terça-feira, 28 de fevereiro de 2017


Carlinhos Brown comanda Arrastão da Meia Noite sem cordas na Barra



Por Redação Bocão News
O tradicional arrastão da quarta-feira de cinzas começará mais cedo esse ano. O circuito Dodô recebe o "Arrastão da Meia-Noite" comandado pelo cantor Carlinhos Brown. O cantor puxa o trio sem cordas nesta terça-feira (28) após a passagem do último trio, por volta da meia noite. 
 
A festa do Brown deve acabar horas antes do início do já tradicional "Arrastão da Quarta-feira de Cinzas" que acontece todo ano pela manhã. Atrações como Daniel Vieira e a banda Psirico já confirmaram presença no evento, que também sai da Barra em direção ao bairro de Ondina.

Vestida de pirata, Claudia Leitte comanda seu navio elétrico na Barra



Por Tiago Di Araújo | Fotos: Vagner Souza / Bocão News
Os foliões do Largadinho e da pipoca que decidiram ir atrás do trio de Claudia Leitte no último dia de Carnaval, não irão se arrepender em curtir a despedida da folia sob o comando da loira. Vestida de pirata e com trio caracterizado de navio elétrico, Claudinha eletrizou o circuito Dodô (Barra-Ondina) logo no início do seu desfile. 
Com repertório pra cima, a loira mostrou que a boa forma não está no corpo escultural e também na condição física, não parando nenhum minuto de agitar os foliões. Na frente do camarote do Bocão News, Claudinha saudou o secretário de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, que foi um dos seus professores na formação acadêmica. 

Prefeitura garante que palco na Barra e Pipoco continuam em 2018



Por Tamirys Machado
Parece que as novidades trazidas pela prefeitura de Salvador para o Carnaval 2017 agradaram mesmo baianos e turistas.  Prova disso  é que o prefeito ACM Neto já anunciou antes mesmo do fim da folia momesca que dois projetos inaugurados esse ano devem virar tradição. 
“O palco da Barra continua, o Pipoco também. Esse é o carnaval que a prefeitura mais tem coisas adiantadas pro próximo ano, mas ai só na quarta-feira de cinzas”, adiantou.
 
O prefeito considerou ainda que a vitória da prefeitura nesse carnaval foi o aumento dos festejos pelo folião pipoca através dos blocos sem corda. “Eu não sou a favor de acabar com os blocos e não quero demonizar. Os blocos são importantes. Agora sem duvidas o carnaval da pipoca é uma vitória da nossa gestão”, afirmou.
Ainda segundo Neto, o objetivo da prefeitura para 2018 é uma melhor divisão de blocos e público entre os dois circuitos, trazendo de volta para o Campo Grande atrações de peso.
 
“Esse é o maior desafio, como a gente vai fortalecer o circuito aqui do centro. A Barra não aguenta , eu fui lá todos os dias e a quantidade de gente é absurda, a Barra não aguenta, sobretudo domingo e segunda, não é confortável pro folião e não é confortável pro morador. Temos que equilibrar isso de novo, vamos pensar quais são as possibilidades”, explicou.
 
A prefeitura já tem articulado para que mais artistas saiam sem cordas no carnaval 2018, o grupo Harmonia do Samba, a cantora Claudia Leitte e o grupo Psirico podem integrar a lista.

O Globo revela que o parecer no TSE será pela cassação da chapa Dilma/Temer


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Charge do Mário, reprodução da Charge Onlinme
Deu em O Tempo
Relator do caso que julga a cassação da chapa formada por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) nas eleições de 2014, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin votará contra a separação das responsabilidades da petista e do peemedebista. De acordo com informações do colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, Benjamin está preparando um voto duro, no qual vai deixar claro que o entendimento do tribunal sempre foi pela chapa una, sem divisão entre presidente e vice. Ainda segundo o colunista, o ministro tem dito, em conversas com interlocutores, que seria um “descalabro” e um “casuísmo” dividir a chapa.
ESTRATÉGIA DE DEFESA – A separação das responsabilidades, de modo a abrir a oportunidade de punir apenas Dilma Rousseff, deixando Michel Temer de fora de eventual decisão, é uma das estratégias da defesa do atual presidente. Se isso prevalecer, Dilma poderia perder os direitos políticos sem que Michel Temer tenha que deixar o Palácio do Planalto.
A situação de Dilma e Temer se complicou na última semana, após Herman Benjamin decidir que irá ouvir delatores da Odebrecht no processo. A expectativa é a de que as novas testemunhas confirmem as suspeitas sobre o uso ilegal de recursos na campanha de 2014.
DEPOIMENTOS FINAIS – No último dia 23, Benjamin marcou pra o próximo dia 2 os depoimentos dos executivos Benedicto Barbosa da Silva e Fernando Reis, respectivamente ex-presidente da construtora Odebrecht e ex-presidente da Odebrecht Ambiental.
O processo que tramita no TSE apura se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014. Segundo o procurador geral da República, Rodrigo Janot, Benedicto e Fernando também relataram fatos relacionados à campanha de 2014. Benjamin já havia decidido ouvir  em plena quarta-feira de cinzas, o herdeiro do grupo, Marcelo Odebrecht, na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba. O ministro também remarcou os novos depoimentos dos ex-diretores Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar. Eles serão ouvidos na próxima segunda-feira.
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Temer anda para trás, sem rumo


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Charge do Clayton, reproduzida de O Povo/CE
Carlos Chagas
O Curupira tem os pés para trás, ou seja, não se sabe se anda para a frente ou de marcha-a-ré. Desse jeito, o presidente Michel Temer: apostava em Dilma Rousseff, passou a inimigo do PT, prometeu o liberalismo e agora é candidato a não completar o mandato por conta do Tribunal Superior Eleitoral. Se ele for considerado incurso em crime de perturbar a eleição de 2014, perderá a presidência da República, como a antecessora já perdeu. Nesse caso, abre-se o leque: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cumpre o resto do mandato, ou a Justiça determina que Aécio Neves, segundo colocado nas eleições passadas, assuma o poder. Duas soluções capazes de dissolver o que resta das instituições e deixar o país em frangalhos.
Sendo assim, melhor que o Curupira continue a transitar pela floresta, ou seja, que Michel Temer permaneça no palácio do Planalto, mas com rumo certo.
NAU SEM RUMO – A pergunta é para quê está no governo. Deixar a caravela ao léu, sem rumo nem porto de arribação, ou condenada ao naufrágio inevitável em meio à tempestade, é o que desenha à frente.
Abre-se diante do atual presidente uma única saída: reunir os líderes de todos os partidos e anunciar que devem unir-se em torno de um programa de salvação nacional ou ele renunciará.
Assim fez Itamar Franco, depois da débâcle de Fernando Collor. O então vice-presidente não deixou alternativa. Naqueles idos, prevaleceu o bom senso e todos concordaram num ministério de união, do qual apenas o PT saltou de banda.
A situação se repete, até como farsa.
Governar com a obrigatória distribuição de favores, benesses e falcatruas aos partidos e demais forças inerentes à nação será o portal do caos. Apelar para a unidade em meio à desagregação, a saída.
Para começar, o Curupira precisaria dissolver tudo o que erigiu até hoje. Não apenas um novo ministério, mas a reformulação das diretrizes retrógradas impostas pelas elites conservadoras em ação. Nada de reformas favoráveis aos mesmos de sempre, muito menos o retrocesso aos tempos do neoliberalismo.
Em suma, Itamar Franco deixou exemplo singular e necessário. E o Curupira, terá coragem para imitá-lo?
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Frente Parlamentar diz que déficit da Previdência foi maquiado pelo governo


