segunda-feira, 19 de junho de 2017

Cunha analisa cenários para fechar delação com ou sem Janot na PGR


Oficialmente, a defesa do deputado cassado nega que ele vai colaborar com as investigações, mas o assunto é discutido com um grupo restrito de advogados

BAHIA.BA
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Preso desde outubro de 2016 pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) discute com advogados e familiares possíveis cenários no caso de uma eventual delação premiada.
Oficialmente a defesa do ex-presidente da Câmara nega a sua intenção de colaborar com as investigações, mas ele tem discutido o tema com um grupo restrito de advogados.
Em uma primeira avaliação, aliados de Cunha afirmam que, após a delação de Joesley Batista, ele quer se colocar como um “trunfo” ou um “ativo” para corroborar as revelações do dono da JBS em relação ao presidente Michel Temer e os principais peemedebistas envolvidos no acordo.
O grande impasse é que o ex-parlamentar foi o principal adversário do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quando estava na chefia do Congresso, e por isso teme que a sua proposta de acordo não seja aceita.
Também motivam Cunha as delações que os irmãos Batistas realizaram, pois ele pode comprovar diversas acusações contra Temer e também os avanços das negociações com o doleiro Lúcio Funaro, que era seu parceiro em diversos esquemas, como operações na Caixa Econômica.
O Planalto, por outro lado, também acha melhor que Cunha deixe a tentativa de acordo para depois de setembro, quando o novo procurador, indicado por Temer, já estará no cargo. O governo deve indicar um procurador-geral “anti-Janot”, mais alinhado ao Palácio do Planalto.

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