sábado, 17 de junho de 2017

Hamburguerias inovam e caem no gosto dos soteropolitanos


Thiago Conceição*
A TARDE
Raul Bittencourt e Alan Miranda usam as redes sociais para atrair clientes para a Bóris Burguer - Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
Raul Bittencourt e Alan Miranda usam as redes sociais para atrair clientes para a Bóris Burguer
Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
Nas últimas três décadas, o percentual de brasileiros que começaram a realizar suas refeições fora de casa passou de 7% para 25%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Diante do novo perfil de consumo, e para não perder a oportunidade de negócio, empreendedores da cidade investem nas hamburguerias.
Na Pituba, a Cazolla Gastro.Burguer.Beer, inaugurada em janeiro, foi o resultado de dois anos e meio de vendas de hambúrgueres na varanda da casa de Renata Marzolla, sócia da hamburgueria.

Veja como montar uma hamburgueria
Dicas importantes para abrir um negócio na área

Local
O ponto ideal de venda são as áreas de grande circulação de pessoas, especialmente no horário de almoço, final de tarde e noite. Caso não tenha um valor alto de investimento, existe a opção de estruturas móveis (food truck, food bikes) ou a garagem de uma residência. O empreendedor tem que checar com a prefeitura se é possível abrir um negócio no bairro

Pesquisa

É importante fazer uma pesquisa sobre a presença de concorrentes na área de atuação da hamburgueria. Caso exista a concorrência, é possível fazer a identificação dos pontos fortes e fracos dos negócios, para que assim seja definida a estratégia que vai gerar o diferencial no produto e no serviço que será oferecido


Exigências
Observar as exigências da legislação local e do Corpo de Bombeiros Militar

“No começo, existia o medo de investir em algo que estava tendo um ‘boom’ na cidade. Porém, com o incentivo de clientes, que gostam dos hambúrgueres, foi montado o negócio”, conta Renata.
Para manter o diferencial, com relação aos outros estabelecimentos do bairro, o investimento realizado na organização do espaço do Cazolla teve como objetivo criar uma atmosfera próxima a de um  ambiente residencial.
“A ideia é ser uma extensão de casa. E, para proporcionar isso ao cliente, a decoração foi inspirada na varanda onde eram vendidos os hambúrgueres”, explica a sócia.
Com o aumento do número de hamburguerias em Salvador, apresentar características singulares ao negócio é a estratégia para obter mais lucro. “Tem que ter algum diferencial do que já é feito no mercado. Entre as opções, é possível inovar no atendimento, no ambiente e no produto oferecido, que pode ser agregado com outros alimentos, além dos hambúrgueres”, diz Diógenes Silva, analista da Unidade de Acesso a Mercado do Sebrae-BA.
Redes de divulgação
Depois de participar de eventos como feiras de gastronomia e shows, o empreendedor Rodrigo Dias resolveu investir na em um ponto fixo para a à Burger, hamburgueria que foi inaugurada no mês de março, na Barra.
Na divulgação da marca e do novo estabelecimento, as redes sociais se tornaram ferramentas fundamentais.
“Além de garantir um produto e serviço de qualidade, é importante ficar atento com as redes sociais. No caso da à Burger, elas servem para atrair clientes e divulgar promoções”, conta Dias.
Entre as estratégias para incentivar  a presença dos clientes, a à Burguer tem o tuk-tuk, que faz o transporte gratuito de moradores da região do Jardim Apipema e Ondina.
Rodrigo Dias investiu em um tuk-tuk para transportar clientes (Foto: Mila Cordeiro | Ag. A TARDE)
Próxima de hamburguerias como a Cazolla, na Pituba, a Bóris Burguer, com estabelecimento implantado de forma independente em abril, utiliza as redes como forma de aproximação com os clientes.
“Depois que foi encerrada a parceria de três meses com o restaurante Yellow, que faliu em fevereiro, resolvemos assumir o ponto e usamos as redes para o relacionamento com o público”, conta Raul Bittencourt, sócio da empresa.
O empreendedor explica que as redes ajudam na troca de informações com os clientes, que em sua maioria é formado por pessoas de 15 a 45 anos de idade.
“São pessoas que têm contato com a internet. É legal que o gestor conheça bem o perfil do público”, diz  Bittencourt.
*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

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