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Charge sem assinatura, reprodução do Arquivo Google
João Amaury Belém
A propósito da polêmica reforma da Previdência Social, que foi sobrestada pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, devido à inexistência de cálculos atuariais que comprovem o alegado déficit, convém conferir o importante estudo feito pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, cujas conclusões são as seguintes: 
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DÉFICIT DA PREVIDÊNCIA É UM MITO
A nossa Constituição Cidadã introduziu o conceito de Seguridade Social, abrangendo saúde, previdência e assistência social, ou seja, uma rede de proteção do risco social, sendo nossa primeira experiência de reconhecimento universal de direitos sociais inerentes à cidadania. O regime previdenciário é limitado no âmbito subjetivo, pois protege sujeitos específicos que colaboram diretamente, através de contribuição, para o financiamento da Previdência Social.
Conforme dados do Boletim Estatístico da Previdência Social, de dezembro/2015, menos de 60% dos brasileiros economicamente ativos estavam contribuindo ou eram segurados em algum regime previdenciário, o que corrobora a tese de que o mito do déficit e as incessantes reformas levam à insegurança jurídica, não permitindo ao cidadão ser “previdente” e poder planejar o seu futuro, o que gera uma consequência catastrófica: a desmotivação no investimento em razão da descredibilidade social do sistema público previdenciário.
REVISÃO NECESSÁRIA – Um estudo elaborado pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social conclui que, antes de se proceder às reformas nas regras dos benefícios, se impõe a revisão do financiamento da Seguridade Social, especialmente quanto à desoneração da folha de pagamentos sem o correspondente repasse dos recursos da contribuição substitutiva, através do reexame dos seguintes itens;
A. Revisão das renúncias e desonerações fiscais;
B. Revisão da DRU (Desvinculação de Receitas da União), para que não incida sobre nenhuma das contribuições sociais;
C. Revisão do modelo administrativo-judicial de cobrança de dívidas ativas de contribuições previdenciárias.
OUTRAS CONSIDERAÇÕES – Ainda, apurou-se que, dentre as propostas de reforma, cabe considerar:
1. O deficit da Previdência é um mito irresponsável!
2. A Seguridade Social é superavitária;
3. A idade mínima já existe, tacitamente, em ambos os sistemas de previdência pública (Fator Previdenciário e fórmula 85/95 – 90/100);
4. O país ainda não está socialmente preparado para a igualdade de condições previdenciárias entre homens e mulheres, havendo outras políticas públicas preliminares para adequação da realidade social, inclusive implantação efetiva de similaridade na remuneração e nas condições de trabalho para ambos os sexos;
5. As recentes alterações nos benefícios de pensão por morte buscaram resguardar as alegadas necessidades de equilíbrio atuarial e respaldo social, de acordo com as prospecções futuras, não havendo necessidade de novas reformas que reduzam ainda mais a proteção social;
6. As aposentadorias especiais aos agricultores familiares e pescadores ainda resgatam a dívida social brasileira com essa categoria profissional, não havendo espaço para uma reforma brusca quanto ao financiamento e tempo para aposentadoria, mas sim gradual;
7. Os Regimes Próprios de Previdência dos Servidores Públicos já foram exaustivamente reformados. A criação da Funpresp, com o resguardo do direito adquirido, já convergiu os dois regimes previdenciários públicos;
8. Os regimes previdenciários constitucionais (RGPS e RPPS) já estão, tacitamente, convergidos, apenas ainda não disputando o mesmo caixa de receitas, o que demandará grande discussão sobre o tema.
CONCLUSÃO – As reformas com objetivos de proteção atuarial futura devem atingir, apenas, as gerações futuras, de forma lenta, gradual e juridicamente segura, sem alterações incidentais constantes, preservando o direito às regras atuais a quem por elas se programou, garantindo a segurança jurídica e a credibilidade do sistema.
O malfadado déficit da Previdência Social nada mais é do que uma falácia, criada para esconder a responsabilidade do Estado por suas incessantes políticas de renúncias fiscais, desonerações e desvinculações de receitas, além de sua ineficiência na cobrança de dívidas ativas. A conta dessa leniência para com os devedores da Seguridade Social, e com as renúncias e desonerações, não pode ser jogada nos ombros dos aposentados e pensionistas brasileiros. Para mais essa maquiagem, a sociedade brasileira precisa dizer um basta!
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Delator da Odebrecht e manicure que furtou fralda têm penas semelhantes


SAO PAULO, SP, BRASIL. 19.06.2015. Executivos e empresarios detidos, ao serem conduzidos da sede da Policia Federal em Sao Paulo para o aeroporto rumo a Curitiba. Alexandrino Alencar ao entrar na van. (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress, PODER). ***EXCLUSIVO***
Pena de Alexandrino exibe as contradições da Justiça 
Angela Boldrini
Folha
A única coisa que Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura, e Keli Gomes da Silva, analfabeta e manicure, têm em comum é o tempo de sentença: sete anos e meio. Ela, por furtar quatro pacotes de fralda de um supermercado na Brasilândia, periferia de São Paulo. Prejuízo de algo como R$ 150.
Ele, um dos 77 executivos da empreiteira que fechou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato, por participar de esquema de corrupção na Petrobras. Pagamento de propina, apenas no Brasil, de R$ 1,9 bilhão, segundo confessou a própria empresa – valor 12,6 milhões de vezes maior que as fraldas levadas por Keli.
Já a comerciante Romeia Pereira da Silva foi condenada a 34 anos de prisão por receptação – crime de adquirir ou ocultar produto de origem ilícita– por causa de nove toca-discos, encontrados em sua loja, chamada “Sucauto”.
PRESA HÁ 8 ANOS – Romeia está presa há cerca de oito anos, cinco e meio a mais do que cumprirá em regime fechado Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira homônima que também fechou acordo de colaboração premiada na Lava Jato.
A similaridade na condenação, apesar da disparidade dos crimes, pode ser explicada por diversos fatores, afirma a juíza e pesquisadora Fernanda Afonso de Almeida, que tratou das diferenças de condenação entre os chamados “crimes de colarinho branco” e os delitos patrimoniais – como roubo e furto – em sua dissertação de mestrado na Faculdade de Direito da USP, em 2012.
“Existe, por exemplo, uma distinção de tratamento das próprias leis, com elementos como a ‘extinguibilidade’ da pena no caso de sonegação fiscal para aqueles que devolvem o recurso”, afirma ela. “No caso do furto, mesmo que a pessoa devolva o objeto, a pena permanece.”
RAZÃO “SOCIAL” – A juíza Fernanda Afonso de Almeida afirma ainda que há uma razão social na diferença de condenações de crimes tipicamente associados às classes altas, como a corrupção, e às classes baixas, como o roubo.
O professor de direito da USP Mauricio Dieter endossa a afirmação. “Da perspectiva social, é claro que um pessoa como a Romeia vai receber uma pena mais alta, por uma série de questões”, diz ele.
“No caso dela, não tem acesso à melhor defesa, enquanto aquele que comete o crime de colarinho branco normalmente tem acesso às melhores defesas, vai às audiências de terno e gravata, os filhos estudam na mesma escola que o juiz.”
TRATAMENTO JUSTO – Para Dieter, no entanto, essa diferença não é necessariamente ruim. “Às vezes, se o rico tem um tratamento justo, eu consigo articular isso a favor dos pobres”, afirma ele. “O que não se pode fazer é querer socializar a injustiça.”
No caso dos executivos da Odebrecht, há ainda o fator da colaboração premiada, que reduz a pena.
Apesar disso, os delatores da empreiteira serão os que cumprirão maior tempo atrás das grades – a sentença total de Marcelo Odebrecht é de dez anos, divididos igualmente entre regime fechado, domiciliar fechado, semiaberto e aberto.
REGIME DOMICILIAR – Alexandrino e Benedicto Junior, ex-presidente a Construtora Norberto Odebrecht, ambos condenados a sete anos e meio, já devem começar em regime domiciliar fechado. Keli, a manicure, passou um ano em regime fechado e hoje cumpre pena no semiaberto – no início de 2017, teve a pena reduzida em um ano após apelação.
Os antecedentes criminais e o tipo de crime também podem influir na pena de casos como o dela, que era reincidente em furto. A pena base no caso de roubo impróprio é de quatro anos.
Almeida defende uma reforma no Código Penal para que se acertem as diferenças, como por exemplo a extensão da extinção da pena para casos de furto em que o objeto é devolvido. “Além disso, os crimes contra o patrimônio são supervalorizados, e os de colarinho branco não fazem parte dele, estão em leis esparsas”, afirma.
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A mula, o preposto e o chefe na hora da verdade


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Yunes, Padilha e Temer, numa relação muito mal resolvida
Bernardo Mello Franco
Folha
“Sempre soube que Eliseu Padilha representava a figura política de Michel Temer”. Assim começa o item 2.5 do depoimento de Cláudio Melo Filho à Lava Jato. Nele o lobista descreve a relação de “extrema proximidade” entre o chefe da Casa Civil e o presidente da República. Diante dos procuradores, Melo Filho contou o que sabia sobre o ministro, apelidado de “Primo” nas planilhas da Odebrecht.
“Pelo que pude perceber ao longo dos anos, a pessoa mais destacada desse grupo para falar com agentes privados e centralizar as arrecadações financeiras é Eliseu Padilha”, disse.
“Atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome. […] Concentra as arrecadações financeiras desse núcleo político do PMDB para posteriores repasses internos”, explicou.
Na noite de 28 de maio de 2014, Padilha abriu a porta do Palácio do Jaburu para Melo Filho e Marcelo Odebrecht. “Como Michel Temer ainda não tinha chegado, ficamos conversando amenidades”, contou o lobista. Quando o chefe entrou na sala, o encontro se tornou mais objetivo: “Temer solicitou, direta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as campanhas do PMDB”.
O martelo foi batido em R$ 10 milhões. Segundo o delator, Padilha determinou que parte da bolada fosse entregue em dinheiro vivo no escritório do advogado José Yunes.
O relato produziu a primeira baixa em dezembro, quando Yunes deixou o cargo de assessor especial do Planalto. Às vésperas do Carnaval, ele admitiu ter recebido um “pacote” do doleiro Lúcio Funaro e culpou o braço direito do presidente. “Fui mula do Padilha”, desabafou.
O chefe da Casa Civil se licenciou na sexta-feira, alegando motivos de saúde, que eram verdadeiros.
Com ministros sendo abatidos como moscas, o governo Temer começa a lembrar o governo Dilma em sua fase terminal. Depois da mula e do preposto, talvez esteja se aproximando a hora do chefe.
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A saúde está muito doente no Brasil


