domingo, 22 de outubro de 2017


8 “rituais do sono” de Zuckerberg, Gates, Bezos e outros executivos de sucesso


Observar o que as pessoas de sucesso costumam fazer antes de dormir pode ser uma boa forma de melhorar seus hábitos noturnos 
SÃO PAULO - O que as pessoas de sucesso fazem para relaxar após um longo dia de trabalho? Alguns dos nomes mais importantes do mundo dos negócios seguem uma rotina específica antes de dormir para conseguir se desligar das responsabilidades e descansar. Ter um ritual antes de dormir pode ajudar você a ter um sono de melhor qualidade, segundo a Fundação Nacional do Sono (Fundasono). E observar o que as pessoas de sucesso costumam fazer antes de dormir pode ser uma boa forma de melhorar seus hábitos noturnos, melhorar a qualidade de vida e deixar o dia seguinte mais produtivo.
O Business Insider selecionou 8 executivos de sucesso e seus hábitos noturnos antes de dormir. Confira:
Mark Zuckerberg, fundador do Facebook
Todas as noites, o CEO do Facebook coloca sua filha Max para dormir com uma oração judaica tradicional, o "Mi Shebeirach”. É um momento dele com a filha e que o ajuda também a relaxar. Virou uma rotina em seus dias. É provável que a tradição continue, dado que Zuckerberg e sua esposa Priscilla tiveram outra filha em agosto deste ano.
Richard Branson, fundador do grupo Virgin
O executivo gosta de compartilhar alguns momentos com sua família ou amigos antes de se deitar. Segundo ele, durante essas conversas informais "histórias são compartilhadas e as ideias nascem".
Daymond John, integrante do Shark Tank
Participante do Shark Tank, o executivo se prepara para o próximo dia antes de dormir. Ele cria uma lista detalhada de seus objetivos, incluindo descrições e prazos para cada um para garantir a produtividade do dia seguinte.
Sheryl Sandberg, COO do Facebook
A COO do Facebook revelou que gosta de relaxar vendo um “canal qualquer de TV” para não pensar em nada antes de deitar. Ela desliga seu celular antes ir para a cama também, porque acredita que se desconectar de tecnologias na hora do sono é fundamental para dormir melhor.
Bill Gates, fundador da Microsoft e Jeff Bezos, CEO da Amazon
O homem mais rico do mundo tem uma rotina muito específica para dormir. Depois do jantar, ele sempre lava a louça, mesmo que outras pessoas se voluntariem. E depois lê por cerca de uma hora para relaxar até adormecer.
O CEO da Amazon compartilha o hábito de Gates: gosta de lavar os pratos após o jantar para depois se deitar. Segundo ele, é uma forma de relaxar a mente e não pensar em nada antes de dormir.
Sundar Pichai, CEO do Google
O CEO do Google acredita que é necessário ter um equilíbrio entre trabalho-vida. Por isso, em 2015, prometeu para si mesmo estar em casa todas as noites a tempo de colocar seus filhos na cama. Dessa maneira consegue estreitar os laços com as crianças, para de trabalhar na hora certa e consequentemente tem um tempo reservado para relaxar antes de deitar.
Arianna Hunffington, dona do Huffington Post
De acordo com o livro de Huffington "The Sleep Revolution" (“A revolução do sono”, em tradução livre) seu ritual para dormir é bastante objetivo: retira seus dispositivos eletrônicos do seu quarto, toma um banho quente e depois um chá de camomila ou de lavanda.
Oprah Winfrey, apresentadora de TV
Toda noite, Winfrey reserva um tempo para meditar antes de dormir. Ela é apaixonada pela Meditação Transcendental, prática que envolve o uso mental de sons específicos chamados mantras que acredita-se que têm um poder psicoativo. Segundo ela, a meditação ajuda a relaxar e a ter uma noite de sono com mais qualidade.
Especiais InfoMoney

O assassinato de Celso Daniel e as outras misteriosas onze mortes

O assassinato de Celso Daniel e as outras misteriosas onze mortes
Celso Daniel desapareceu em 18 de janeiro de 2002 para surgir morto – e torturado – dois dias depois. Ironia do destino, o primeiro inquérito policial foi concluído no primeiro de abril daquele ano. E tentaria vender a versão de que o prefeito de Santo André teria sido vítima de sete sequestradores trapalhões que levaram o milionário errado, arrependeram-se e resolveram o problema entregando a vítima para um menor disparar-lhe onze tiros.
A família, no entanto, defende que o petista fora vítima de crime político, uma vez que possuiria um dossiê sobre um esquema corrupto envolvendo empresas de transporte e o financiamento ao Partido dos Trabalhadores.
Fato é que aquela não foi a única morte estranha envolvendo o prefeito de Santo André. Pelo menos oito pessoas ligadas ao caso morreram misteriosamente nos anos seguintes:
  1. Dionísio Aquino Severo
    O sequestrador de Celso Daniel morreu três meses após o crime, segundo a versão oficial, vítima de uma “facção rival”.
  2. Sergio, o ‘Orelha’
    Acobertou o sequestrador após o crime e o fuzilaram em novembro de 2002.
  3. Otávio Mercier
    O investigador da Polícia Civil havia ligado para o sequestrador na véspera do assassinato e foi morto a tiros em sua casa.
  4. Antonio Palácio de Oliveira
    Trata-se do garçom que serviu Celso Daniel na noite do crime. Mataram-no em fevereiro de 2003.
  5. Paulo Henrique Brito
    Testemunhou a morte do garçom e o assassinaram três semanas depois.
  6. Iran Moraes Redua
    Agente funerário que reconheceu o corpo de Celso Daniel jogado na estrada e chamou a polícia. Foi morto em novembro de 2004.
  7. Carlos Delmonte Printes
    Era o legista que confirmou as torturas sofridas por Celso Daniel. Apareceu morto no próprio escritório em outubro de 2005.
  8. Josimar Ferreira de Oliveira
    O delegado que registrou a morte de Celso Daniel. Foi assassinado em janeiro de 2015.
O prefeito de Santo André, no entanto, não foi a primeira morte estranha envolvendo prefeitos petistas. Quatro meses antes, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, fora assassinado apenas 8 meses após assumir a prefeitura de Campinas. No inquérito, mais uma vez a polícia tentou vender a versão de que o político havia sido vítima de um crime comum. O caso repercutiu bem menos pois ocorrera na noite anterior ao 11 de setembro de 2001.
Contudo, muito se especula a respeito do que ocorreu há quase duas décadas em Rio Grande da Serra, o município menos conhecido dos sete que completam o “Grande ABC”. O prefeito José Carlos de Arruda foi assassinado num roteiro muito semelhante ao ocorrido com Celso Daniel.
“Carlão”, como era conhecido, foi sequestrado na noite de 30 de março de 1998 e, no primeiro de abril seguinte, surgiu torturado e morto com cinco tiros. Por muito tempo, o principal suspeito foi um empresário dono de uma empresa de transportes.
Apenas em 2010 alguns culpados foram para a cadeia. Segundo o Diário do Grande ABC, “foram seis acusados de matar o ex-prefeito: dois executores, Reinaldo Dionísio Alves (o Pilica) e Zito; um intermediário, Ademir Miranda, o Brinquinho, e três mandantes, que eram vereadores do município na época do crime – Valdir Mitterstein, o Gaúcho, Ramon Velásquez e Expedito Oliveira.”
Todavia, o “ex-prefeito de Rio Grande da Serra, Ramon Velásquez, teve o processo arquivado pelo Tribunal de Justiça por falta de provas“. O próprio PT nacional cuidou da defesa de Velasquez usando o mesmo Márcio Thomaz Bastos que viria a ser ministro da Justiça de Lula.
Em 2016, em mais um primeiro de abril, a Lava Jato prendeu Ronan Maria Pinto, o dono do “Diário do Grande ABC”. O empresário teria chantageado  Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho ameaçando contar o que sabia sobre a morte de Celso Daniel. Suspeitava-se que teria recebido R$ 6 milhões para ficar calado. Sérgio Moro o condenou a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro.


