segunda-feira, 19 de junho de 2017

Testemunhas de defesa de Lula prestam depoimento a Moro nesta segunda



Por Redação BNews | Fotos: BNews
Oito testemunhas de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva serão ouvidas pelo juiz Sergio Moro, nesta segunda-feira (19), em audiência na Justiça Federal de Curitiba. As sessões vão começar às 9h30 por meio de vídeoconferência de Salvador e seguirão à tarde com outros depoimentos nas justiças do Rio de Janeiro, Niterói e Petrópolis.
 
Conforme O Globo, cinco dos depoentes são ligados à Petrobras: Helio Shiguenobu Fujikawa, ex-secretário-geral da empresa, Almir Guilherme Barbassa, ex-diretor financeiro, Fernando Almeida Biato, ex-gerente, Paulo Cesar Farah Muniz e Alexandre Lugtenburg de Garcia, funcionários da estatal. Bernardo Moreira Peixoto Neto, contador de auditoria da KPMG, e Paulo José Machado, auditor da Ernst & Young, também são testemunhas.
 
 
Os depoimentos serão tomados no processo em que o petista é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de pedir propina à Odebrecht, como um apartamento vizinho ao que mora atualmente, em São Bernardo do Campo (SP), e um prédio que sediaria o Instituto Lula, em São Paulo.
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O apartamento está registrado em nome de um primo de José Carlos Bumlai, Glaucos da Costamarques e, de acordo com os procuradores, seria objeto de contrato fictício de aluguel. A sede do instituto chegou a ser comprada por uma empresa parceira da Odebrecht, mas o ex-presidente desistiu de ficar com o imóvel. Com isso, o imóvel voltou ao patrimônio da empreiteira. 
 
Ainda conforme O Globo, também serão ouvidas testemunhas arroladas pelos advogados de outros réus na Lava-Jato, como Paulo Ricardo Baqueiro de Melo e Demerval Gusmão, dono da DAG — empresa que adquiriu o terreno do instituto Lula. Amigo e parceiro de Marcelo Odebrecht, Demerval é acusado de atuar como preposto do empreiteiro.
 
Lula é réu em cinco ações penais, sendo duas na Lava-Jato de Curitiba. Contudo, novos inquéritos devem ser instaurados para investigar o petista em casos relacionados aos pedidos de investigação das delações da Odebrecht. As petições foram encaminhadas a Moro, na semana retrasada, pelo ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava-Jato no STF.

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