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Charge do Duke (dukechargista.com.br)
Sebastião Nery
Um terço da população não é capaz de ler e compreender um texto mais elaborado. Segundo o Inaf (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional), em pesquisa nacional, só 26% do povo brasileiro é plenamente alfabetizado. Mesmo os que têm curso superior encontram dificuldades de entender suas respectivas áreas do conhecimento, em setores profissionais fundamentais para o desenvolvimento. E o mais dramático é que o Brasil investe em educação o equivalente aos países mais desenvolvidos.
A grande vítima dessa realidade é a própria população. Há anos a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vem realizando exames para os bacharéis saídos das Faculdades de Direito. A cada ano aumenta o número de reprovados para obtenção da carteira de advogado: 8 de cada 10 não alcançam o nível de conhecimento jurídico para se filiar ao órgão. É um número espantoso que atinge as centenas de milhares de saídos dos cursos de Direito, ao longo das últimas décadas.
MÉDICOS MEDÍOCRES – Agora, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) diz que 56% dos médicos formados nas 46 escolas de medicina em atividade no Estado entram no mercado de trabalho sem conhecimentos básicos: 80% não sabem interpretar uma radiografia e 70% não conseguiram diagnosticar um paciente com crise hipertensiva, doença que atinge o quase cotidiano de 25% da população brasileira.
O Conselho Médico de SP, ao divulgar os resultados dos exames realizados em 2016, constatou que dos 2.766 inscritos, somente 43,6% atingiram a pontuação que os habilita para o pleno exercício profissional.
O médico Bráulio Luna Filho, diretor do Cremesp e coordenador dos exames, que vem realizando desde 2005, constatou:
-“Com exceção do exame de 2015, nos últimos dez anos o índice de reprovação ficou acima de 50%. É preciso que as escolas médicas promovam melhorias nos métodos de ensino e imprimam mais rigor em seus sistemas de avaliação”.
E ELES VÃO CLINICAR… – Infelizmente, as provas e o caótico resultado não impedem os futuros médicos do exercício profissional. Somente para o programa de residência médica, instituições como a USP, Unicamp, Unifesp e Santa Casa desde 2015 passaram a exigir aprovação nos exames do Cremesp, para ingresso.
A “Folha de S.Paulo” publicou em 9 de fevereiro deste ano assustadora matéria da competente jornalista Claudia Collucci, mostrando as áreas problemáticas: “As médias mais baixas foram em saúde pública/epidemiologia (49,1%); pediatria (53,3%); e obstetrícia (54,7%);- 71% dos recém-formados não acertaram diagnóstico e tratamento para hipoglicemia de recém-nascido, problema comum nos bebês”.
– “As escolas médicas privadas continuam com pior desempenho em relação às públicas (33,7% contra 62,2%) de aprovação, Em ambas houve aumento de reprovação em relação a 2015. Entre as públicas de 26% para 38%. Entre os cursos privados, de 59% para 66%.”
Sendo a saúde a suprema lei, como dizia o saudoso médico Dalton Paranaguá, ex-prefeito de Londrina, o resultado oficializado pelo Cremesp no Estado mais desenvolvido do País é devastador. Se na paulicéia onde, indiscutivelmente, o padrão da medicina hospitalar está anos à frente da totalidade dos Estados brasileiros, imaginem o que pode estar ocorrendo em outras unidades federativas.
A saúde está doente e não é só nas filas dos hospitais.
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Mãe de Eliza Samudio questiona o ódio que o goleiro Bruno ainda demonstra


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Sonia Moura vai recorrer contra a libertação de Bruno
Deu no Estado de Minas
A mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, voltou a criticar a decisão que colocou em liberdade o goleiro Bruno Fernandes das Dores, mandante do sequestro e assassinato de sua filha. “Justiça? Seis anos e sete meses preso paga uma vida humana?” Na entrevista à TV Globo, Sônia, que mora em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, falou de sua expectativa com relação ao cumprimento da pena. “Sou leiga, mas gostaria que a Justiça fosse mais ampla. Que ele cumprisse os 22 anos, o que foi dado a ele”.
Questionada sobre o que diria a Bruno, revelou inconformismo. “A primeira coisa que gostaria de perguntar a ele é o porquê de tanto ódio. Por que ele acabou com a vida de minha filha de forma tão cruel e covarde?” Emocionada, emendou: “Se você sofre 1% do que eu sofro hoje, você saberia o porquê de tanta revolta”.
Bruno Fernandes foi solto por ordem judicial na noite da sexta-feira, depois de seis anos e sete meses atrás das grades. Ele foi condenado a 22 anos e três meses, em março de 2013, acusado de ser o mandante da trama de sequestro e morte de Eliza Samudio, sua amante, que o pressionava para o reconhecimento da paternidade de seu filho, Bruninho, na época com quatro meses.
OUTRO CONDENADOS – O crime foi em junho de 2010 e, entre os envolvidos, também condenados, estão o ex-funcionário do goleiro Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que teria estrangulado a vítima.
A liminar determinando a soltura do ex-goleiro foi concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira à noite. Na decisão, ele argumentou que o habeas corpus impetrado pela defesa, recorrendo da condenação de 22 anos e três meses de pena, já estava há três anos sem apreciação e, portanto, deu a Bruno o direito de continuar esperando a análise em liberdade. A decisão está sujeita à análise da turma do STF, que ainda vai julgar o habeas corpus. Além disso, a Procuradoria-Geral da República pode recorrer e tentar cassar a liminar de soltura.
DEPOIS DO CARNAVAL – A advogada de Sônia, Maria Lúcia Borges Gomes, informou que vai aguardar o parecer da Procuradoria-geral da República para definir os próximos passos. Ela acredita que a manifestação vai ocorrer logo depois do carnaval. “Posso entrar com o recurso direto com a turma (do ministro Marco Aurélio), mas vou esperar e, na sequência, ver com a Sônia o que vamos fazer”, diz.
Apesar da condenação, a polícia nunca encontrou os restos mortais de Eliza Samudio. Em busca mais recente, deliberada após denúncias do irmão do goleiro, Rodrigo Fernandes das Dores de Souza, preso no Piauí por estupro, a Polícia Civil não localizou qualquer resquício. Desde 2010, foram feitas 11 operações.

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Mãe de Eliza Samudio deveria recorrer logo contra a libertação de Bruno


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Libertação de Bruno pode ser anulada no Supremo
Jorge Béja
A mãe de Eliza Samudio, Sônia de Fátima Moura, que certamente se encontra habilitada nos autos do processo como assistente de acusação, representada por sua advogada, Dra. Maria Lúcia Borges Gomes, deveria, já, interpor agravo regimental contra a decisão pessoal (monocrática) do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. E nem precisaria escrever muito. Basta sustentar que a decisão do Tribunal do Júri é soberana e que nenhum outro tribunal, ainda que formado por juízes togados, pode alterar, para absolver ou para condenar. O que pode o tribunal é mandar o condenado (ou absolvido) a novo júri, anulando-se o que foi realizado. Pode, ainda, mexer na dose da pena, para menos, e segundo defendem alguns, para mais. Só. De resto, não pode mais nada.
Isto porque a decisão do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri é soberana e irretocável, no tocante à culpa ou à inocência do réu que foi julgado.
Mas o ministro escreveu que não encontrou motivos, fundamentos, para a condenação do ex-goleiro. Perdão, ministro, mas isso é matéria de mérito que somente ao Conselho de Sentença cabe aferir. No caso do ex-goleiro, o Conselho de Sentença concluiu que ele teve culpa e foi autor (ou co-autor) do sequestro, assassinato e ocultação do cadáver de Eliza e o Juiz de Direito que presidiu a sessão do Júri aplicou a pena de mais de 22 anos de reclusão.
No agravo, a mãe de Eliza também deveria anexar a entrevista de Bruno à Globo, quando ele diz que Elisa não mais voltará. Isso é confissão de que a moça está morta. Tanto está que ele sabe que ela não mais voltará.
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CARNAVAL COM CAMISINHA