Elson Maranhão

Câmara analisa mudanças em planos de saúde para idosos

Agência Brasil

A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que pretende alterar a legislação atual que regula o funcionamento dos planos de saúde no país. Entre as principais mudanças em discussão está a possibilidade de parcelamento do último reajuste concedido aos usuários de planos privados quando atingem 59 anos de idade.
Pela legislação vigente, os planos de saúde podem reajustar o valor da mensalidade do beneficiário a cada mudança de faixa etária. Atualmente, são válidas dez faixas cronológicas, a primeira até 17 anos e a segunda a partir de 18 anos, mudando a cada 4 anos de forma subsequente. A última referência se encerra aos 59 anos, quando os planos são autorizados a aumentar em até seis vezes o valor da mensalidade em relação ao valor da parcela da primeira faixa de idade.
Como o Estatuto do Idoso veda a cobrança de valor diferenciado em planos de saúde depois dos 60 anos, os planos reajustam uma única vez aos 59 anos. Se o projeto for aprovado, o valor reajustado para beneficiários de 59 anos poderá ser pago em até cinco parcelas de no máximo 20% do total nominal, vencidas a cada cinco anos, e não poderá ultrapassar o limite de seis vezes superior ao valor da primeira faixa etária considerada pelas operadoras.
A mudança é proposta pelo deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da matéria na Câmara, que apresentou relatório esta semana. O deputado informou que já ouviu críticas das operadoras, que temem impacto na lucratividade, e ressaltou que o projeto não permite o reajuste depois dos 60 anos, apenas o parcelamento dessa variação ao longo de 20 anos. Para o deputado, a medida visa a acabar com a cobrança única que antecede os 60 anos e melhorar a condição de pagamento dos usuários idosos.
Proposto pelo deputado Rogério Marinho, projeto pretende alterar legislação que regulamenta planos de saúde
Proposto pelo deputado Rogério Marinho, projeto pretende alterar legislação que regulamenta planos de saúde
Tendência
“Isso é uma angústia de quem vai chegar aos 59 anos, porque as pessoas sabem que nessa idade dobra o valor do plano e elas têm três alternativas: deixar o plano por incapacidade absoluta de pagar e voltar para o SUS; a família se cotizar a conseguir pagar o plano do idoso, então se sacrifica o conjunto familiar; ou pagar o plano, mas comprometer de 30% a 40% do orçamento”, acrescentou Marinho.
Foi o que aconteceu com Rosalina Leandro Andreto e Benedito Marcelo Andreto, de 68 e 64 anos, respectivamente. Quando atingiram a última faixa etária, o valor do plano superou R$ 2 mil e obrigou o casal a cancelar o plano de saúde há três anos. “A gente percebeu que não dava mais conta de pagar com essa situação. Aposentado ganha pouco e aí tivemos de sair do convênio. Fomos obrigados a isso, porque o dinheiro todo era para pagar plano de saúde. Como temos também de comprar remédios, vamos comer o que?”, disse Rosalina.
A decisão do casal segue uma tendência registrada de queda no crescimento de beneficiários de planos nos últimos anos. Segundo o último dado disponível do mercado de saúde suplementar, atualmente o Brasil tem 22,5 milhões de beneficiários com plano exclusivamente odontológico e 47,3 milhões de pacientes vinculados a um plano médico privado, o que representa uma cobertura de 24,5% da população brasileira, índice 2,2% menor do que o registrado no ano passado.
Desse total, pouco mais de 8,5 milhões de beneficiários têm mais de 55 anos de idade, conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A faixa com mais número de beneficiários é de 20 a 39 anos, que reúne quase 14 milhões de usuários dos convênios médicos.
Outras mudanças
Entre os princípios que devem ser seguidos pelos planos privados de saúde, o projeto inclui o uso da epidemiologia para monitoramento da qualidade das ações e para gestão em saúde, o respeito à autonomia e à integridade física e moral das pessoas assistidas e o estímulo ao parto normal. Para o relator, o objetivo é reduzir o índice de 85% dos partos cesáreos realizados na rede privada brasileira para algo próximo do registro mundial de 15%.
A proposta também estabelece que as operadoras de planos de saúde serão obrigadas a realizar programas de promoção à saúde e de prevenção de riscos e de doenças, inclusive de epidemias que estejam em curso no país, além de apresentar relatório à ANS sobre resultados desses programas. Os usuários que aderirem aos programas preventivos poderão ter desconto no pagamento do plano.
As operadoras deverão, por meio de sua rede de unidades conveniadas, reparar lesões decorrentes de atos cirúrgicos realizados sob cobertura de seus planos. Atualmente, a reparação é prevista apenas nos casos de erro médico em cirurgias estéticas. A intenção, segundo o deputado, é garantir que outros tipos de lesões não decorrentes de erros possam ser corrigidas.
Ampliação cobertura
O projeto prevê ainda que as operadoras dos planos deverão cobrir consultas médicas, em número ilimitado, em clínicas básicas e especializadas, de caráter preventivo ou curativo e cobrir vacinas solicitadas pelo médico assistentes, desde que devidamente registradas pela autoridade sanitária.
As despesas de acompanhantes, no caso de pacientes idosos, parturientes, pessoas com deficiência ou menores de 18 anos, como já previsto atualmente, deverão ser cobertos pelos planos. Filho adotivo, adotando e criança ou adolescente sob guarda também poderão ser inscritos, aproveitando os períodos de carência já cumpridos pelo consumidor adotante ou guardião.
De acordo com o projeto, as operadores deverão oferecer obrigatoriamente planos de contratação individual ou familiar a seus atuais e futuros consumidores. O beneficiário de plano de contratação individual, familiar ou coletiva fica dispensado do cumprimento de novos períodos de carência e de cobertura parcial temporária exigíveis e já cumpridos no plano de origem na contratação de novo plano de contratação individual, familiar ou coletivo, na mesma ou  em outra operadora.
Para sair da carência, o beneficiário deverá estar adimplente com a operadora de origem e com o contrato em vigor. O plano de destino deve ter igual preço ou inferior ao plano de origem e não pode estar com registro em situação "ativo com comercialização suspensa ou cancelado".
Custos
Segundo Marinho, um dos objetivos das mudanças é reduzir o custo das contraprestações para o beneficiário e acabar com fraudes registradas atualmente. Entre as propostas com esse propósito está a divulgação obrigatória, nos sites das operadoras, dos valores pagos pelas consultas e procedimentos contratados.
Nesse sentido, o relator propõe também um limite menor para o valor das multas pagas pelas operadoras que negam de forma injustificada a oferta de um procedimento ou produtos aos clientes.O substitutivo estabelece que a penalidade a ser paga pela operadora não poderá superar em mais de dez vezes o valor do procedimento ou do produto a que se refere.
Nos casos de reincidência, poderá ainda ser aplicada multa de até 30 vezes o valor do procedimento ou produto negado. A multa não deve ser superior a R$1 milhão, de acordo com o porte econômico da operadora ou prestadora de serviço e a gravidade da infração. O relator defende que a limitação é para benefício do próprio consumidor.
“Pagar multa não desobriga a operadora de ofertar produto ou serviço. O que estamos querendo é que está situação seja pedagógica, equilibrada e proporcional, não do jeito que está sem nenhum controle. Se não, recai sobre o próprio consumidor”, afirmou Marinho.
O projeto obriga empresas a realizar auditorias de forma independente para contabilizar sinistros ou número de vezes em que o plano é acionado pelo usuário. “A sinistralidade é um dos fatores que mais influem no aumento e a informação, muitas vezes, é unilateral. Então, estamos pedindo que seja checada por uma auditoria independente.”
Ressarcimento ao SUS
O projeto traz mais detalhes sobre o processo de ressarcimento das operadoras aos estabelecimentos do SUS que prestarem serviços a beneficiários de planos privados de saúde. A operadora continuará responsável pelo pagamento de todos os procedimentos ofertados pelo SUS, mas, no caso de internação, o ressarcimento deverá ter um acréscimo de 25%. O hospital ou unidade de emergência pública deve comunicar em até 24 horas à operadora sobre o atendimento de urgência do beneficiário do plano.
A proposição institui a Taxa de Controle e Fiscalização sobre o Ressarcimento ao SUS, que será gerada a partir da fiscalização da ANS sobre as operadoras e servirá para custear e manter os procedimentos e sistemas informatizados para ressarcimento ao SUS. Também estabelece que o repasse dos recursos do ressarcimento não seja feito diretamente ao Fundo Nacional de Saúde, como é atualmente, mas sim dividido entre os estados e municípios onde ocorreram os atendimentos.
A nova destinação do ressarcimento atende a uma reivindicação dos gestores locais, como foi discutido esta semana em audiência pública na Câmara. Na ocasião, o representante do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) defendeu equilíbrio na destinação desses recursos e melhor verificação sobre a participação de estados e municípios no financiamento do sistema.
Outro ponto que pode ser alterado é com relação às demandas judiciais. Se o usuário pleitear na Justiça pela realização de procedimento em saúde ou o fornecimento de produto ou medicamento, o juiz deverá requisitar parecer de profissional da saúde  que integre núcleo de apoio técnico do tribunal ou entidade conveniada, ou ouvir perito de sua confiança antes de conceder a tutela de urgência.
A consulta fica dispensada se a situação for de grave e iminente risco à saúde ou à vida do autor da ação judicial.
A Agência Brasil não teve retorno da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge). Por meio da assessoria de imprensa, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que ainda não emitirá nenhum posicionamento até que o projeto seja aprovado. A votação do parecer do deputado Rogério Marinho está prevista para o dia 08 de novembro na comissão especial da Câmara, mas poderá ser apreciado diretamente no plenário, pois tramita em regime de urgência.

