir o risco da população brasileira frente ao possível uso e administração inadequados de um medicamento tão peculiar quanto a vacina, principalmente em estabelecimentos que não têm um histórico antigo na prática da vacinação, a Anvisa propõe norma sanitária com requisitos mínimos para a prestação dos serviços de vacinação”, diz a Anvisa, na justificativa da proposta.
Atualmente, além da rede pública, somente clínicas de vacinação podem oferecer o serviço, regulamentadas pela Portaria Conjunta Anvisa/Funasa nº 01/2000.
Entre outras exigências, pela norma atual, a clínica deve ter um médico como responsável técnico pelo estabelecimento. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, essa exigência é muito importante e está sendo retirada da nova proposta. “Ela tira a obrigatoriedade de maca, consultório e médico para atender evento adverso, desde o desmaio até anafilaxia. Isso não é serviço de vacinação, é aplicação de injeção”, disse ela, explicando que o médico especialista em vacinação é importante desde a triagem até o diagnóstico de reação à vacina.
A proposta de regulamentação em análise na Anvisa diz que o estabelecimento deve ter um profissional habilitado e capacitado para o serviço de vacinação. Também prevê que, em caso de intercorrências, ele deve garantir o encaminhamento do paciente ao serviço médico. E as vacinas que não fazem parte do calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações deverão ser feitas mediantes prescrição médica.
Riscos à população
Para Isabella, esses requisitos não são suficientes e, acabar com as regras atuais pode ser prejudicial para a cobertura vacinal, pois um serviço precário de vacinação pode levar medo às pessoas. “A SBIm não discute onde a vacina é aplicada, na clínica médica ou farmácia, o que defendemos é a qualidade e manutenção das normas para que a vacinação não seja banalizada e a população não corra risco de erros. As normas deveriam ser mais exigentes e não menos”, disse a médica.
“Estamos falando de movimentos de antivacinismos, mitos, medos, famílias que circulam informações erradas em redes sociais. Um erro pontual pode fazer a população perder a confiança na imunização. Que sejam bem-vindas as farmácias, desde que o rigor nas exigências seja mantido”.
O presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo Barbosa, concorda que os requisitos mínimos propostos podem prejudicar os serviços. “Não somos contra vacina estar em farmácias. Mas temos um nível de exigências que se provou muito eficaz para conseguir os resultados de imunização. Então, se vai entrar farmácia nesse mercado, porque flexibilizar a lei?”, disse, informando que os laboratórios de análise clínica passaram a oferecer vacinas porque se enquadraram na legislação atual.
Segundo a presidente da SBIm, também é errado falar em maior acesso da população às vacinas, pois as farmácias devem priorizar grandes mercados. Além disso, ela explica que a indústria de vacina não foi levada em conta para a edição da proposta de regulamentação. “A falta de vacinas que vivemos na rede privada é absurda, e isso deve ser colocado em discussão. E com o aumento dessa rede pode ser que se tenha menos vacinas ainda porque os fabricantes não conseguem atender o mercado”, argumentou Isabella.
Barbosa complementa dizendo que a previsão para a demanda atual de vacinas ser normalizada é entre 2020 e 2022, porque os laboratórios já estão no limite de produção e novas fábricas estão sendo construídas.
Interesse comercial
Para ele, o interesse comercial das farmácias é apenas na vacina contra gripe. “Não estão preocupados com o esquema vacinal completo”, disse. Segundo Barbosa, a vacina contra gripe é o que ajuda a manter o custo operacional das clínicas de vacinação, já que a operação de outras vacinas é quase negativo. Então, para ele, a nova regulamentação pode prejudicar a qualidade e acesso ao serviço quando as clínicas começarem a cortar custos com outras vacinas para pode competir no mercado.
A norma ainda está em elaboração e recebeu centenas de contribuições durante a consulta pública, que ocorreu no mês de maio. Não há prazo para a votação no colegiado da Anvisa.
Para o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter da Silva Jorge João, a possibilidade das farmácias aplicarem vacina é uma ação social e as farmácias irão se adequar à regulamentação da Anvisa para garantir a qualidade do serviço e as condições impostas.
“Temos que ver as farmácias como unidades prestadoras de atenção à saúde e assistência farmacêutica, que têm sua contribuição com as políticas de saúde do país. É um avanço social. E vacina é medicamento e, sendo medicamento, o farmacêutico tem propriedade para fazer a aplicação”, disse.
Segundo João, a indústria precisa ter um olhar positivo para a situação dos estoques, pois vai aumentar o número de postos que passarão a oferecer as vacinas. O presidente do conselho ressalta ainda que o Brasil possui 80 mil farmácias e a concorrência com as clínicas de imunização vai ajudar na queda dos preços de vacina para a população.
A proposta de regulamentação sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação no país está disponível na página da Anvisa.

‘Merdas acontecem’: Lutadora faz muita força e defeca no octógono


A peso-palha Justine Kish enfrentou Felice Herrig no UFC Oklahoma deste domingo (25), nos Estados Unidos, e acabou cagando no cage

Laila Lovatto/  BAHIA.BA
Foto: Reprodução
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A lutadora Justine Kish, que enfrentou Felice Herrig no UFC Oklahoma deste domingo (25), nos Estados Unidos, se cagou toda em pleno octógono. A atleta, porém, não se cagou de medo, mas de força. Justine se esforçou tanto para escapar do mata-leão de Felice que acabou sujando o cage com a substância marrom que sai pelo terminal do tubo digestivo.
“Sou uma guerreira e nunca vou desistir. Merdas acontecem (risos). Volto em breve”, escreveu ela, cheia de graça, em sua conta no Twitter.
Por esforço ou “de cagada” (ou os dois), a peso-palha conseguiu escapar do mata-leão e levou o confronto até o terceiro round. Justine, porém, perdeu o confronto na decisão dos árbitros.
Essa não foi a primeira defecada do UFC: em 2014 o cubano Yoel Romero também sujou o short durante a luta contra Derek Brunson. Foi possível ver a mancha marrom no short do lutador. Ele, porém, não teve produção para melar o cage.

Temer deve apoiar nome de lista tríplice para vaga de Janot na PGR


Recuo do peemedebista seria para evitar a acusação de interferência nos rumos da Lava Jato

BAHIA.BA
Foto: Divulgação PGR
Foto: Divulgação PGR

O presidente Michel Temer (PMDB) deve escolher um nome da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) para substituir o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele cogitava escolher alguém de fora da lista, porém, conforme apuração da Folha de S. Paulo, manifestou em conversas reservadas a intenção de respeitar as indicações para evitar a acusação de interferência na Operação Lava Jato.
O entendimento é de que ele não pode correr o risco de se desgastar ainda mais, criando atritos com membros da Procuradoria-Geral da República (PGR). No Planalto, cresce o favoritismo do subprocurador-geral Mario Bonsaglia, um dos oito candidatos à eleição, até o momento ele é considerado um nome mais aberto ao diálogo e de posições moderadas e nos bastidores já fez críticas a aspectos técnicos das investigações de Janot.
A eleição está marcada para terça-feira (27), de 9h às 18h. Os candidatos disputam uma das três vagas da lista tríplice. O resultado será divulgado às 18h30.