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 Por estimular comportamento de risco, causaria escândalo uma campanha publicitária que induzisse as pessoas a fumarem com filtro e piteira, ou a curtirem a velocidade usando cinto de segurança, ou ainda a se bronzearem das 10 às 14 horas com filtro protetor. Mesmo sabendo que muitos fumam, correm e se deixam torrar, a orientação se faz, corretamente, no sentido de não fumar, de respeitar os limites de velocidade e de não se expor ao sol a pino.
  Indago: não é exatamente o inverso disso o que acontece no período de Carnaval com as tais campanhas de prevenção à Aids? Nesta época do ano, sistematicamente, são exibidas peças com veiculação nacional oficializando o Carnaval como a festa do sexo com camisinha.
 Todos sabemos que as coisas não são generalizadamente assim. A maioria das pessoas ainda vai aos bailes de carnaval, nos clubes e nos eventos de rua, nas pequenas e grandes cidades, no meio urbano e rural, para se divertir, dançar, pular e extravasar alegria de modo sadio. O fato de haver lugares onde as coisas adquirem outro sentido não altera o fato de que a orientação à sociedade deve ser dada no sentido positivo e não no sentido negativo.
Em nome da saúde pública, tomar a exceção por regra, promover o Carnaval como a grande e desbragada orgia sexual do país, passar recibo à conduta promíscua e estimular comportamentos que entre outros efeitos colocam sob risco a própria saúde pública é tropeçar na escada da moral e do bom senso. É fazer um furo no casco do navio, abaixo da linha d’água, jogar salva-vidas ao mar e anunciar que se está zelando pelas vítimas.
Há em tais campanhas, por outro lado, um poderoso e visível efeito demonstração e resulta fácil entender e perceber suas conseqüências ao longo do tempo. O Carnaval acabará se convertendo naquilo que se insiste em proclamar que ele é.

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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Citado na Lava Jato, Flávio Turquino, considerado como o único “homem que teria resistido à corrupção”.



Em uma rápida passagem pelo serviço público federal, Flávio Braile Turquino, que ganhou destaque por ser considerado como o “único homem a resistir á corrupção” nesses dois anos de delação nos envolvidos na Lava-Jato.
Conforme a delação de Alexandre Margotto, Turquino não teria aceitado imposições do esquema de Eduardo Cunha, Lúcio Funaro e de Joesley Batista, um dos donos da JBS-Friboi. Margotto afirmou que Turquino teria preferido pedir demissão a sujar o nome de sua família.
Formado em Medicina Veterinária pela Universidade do Paraná, Turquino trabalhou no Ministério da Agricultura, como Diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, e em apenas um mês foi exonerado de seu cargo. Atualmente, trabalha como diretor da Campo Verde Trading BV, uma joint venture de brasileiros fundada em 2013, com sede em Amsterdam, na filial de Rolândia, região metropolitana de Londrina (PR).

Após recolher o celular de aluna, professora leva mordida no braço


O ocorrido foi nesta segunda-feira (20), na Escola Estadual Vaniole Dionysio Marques Pavande, no Jardim Planalto, em Araçatuba (SP).
Por mau comportamento, a professora colocou a aluna de 14 anos para fora da sala, logo em seguida, a aluna tentou adentrar novamente a sala, mas a professora foi conversar com ela no lado de fora, no ato de fazer com que a garota prestasse atenção na conversa, a professora colocou a mão no celular da estudante, e foi surpreendida com uma mordida no braço.

A polícia foi acionada e elas foram encaminhadas para a delegacia. A professora passou por exames para comprovar a lesão. A garota foi ouvida pela polícia, liberada e entregue aos pais. O Conselho Escolar irá se reunir para tomar medidas cabíveis em relação ao caso, com base no regimento escolar.

Brasileiro Roberto Azevêdo é reeleito para dirigir a OMC


Desafio será o de manter a entidade viva diante de ataques de Trump e questionamento contra globalização

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Edgard Su/REUTERS
Roberto Azevêdo foi reconduzido hoje ao posto de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio
O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo foi reconduzido hoje ao posto de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), um organismo composto por 164 países, entre eles as principais economias do planeta, que trata das regras do comércio exterior.

Ele era candidato único. O que, na visão do governo brasileiro é reflexo do "amplo reconhecimento" pelos demais países-membros alcançado durante sua primeira gestão.
O segundo mandato de Azevêdo começa no próximo dia 1º de setembro e durará quatro anos.

O Brasil tem mais um candidato a um posto importante na mesma organização. O embaixador José Alfredo Graça Lima concorre à chefia do Órgão de Apelação, uma vaga que será aberta em julho.

À frente da OMC, Azevêdo conseguiu fechar o único acordo multilateral (de diversos países) negociado no âmbito do organismo desde sua criação, em 1995. É o Acordo de Facilitação do Comércio (AFC), que entrou em vigor no último dia 22.
Ele remove barreiras burocráticas ao comércio, com um potencial de aumento no comércio exterior de US$ 1 trilhão.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destaca outros dois feitos do embaixador: um entendimento "histórico" sobre o fim dos subsídios à exportação de produtos agrícolas alcançado na Conferência Ministerial de Nairóbi, em dezembro de 1995, e uma atualização do Acordo sobre Aspecto de Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips) que "facilita as condições de acesso de países em desenvolvimento a medicamentos essenciais."

"O Governo brasileiro felicita vivamente o embaixador Roberto Azevêdo pela eleição e formula votos ao nosso compatriota de novos êxitos no segundo mandato", conclui a nota.

O Brasil é membro fundador da OMC e tem várias causas importantes em discussão no organismo, que atua também como uma espécie de tribunal do comércio exterior.
Está em curso, por exemplo, uma reclamação movida pelo Brasil contra o Canadá, por causa de subsídios que o governo daquele país teria injetado na fabricante de aviões Bombardier, criando uma concorrência desleal com a Embraer.
Também reclama contra o governo dos EUA, que cobra uma sobretaxa nas importações de aço brasileiro. Na mão contrária, a OMC condenou preliminarmente incentivos fiscais do governo em diversos programas, entre eles o Inovar-Auto.

Viagens turísticas para a Lua



28/02/2017 - 16:56 |

 BAHIA TODA HORA

Foto: Arquivo
A companhia americana SpaceX anunciou ter assinado contrato com duas pessoas interessadas em fazer uma viagem ao redor da Lua no final de 2018.
“Estamos felizes em anunciar que fechamos um acordo com dois cidadãos para realizar uma viagem ao redor da Lua no final do ano que vem”, explicou o fundador e presidente da empresa, Elon Musk, em nota divulgada na segunda-feira (27). “Os clientes já depositaram uma quantia importante para uma missão lunar”, acrescentou.
“Prevemos realizar exames de saúde, avaliar a condição física dos passageiros e começar os seus primeiros treinamentos ainda este ano”, informou a SpaceX.
Os primeiros turistas da Lua voarão a bordo da nave espacial “Dragon 2”, uma cápsula que fará este ano o seu primeiro voo sem astronautas para a Estação Espacial Internacional.
A “Dragon 2” será lançada pela versão pesada do foguete Falcon 9, da Spacex, o “Falcon Heavy”, atualmente em desenvolvimento.
Os Estados Unidos não enviam astronautas à Lua desde o fim das missões Apolo, no início dos anos 1970.