Amor rende mais leite: pesquisa feita em Minas mostra que afago em vacas dá bons resultados


Um mês antes de parirem, vacas recebem estímulos táteis, pela manhã e à tarde, antes da extração de leite
Um mês antes de parirem, vacas recebem estímulos táteis, pela manhã e à tarde, antes da extração de leite
O afago feito em vacas tem se mostrado excelente antídoto contra doenças, acelerando a recuperação pós-parto e ainda um importante estimulador da produção leiteira. É o que vem demonstrando estudo realizado com animais da raça gir leiteiro, no Campo Experimental Getúlio Vargas, da Epamig, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. 
Os primeiros resultados da pesquisa comprovam que exemplares submetidos a “carinhos” diários não só produzem leite com mais qualidade, como em maior quantidade. Na comparação com exemplares tratados da maneira convencional, o aumento da produção leiteira foi de quase 2,5 quilos por animal.
Pesquisadora do Instituto de Zootecnia de São Paulo – órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado –, a coordenadora do projeto Lenira El Faro diz que os resultados são positivos não só do ponto de vista da produção, mas também da relação entre tratador e animal. 
“Na primeira etapa, trabalhamos bastante com o profissional que maneja e leva a vaca à sala de ordenha, destacando a importância de um manejo mais consciente, da necessidade de o profissional aprender a tratar o animal melhor. O resultado é positivo para ambos”, avalia.
Leite residual
A pesquisadora comenta ainda que o estudo já comprovou o impacto positivo do carinho na quantidade do chamado leite residual – retido pelas vacas após a ordenha visando à alimentação dos bezerros. Em animais que receberam o estímulo tátil, a reserva foi inferior a meio quilo, quase seis vezes menos, na comparação com o grupo sem manejo, o que resultou em 3 quilos a menos de leite ordenhado.
“O zebuíno tende a esconder o leite para o bezerro. O que percebemos foi que, com a técnica, além de melhorarem o comportamento na sala de ordenha, ficando mais mansas, e o relacionamento com o ser humano, não é que produziram mais, mas deixaram de reter”, detalha.
Pesquisador da Epamig, o veterinário André Penido explica que o afago é feito com uma espécie de braço improvisado. O estímulo ocorre um mês antes do parto, antecedendo cada uma das duas ordenhas diárias.
O objetivo, explica o pesquisador, é habituar o animal à rotina, torná-lo mais manso ao manejo do homem e, consequentemente, menos reativo. “Desde a primeira vez elas vão sendo condicionadas a entender que aquilo não é uma agressão. Essa é a grande sacada”, resume.
Aluna de doutorado e participante do projeto, a zootecnista Aska Ujita lembra que a diminuição da retenção de leite impacta também na saúde do animal. “A produção leiteira não só tende a ser maior, mas com a menor retenção cai também o índice de mastite, doença que mais afeta o gado leiteiro e que prejudica a produção e a qualidade do leite”, afirma.
Iniciada em 2016, a pesquisa é financiada pela Federeção de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e conduzida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas gerais (Epamig) em parceria com a Universidade de Dalhousie, no Canadá
Estímulo aceleraria recuperação pós-parto e retorno ao cio
Uma outra vertente da pesquisa, prevista para ser concluída em até dois anos, avalia de que forma o estresse metabólico influencia na fertilidade das vacas após o parto e na recon-cepção. O objetivo é comprovar que animais que recebem afago se recuperam mais rapidamente depois de reproduzirem, já que o índice de cortisol (hormônio do estresse) diminui em função do tratamento mais humanizado.
“O eixo adrenal hipotálamo fica mais equilibrado e, com isso, elas (vacas) ficam menos reativas e mais mansas. A hipótese é de que a vaca conseguirá ter um melhor período pós-parto e retornará ao cio com mais rapidez”, sugere a veterinária Helena Mendes, participante da pesquisa como aluna de mestrado.
Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e executada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o trabalho envolve a participação de alunos de mestrado, doutorado, bolsistas de apoio técnico e de iniciação científica. O estudo deve gerar um pacote de informações importantes para a pecuária leiteira, indicando para o produtor, dentre outras coisas, o momento adequado para realizar a inseminação artificial do animal.
Afago em vacas rende mais leite
Em laboratório, amostras de leite são analisadas quanto à presença de hormônios, como ocitocina e cortisol, e a possibilidade de doenças
Metabolismo e fisiologia
A pesquisadora Helena Mendes explica ainda que o período peri-parto é um momento de mudanças importantes na fisiologia dos animais, que sofrem alterações de ordem metabólica e fisiológica, passando de um período seco para a fase de lactação.
Esse processo, segundo ela, é acompanhado de grande demanda energética para os tecidos do animal e, consequentemente, de grande aporte de oxigênio, levando a um incremento na produção de radicais livres e a um estresse oxidativo.
“O estresse oxidativo, por sua vez, ocorre em células e tecidos, gerando morte celular programada e necrose e levando a uma série de desordens patológicas em diversos sistemas com impacto na produção e reprodução”, detalha a veterinária Helena Mendes.
Além disso
Na Inglaterra, pesquisadores da Universidade de Leicester mostraram que vacas que ouviam música relaxante produziam mais leite. No estudo, os animais foram colocados em contato com vários ritmos 12 horas seguidas, durante nove semanas. Vacas expostas a música clássica produziram quase 1 litro a mais do que as que ouviram músicas agitadas. “Provavelmente por reduzirem o estresse”, justificou o pesquisador. Sinfonias de Beethoven faziam parte da trilha anti-estresse. Na outra lista, apareciam sucessos como Tiger Feet, da banda Mud, e The Size of a Cow, de Wonder Stuff. O pesquisador revelou ainda que fazendeiros já haviam tocado música para galinhas, esperando que botassem mais ovos.
No Japão, bois da raça wagyu, responsáveis por um dos cortes mais caros do mundo (o kobe beef), também recebem tratamento VIP para evitar o estresse e produzirem carne de melhor qualidade. Dentre os mimos estão massagem, pequenas doses de cerveja e até tapetes aquecidos que melhoram o bem-estar em regiões mais frias. Os japoneses acreditam que a massagem consegue ajudar a entremear mais gordura na carne e, assim, melhorar a classificação de marmoreio. Já a cerveja ajudaria na digestão da comida, aumentando o aproveitamento do alimento no corpo do bicho. Alguns locais também expõem os bois a música clássica e relaxante.

É massa! Desvende os segredos daquele prato que você respeita! E aprenda receitas!


Origem do prato ainda gera controvérsias, mas fato é que o bom e velho macarrão é sucesso garantido no mundo inteiro!
Origem do prato ainda gera controvérsias, mas fato é que o bom e velho macarrão é sucesso garantido no mundo inteiro!
Estrela da culinária italiana, o macarrão, há tempos, caiu no gosto dos vizinhos mediterrâneos e, de quebra, no dos brasileiros. Opção certa na mesa do domingão em família, o prato, que ainda gera controvérsia quanto à origem – chinesa ou italiana – é um clássico da chamada comfort food. Fácil de preparar, versátil e popular entre os mais distintos paladares, reúne, agrega e tem até um dia para chamar de seu: 25 de outubro, quando é celebrado mundialmente.
Comprado pronto ou um autêntico fatto a mano, o que vale mesmo é acertar no preparo. Há que se considerar as preferências individuais, claro, mas sem deixar de lado o modus operandi tradicional do país da bota. A chef de cozinha Cidinha Lamounier é enfática sobre o segredo da massa perfeita: a quantidade de água.
“Para cada 100 gramas de massa, 1 litro de água fervente, que deve estar em ebulição constante”, resume, reforçando que a chama do fogo deve estar sempre alta para evitar que o glúten presente na massa a deixe “pegajosa”.
Nada de óleo na água!
Professora no curso de gastronomia das Faculdades Promove, a chef derruba ainda o mito do óleo na água do cozimento. “Vai formar uma película em volta da massa e o molho não vai aderir”, explica. Para ela, a popularidade do bom e velho macarrão deve-se não só à facilidade do preparo, mas, principalmente, ao conforto que proporciona à mesa.
“Existe o fator facilidade e também a versatilidade, mas acredito que o maior atrativo do macarrão para os brasileiros seja a questão da proximidade, da comida de união, de juntar todo mundo em volta da panela da mamma ou da nonna”, pondera.
Pomodoro e basílico e alho, óleo e pimenta são as receitas mais preparadas pelos italianos, segundo o chef Paratella; mundo afora, o carbonara, que leva bacon e queijo pecorino, é um dos mais conhecidos
Autêntica italiana
Sócio-proprietário do recém-inaugurado D’Agostim Di Paratella, no bairro de Lourdes, Zona Sul de BH, o chef mineiro Matheus Paratella viveu 20 anos na “terra do macarrão” e sabe melhor que ninguém os segredos daquela massa que você respeita.
Bicho de sete cabeças para quem não tem tanta intimidade com o fogão, a massa artesanal diferencia-se da industrial – que leva água e ovo pasteurizado – pela simplicidade da receita, à base de farinha (quanto mais fina e pura, melhor), gema e sal. Para fazer sozinho, basta respeitar o tempo de secagem – no restaurante dele feito em estruturas de madeira – e de cozimento. Al dente é o ponto “certo”. 
Importante ficar de olho também ao molho que vai por cima. Corrigir a acidez com açúcar é um erro, sentencia o chef, que voltou a BH há quatro anos. “Na Itália, usa-se o mirepoix, mistura de cebola, cenoura e salsão. Para tirar a acidez excessiva é só acrescentar a cenoura, vegetal mais doce e que consegue absorver a acidez do tomate”, ensina.
RECEITAS:
- Molho de tomate perfeito
Receita da chef Cidinha Lamounier, professora do curso de gastronomia das Faculdades Promove

Gastronomia macarrão_Cidinha Lamounier
Ingredientes:
– 3 Kg de tomates bem maduros, tipo Andrea ou paulista, sem pele e sem sementes, cortados em cubos pequenos
– 100 gramas de cebola repicada
– 50 gramas de alho picado
– 1 lata pequena de extrato de tomate
– 1 alho poró pequeno cortado em cubinhos
– 2 cenouras cortadas em cubinhos
– 2 talos de salsão cortado em cubinhos
– Pimenta do reino em grãos, moída na hora, a gosto
– Sal a gosto
– Orégano fresco e manjericão a gosto
– 50 ml de azeite extra-virgem
– Fundo de tomate o quanto baste (*)
Modo de preparo:
Aqueça o azeite e refogue o alho, salsão, alho poró, cenoura, cebola e os tomates. Deixe murchar. Acrescente o extrato de tomate e o fundo de tomates. Cozinhe em fogo baixo, escumando a espuma que se formar na superfície. Tempere com sal, pimenta do reino, manjericão e orégano.
Dicas da chef:
– (*) Para o fundo de tomates, cozinhe as aparas do tomate, acrescentando água, louro, cebola e talos de salsinha; depois coe.
– Se não tiver tomates Andrea nem paulista maduros, não use o longa vida, que não dá textura ao molho. Neste caso, prefira o tomate pelati (industrializado).
– Se for usar o molho para outra preparação (molho derivado), deixe para acrescentar os temperos depois.

- Maltagliati al ragu bolognese
Receita do chef Matheus Paratella, do restaurante D’Agostim Di Paratella 
Gastronomia macarrão_Matheus Paratella
Ingredientes da massa:
– 500 gramas de farinha 00 (mais fina)
– 5 ovos inteiros
– 5 gramas de sal refinado
Molho:
– 1 lata de tomate pelati (sem pele) (2,5 Kg)
– 130 gramas de salsão
– 190 gramas de cenoura
– 150 gramas de cebola
– 500 gramas de carne moída
– Azeite
– Alecrim
– Alho
– Basílico
– Sal

Modo de preparo da massa:
Coloque a farinha em uma vasilha ou mesa, faça um “vulcão” e coloque os ovos dentro. Acrescente sal. Sove por até 10 minutos até ficar homogênea. Faça uma bola, cubra com plástico filme e deixe descansar na geladeira por 15 minutos. Com um rolo ou cilindro, abra no espessor de até dois milímetros e corte na forma de maltagliate (massa mal cortada) – ou usando uma faca.
Molho:
Corte o salsão, a cenoura e a cebola em pedaços pequenos e numa panela aquecida acrescente azeite, alecrim e alho. Doure. Junte cebola, cenoura e salsão e refogue. Acrescente a carne e os legumes e refogue até perderem o líquido. Tempere. Junte o tomate amassado e depois envolva na carne. Cozinhe por cerca de 40 minutos. Acrescente o basílico. Cozinhe a massa al dente e envolva-a no molho.
Gastronomia macarrão
PAR PERFEITO – Diferentes tipos de massas “casam” com diferentes tipos de molho. O capeline, por exemplo, ou cabelinho de anjo (primeiro), combina com preparos mais leves e simples ou até em sopas. Já o farfalle ou gravatinha e o parafuso (segundo e terceiro) são perfeitos para saladas frias. O penne (quinto), por sua vez, possui nervuras que ajudam a “segurar” molhos mais densos e suculentos, com tomates e outros tipos de legumes, assim como o conchiglione (ou concha, quarto). Campeão na preferência nacional, o espaguete (último) vai bem com tudo!
Além disso
A história do macarrão se confunde com a da humanidade. Mais de 6 mil anos atrás, o homem descobriu que podia moer alguns cereais e misturá-los com água. Desde então, as massas alimentícias tiveram ampla aceitação e a demanda por elas só cresceu. No Brasil, o prato típico dos italianos, mas que, reza a lenda, surgiu mesmo na China, foi trazido pelos imigrantes do país da bota, no início do século 19. Foi o produto também que estimulou a cultura do trigo, a construção dos moinhos e a criação das primeiras fábricas de massas.

Passados tantos anos desde a descoberta e difusão da receita, uma das mais populares nas mesas dos brasileiros, o que não faltam são tipos, acompanhamentos, modos de preparar e de servir. Há que se respeitar o gosto de cada um, mas é inegável, reforça o chef Matheus Paratella, de BH, que viveu por 20 anos na Itália, a tradição do cozimento do prato. “É preciso seguir o tempo sugerido na embalagem industrializada para se obter uma massa bem cozida ou al dente. No caso das artesanais, quanTo mais fina a farinha, menos casca tem no grão e menos irá escurecer no final do preparo”, reforça.
6,2 quilos quantidade que cada brasileiro consome, por ano, da iguaria, diz a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimap)

Partidos nanicos se unem para contestar reforma política no STF


[Partidos nanicos se unem para contestar reforma política no STF]
22 de Outubro de 2017 às 14:35 Por: Reprodução / Folha Por: Redação BNews
Principais afetados pela reforma política aprovada pelo Congresso, os partidos nanicos – aqueles com baixo desempenho nas eleições – se unem para contestar as novas regras na Justiça. De acordo com matéria da Folha, três são os pontos contra os quais se voltam siglas de diferentes posições ideológicas: o fim das coligações para eleições do Legislativo, a criação de uma cláusula de desempenho e um novo fundo público eleitoral.
Toma-se como exemplo a vitória alcançada em 2006, quando o Supremo Tribunal Federal acatou uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) encabeçada pelo PC do B e considerou inconstitucional uma regra para restringir os direitos das legendas com poucos votos nas eleições daquele ano. Ainda segundo a publicação, desta vez, a reação teve início com o PSL, que protocolou na terça (17) uma Adin no STF. O texto, assinado pelo advogado Modesto Carvalhosa, diz que é inconstitucional o fundo que distribuirá R$ 2 bilhões aos partidos em 2018 para financiar as campanhas.
Argumenta-se que a única forma de financiamento público prevista na Constituição é o fundo partidário (hoje próximo a R$ 1 bilhão ao ano). Qualquer outra fonte estatal, alega o PSL, só poderia ser criada por meio de emenda constitucional –o que exigiria os votos de 3/5 dos congressistas. O novo fundo, no entanto, foi aprovado por lei ordinária, que demanda apenas a maioria simples. O PSL e outros dois partidos mais próximos da direita no espectro político, PRP e PSDC, também preparam ações contra as regras que versam sobre coligações e a cláusula de desempenho, fortes impeditivos aos nanicos.
No campo da esquerda, PSTU e PCB também planejam contestar a mudança no STF. As alianças nas disputas de cargos proporcionais serão proibidas a partir de 2020. Para as pequenas legendas, a associação era uma forma de tentar alcançar o quociente eleitoral, o mínimo de votos necessários para ocupar uma cadeira no Legislativo.
Já a cláusula de desempenho veda o repasse de recursos públicos e o acesso à propaganda no rádio e na TV a partidos que não atingirem um patamar mínimo de votos nacionais para deputado federal. A medida será implantada gradualmente, a partir do pleito de 2018, quando a marca será de 1,5% dos votos válidos em nove Estados. O valor chegará a 3% em 2030.
Como mostrou levantamento da Folha, tomando como base a eleição de 2014, 14 das 32 legendas existentes na época não conseguiram ultrapassar o piso de 1,5% dos votos (incluindo as cinco que se articulam para ir ao STF). A despeito das diferenças ideológicas entre os dois grupos, alguns pontos os unem. Refutam, por exemplo, que a proliferação de partidos pequenos prejudique a governabilidade do país.
Também concordam que será necessário fortalecer os vínculos com os filiados num cenário de maior restrição.

Rodrigo Maia quer levar ao plenário proposta para acabar com Justiça do Trabalho


[Rodrigo Maia quer levar ao plenário proposta para acabar com Justiça do Trabalho]
22 de Outubro de 2017 às 16:39 Por: Luis Macedo/Câmara dos Deputados Por: Redação BNews
Depois que a Câmara dos Deputados votar a denúncia contra o presidente Michel Temer, um dos temas que será levado ao plenário, a partir da semana que vem, já foi decidido pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia.
Segundo o Correio Brasiliense, Maia decidiu levar a proposta de Emenda Constitucional para acabar com a Justiça do Trabalho, incorporando sua estrutura à Justiça comum.
 