Fonte: Radio France Internationale

Os bonecos gigantes de Olinda


28/02/2017 - 17:44 |

 BAHIA TODA HORA

Foto: Sumaia Villela / Agência Brasil
Lá vem o gigante descendo a ladeira, balançando de um lado para o outro, com os braços soltos. Ou melhor, 50 gigantes, em meio a uma multidão que vibra com o frevo, pequena ao lado dos maiores foliões do carnaval. O Encontro dos Bonecos Gigantes de Olinda percorreu as ladeiras pelo 30º ano consecutivo nesta terça-feira (28), animando o povo com um dos símbolos da folia pernambucana.
Medindo em média 3,4 metros quando montado, os bonecos são levados na cabeça e nas costas dos bonequeiros. O movimento característico deles se faz rodando; assim, os braços soltos do gigante giram de um lado para o outro, atingindo de leve algum desavisado e entretendo o pessoal que está em volta, que brinca de desviar dos braços giratórios.
O encontro começou no Largo do Guadalupe, desceu para o tradicional Quatro Cantos, cruzamento de Olinda que vive cheio e por onde passam vários blocos, e seguiu para a prefeitura, encerrando no Largo do Varadouro.
Palhaço Chocolate – No 30º encontro, uma novidade são os 40 bonecos mirins, de tamanho menor. Segundo Sílvio Botelho, organizador do encontro e artista plástico que fabricou vários desses ícones da folia em Pernambuco, é uma forma de continuar a brincadeira entre gerações, atraindo crianças e envolvendo os filhos das pessoas que fazem a cultura dos bonecos gigantes. Para combinar com a proposta, o Palhaço Chocolate foi escolhido como homenageado deste ano e sua representação abriu o cortejo dos gigantes.
Nos dias de Carnaval de Olinda, não é difícil encontrar crianças admiradoras dessa manifestação cultural: de fantasias do Homem da Meia Noite, o mais antigo deles, a bonequinhos em miniatura sendo levados pelos pequenos. Para a empresária do Recife Renata Passos, de 45 anos, que sempre aparece em Olinda na terça-feira para acompanhar a passagem dos bonecos, não são só as crianças que gostam de pegar na mão e de dançar com os gigantes. “Adulto também adora”, ri. “Na dança, na brincadeira como um todo. Faz parte da gente, né?”
A tradição pernambucana tem origem em outro continente, de acordo com o artista plástico Sílvio Botelho. “A origem do boneco gigante está datada de 800 anos, em Portugal. Chegou ao país em 1919, em Belém do São Francisco. Chegando aqui ficou timidamente e a história acabou. Renasceu em Olinda, em 1932, com o primeiro boneco com o nome de Homem da Meia Noite”, explica.
Presidentes – Personalidades da vida real também caem na folia em forma de bonecos. Eles são feitos por Leandro Castro, criador da Embaixada de Pernambuco, onde expõe os gigantes fabricados por ele. São artistas brasileiros e estrangeiros e outras pessoas conhecidas, inclusive presidentes do Brasil, que são retratados desde Fernando Henrique Cardoso. Segundo Leandro, para evitar o uso do boneco em protestos espontâneos, o presidente Michel Temer ficou apenas em exposição e não saiu às ruas na segunda-feira, dia em que Castro fez seu desfile em Olinda.
Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ex-presidente Obama pularam o Carnaval. “A gente não usa nossos bonecos de forma caricata. Na verdade, queremos materializar ícones”, explica. “O Obama, como ele já deixou de ser presidente, aí sim a gente fez uma brincadeira e está caracterizando ele como Tio Sam negro, até para se contrapor ao Donald Trump, que é realmente polêmico”, acrescenta.
Fonte: Agência Brasil

Mão de obra tem que ser nossa, afirma Rui em negociação com chineses



Por Redação Bocão News | Fotos: Manu Dias/GOVBA
As empresas chinesas que estão em negociação com o Governo do Estado para investir em projetos estruturantes, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, terão que utilizar mão de obra local durante a construção dos equipamentos. Foi o que o governador Rui Costa reafirmou à comitiva de executivos chineses durante a apresentação do Carnaval da Bahia ao grupo, na noite de segunda-feira (27), no circuito Dodô (Barra-Ondina). "No início da nossa conversa, já tinha dito a eles que o modelo utilizado na África, com 100% de aproveitamento da mão de obra chinesa, não nos interessa", disse Rui. 
 
Para o governador, “eles podem até trazer especialistas, porque têm tecnologia e conhecimento quem podem servir de aprendizado para nossos engenheiros e técnicos, mas a maior parte da mão de obra tem que ser nossa”. Rui também informou que os empresários chineses estão convictos de participar da licitação da Fiol, que o governo federal prevê lançar edital, "no mais tardar em julho deste ano", para o trecho de Caetité até Ilhéus, e depois, do restante, até a divisa da Bahia. "Até o fim deste ano, teremos o início das obras da Fiol e do porto".
 
O governador informou ainda que estão agendadas reuniões no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, inclusive para discutir a construção da ponte Salvador-Itaparica, projeto em estudo aprofundado pelos chineses. No próximo mês haverá encontro com os sócios da Bahia Mineração (Bamin), com os quais os chineses querem firmar parceria, “para bater o martelo sobre o Porto Su”.
 
Rui enfatizou que ao visitar a Bahia nos últimos dias, na área de instalação da Fiol e do porto, a comitiva confirmou o que o Governo do Estado tem informado. “Não brincamos com a informação. É preciso ser rígido. Estamos um processo de aproximação, onde se ganha mutuamente porque não se trata de doação e de filantropia. Eles são hoje grandes empresas, com recursos do governo e do banco estatal, que têm interesse que as empresas façam negócios no exterior. Eles querem investir no Brasil e, por toda a interlocução, têm decisão de fazer negócios na Bahia".
 
 
O Governo do Estado tem o metrô de Salvador a seu favor para obter a confiança dos chineses.  "Mobilidade que deu certo e é referência no Brasil. Isso está nos empoderando, capacitando para ganhar confiança no mercado e atrair muita gente. Por isso, a licitação do VLT tem muito interesse. Solidificamos uma imagem pública de um estado organizado e sério", completou.

Olodum comemora 30 anos de 'Faraó' com a pipoca no Campo Grande



Por Redação Bocão News | Fotos: Amanda Oliveira/GOVBA
O circuito Osmar (Campo Grande) foi invadido pela inconfundível batida de samba-reggae do Olodum, na tarde desta terça-feira (28) de Carnaval. Com antigos sucessos, como ‘Protesto Olodum’, 'Rosa' e 'Nossa Gente', o grupo afro é acompanhado pelos foliões pipoca. “Sabemos das dificuldades econômicas do país. Por isso, o Olodum agradece o apoio do Governo do Estado, que nos possibilitou fazer esta festa bonita para a multidão”, afirmou o vocalista Matheus Vidal. 
 
 
Neste Carnaval, o Olodum pede permissão às divindades e apresenta o tema 'O Sol – Akhenaton: Os Caminhos da Luz', em homenagem aos 30 anos do primeiro álbum do grupo: 'Egito Madagascar'. Primeiro disco de samba reggae do mundo, ele foi lançado em 1987, com a aclamada canção ‘Faraó Divindade do Egito’, lembrada pelo Olodum na passagem pelo Campo Grande.

Daniela Mercury arrasta multidão na pipoca do Campo Grande



Por Tamirys Machado | Fotos: Gilberto Júnior/Bocão News
Com o hit Cidade da Música, a cantora Daniela Mercury, uma das atrações mais esperadas do circuito, arrastou uma multidão na pipoca. Toda pintada de verde e laranja ela chegou na "passarela" da imprensa cantando Cidade da Música, canção feira em homenagem a Salvador que ganhou recentemente o título de cidade da música. O tema do carnaval deste ano também faz referência a música baiana. 
 
Logo após ela entoou o clássico Baianodade Nagô e sua música Rainha Má. O trio das Muquirinas já se prepara para iniciar o desfile com o cantor Leo Santana.

Harmonia aposta no samba de roda e faz a Barra sambar



Por Tiago Di Araújo | Fotos: Vagner Souza / Bocão News
Sem convite para arrastar trio sem cordas, como declarou ao Bocão News, Xandy dedicou toda energia para comandar o Meu e Seu. No último dia de Carnaval e terceiro à frente do bloco, a banda apostou no tradicional samba de roda para iniciar o desfile e não deixou ninguém parado, desde os associados à pipoca e até mesmo quem estava na festa para trabalhar.
Sambas clássicos da Bahia se misturaram aos hits já conhecidos da banda, que é considerada por muitos a melhor do pagode baiano. No trio, Carla Perez acompanhou mais uma vez o maridão e esbanjou simpatia com os fãs na avenida. Além, é claro, de mostrar todo samba no pé, que a tornou uma das principais dançarinas da história do grupo É o Tchan.

Carnaval na orla de Macapá reúne manifestações culturais amapaenses


Evento contou com rodas de batuque, marabaixo e show de zankerada.
'Carnaval Tucuju' ocorre durante esta segunda-feira (27).