Executivo denuncia como Fábio Luís, filho de Lula, virou um ‘fenômeno’ empresarial


Marco Aurélio Vitale, ex-diretor do Grupo Gol, de Jonas Suassuna
Pressionado pela Receita, Vitale decidiu contar tudo
Italo Nogueira
Folha
Marco Aurélio Vitale, por sete anos diretor comercial do grupo empresarial de Jonas Suassuna, disse em entrevista à Folha que firmas foram usadas como fachada para receber recursos da Oi direcionados a Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e seus sócios. De acordo com ele, o Grupo Gol – que atua nas áreas editorial e de tecnologia e não tem relação com a companhia aérea de mesmo nome – mantinha contratos “sem lógica comercial” tendo como único objetivo injetar recursos da empresa de telefonia nas firmas de Suassuna.
“A Gol conseguiu um tratamento que não existe dentro da operadora”, afirma. As empresas de Suassuna receberam R$ 66,4 milhões da Oi entre 2004 e 2016, segundo relatório da PF.
SÍTIO DE ATIBAIA – O empresário é dono de metade do sítio em Atibaia (SP) atribuído a Lula. No terreno de sua propriedade não houve reformas – só a instalação de uma cerca – o que o livrou de ser denunciado pelo Ministério Público Federal.
Suassuna iniciou a relação comercial com a família de Lula em 2007, quando se tornou sócio da Gamecorp, de Lulinha, Kalil Bittar (irmão de Fernando Bittar, dono da outra metade do sítio) e da Oi.
Vitale falou à Folha após ser intimado pela Receita Federal, à qual ele afirma ter apontado irregularidades nas empresas. Ele diz não ter participado de atos ilícitos e quer escrever um livro, cujo nome provisório é “Sócio do filho”.
Vitale foi funcionário do Grupo Folha, que edita a Folha, entre os anos de 1992 e 2001 na área comercial, sem ligação com a Redação. Foi quando conheceu Suassuna, que vendeu CDs da Bíblia na voz de Cid Moreira em jornais, projeto que deixou o empresário milionário.
Como o sr. começou a trabalhar com Jonas Suassuna?
Conheci Suassuna entre 1997 e 1998, quando eu era gerente de marketing da Folha. Saí desse mercado, mas em 2009 apresentei ao Jonas um projeto. É quando ele me chama para trabalhar. A sociedade com Lulinha [Fábio Luís] já existia. Ela sempre foi colocada como uma sociedade lícita que não traria benefícios diretos para o Jonas. Exceto o fato de ser sócio do filho do presidente, o que te dá uma visibilidade natural.
Era mais do que isso?
A empresa não tinha negócios para suportar o custo dela. Era possível pensar que fosse algum investimento futuro. Mas isso se perpetua.
O Grupo Gol é conhecido pela “Nuvem de Livros” e como fornecedora de material didático. Eles não eram suficientes?
A editora de fato vendia os livros, com períodos de vendas altas e baixas. A “Nuvem” teve faturamento significativo, mas foi criada em passado recente [2011]. Como a empresa sobrevive de 2008 a 2011? A receita que existia era da Oi. Diretores sabiam que existiam contratos e receitas milionárias, mas nunca ficou claro quanto e pelo quê a Oi pagava.
O que Suassuna falava sobre esses contratos?
Ele não falava. O modelo de gestão sempre foi muito centralizado. Qualquer assunto era tratado de forma fechada com Fábio, Kalil e Fernando. Esporadicamente se encontravam com Lula em São Paulo.
Mas em nenhum momento os diretores questionaram [a relação com a Oi]?
Um deles um dia me viu muito agitado, trabalhando muito ainda no início, e disse: “O que você está fazendo? Aqui é para ganhar dinheiro e não fazer nada”. Porque tinha os contratos com a Oi. Eu corria atrás. Mas a percepção que eu tinha era que os inimigos políticos não faziam negócio, e os amigos não faziam com medo de se comprometer.
E como era a relação com os executivos da Oi?
A Gol conseguiu um tratamento que não existe dentro da operadora. Os projetos não passavam pela área de compras, não existia proposta, e eram valores muito elevados tratados e aprovados diretamente pela presidência da Oi. Toda vez que mudava o presidente da Oi, existia um esforço do Jonas, do Kalil, e muitas vezes do Fernando, de ir até a presidência, fazer reuniões. Dava para notar que tinha que explicar por que se pagava dinheiro tão alto para negócios que não tinham fundamento. Era como se fossem pagamentos com compromisso de realização sem lógica comercial.
Qual era o motivo desses contratos?
Muitos dizem que seria uma contrapartida pela mudança da lei da telecomunicação para permitir a compra da Brasil Telecom. Nunca ouvi falarem disso. Esse assunto não era tratado dessa maneira. Mas Jonas e suas empresas foram utilizadas, na minha opinião, como uma fachada necessária para que o Fábio e Kalil realizassem seus negócios através da ligação familiar. Nesse movimento, os negócios não eram o mais importante. O importante era a entrada de dinheiro.
O nome do ex-presidente era usado?
No caso da Oi, não se falava o nome do ex-presidente porque eles queriam buscar outros negócios e existia dentro da Oi uma noção clara de que a Gol só estava lá por causa do então presidente. As pessoas da Oi não se sentiam à vontade de falar sobre isso. Mas, em almoços que Jonas fazia com empresários, ele sempre se posicionava como sócio do filho do presidente, amigo do presidente.
Lula frequentava a empresa?
Não. Só vi uma vez quando já ele tinha saído da Presidência. Jonas queria mostrar as instalações.
Já se sabia do sítio na empresa?
Sabíamos do sítio, mas ele era do Lula. Nunca foi dito que era do Jonas. Ele nunca tratou sendo como dele, sempre tratou como sítio do Lula. [Após a divulgação do caso,] ele fala, em almoço na empresa, que tinha um sítio ao lado, que comprou como investimento.
Como ficou a empresa depois?
Jonas sempre colocou que era injustiça, perseguição.
Por que permaneceu na empresa por tanto tempo?
Eu trabalhava corretamente e ganhava um bom salário. Não fazia uma operação criminosa. Não cometi ilegalidade.
E por que decidiu falar agora?
Chegou o momento. Você não tem a noção da quantidade de pessoa que sabe do que foi feito. Mas ninguém fala.
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Suassuna, sócio de ‘Lulinha’, se enrola todo ao tentar explicar o que é inexplicável


Keiny Andrade - 10.nov.2015/Folhapress
Suassuna, denunciado pelo ex-diretor da  empresa
Italo Nogueira
Folha
O empresário Jonas Suassuna, dono do grupo editorial Gol, que não tem relação com a companhia aérea, negou em entrevista à Folha ter sido beneficiado pela Oi em razão de suas relações comerciais com Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Ele disse que tem um “carimbão” da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Receita Federal que atestam sua respeitabilidade.
“Tudo isso já passou pelo escrutínio da Receita Federal. Já prestei todas as contas e não fui multado. Levei muito tempo para chegar aonde cheguei. Tenho currículo, respeitabilidade e um carimbão da Polícia Federal e do Ministério Público. Em nenhuma delação eu apareci”, disse o dono do Grupo Gol,
DENÚNCIA DO DIRETOR – A entrevista foi dada à Folha em resposta ao executivo Marco Aurélio Vitale, por sete anos diretor comercial do grupo empresarial de Jonas Suassuna. O executivo  revelou à Folha como alguma firmas foram usadas como fachada para receber recursos da operadora Oi direcionados a Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e seus sócios.
De acordo com Vitale, o grupo Gol – que atua nas áreas editorial e de tecnologia e não tem relação com a companhia aérea de mesmo nome – mantinha contratos “sem lógica comercial” tendo como único objetivo injetar recursos da empresa de telefonia nas firmas de Suassuna.
SÓCIO DA OI – Suassuna negou que tratasse de seus negócios diretamente com a presidência da Oi. Apresentou sua agenda telefônica em que constam nomes e números de executivos da companhia, além de e-mails de gerentes e diretores.
“Tratava diretamente com os executivos de venda.” Reconheceu, porém, que teve contato com os presidentes da Oi em razão da sociedade comum na Gamecorp, com o filho de Lula. “Aí [quando se tornou sócio da Gamecorp] eu comecei a entender os caras da Oi. Não precisava do Fábio ou do Lula para falar com a Oi. Eu sou sócio dela num canal de televisão”, disse.
O empresário negou também ter usado o nome do ex-presidente para fechar negócios. “Não preciso do presidente Lula. Eu não quero. Ganhei nesses anos todos mais dinheiro com a Fundação Roberto Marinho do que com a Oi.”
CDS DA BÍBLIA – Suassuna afirmou que a Oi demonstra interesse no conteúdo da “Bíblia na Voz de Cid Moreira” desde 2003, quando apresentou uma proposta de compra do conteúdo. Conta ainda que o fato dos CDs da Bíblia terem vendido mais de 65 milhões de cópias entre o fim da década de 1990 e início de 2000 comprova que o valor pago pela Oi em 2009 não foi superfaturado.”A Oi não fez um mau negócio. Ela teve por quatro anos exclusividade de um produto que é um espetáculo.”
Questionado sobre o baixo acesso ao portal de voz em mais da metade do contrato, ele disse que a Bíblia pode ter sido oferecida em pacotes da operadora para atrair mais clientes – o que não seria computado no acesso.
Inicialmente, ele negou que o contrato previsse divisão de receita. Depois, porém, admitiu que não acompanhava o volume de acesso mensal ao portal. “A Oi me pagou bonitinho. Fiz o que me competia: divulguei o produto, paguei a Cid Moreira, cumpri toda a minha história. Tudo como manda a santa amada Igreja.”
SÍTIO EM ATIBAIA – Suassuna disse ainda que comprou um dos terrenos do sítio em Atibaia, atribuído ao ex-presidente Lula, a pedido de Jacó Bittar, pai de Fernando e Kalil Bittar e amigo do petista.
“Ele [Jacó] me disse: ‘Comprei um sítio, mas o cara só vende dois. O presidente Lula vai sair da Presidência e quero que ele fiquei comigo, porque ele é meu amigo. Quero fazer isso para ele’. Eu tinha R$ 1 milhão. Tinha muito mais. Fui lá e comprei. Com meu dinheiro eu compro o que eu quiser”, disse ele.
 “CHANTAGEM” – Em nota, assessoria de Suassuna afirmou que a as acusações de Vitale são “fruto de tentativa frustrada de chantagem”.
“A Gol não pactua com qualquer irregularidade, muito menos com tentativa absurda de extorsão, o que significaria uma tentativa de obstrução de Justiça”, diz a nota.
A Oi afirmou, em nota, que as empresas do Grupo Gol “são reconhecidas no mercado e fornecedoras de grandes companhias que operam no país”.
SEM ILÍTICOS – A defesa de Lula afirmou que os fatos relacionados à Oi e às empresas de Lulinha “já foram objeto de inquéritos e todos eles foram arquivados porque não foi identificada a prática de qualquer ato ilícito, seja do ex-presidente, seja por seu filho”.
Em relação ao sítio, a defesa do petista alega que ele “foi adquirido pelas pessoas que constam na matrícula do imóvel como proprietárias, que aplicaram recursos próprios e com origem demonstrada”.
Lulinha, Kalil e Fernando Bittar não se pronunciaram até a conclusão desta edição.

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Contador de Lula reconhece que não sabe se os aluguéis foram pagos


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Os recibos do aluguel são um problema para Lula
Eduardo Gonçalves
Veja
O contador João Muniz Leite confirmou a Veja que trabalhou tanto para o empresário Glaucos Costamarques como para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No período entre 2011 a 2015, ele foi o responsável por fazer a declaração do imposto de renda dos dois.Primo do pecuarista José Carlos Bumlai, Costamarques comprou o apartamento vizinho ao do petista e celebrou um contrato de aluguel com a ex-primeira-dama Marisa Letícia no fim de 2010. A força-tarefa da Operação Lava Jato diz que o acordo foi uma farsa arquitetada para esconder uma transação espúria — o apartamento teria sido dado pela Odebrecht a Lula como pagamento de propina por favores na Petrobras; e Glaucos teria atuado como um laranja no esquema.
Para corroborar essa alegação, a procuradoria afirmou que Lula só passou a pagar pelo imóvel em novembro de 2015, quando Bumlai, notório amigo do petista, foi preso na Lava Jato. A defesa do ex-presidente contestou a acusação, entregando ao juiz Sergio Moro 26 recibos do pagamento de aluguel — os documentos continham datas que não existiam e erros de português. Mesmo assim, conforme a defesa, são prova suficiente de que a locação foi paga.
ASSINOU NO HOSPITAL – Posteriormente, Costamarques afirmou por meio de sua defesa que, enquanto estava internado no Hospital Sírio Libanês para fazer uma cirurgia cardiovascular, recebeu a visita do contador João Muniz Leite, que lhe trouxe os recibos referentes a 2015. Ele assinou os documentos de uma só vez, mas garantiu que não recebeu nenhum tostão do aluguel até o fim de 2015, o que reforçou a tese da procuradoria de que a locação era apenas um embuste.
Tanto Lula como Costa Marques são réus no processo pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Já o contador Leite não responde a ação e o seu nome só veio à tona agora por causa da polêmica dos recibos.
NÃO PODE CONFIRMAR – À revista Veja, o contador afirmou que não sabe dizer se os pagamentos, de fato, foram realizados. “Eu fazia a contabilidade de ambas as partes, o imposto de renda de ambas aspartes, eu tinha conhecimento de que um pagava e que o outro recebia. Agora, como pagava e em que local, aí eu desconheço. Eu atuava meramente como um executor do imposto de renda. Não era mentor nem controlador de absolutamente nada”, disse.
Contador experiente, Leite trabalha há 14 anos com o compadre de Lula, Roberto Teixeira, que também é réu no processo. Foi ele que apresentou o contador a Costamarques, que, por sua vez, topou comprar apartamento por um pedido de Bumlai. Apesar de serem primos distantes, os dois são amigos desde a infância e Costamarques é padrinho de um filho dele.
Sobre os erros nos recibos, o contador disse que isso é um detalhe insignificante. “A pessoa talvez tivesse um arquivo único que mensalmente só modificava a data ou o mês. Isso é insignificante, a meu ver”, comentou.
INTERNAÇÃO – Atendendo a um ofício do juiz Sergio Moro, o hospital Sírio Libanês confirmou que o empresário ficou internado entre 23 de novembro e 29 de dezembro de 2015. Costamarques disse a Moro que só começou a ser pago pelo apartamento depois que recebeu uma visita de Teixeira no hospital. A instituição, no entanto, não encontrou nenhum registro de entrada do advogado.  Computou apenas três visitas do contador e oito do filho de Bumlai.
Apesar disso, a procuradoria elencou ao processo os registros telefônicos de Costamarques que mostram que o escritório de advocacia de Teixeira ligou para ele dez vezes enquanto estava internado no hospital.
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Votar nulo para invalidar a eleição é apenas uma lenda, sem base na realidade


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Charge do Nani (nanihumor.com)
João Amaury Belem
Sempre que se aproximam as eleições, sempre aparecem defensores do voto nulo, anunciando que o resultado será nulo se mais de 50% dos votos forem anulados. Essa lenda política deriva da interpretação equivocada do artigo 224 da Lei 4737/1965 (Código Eleitoral), que confunde os eleitores brasileiros sobre o poder desse tipo de comportamento de quem defende que o voto seja nulo.
Na véspera do período eleitoral, intensificam-se essas campanhas para que os brasileiros votem nulo de forma massificada, estimulados por boatos espalhados nas redes sociais e em correntes de e-mails, que ensinam como votar nulo, sugerindo esse comportamento para que os eleitores manifestem sua insatisfação em relação aos candidatos e ao sistema político vigente, por meio dessa repulsa ao direito de voto.
NOVA ELEIÇÃO? -Argumenta-se que “se mais de 50% dos votos forem anulados pelos eleitores, será necessária uma nova eleição”, no entanto, isso não corresponde à verdade, pois o voto nulo, juntamente com o voto em branco, não são computados no total de “votos válidos”, o que significa dizer que o resultado da eleição só leva em conta quem votou em algum candidato.
A confusão em acreditar que votos nulos têm o poder de eventualmente anular uma eleição se deve à má interpretação do Código Eleitoral e à divulgação dessas informações equivocadas. O artigo 224 da Lei 4737/65 diz que “se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país (…) o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias.
E o parágrafo 1º determina: “Se o Tribunal Regional na área de sua competência, deixar de cumprir o disposto neste artigo, o Procurador Regional levará o fato ao conhecimento do Procurador Geral, que providenciará junto ao Tribunal Superior para que seja marcada imediatamente nova eleição”.
É OUTRA NULIDADE – Estreme de dúvida, o erro está em pensar que nulidade é sinônimo de voto nulo. A nulidade a qual o artigo se refere é a anulação sacramentada pelo Tribunal Superior Eleitoral dos votos em candidatos nos casos de fraude, abuso de poder econômico, corrupção, compra de voto, extravio ou furto de urnas, eis que somente em tais casos a eleição pode ser cancelada.
Vejamos esse exemplo extremo. Se todos os eleitores, menos um, anularem seus votos, o candidato que teve este único voto válido induvidosamente vai estar eleito. Em tese, se isso acontecesse, a eleição seria considerada legal. Talvez não fosse considerada legítima, mas legal ela seria.
Pensem nisso com carinho, antes de anular o voto como forma de protesto.
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Federais acharam anotações relacionadas à Odebrecht na casa de Aécio Neves