Jorge AbreuDo G1 AP
Carnaval, Tucuju, Festa, Orla de Macapá, Marabaixo, Batuque, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)'Carnaval Tucuju' teve rodas de batuque e marabaixo (Foto: Jorge Abreu/G1)
Uma festa de carnaval diferente reuniu rodas de batuque, marabaixo e também o ritmo zankerada, criado pelo artista amapaense Finéias Nelluty, com a mistura sonora de elementos do carimbó e o kassicó, ritmos da Amazônia e do Caribe. A festa "com a cara do Amapá" iniciou na tarde desta segunda-feira (27) e segue até o fim da noite.
João Amorim, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)João Amorim, coordenador do 'Carnaval Tucuju'
(Foto: Jorge Abreu/G1)
Segundo o coordenador do 'Carnaval Tucuju', João Amorim, o objetivo é valorizar a principais manifestações culturais do Amapá. Para ele, a sociedade abraçou a proposta do evento, que está na primeira edição.
"A proposta do nosso Carnaval Tucuju é fazer uma junção de várias frentes que existem há muitos anos aqui, em Macapá, entre elas, a zankerada, batuque e marabaixo. É tudo para o povo dançar e curtir o carnaval que a gente sabe fazer. Essa é a primeira edição do evento que conta com o apoio e muito carinho da população", disse.
O advogado Ângelo Brasil, de 51 anos, participou acompanhado pela mulher, Rejane Freitas, de 40 anos, e a filha, Valentina, de 8 meses. Para ele, faltam festas de carnaval voltadas para a família.
"Eventos como este representam a valorização da família. É um carnaval de raízes e reúne pessoas nas ruas. A festa de carnaval anda muito associada à violência, mas quando tem famílias envolvidas, a violência se afasta. Eu acho muito importante realizações desse tipo", elogiou.
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Carnaval, Tucuju, Festa, Orla de Macapá, Marabaixo, Batuque, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)Advogado Ângelo Brasil foi à festa acompanhado pela mulher e a filha, de oito meses (Foto: Jorge Abreu/G1)

Bloco reúne foliões em Macapá para conscientizar sobre o autismo


Evento busca arrecadar alimentos para instituições filantrópicas.
‘Bloco do Abel’ foi às ruas do Centro nesta segunda-feira (27).

Jorge AbreuDo G1 AP
Abel Nascimento, autismo, Bloco do Abel, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)Evento reuniu foliões para conscientização sobre o autismo e causas sociais (Foto: Jorge Abreu/G1)
Unir a alegria do carnaval às causas sociais é o objetivo do ‘Bloco do Abel’, que foi às ruas do Centro de Macapá na noite desta segunda-feira (27). O evento busca arrecadar uma tonelada de alimentos não perecíveis para doação a instituições filantrópicas, além de levar a conscientização sobre o autismo.
Abel Nascimento, autismo, Bloco do Abel, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)Bloco foi inspirado na história de Abel Nascimento,
que tem autismo (Foto: Jorge Abreu/G1)
Criado em 2015, o bloco reúne foliões para a diversão carnavalesca, tendo como pano de fundo a causa do autismo, tema inspirado na história de vida do jovem Abel Nascimento, de 26 anos, diagnosticado com o distúrbio.
Na primeira edição, o bloco arrecadou 533 quilos de alimentos, que foram distribuídos para o Instituto do Câncer Joel Magalhães (Ijoma), entidade filantrópica no Amapá que recebe pacientes com câncer.
“O evento é de família, voltado para a conscientização do autismo e também busca arrecadar alimentos. Mais pessoas compareceram nesta edição do evento, por causa da grande divulgação. Isso é importante”, disse Abel.
Jane Capiberibe, presidente, AMA, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)Jane Capiberibe, presidente da Associação de Pais
e Amigos dos Autistas do AP (Foto: Jorge Abreu/G1)
O dinheiro das vendas do abadá será utilizado para climatizar a sede da Associação de Pais e Amigos dos Autistas do Amapá (AMA), segundo Abel. Para a presidente da associação, Jane Capiberibe, o evento é muito importante para a luta contra o preconceito e divulgação da causa social.
“Como sou presidente da associação de autistas, para mim é muito importante prestigiar um momento como este. O evento busca climatizar a AMA. Isso ajuda a divulgar e quebrar um pouco do preconceito, muitas pessoas não conhecem de verdade o que é o autismo, e vão poder ter um contato durante a programação”, destacou.

Prontos, bonecos da 'Banda' esperam passagem do bloco em Macapá


Segundo organização, 25 pessoas devem carregar os tradicionais bonecos.
‘A Banda’ percorrerá ruas de Macapá, a partir de 14h desta terça-feira (28).

Jorge AbreuDo G1 AP
Bonecos, Bonecões, A Banda, bloco de sujos, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)Bonecos, Bonecões, A Banda, bloco de sujos, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)
Os cinco tradicionais bonecos do maior bloco de rua do Amapá, ‘A Banda’, já estão prontos e aguardam o horário para seguir o percurso, que passa pelas principais ruas e avenidas da Zona Central de Macapá. A concentração para a partida está marcada para 14h desta terça-feira (28), na Praça Veiga Cabral. Cerca de 160 mil pessoas são esperadas.
Os bonecões são a marca da ‘Banda’ e, neste ano, todos eles vão sair juntos da sede da associação responsável pelo bloco. Os adereços são homenagens a pessoas que ajudaram com a história no bloco: Arizinho, Cutião, Chicona, Iracema e Wanderlei.
José Figueiredo Souza, conhecido como Savino, é o presidente da Associação de Brincantes e Simpatizantes do Bloco de Sujos A Banda. Entusiasmado, ele conta que cada boneco terá o revezamento de cinco pessoas para o carregamento durante o percurso.
Associação de Brincantes e Simpatizantes do Bloco de Sujos, A Banda, José Figueiredo Souza, Savino, (Foto: Jorge Abreu/G1)José Figueiredo Souza, conhecido como Savino,
presidente d'A Banda (Foto: Jorge Abreu/G1)
“Está tudo pronto. Nossos preparativos finais iniciaram às 8h. Depois do almoço, vamos partir com os bonecos para a Praça Veiga Cabral, onde inicia o percurso. Cada boneco tem cinco pessoas responsáveis pelo carregamento, ao total são 25”, destacou.
O prédio da associação, localizado na Avenida Ernestino Borges, entre as ruas General Rondon e Tiradentes, no Centro de Macapá, está em construção desde 2014. A previsão de entrega da obra é para 2017, segundo Savino. No local serão ofertados cursos profissionalizantes para a comunidade.
Cerca de 160 mil pessoas são esperadas na 52ª edição do tradicional bloco. Os bonecões vão sair da sede e seguir para a praça Veiga Cabral, no Centro, de onde inicia o trajeto oficial d’A Banda, às 14h, pela Rua Cândido Mendes, Avenida Henrique Galúcio, Rua Tiradentes, Avenida Feliciano Coelho, Rua Leopoldo Machado, Avenida Ernestino Borges, com chegada à Rua São José, na praça Barão do Rio Branco.
'Bonecões'
Os bonecos são características d'A Banda. A boneca Chicona tem cerca de três metros de altura e foi a primeira a participar do desfile em 1965.
Chicona, Bonecão, Boneco, A Banda, Bloco de sujos, Macapá, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)Chicona foi a primeira boneca a participar do
desfile do bloco (Foto: Jorge Abreu/G1)
"Chicona" era uma enfermeira conhecida na década de 1960. "Nós estávamos voltando para a sede do Amapá Clube quando vimos o 'Cutião'. Ele, que tinha como profissão a montagem de grandes bonecos, estava no canto do estádio municipal [Glicério de Souza Marques] com uma boneca enorme. Quando vi achei ela a cara da 'Chicona', dei esse nome para a boneca que seguiu com a gente pelas ruas e segue até hoje", lembrou.
A segunda boneca da história d'A Banda é a "Iracema". Ela representa a primeira dama do Território Federal do Amapá, Iracema Nunes, esposa de Janary Gentil Nunes, amigos dos fundadores do bloco.
Outro boneco é o "Anhanguera", nome da rua onde um dia um dos integrantes d'A Banda morou e quis homenageá-la. Quando o conselheiro que se chamava Wanderlei morreu, a família pediu que o boneco então tivesse o nome dele, para homenageá-lo.
Também com a proposta de ser uma homenagem a quem contribuiu com a história do bloco, "Ari" surgiu como uma condecoração após a morte de um dos conselheiros d'A Banda, Arimatéia. Antes, ele recebeu o nome de "Arizinho", filho do atual homenageado.
O quinto boneco do desfile é "Cutião", dedicado ao "bonequeiro" que montou a primeira boneca d'A Banda e morreu.

Empresário cita políticos do Amapá na 'Créditos Podres' e caso vai para o STJ


Denúncia foi protocolada no STF, mas ministra enviou o caso para o STJ.
Operação 'Créditos Podres' descobriu rombo milionário na Assembleia do AP.