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Fotomontagem reproduzida do Arquivo Google
Deu em O Tempo
Durante as buscas e apreensões da operação Patmos, em maio, a equipe da Polícia Federal encontrou, em uma das residências do senador mineiro Aécio Neves (PSDB), anotações que citavam valores relacionados à empreiteira Odebrecht e a sua subsidiária Braskem. Os números estavam indicados junto com as expressões “direção estadual” e “Pimenta”. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
As duas primeiras anotações estão associadas à sigla CNO, que segundo os investigadores seria uma referência à Construtora Norberto Odebrecht. À frente da sigla há dois valores. No primeiro, relacionado a “Pimenta”, o valor é de R$ 200 mil. No segundo, relacionado a “direção estadual”, o valor registrado é de R$ 510 mil. No caso das Braskem, há uma nova referência à direção estadual, com o valor de R$ 240 mil.
DEFESA NEGA – Para os investigadores, de acordo com o jornal, os valores “provavelmente” são “monetários” e são “possivelmente fruto de atividade ilícita”. A defesa nega.
A ação de busca e apreensão foi realizada por autorização do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, naquele dia, também determinou o afastamento de Aécio das funções no Senado. Depois disso, o senador retornou ao cargo por ordem do ministro Marco Aurélio Mello, voltou a ser afastado pela Primeira Turma do STF e teve a medida cautelar revogada por seus colegas de Senado.
No âmbito da operação Patmos, Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, acionista da JBS. Os valores teriam sido repassados ao primo do senador, Frederico Pacheco, o Fred, e as primeiras tratativas teriam sido realizadas pela irmã do senador, Andrea Neves, ambos flagrados em ação controlada da Polícia Federal. Aécio foi denunciado por corrupção passiva. Ele diz que a conversa tratava apenas de um empréstimo particular.
RELATÓRIO AO STF – A Polícia Federal enviou ao Supremo relatório sobre cada item encontrado na casa do senador e dos demais investigados na Patmos. Segundo o documento, um dos itens é uma “folha manuscrita, composta de três anotações com nomes e números podendo ser valores em moeda nacional”.
A PF diz que não é possível afirmar, somente com essa anotação, qual o nome completo de Pimenta. Naquele ano, o candidato do PSDB ao governo estadual foi Pimenta da Veiga. Sua prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inclui uma doação de R$ 200 mil da Odebrecht e outros recursos repassados pelo diretório e que seriam provenientes da empresa.
R$ 50 MILHÕES – Delatores da Odebrecht falam em R$ 50 milhões em doações oficiais e não oficiais ao grupo político do tucano, formado pelo próprio Aécio, Pimenta da Veiga, por Dimas Fabiano Junior (candidato a deputado federal), e pelo senador Antonio Anastasia (candidato ao cargo naquela eleição).
“Esses números provavelmente tratam-se de valores monetários. A relevância está no fato de o montante ser alto e de possivelmente ser fruto de atividade ilícita”, conclui o documento, subscrito pelos agentes Morais Cesar da Mota Furtado e Osvaldo Escórcio Meneses Filho.
Em resposta à reportagem, a defesa de Aécio informou que “as anotações referem-se a doações na campanha de 2014 devidamente registradas na Justiça eleitoral para o diretório estadual de MG, de forma lícita e transparente, facilmente comprovável no site do TSE.” Pimenta da Veiga foi procurado por O Tempo, mas não atendeu as ligações.
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Se não fizer besteiras, Bolsonaro tem muita chance de passar ao segundo turno


Charge do Miguel (Jornal do Comercio/PE)
Carlos Newton
De repente, a ficha caiu e acabou a ilusão de que os militares poderiam intervir e pôr fim à esculhambação institucional que assola o país. Nessa circunstância, é natural que o capitão reformado Jair Bolsonaro esteja herdando os votos de quem prefere os militares no poder, seja temporariamente ou até o final dos dias. O fato concreto é que Bolsonaro tem amplas possibilidades de passar para o segundo turno na eleição de 2018, se não continuar dizendo besteiras, que é uma característica de sua personalidade, digamos assim.
VENDER A PETROBRAS – Nesta semana, o candidato afirmou nos Estados Unidos que poderá vender a Petrobras “menos para a China”, mostrando desconhecer que dinheiro não tem pátria nem ideologia, é movimentado ao sabor das oportunidades. De volta ao Brasil, foi a Uberaba e chamou os mineiros de “paulistas”…
Mesmo falando essas bobagens e também menosprezando mulheres, negros e gays de todos os gêneros e modalidades, Bolsonaro está ganhando adeptos, porque a decepção com os políticos é tão grande que o expressiva parcela do eleitorado prefere um militar no poder, não importa quem seja.
APOIO AOS MILITARES – As pesquisas exibem um quadro favorável a Bolsonaro. Em dezembro do ano passado, o Instituto Paraná indicou que cerca de 35% dos brasileiros já apoiavam uma intervenção militar provisória no país. O Ibope também andou pesquisando o tema, registrando que 31% dos brasileiros consideram essa uma forma de governo “um tanto boa”, e 7%, “muito boa”, num total de 38% de opiniões positivas, contra 55% de manifestações  negativas.
Como a tendência é de que Bolsonaro receba muitos votos dos eleitores que desistiram dos políticos profissionais, tudo indica que ele tem muita chance de chegar ao segundo numa eleição fatiada nos moldes da disputa em 1989, vencida por Fernando Collor, de um partido insignificante, o PRN.
Mas Bolsonaro tem problemas. Além de ser do tipo autocarburante,  que fala uma bobagem atrás da outra e se queima sozinho, há pelo menos três candidatos que não são políticos profissionais e podem lhe roubar preciosos votos — Henrique Meirelles pelo PSD, João Doria pelo DEM e Paulo Rebello de Castro pelo PSC, justamente o partido ao qual Bolsonaro está hoje filiado, sem falar em Luciano Huck, que está sendo assediado pelo PPS, vejam a que ponto chegamos.
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Barganha para salvar o mandato de Temer inclui até o aeroporto da Pampulha


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Valdemar Costa Neto faz manobra em favor de Temer
Deu em O Tempo
Em troca de apoio do PR para barrar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) na Câmara, o presidente Michel Temer prometeu ao ex-deputado cassado Valdemar Costa Neto (PR) reabrir o aeroporto da Pampulha e retirar o terminal de Congonhas da lista de privatizações. Costa Neto foi condenado no mensalão e já não preside o PR. No entanto, segue exercendo forte influência no partido, que tem 37 deputados, quatro senadores e, mesmo fragmentado, recebeu importantes cargos no setor de transportes e tem poder de pressão na área.
No ano passado, a proposta de retomada dos voos de grande porte na Pampulha causou atrito com os sócios privados da concessionária BH Airport, que administra o aeroporto de Confins, a 38 quilômetros da capital mineira. Confins foi concedido em 2014 com participação da Infraero de 49%. Os acionistas privados – o grupo CCR e Aeroporto de Zurich – têm 51%.
CONCORRÊNCIA – Para a BH Airport, a retomada dos voos de longa distância na Pampulha – que desde 2005 passou a atuar apenas com aviação executiva e regional – poderia gerar forte concorrência com Confins, ameaçando o retorno financeiro da concessão e prejudicando a própria Infraero.
Em maio deste ano, o Ministério dos Transportes, comandado pelo PR de Valdemar Costa Neto, publicou uma portaria e uma resolução em consonância com os argumentos da BH Airport e vetou a volta de voos comerciais de grande porte ao terminal da Pampulha. A decisão irritou o prefeito da capital, Alexandre Kalil (PHS), que acusou o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, de ser o responsável pela “canetada” que manteve o terminal fechado para grandes voos.
POLÊMICA – “Moreira Franco é um cara assíduo aqui, conhecido da população. Ele mandou dar uma canetada e resolveu um problema”, disse Kalil à época. O ministro rebateu: “Uma irresponsabilidade um prefeito de uma capital tão importante fazer esse tipo de declaração”.
Quatro dias depois do veto do Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) liberou o retorno de voos e de pousos de avião de grande porte no aeroporto da Pampulha, mas como a portaria já estava em vigor, o entendimento foi de que as grandes aeronaves poderiam operar no terminal, mas somente para voos locais. O imbróglio foi tema de audiência pública na Câmara. Na ocasião, representantes da BH Airport voltaram a se manifestar contra a abertura da Pampulha alegando prejuízos a Confins.
FALTAM VERBAS – Além dos votos para barrar a denúncia na Câmara, Temer tem um motivo de ordem financeira para dar respaldo ao pedido de Valdemar Costa Neto de suspender a privatização do aeroporto de Congonhas, o mais lucrativo da Infraero. Estudo do Ministério dos Transportes mostra que, sem Congonhas, seria preciso injetar imediatamente cerca de R$ 400 milhões na Infraero. E não há recursos disponíveis.
Quase 15% da receita da empresa vem de Congonhas. O segundo aeroporto mais rentável para a estatal é Santos Dumont, no Rio, que representa cerca de 8% da receita. Diante do diagnóstico, o ex-deputado do PR reforçou a pressão para reverter a decisão de privatizar o terminal.
Em nota divulgada nessa sexta-feira (20) à imprensa, a pasta dos Transportes confirmou que reavalia a concessão do aeroporto. “Dessa forma (com a privatização de Congonhas), os outros aeroportos do Sistema Infraero do país poderiam ser inviabilizados”, informou o ministério. A nota afirma ainda que a argumentação foi “técnico-financeira” e “sem interferências políticas externas”.
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Sócio de “Lulinha” fechou negócio com a Vivo após acompanhar Lula na Espanha


Em Madri, Suassuna à direita, ao lado do filho de Lula
Italo Nogueira
Folha
O empresário Jonas Suassuna, sócio do filho do ex-presidente Lula, anunciou parceria comercial com a Vivo cinco meses após encontro do governante petista com executivos espanhóis da Telefônica, dona da operadora brasileira. O acordo incluiu a “Nuvem de Livros” entre os produtos oferecidos aos clientes da empresa de telefonia no Brasil. Marco Aurélio Vitale, ex-diretor do grupo empresarial de Suassuna, afirmou em entrevista à Folha que ouviu de Kalil Bittar, também sócio de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que o petista iria interceder junto aos executivos espanhóis em favor do negócio.
“O Kalil Bittar falou para o Jonas que o ex-presidente iria para a Espanha e que teria uma reunião com a presidência da Telefônica, e que seria falado da ‘Nuvem’ para viabilizar um negócio com a Vivo aqui. E foi o que aconteceu. Não tenho detalhes da reunião, mas ele [Jonas] volta já procurando o [Antônio Carlos] Valente [à época presidente da Telefônica no país]”, disse o ex-executivo do Grupo Gol, de Suassuna, que atua nas áreas editorial e tecnologia e não tem relação com a companhia aérea.
PARCERIA – O anúncio da parceria entre a Editora Gol e a Vivo ocorreu em setembro de 2011, durante a Bienal do Livro. Entre os dias 12 e 17 de abril daquele ano, Lula viajou à Espanha para, entre outros compromissos, quatro eventos com executivos da Telefônica – almoço, jantar, palestra e uma visita à sede da companhia.
Suassuna se encontrou com o ex-presidente na Espanha. Ele assistiu a uma palestra de Lula a funcionários da Telefônica, além de ter visitado ao lado do petista o estádio Santiago Bernabeu, do Real Madrid. Mas nega interferência do petista em favor do negócio.
O empresário é dono de metade do sítio em Atibaia atribuído ao ex-presidente Lula. No terreno de sua propriedade não houve reformas – apenas a instalação de uma cerca– o que fez com que a Procuradoria não o denunciasse no caso. É também sócio de Lulinha na Play TV.
R$ 29 MILHÕES – O acordo permitiu que a “Nuvem”, após três anos de concepção, fosse oferecido aos clientes da Vivo no país. Ela chegou a registrar, de acordo com a empresa de telefonia, 1,4 milhão de usuários. O produto rendeu à editora de Suassuna R$ 29 milhões líquidos. O acordo pela “Nuvem” ocorreu logo após a incorporação da Vivo pela Telefônica.
Em julho de 2010, a espanhola Telefônica comprou os 30% da Vivo que pertenciam à Portugal Telecom, ficando com 60% da empresa de telefonia móvel. Ela comprou o restante das ações no mercado por meio de oferta pública de ações em março de 2011.
Em maio, a incorporação da Vivo pela Telefônica foi anunciada.
MAIS FAVORECIMENTO – Não é a primeira vez que é apontado um ato de Lula que beneficiou Suassuna e a “Nuvem”, um dos principais produtos do Grupo Gol. A Folha revelou em fevereiro do ano passado que uma lei assinada pelo então presidente estimulou a criação do aplicativo.
A lei, de maio de 2010, obrigou todas as instituições de ensino públicas e privadas a possuir, até 2020, pelo menos uma biblioteca com no mínimo um título por aluno. A coleção pode existir “em qualquer suporte”, abrindo margem para bibliotecas virtuais.
Segundo relato de Suassuna, o projeto estava em elaboração três anos antes da sua concretização.
SUASSUNA NEGA – O empresário Jonas Suassuna negou que o ex-presidente tenha interferido no negócio. Ele afirma ter negócios na Espanha desde 1999, tendo inclusive entre seus executivos no país um ex-vice-presidente da Telefônica.
“Por que eu precisava dele? O presidente do meu escritório na Espanha [Luiz Scurra] tinha sido vice-presidente da Telefônica. Tinha todos os acessos”, diz ele.
Nos anos 1990, o grupo de Suassuna vendeu produtos editoriais colecionáveis que intermediava na Europa para vários jornais brasileiros, entre eles a Folha. Ele mantém um contrato ativo com o UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha.
“SENTADINHO” – “O fato de ter encontrado com o ex-presidente é porque eu estava lá. O presidente não é meu headhunter. Ele fez uma palestra sobre Brasil para um monte de gente da Telefônica. Eu estava lá, sentadinho como qualquer mortal”, declarou Suassuna.
O empresário disse também que a Vivo ganhou mais de R$ 100 milhões com o produto. Em nota, assessoria de Suassuna afirmou que a as acusações de Marco Aurélio Vitale são “fruto de tentativa frustrada de chantagem junto aos executivos da empresa”.
A Vivo disse, em nota, “que não houve interferência de quem quer que fosse para que a empresa fechasse acordo com a Editora Gol”. A defesa do Lula disse, em nota, que “jamais interferiu em qualquer ato comercial” de sócios de seu filho Fábio Luís Lula da Silva.
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Geddel achava que seria solto quinta-feira e está entrando de novo em pânico


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Charge do Simanca (Charge Online)
João Pedro Pitombo e Camila Mattoso
Folha
Em depoimento dado à Polícia Federal em julho deste ano, o ex-ministro Geddel Veira Lima (PMDB) afirmou que foi indicado em 2011 para o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa pelo então vice-presidente Michel Temer (PMDB). Geddel disse que assumiu o cargo por indicação da presidência do PMDB, que na época era exercida pelo hoje presidente da República. Ele negou qualquer participação dos então deputados federais peemedebistas Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves na indicação.
Geddel havia sido preso no dia 3 de julho pela PF no âmbito da Operação Cui Bono?, que investiga suposto esquema de corrupção na Caixa nos anos de 2011 a 2013 –anos em que ocupou o cargo no banco. O depoimento foi concedido em 20 de julho, uma semana depois de o ex-ministro ter sido autorizado pelo Tribunal Regional Federal a deixar a Penitenciária da Papuda para cumprir prisão domiciliar.
VIVIA DO SALÁRIO – No depoimento, Geddel negou ter cometido irregularidades e disse que não recebeu “nenhuma vantagem indevida” por sua atuação no cargo, tendo recebido apenas seu salário no período.
Também negou que tenha passado informações privilegiadas para interlocutores como Cunha e que as informações “eventualmente demandadas” pelo deputado “não alteravam o curso natural das operações de crédito”.
Geddel confirmou que se encontrou com Lúcio Funaro no hangar da empresa Aero Star, em Salvador. Afirmou ter recebido ligação do doleiro, que teria dito que o seu avião estava fazendo uma parada técnica e que queria dar um abraço no então vice-presidente da Caixa.
ABRAÇO EM FUNARO – O ex-ministro saiu de sua casa na praia em Camaçari e foi até o aeroporto de Salvador para “dar um abraço” no doleiro, um trajeto de 23 km feito em cerca de 35 minutos. Geddel diz que os dois conversaram sobre “amenidades”. Em sua delação, Funaro dá outra versão: afirma que o hangar era usado para fazer repasses de dinheiro de propina ao peemedebista.
O ex-ministro afirmou que, naquela ocasião, conheceu Raquel Pitta, mulher de Funaro. Em depoimento à PF, Raquel afirmou que foi pressionada com ligações de Geddel, que a sondava sobre a possibilidade de o doleiro firmar delação premiada.
O peemedebista nega ter feito pressão. E afirmou ainda que encontrou Funaro outras vezes em São Paulo, Brasília e Salvador “circunstancialmente”.
ERA MENTIRA… – Geddel foi questionado ainda sobre a informação de que teria enviado seu assessor Gustavo Ferraz para se encontra em São Paulo com Altair Alves Pinto, assessor de Eduardo Cunha, para buscar remessas de dinheiro.
O peemedebista afirmou que não tinha “nenhuma recordação” de ter enviado um interlocutor de nome “Gustavo” para encontrar Altair.
Preso em setembro após a descoberta de umbunker num apartamento em Salvador com R$ 51 milhões, Gustavo Ferraz, um dos aliados de Geddel, confirmou à polícia que foi a São Paulo buscar dinheiro para o ex-ministro.
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