Abinoan SantiagoDo G1 AP
Michel JK (à direita) assumiu controle da Alap após retorno de Moisés Souza (Foto: Abinoan Santiago/G1)Michel Harb e Moisés Souza tinham o controle da Alap (Foto: Abinoan Santiago/G1)
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, negou dar andamento à denúncia apresentada por Walmo Maia Raimundo Maia Cardoso, proprietário da Sigma, contra o deputado estadual Moisés Souza (PSC) e o conselheiro do Tribunal  de Contas do Estado (TCE) do Amapá, Michel Houat Harb. A ministra determinou que o caso seja analisado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na denúncia, o empresário envolve as autoridades na operação "Créditos Podres", da Polícia Federal, que descobriu em 2015 um rombo milionário na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap). À época, Michel Harb era deputado estadual e corregedor da Alap e Moisés Souza presidente. O G1 ainda não conseguiu contato com os advogados dos políticos nesta segunda-feira (27).
O empresário envolve os políticos na ocorrência de "desvios" de recursos "destinados à aquisição de créditos tributários para compensação de débitos da referida Casa Legislativa junto ao INSS [Instituto Nacional de Seguridade Social] na ordem de, aproximadamente, R$ 45 milhões". O valor citado por Walmo Cardoso é R$ 33 milhões a mais que o rombo divulgado pela PF.
Cármen Lúcia negou apenas dar seguimento ao caso, que tramita na Corte desde setembro de 2016. Ela não analisou o teor apresentado pelo empresário. Para envolver as autoridades amapaenses, Walmo Cardoso utilizou uma queixa-crime, ação penal privada sobre algum suposto fato criminoso que pode ser ingressada por qualquer pessoa.
Equipes da PF estão desde o início da manhã em prédios da Assembleia  (Foto: Divulgação/PF)Equipes da PF fizeram operação em prédios
da Assembleia (Foto: Divulgação/PF)
A decisão de não dar andamento pela presidente do STF foi motivada pela incompetência do Supremo em analisar o caso. Para Cármen Lúcia, a queixa-crime deve ser apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, responsável por analisar casos que envolvem o foro privilegiado de conselheiros de tribunais de contas.
O mesmo entendimento foi exposto em parecer da Procuradoria-Geral de Justiça (PGR), enviado ao Supremo.
"Da representação infere-se a participação no suposto esquema delitivo de atual membro de Tribunal de Contas Estadual. Tais autoridades, segundo dispõe o art. 105, I, da Constituição Federal, têm foro junto ao Superior Tribunal de Justiça, razão pela qual o Supremo Tribunal Federal é Corte incompetente para analisar os fatos descritos na notícia-crime", diz um trecho do parecer.
Créditos Podres
A operação Créditos Podres, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em Macapá e cidades do Pará teve três fases ao longo da investigação. A primeira ocorreu no dia 4 de agosto de 2015, com foco nos sócios da empresa que, segundo a PF, "negociou créditos previdenciários inexistentes junto a Assembleia Legislativa do Amapá". À época foram expedidos dois mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de condução coercitiva para serem cumpridos nas cidades de Macapá e Ananindeua, no Pará.
A segunda fase ocorreu no dia 7 de outubro de 2015, com foco nos servidores públicos diretamente envolvidos com a licitação que culminou na contratação da empresa supostamente pivô do esquema fraudulento. Foram cumpridos sete mandados de condução coercitiva, sete mandados de prisão temporária e doze mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá e Santana, e região metropolitana de Belém, no Pará.
Documentos mostram desembolsos da Alap a empresa de acusado (Foto: Reprodução)Documentos mostram desembolsos da Alap
à empresa de acusado (Foto: Reprodução)
Em fevereiro de 2016, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da operação, quando foram expedidos pela Justiça Federal do Amapá dois mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária, três mandados de condução coercitiva e doze mandados de busca e apreensão em Macapá e Santana.
Na última fase, a ação se desdobrou em cima dos proprietários da empresa Bernacom e Kencco. Elas teriam recebido o dinheiro pago pela Assembleia para a Sigma. Em todas das etapas da Créditos Podres, o empresário Walmo Cardoso nunca foi encontrado pela Polícia Federal. Ele continua foragido.
A empresa de Walmo Cardoso recebeu R$ 12,5 milhões da Assembleia Legislativa, segundo divulgou à época a Polícia Federal. O trâmite de toda a licitação, contratação e pagamentos de pelo menos R$ 7,6 milhões para a investigada ocorreu em menos de um mês, segundo documentos mostrados pelo G1 em 11 de agosto de 2015.

Café cremoso é opção para repor as energias no carnaval; veja a receita


Bebida energética pode ser servida quente ou gelada.
Estimulante é preparado e comercializado por empreendedora em Maceió.

Waldson CostaDo G1 AL
A empreenddora Silvia Jane aprimorou preparo do café cremoso (Foto: Waldson Costa/G1)Empreendedora Silvia Jane aprimorou preparo do café cremoso (Foto: Waldson Costa/G1)
Saboroso, estimulante e saudável o café é sem dúvida uma boa opção para repor as energias durante os festejos de carnaval. Por conta disso, a reportagem do G1 foi atrás de uma receita especial: o café cremoso artesanal que pode ser servido quente ou gelado. Confira abaixo a receita!

Preparado e comercializado em Maceió pela empreendedora Silvia Jane de Medeiros, o tradicional café cremoso lembra um merengue que adicionado ao leite ou a água quente se transforma em uma bebida encorpada, feita à base de café e açúcar.
Receita do Café Cremoso
Ingredientes:
50 g de café solúvel;
2 xícaras de açúcar refinado
1 xícara de água

Modo de preparo do merengue: Junte todos os ingredientes e bata na batedeira durante 15 minutos até ficar um creme. Ao ganhar textura, guarde o merengue no congelador em pote fechado.

Modo de preparo do café:
O merengue deve ser servido do seguinte modo: 1 colher de sobremesa em 1 xícara de água quente ou 1 colheres de sobremesa em 1 xícara de leite fervendo.

A bebida pode ser servida quente ou gelada.
Espécie de merengue é base para o preparo do café cremoso (Foto: Waldson Costa/G1)Espécie de merengue é base para o preparo do café
cremoso (Foto: Waldson Costa/G1)
“A receita do café cremoso não é nenhum segredo e pode ser encontrado em qualquer página de culinária da internet. No entanto, a receita que preparo possui uma técnica que foi aprimorada resultando assim em uma bebida ainda mais cremosa e saborosa” relata a empreendedora que encontrou no merengue uma forma de complementar a renda doméstica.

“Um pote de 500 gramas do creme que é transformado no café cremoso custa R$ 10. Com ele é possível fazer até 15 xícaras da bebida”, conta Silvia Jane que vende e entrega o merengue só a partir de encomenda prévia feita pelo telefone 9.9933-5984.

Podendo ser armazenado no congelador por até 5 meses, o café cremoso artesanal é segundo Silvia Jane um excelente estimulante. “Como essa bebida possui cafeína e açúcar suficiente para garantir energia no dia a dia, ela também é uma boa pedida para quem busca disposição para brincar as folias de carnaval”, completa.

Família vende rifas e quer arrecadar R$ 54 mil para cirurgia de bebê no AC


Eduardo, de apenas 9 meses, nasceu com uma malformação no uréter.
Criança precisa passar por uma nefrectomia em São Paulo.

Quésia MeloDo G1 AC
Pequeno Eduardo precisa de uma cirurgia e família faz rifa para arrecadar R$ 54 mil  (Foto: Reprodução/Facebook)Pequeno Eduardo precisa de uma cirurgia e família faz rifa para arrecadar R$ 54 mil (Foto: Reprodução/Facebook)
A família do pequeno Eduardo, de apenas nove meses, decidiu vender rifas de um celular para arrecadar R$ 54 mil para uma cirurgia no bebê em São Paulo. A estudante Letícia Lopes Souza, mãe da criança, conta que ele nasceu com uma malformação no uréter, o que causa refluxo e a urina acaba voltando para os rins. Em decorrência do problema, o bebê sofre com constantes infecções e toma antibióticos diariamente. As rifas são vendidas por R$ 5.

Letícia relata que durante a gravidez entrou em trabalho de parto prematuro e precisou ir para Porto Velho (RO). Após uma ultrassom, foi detectado que Eduardo tinha um dilatação nos rins e na bexiga, mas somente após o nascimento a gravidade da malformação poderia ser verificada.
Com apenas oito dias de vida, Eduardo teve uma septicemia - infecção generalizada - e passou 15 dias internado.
Quando saiu do hospital em Porto Velho, o bebê foi encaminhados para Curitiba, onde passou por uma ureterostomia. A barriga dele foi aberta e o uréter retirado para que a urina saísse. O procedimento foi necessário após a descoberta de que o pequeno tinha refluxo vesico ureteral - quando a urina volta para os rins e causa a infecção - mas, após a cirurgia, as infecções continuaram e Eduardo precisa passar por uma nefrectomia.
"O objetivo da cirurgia era justamente aliviar o refluxo para que ele parasse de ter as infecções. O problema permanece, mesmo saindo xixi por dois lugares ainda não aliviou o suficiente. Como ele toma antibiótico todos os dias e as infecções continuam, os remédios estão se tornando resistente e até tentamos internar, mas ele é muito difícil de acesso de veia e não conseguiu ficar todo o tratamento", relata.
Após novos exames, foi detectado que o bebê tem uma duplicidade pieloureteral. A mãe explica que ao invés de ter um uréter em cada um dos rins para levar a urina até a bexiga, o filho possui dois em cada rim. As constantes infecções acabaram causando uma lesão em um dos rins. Por isso, a cirurgia também deve retirar uma parte do órgão para que o restante não seja infeccionado.
"Isso é o que faz a urina voltar para os rins. Como, após a cirurgia, ele não vai ter esse uréter a mais a tendência é acabar o refluxo que causa as infecções e faz ele perder as funções renais", explica.
O procedimento cirúrgico deve ser feito em São Paulo. Porém, como a família ainda não conseguiu o dinheiro, a cirurgia foi pré-agendada para o dia 6 de março. Caso consiga apenas parte do valor, a família pretende viajar e parcelar o restante. Duas pessoas também ofereceram uma rifa para um ensaio fotográfico e um jantar completo em um restaurante de Rio Branco.
"Dependemos disso e também dele não ter nenhuma infecção até a data da cirurgia, pois se estiver doente a operação não vai poder ser feita. Estamos à disposição para qualquer pessoa que queria ajudar, pegar um bloquinho para vender a rifa ou de outra forma. Estamos no aguardo", finaliza.

Desempregada, agrônoma vende minijardins durante Carnaval no Acre


Minijardins são montados dentro de lâmpadas recicladas e custam até R$ 30.
Comerciantes mostram produtos durante feira na Praça da Revolução.

Quésia MeloDo G1 AC
Agrônoma vende minijardins em lâmpadas, em Rio Branco (Foto: Quésia Melo/G1)Agrônoma vende minijardins em lâmpadas, em Rio Branco (Foto: Quésia Melo/G1)
Após perder o emprego, a engenheira agrônoma Negmy Mendonça de Souza, 44 anos, decidiu que era o momento de se reinventar. A mulher passou a pesquisar como eram feitos os terrários - minijardins montados em recipientes de vidro - e até fez a montagem de alguns, mas achou que estavam muito básicos. Foi então que decidiu procurar um diferencial e iniciou os terrários dentro de lâmpadas que são reutilizadas.

Os minijardis custam de R$ 10 a R$ 30 e são vendidos na Feira de Pequenos Negócios que ocorre durante o Carnaval na Praça da Revolução, em Rio Branco.
Negmy conta que a produção de uma lâmpada leva de 15 a 30 minutos e que os preços variam dependendo do material utilizado e do tempo de preparo. Nos três dias de Carnaval, a agrônoma diz que lucrou R$ 100.
"Fui no Youtube para ver primeiro como limpar a lâmpada para receber as plantas. Comprei uma lâmpada bem pequena e fiz o primeiro, mas as lâmpadas quebravam e com o tempo fui pegando o jeito. O material que é descartado eu reciclo. Tudo que faço é depois de pesquisar. Eu estava sem fazer nada e percebi que havia um leque de coisas para eu fazer. Se alguém vier e pedir um terráreo personalizado eu também faço, essa é minha fonte de renda", conta.
Para criar minijardins dentro de lâmpadas agrônoma leva 15 a 30 minutos (Foto: Quésia Melo/G1)Para criar minijardins dentro de lâmpadas agrônoma leva 15 a 30 minutos (Foto: Quésia Melo/G1)
Comerciantes lucram até 900 em três noites de Carnaval
A vendedora Nira Matos conta que, de sexta-feira (17) até este domingo (26), conseguiu vender R$ 900. Na barraca dela o folião pode encontrar bolos e tortas de vários sabores, entre eles chocolate, castanha, farinha de tapioca, torta de limão e maracujá com chocolate. Qualquer porção custa R$ 5.
"Estou vendendo bem, os produtos estão saindo muito. Acredito que nos próximos dias vamos vender ainda mais. A expectativa é muito boa e fico até a Quarta de Cinzas", destaca.
Já Raimunda da Silva Barbosa vende plantas e diz que a vendas também estão boas. A vendedora diz que todos os anos aproveita a folia para ter uma renda extra. As plantas mais compradas, segundo ela, são as roseiras.
"Como planta a pessoa compra porque gosta, acredito que já vendi uma média de R$ 300 e a expectativa é que nos próximos dias venda ainda mais", finaliza.
Vendedora conta que todos os anos aproveita folia para ter renda extra  (Foto: Quésia Melo/G1)Vendedora conta que todos os anos aproveita folia para ter renda extra (Foto: Quésia Melo/G1)

Após esperar oito meses, mulher faz rifa para pagar cirurgia de tireoide


Família quer arrecadar R$ 4 mil para custear procedimento cirúrgico.
Rifa de jogo de cerâmica custa R$ 5 e sorteio está marcado para dia 1 de maio.

Iryá RodriguesDo G1 AC
Autônoma quer arrecadar R$ 4 mil para pagar cirurgia de tireoide (Foto: Arquivo pessoal)Autônoma quer arrecadar R$ 4 mil para pagar cirurgia
de tireoide (Foto: Arquivo pessoal)
Após esperar oito meses, a autônoma Maria das Dores dos Santos, de 59 anos, decidiu fazer uma rifa de dez jogos de cerâmica para custear um procedimento cirúrgico de tireoide.
Por causa dos nódulos que se desenvolveram, ela, segundo informou a filha Arliane Esteves, de 26, sente muitas dores nas costas e precisa, com urgência, fazer a cirurgia. A rifa custa R$ 5 e o sorteio está marcado para 1 de maio.
O G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) para saber o tempo médio de espera pelo procedimento cirúrgico e detalhes sobre o caso da autônoma Maria e foi informado que o órgão vai se posicionar posteriormente.
Maria foi diagnosticada com problema de tireoide há quatro anos e, inicialmente, não precisava usar medicação. De acordo com a filha, após fazer um exame de rotina no ano passado, Maria descobriu os nódulos e em junho de 2016 marcou a cirurgia no Hospital das Clínicas de Rio Branco.
Arliane conta que no final do ano passado, a mãe tentou se informar sobre a previsão para a cirurgia e foi informada de que existem pacientes inscritos em 2015 ainda na fila. A filha conta que a cirurgia em um médico particular custa R$ 4 mil em Rio Branco.
"Ela está com cirurgia marcada há quase oito meses. Mas, como ultimamente ela está sentindo muitas dores nas costas, decidimos fazer uma rifa para arrecadar o dinheiro e ela fazer logo essa cirurgia, porque com certeza vai demorar muito ainda. Ela encontrou uma médica aqui em Rio Branco mesmo e assim que conseguirmos o dinheiro, ela já marca a cirurgia", diz.

No interior do Acre, católicos trocam samba por missa durante o Carnaval


Organização estima 800 pessoas por dia no Carnaval Renascer.
Evento ocorre durante o Carnaval em Cruzeiro do Sul.

Anny BarbosaDo G1 Cruzeiro do Sul e Região
Comunidade se encontra em escola em Cruzeiro do Sul (Foto: Anny Barbosa/G1)Comunidade se encontra em escola em Cruzeiro do Sul (Foto: Anny Barbosa/G1)
Para os membros da comunidade católica Shalom, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, o Carnaval não tem samba ou desfile, mas missas e adoração. Segundo a organização, desde o último domingo (26), ao menos 800 pessoas tem comparecido ao evento no bairro Morro da Glória.

“É aberto para todo público, temos louvor, pregação, adoração e diversos cursos. Tem cursos para jovens, para casais, tem o espaço para criança e vamos ter missa. São programações variadas”, explica uma das organizadoras, Ana de Albuquerque.

A ideia é que sejam quatro dias de atividades na Escola São José sempre até às 23h. Esse é o primeiro ano que a estudante Beatriz Bandeira, de 15 anos, participa. Para ela, a experiência é única e vale a pena.

“É uma experiência bem legal. Eu estou gostando muito mesmo é meu segundo dia e pretendo vir todos. Não é só oração tem diversão, dança enfim tudo voltado para Deus de uma forma divertida e saudável”, disse.

A estudante Elouisa Alencar, de 18 anos, já participa há três do evento e diz que não se arrepende de escolher esse Carnaval. “É totalmente diferente do de rua, a alegria daqui é permanente. Na quarta-feira de cinzas só é alegria não tem arrependimento, nem ressaca, nem nada. Só felicidade sem fim”, explica.